Archive for the ‘pessoal’ Category

Steve Jobs Day

domingo, outubro 16th, 2011

Eu fui uma das pessoas que ficou murchinha após saber da morte do Steve Jobs. Podem falar o que quiserem, mas eu sou Apple maníaca e aqui em casa há uma “maçã” espalhada por todos os cômodos: iPods, iPhones, Macbook, iMac, AppleTV. Não tem como não ser fã. Lembro-me ainda de quando eu me rendi a Apple, pois foi super Windows por anos e anos e anos (que hoje me fazem pensar como consegui por tanto tempo), até o dia que me rendi e comprei o macbook branquinho (o primeiro) e aí não larguei mais.

Acho até difícil fazer qualquer homenagem depois de tantas incríveis que já fizeram, mas hoje eu chorei (de verdade) vendo esse vídeo que foi feito usando sons de produtos da Apple e o discurso de 2005 que ele fez em Stanford. Gostando ou não do Steve Jobs vale a pena clicar no play:

via

Dia dos pais – com atraso

terça-feira, agosto 16th, 2011

meu super herói, o seu Ita

Já se passaram praticamente dois dias desde o Dia dos Pais e na correria, eu acabei não escrevendo meu habitual post homenageando uma das pessoas mais incríveis que conheço, meu grande pai. Já escrevi muito sobre ele por aqui, mas pouquíssimas vezes eu venci a timidez em compartilhar com ele. Até decidi que vou dar a ele um computador para que ele acompanhe mais de perto minhas estripulias, as quais é sempre um grande curioso para entender o que eu tanto faço na vida que estou sempre ocupada.

Há um mês atrás, a Remix foi chamada pela Santa Clara para juntas criarem uma ação de Dia dos Pais para o Shopping Eldorado. Eu estava viajando na época e não participei do planejamento. Quando voltei estava tudo pronto e meu nome estava no meio. Pela primeira vez estavam me incluindo numa ação feita pela minha agência. Eu confesso que fiquei emocionada, porque era um jeito de homenagear meu pai com coisas que não ousei mostrar pra ele.

Felizmente a proposta foi aprovada e mesmo acompanhando o projeto de perto, em que escolhemos cuidadosamente cada um dos participantes, eu passei bem longe de tudo que estavam produzindo ao meu respeito. Só fui ver o resultado final quando a entrega foi feita para mim, assim como foi feita para os demais 14 escolhidos. Confesso que segurei o choro, mas depois reli e chorei sozinha no meu quarto.

o kit com direito a vinho

A ação era bem simples, mas trabalhosa. Criamos um livro contando a história do “filho” agora que ele já é grande, utilizando os rastros que ele deixa na Internet, seja nos tweets, em mensagens no Facebook, em posts, etc. Fizemos o grande papel dos temidos stalkers. A equipe de conteúdo liderada pelo Gabriel Louback e Pedro Jansen, com ajuda da Ana Laura, estudaram cada perfil, conversaram com pessoas próximas e escreveram um texto único para cada um dos 15. O resultado foi emocionante, não só para o pai, mas também para o filho. No dia da entrega eu recebi algumas ligações emocionadas (pessoas chorando mesmo) ao telefone agradecendo por ter sido um dos presenteados. Isso faz recompensar qualquer stress que envolve meu dia-a-dia, conseguir tocar as pessoas de alguma maneira.

Folhear o livro e ver fotos que eu nem lembrava ter tirado, ver tweets que eu mal lembrava ter escrito, entre outras lembranças incríveis que eles acharam no fundo do baú internético. Foi daqueles projetos que nos encheu de orgulho.

Também fico feliz quando vejo um cliente bancar ações que envolvem e emocionam, pois são nelas em que eu mais acredito.

Quanto ao meu pai, ele leu o livro, viu minhas declarações e chorou de tanta emoção, depois disse que foi um dos presentes mais incríveis que já dei a ele.

Obrigada Remix, obrigada Santa Clara e muito obrigada Shopping Eldorado por ter embarcado nessa com a gente, pois com certeza fez muita gente se emocionar.

Aí vão algumas páginas do meu livro

 

A primeira vez que vi neve

terça-feira, agosto 16th, 2011

Diariamente dou uma zapeada no Vimeo atrás de vídeos que me emocionem de alguma maneira. Não bastam as emoções que o dia-a-dia me causa, quero também me emocionar com o restante.

Achei esse vídeo lindo da neve caindo sobre o Cuba Mall, na cidade de Wellington, onde raramente neva. As pessoas se surpreendendo e curtindo o momento:

Assisti-lo me trouxe à tona a primeira vez que vi neve na vida, afinal a primeira vez a gente nunca esquece. Era 1997 e eu tinha ido passar uma temporada na Suécia. Estava lá há mais de um mês esperando o inverno chegar. O inverno chegou, mas a neve demorou um bocado. Antes dela chegar na cidade, eu acabei mesmo vendo neve pela primeira vez em alto mar. Estava num cruzeiro de final de semana super tosco, que ia da Suécia para a Finlândia (o Ola entrou debaixo da mesa de vergonha quando contei pra família inteira sobre tal viagem, aparentemente a reputação do cruzeiro é péssima), quando um pouco alta pelo excesso de um drink chamado San Francisco, eu resolvi subir na proa do navio. Logo que saí pela porta e me deparei com aquela imensa escuridão e um mar nada gentil, eu senti a neve e fiquei toda emocionada, mas como estava escuro, eu mal vi alguma coisa. Resumindo: eu senti a neve pela primeira vez nesse dia, mas não vi.

A primeira vez que vi foi logo que voltei para Örebro. Acordei pela manhã, abri a janela e a neve estava caindo em floquinhos sob o telhado, que já estava branco. Eu fiquei pulando e rindo sozinha no apartamento. Não via a hora de sair pra rua e poder sentir a neve, pisar na neve, ver a neve de pertinho. E sim, eu me emocionei e curti da mesma forma que as pessoas que estão nesse vídeo, com o mesmo sorriso, brilhos nos olhos e alegria.

Agora vejo a neve com frequência, mas a emoção é sempre a mesma….

For lovers only

segunda-feira, julho 18th, 2011

Eu sou romântica. Sempre fui. Poucas vezes na vida eu não estive apaixonada, não só pelos homens, mas também por músicas, amigos, pessoas, filmes…

Hoje passei o dia saudosa pela ausência do Ola, que está preso na Suécia por conta do maldito visto. Enquanto fazemos malabares para contornar as saudades e nos mantermos próximos, mesmo com esses milhares de quilômetros que nos distanciam, eu tenho meus momentos melancólicos em que deito na cama sentindo aquele vazio do lado e choro baixinho. No dia seguinte corro para o skype para poder ver o sorriso dele e, então, me acalmar tentando não contar os longos dias que faltam para a gente se rever.

Nessas horas eu entro no modo “estou sofrendo”, aí vou ver filmes românticos, músicas felizes e por aí vai. Hoje foi dia que passei horas e horas no vimeo só assistindo vídeos que tem o “amor” como tema central, porque no final isso me aquece e tranquiliza de alguma maneira. Seguem alguns que achei espetaculares:


A SHORT LOVE STORY IN STOP MOTION from Carlos Lascano on Vimeo.


APRICOT — A Short Film by Ben Briand from Moonwalk Films on Vimeo.


For Lovers Only iTunes Trailer #2 from Julia_ti on Vimeo.

E esse vídeo até poderia ser feito com nós dois, cada um de lado do mundo:


Splitscreen: A Love Story from JW Griffiths on Vimeo.

E o trailer do lindo “I’m here”, do Spike Jonze, que agora dá para assistir na íntegra (e super vale a pena) no site oficial do curta.


Spike Jonze “I’m Here” from BLAST on Vimeo.

E claro, duas músicas que me fazem lembrar muito do Ola, especialmente a primeira, do James Blake:


What Else Is There? from Röyksopp on Vimeo.

E antes que digam qualquer coisa, eu assumo toda minha breguice. :)

for ola with <3

Dia das mães

domingo, maio 8th, 2011

A primeira vez que resolvi fazer terapia foi por causa da minha mãe, com quem eu passei a adolescência inteira me estapeando. Eu não era fácil, ela menos ainda. Na terapia eu chorava sempre que ela virava o assunto, já que depois que comecei, descobri tanta coisa pra resolver, que ela já não era mais a questão central. Foi assim, vivemos entre tapas e beijos, com ela sempre dando um jeito de me criticar. Por outro lado, às vezes ela deixava sua docilidade transparecer a ponto de eu me derreter e agradecer pela mãe incrível que tenho.

Eu sempre fui gastona. Nunca poupei, sempre comprei tudo que queria e não queria, apenas pela ansiedade de gastar, o que tinha e o que não tinha. Chegava em casa acabada, com uma sacola a tiracolo, já arrependida pelo aparente desperdício. Enquanto eu lamuriava, ela apenas respondia “prazer não tem preço, já gastou mesmo, então não sofre e aproveite”.

Cresci, fiquei independente e fui morar sozinha, voltei, saí de novo. Foram altos e baixo, até a idade chegar mais para os dois lados e a gente, finalmente, começar a se entender.

Hoje ela está um pouco fragilizada e a pessoa mais fácil de se levar. Seu corpo já não responde como gostaria, a energia parece ter esgotado, mas ela se mantém ali, firme e fingindo que não é com ela. Suas pernas vivem traindo sua vontade, ela cai pra cá, tropeça ali. Estamos sempre à volta com a certeza de que ela está bem. São apenas as pernas, porque o resto está tudo bem mesmo.

Quando eu cambaleio à toa, bate aquele medinho de ser um problema genético, que me deixará assim, um pouco dependente das pessoas para poder estar em pé. Ela não liga, critica nossas preocupações, diz que pode se virar, sai andando sozinha, faz a gente acreditar que se preocupa demais (e talvez a gente se preocupe demais mesmo). Eu me preocupo, não só com ela, mas com meu pai, que acabou largando seus vôos sempre tão ousados, apenas para cuidar dela.

Eu, que estou sempre ocupada e preocupada com meus problemas, dou menos atenção do que gostaria (puro egoísmo na minha análise mais racional). Aí vem aquelas saudades de quando eu deitava no colo dela pra ver novela e ainda ganhava uns trocados pra gastar na cantina da escola no dia seguinte. Quando a vida ainda era sem preocupação, sabe?

Eu sempre fui muito família. Tenho uma conexão incrível com meus pais. Agradeço sempre pela minha família e pela criação que tive. O meu lado ousado, aventureiro, amigo, curioso vem deles. Meus pais sempre me fizeram acreditar que problemas são oportunidades para desafios, sempre me ensinaram que a vida deve ser vivida com leveza, que eu devo correr atrás do que eu acredito, independentemente se ninguém acredita em mim. Deram-me a liberdade que qualquer pessoa sempre almejou, nunca criticou meus namorados, mesmo quando eu os trocava a cada 3 meses; nunca fez qualquer comentário negativo sobre minhas escolhas.

tal mãe, tal filha

Pela primeira vez em muito tempo eu resolvi que é tempo de compartilhar meu tempo com eles. Sempre bate uma culpa antecipada de não poder estar com eles, de não ir visita-los porque estou cansada, de não compartilhar os momentos que eles estão na minha casa porque estou trabalhando. Por isso pra mim foi incrível passar 3 dias coladinha nos 2 pra cima e pra baixo mostrando meus cantos favoritos do Rio de Janeiro. Não só eu, mas o Ola que foi o namorado mais incrível e paciente do planeta, acompanhando cada passo, dando a maior atenção, fazendo piadas, tirando fotos, contando histórias.

Há tempos eu não tinha um dia das mães tão feliz. Fez eu ver tantas coisas, principalmente sobre o que sou, o que quero, o que busco, o que acredito…

Feliz dia das mães dona Maria, a mãe mais incrível que eu poderia ter!!! <3 e feliz dia para todas as mães pacientes e incríveis com a minha.

O ódio

quinta-feira, janeiro 6th, 2011

Eu já odiei alguém do fundo da alma. Bastava cruzar com ela para subir aquele gosto amargo na boca. Nessa época eu tinha uns 19 anos e foi a primeira pessoa que odiei na vida. Sempre pensava como seria se ela morresse, até o dia em que ela quase morreu. Chorei copiosamente, pois senti que eu tinha culpa por ter projetado tanto sentimento negativo nela.

Depois disso eu resolvi avaliar o porquê de sentir tanto ódio por ela. Na minha auto-análise eu me dei conta de que ela, de alguma forma, ressaltava todos os meus defeitos, muitas vezes refletidos nos próprios defeitos dela. Perto dela as minhas fraquezas pareciam todas expostas.

Desde então eu nunca mais odiei alguém, não porque deixaram de ressaltar meus defeitos, mas porque decidi aprender a lidar com isso de uma forma mais simples. Não sou uma pessoa perfeita, portanto há pessoas que eu não gosto, mas raramente elas me incomodam, porque se incomodam, eu trato logo de entrar no modo freudiano para saber o que me incomoda nela.

Não sou a melhor pessoa do mundo e nem tenho a pretensão de ser. Tenho meus defeitos, alguns já sei que me seguirão até a próxima vida; não sou uma pessoa muito paciente; acabo exigindo das pessoas um pouco mais do que, talvez, elas poderiam dar, afinal cada um tem sua limitação ou simplesmente não estão afim de atender às suas expectativas, as quais eu não deveria ter, mas que muitas vezes essas próprias pessoas me “vendem” algo que elas não podem oferecer.

Eu amo pessoas e parto do princípio que todas valem a pena. Tenho meus rompantes, mas tenho meu lado generoso e acabo me doando um pouco além do que eu deveria, por isso vou passar a vida eternamente tendo meus momentos de decepção.

Não entendo o ódio de pessoas que gastam seus dias falando por trás sobre você e na frente finge que te ama, quando tudo que quer é encher um revólver de balas e encher sua cara de tiros. É, tem ódios extremos e isso me causa espanto.

Eu entendo alguém sentir raiva da gente, mas alimenta-la à exaustão e compartilha-la com o mundo, é algo que eu penso o quanto você expõe para ela coisas que ela não suporta nela mesmo, seja lá o que for. Afinal passar dias e dias perguntando sobre você e maquinando com pessoas que você gosta (sic!) como socar a sua cara ou te encher de tiros (mesmo que figuramente falando), é porque realmente você fez essa pessoa mergulhar profundamente em algo que ela não estava preparada.

O ódio faz muito mais mal para quem o nutre. Para aos odiados, muitas vezes resta simplesmente o choque, a incredulidade da maldade, um tiro na testa, basta olhar esse monte de guerra aí, né minha gente?

E viva 2011 que antes mesmo de tanto ódio vir à tona, já tinha sido decidido como o ano da grande limpa e por aqui ela já está começando.

Desculpem-me o desabafo, mas às vezes é necessário escrever para se sentir bem.

Simplesmente neve

quinta-feira, janeiro 6th, 2011

Eu amo neve. Lembro-me da primeira vez que vi, que senti, que me emocionei com ela. Lá estava eu passando uma temporada na Suécia. O ano era 1997 e tudo era novidade para mim. Tinha saído de um emprego confortável, mas entediante; de um relacionamento longuíssimo que achei que era para sempre, para me aventurar e iniciar a transformação que resultou no que sou hoje.

Cheguei na Suécia no início de outubro de 97. Ainda dava para sentir os resquícios do verão, mas logo já não era possível sair de casa sem uma malha, jaqueta, cachecol, luvas e botas. Nas filas das festas serviam café para amenizar o frio na espera. Só no início de dezembro é que vi os primeiros flocos de neve. Foi uma baita emoção. Por dias a fio tudo que eu queria era afundar meus pés na neve fofa, levar meus escorregões, sentir a neve batendo no meu rosto. Logo me mandei para Londres, onde troquei a neve por uma chuva constante.

Voltei a ver somente em 2007, quando fui para Praga. No meu último dia por lá, a neve chegou e me fez feliz novamente, porém durou pouco, pois logo embarcaria para Paris, onde a neve passava longe na época.

Há um ano atrás me reúne entre amigos e fomos passar o carnaval entre Suécia e Noruega. O intuito era esquiar. No nosso grupo de 6 pessoas, apenas um, apesar de ter viajado inúmeras vezes, nunca tinha visto neve. Quando cheguei na casa do Ola e vi a frente da casa com metros e metros de neve, com o mar a frente completamente congelado, abri o sorrisão, pois já sabia que me divertiria como criança. Não foi diferente. Quando todos chegaram e resolvemos atravessar o mar andando, logo nos jogamos na neve, fizemos “anjos”, pulamos, mergulhamos e ríamos. Parecíamos um grupo adolescente (talvez éramos). O Renato, que nunca tinha visto neve, era um dos mais animados do grupo. Depois disso seguimos pra Suécia e passamos uma semana com a neve cobrindo cerca de 70cm da casa e em algumas partes, mais de 1m.

Eu gosto do mundo branco, eu gosto do por do sol que ele nos proporciona, eu gosto da luz que ele emana, eu gosto da arte que ele cria sozinho. Não me canso de olhar à minha volta e ter o branco cobrindo tudo. Ela me acalma e realça a beleza do mundo.

casa do Ola e os amigos se divertindo no mar congelado

Ok, estou bem brega hoje, mas o vídeo abaixo super me inspirou e ainda ajudou a levantar o astral de um amigo que estava todo borococho hoje. Neve real agora só no final do ano. Se você estiver derretendo por aí como eu aqui, dá um play e contemple:


Dutch Winter from Kasper Bak on Vimeo.

Retrospectiva

sexta-feira, dezembro 17th, 2010

O Pulmmesion é uma plataforma que integra com o Tumblr, Flickr e Facebook, criando um vídeo com as fotos postadas na rede escolhida. Eu fiz o meu vídeo ontem, mas hoje notei que ele não está disponível para novos vídeos. Talvez o sucesso tenha sido tamanho que ele não está conseguindo dar conta da demanda. Eu consegui o meu. :-)

Foi um belo jeito de passar em minutos os bons momentos da sua vida. Como é final de ano, veio a calhar ainda mais. Adorei ver um montão de gente que eu gosto, relembrar viagens, delícias, paixões, quem ainda está por aqui, outros que já se foram. Eu me emocionei.


My Pummelvision from lalai luna on Vimeo.

Mais é nada

segunda-feira, setembro 6th, 2010

Lembro-me  da minha adolescência em que eu tinha paz ao ler calmamente os meus livros, as minhas revistas, ver os meus filmes, ouvir meus discos. Tudo chegava aos poucos, o dinheiro era ainda mais curto, então a lentidão aumentava, o que contribuía para não dar vazão à minha ansiedade.

Era uma coisa de cada vez. Tudo fluía ordenadamente, até o surgimento da web como a conhecemos, que se por um lado contribuiu em muita coisa na minha vida, por outro arruinou completamente a minha paz.

Nada é mais “uma coisa de cada vez”. Agora é “tudo ao mesmo tempo”. Claro que isso incomoda a minha paz, arruina o meu estômago e colabora imensamente para a minha ansiedade.

A vida deixou de ser tão simples. Quando eu encerrava meu dia já esgotada e completamente vesga pelo excesso de informações, surgiram os feeds. Lá fui eu feliz da vida juntar os poucos links que na época me interessavam. Diariamente eu conseguia facilmente dar conta de todas as novidades, mas elas foram aumentando. Cada dia surgia um novo link para agregar aos meus favoritos. De repente meus favoritos faziam parte de uma lista tão extensa, que nem um dia dedicada a ela eu teria a capacidade de dar conta.

Criei então a listinha do que eu considerava os melhores feeds, que, por sua vez, foi aumentando também. A impressão que eu tenho atualmente é que não dou conta de mais nada, que estou ficando pra trás, que as novidades rolam e quando chegam até mim, elas já são coisas do passado.

O que era minha terapia diária, virou meu pesadelo constante. Abrir meus feeds me causa uma dorzinha terrível de que não dou conta do excesso de informação. Não consigo ler meus livros, mal consigo terminar de folhear minhas revistas e a informação vai se acumulando. Fico cansada e frustrada.

Imagino-me discutindo com uma terapeuta qualquer que o meu drama é, simplesmente, não conseguir ler meus feeds. Hoje ao pular de alegria com novidades, e querer compartilha-las, eu recebo olhares enfadonhos (de que eu estou bem atrasada e todo mundo já está sabendo aquilo há dias!!!!), fez eu clamar de volta a minha vida em que o “menos é mais”, porque no momento meu sofrimento é apenas com o excesso, do “mais que não é nada”.

Concordo com o título desse estudo “o excesso de informação, a neurose do século XXI”. Eu super sofro desse mal!!!

The love is in the air

segunda-feira, setembro 6th, 2010

ola&eu

Na última sexta-feira (03/09) eu e o Ola resolvemos inovar.

Acordei passando mal e decidi que trabalharia em casa e depois iria ao Poupa Tempo fazer meu RG.

Enrolei-me de tal maneira, que melhorei sem perceber. Fomos almoçar num japa, tomar café, resolver coisas no banco, que consumiu meia hora nossa sem qualquer culpa. Quando saímos de lá, resolvemos resolver uma pendenga nossa: declarar nossa união estável para que o nosso país permita que o Ola more em paz comigo.

Essas idas e vindas à Polícia Federal já deu no saco. Ensaiamos fazer essa declaração várias vezes, mas acho que sempre rolou um medinho dessa decisão interferir psicologicamente na nossa relação. Bobagens. Uma declaração de união estável não é exatamente um casamento, mas você vai lá no cartório e assume assinando um papel que sua relação é séria.

Nãoo que a nossa não fosse, afinal moramos juntos há quase 2 anos entre idas e vindas do Ola para o Brasil.

Como para nós era mais resolver uma questão burocrática, não avisamos ninguém. Quando nos demos conta, estávamos diante de uma senhora à moda antiga no cartório nos declarando marido e mulher. Rimos, nos beijamos e quase fomos aplaudidos por uma pequena platéia.

No meu twitter, como eu falo pelos cotovelos, eu já tinha anunciado que estava no cartório casando com o Ola sem qualquer requinte e amigos à nossa volta.

Só nos demos conta do que tínhamos feito quando meu twitter começou a bombar com parabéns pelo casório. Foi aí que ambos transbordamos de emoção e decidimos assumir que, de alguma forma, estamos casados.

Foi uma comoção coletiva. De repente foi como se eu tivesse casado escondida e queria fazer surpresa. A verdade é que nada foi planejado. Falei com meu melhor amigo 15 minutos antes e sequer comentei, logo eu que não consigo esconder um segredo.

No final ganhamos até presente dos amigos, que com certeza tiveram que correr atras de algo só para não deixar passar batido.

Agora estamos nos sentindo casados, mas sequer conseguimos ter uma lua de mel. Acordamos no dia seguinte às pressas, depois de uma rápida brindada no Vegas com poucos amigos, nos olhamos, rimos e nos perguntamos “tá sentindo alguma coisa diferente?”.

Quem nos casou foram os amigos, os conhecidos e até alguns desconhecidos que me seguem no Twitter. Acabamos nos divertindo um bocado com a reação dos amigos proximos que ficaram chocados e, de alguma forma, se sentiram traídos por nao termos contado nada e muito menos convidado para nossa “cerimonia”, que teve uma escrivã como testemunha.

Claro que isso nos animou a querer uma festa, que para nós vai ser para celebrar nossa relação que fará 2 anos no proximo dia 14 e, de forma bem cafona eu digo: relação que so tem trazido alegria.

Agendem aí: dia 23 de outubro e ja vai pensando no modelito, porque queremos ver todos num traje de gala celebrando toda essa história com a gente.