Archive for the ‘pessoal’ Category

Parabéns Ola!

segunda-feira, janeiro 4th, 2010

Hoje o Ola completa 24 anos e juntos completamos 1 ano, 3 meses e 20 dias, porém é a primeira vez que vamos comemorar juntos. Eu não poderia deixar passar a data em branco, mesmo sendo num dia meio lento em que todos estamos voltando de férias e com enxaqueca pela negação do término delas.

O Ola é uma das pessoas mais especiais que conheci e que me proporcionou a relação mais saudável da minha vida. Ele é divertido, irônico, inteligente, bonito, tem bom gosto, ouve boa música, é geek, tem olhos azuis, tem sangue vicking, cozinha como ninguém, cuida de mim, me faz cafuné, é obstinado, aventureiro, easy going, tem um ótimo senso estético, o que ajuda a nossa casa a ficar mais bonita, tem um gosto apuradíssimo por queijos e sempre me faz uma surpresa deliciosa, tem ótimas piadas, não me enche o saco perguntando o que eu tenho quando eu não quero falar nada, deixa eu falar sozinha quando o assunto não merece ser discutido, especialmente quando estou na TPM, respeita meu espaço, é companheiro, animado, vai comigo onde precisar a hora que for, é designer, um ótimo fotógrafo entre outras cositas e não leva meu ciúmes tolo a sério.

Por minha causa ele largou tudo na Suécia e algumas boas expectativas de trabalho na Europa só pra ficar comigo; começou a discotecar e agora passa pelo menos umas 3 horas diárias treinando; perdeu a estimada prancha de windsurf quando se mudou para o Brasil; se tornou mais paciente, mais sociável e faz milhares de planos comigo.

Ola velejando, uma das coisas que ele mais ama fazer

Ola velejando, uma das coisas que ele mais ama fazer

O Ola foi um dos melhores presentes que a AgClick me deu, afinal foi por lá que eu o conheci quando ele participava do programa da FarFar trabalhando na Criação. Nesse período que estamos juntos a gente nunca se desentendeu, estamos sempre em paz e se enroscando por todos os cantos.

Ola te amo muuuitoooo!!! Feliz aniversário e vou continuar fazendo tudo que estiver ao meu alcance para contribuir na sua felicidade.

Na sexta-feira ele comemora o novo ano na festa It’s Alive, que acontece no Vegas, no lobby e toca por lá por volta da 1h30.

Bem vindo 2010

sábado, janeiro 2nd, 2010
foto by Richy

foto by Richy

Nenhuma passagem de ano que tive foi tão simbólica como essa. A minha eterna lista de planos para o novo ano, algumas decisões bem importantes, além de uma limpeza com mágoas que possam ter se esticado além do necessário.

Ficamos numa cobertura na Enseada, no Guarujá, em que pudemos assistir a queima de fogos de camarote enquanto saltávamos na piscina ao invés das habituais sete ondas. Antes da meia-noite uma procissão infindável de pessoas seguiam rumo à praia. A noite de ontem não anunciava o dilúvio que tomaria conta do primeiro dia do ano.

Foi um dos reveillons mais tranquilos e deliciosos que tive em anos. Mente tranquila, assuntos pendentes resolvidos, coração apaixonado e eu me sentindo feliz como nunca. O que se chega à conclusão (óbvia) é que sempre o que vai importar é o grupo de pessoas com o qual você está e não o lugar. Claro que um lugar fantástico ajuda bastante, mas dessa vez bastou uma boa casa, 6 pessoas incríveis à minha volta e paz. Ah, às vezes nessa loucura em que vivemos esquecemos da paz, mas como é bom tê-la. Há tempos eu não ficava acordada até o sol começar a raiar pelo puro prazer de estar com as pessoas com quem eu estava.

Espero que a virada de ano tenha sido fantástica para todos também e que tenham a mesma certeza que eu: que 2010 será um ano incrível.

Agradeço novamente todo mundo que tem feito parte da minha vida.

Que 2010 chegue com tudo!

sexta-feira, dezembro 25th, 2009

Todo ano faço minha retrospectiva e 2009 foi o ano com maiores mudanças na minha vida. Perdi pessoas queridas de forma abrupta e ainda sofro por essas perdas, mas vou me confortando com as boas lembranças que restaram. Lembranças das risadas, das conversas, das filosofias, dos cafés, das trocas de ideias, dos planos em conjuntos, dos projetos que gostaríamos de dividir, dos sonhos, das desilusões e agora, das saudades, que lido bem mal, que faz eu chorar algumas noites, que faz eu ficar tentando achar respostas, que faz eu querer voltar no tempo. São as sensações que sempre acompanham os que ficam.

E cada perda é uma lição que a gente aprende, que muitas vezes são óbvias. É o momento que você não dedicou à pessoa e de uma lista de coisas que queriam ter feito juntos. E aí novamente me pego nas lembranças e acaba virando um processo cíclico, que talvez vai se amenizando com o tempo, mas hoje sei que nunca esquecemos as pessoas que marcaram nossas vidas, estejam elas por aqui ainda ou não mais.

Apesar das perdas, eu também tive um ano de grande revolução. Iniciei 2009 sem emprego e querendo me dar um ano sabático, mas que acabou não acontecendo, pois felizmente trabalho e projetos não faltaram.

Consegui tirar minhas merecidas férias e ir para uma das minhas cidades favoritas, montar meu apartamento do jeito que eu gostaria, rever amigos, montar minha agência com pessoas incríveis, tomar decisões importantes e me dei ao luxo de voltar atrás, fazer festas incrível, firmar novas amizades, das quais hoje eu não consegui pensar em viver sem e, claro, estar feliz da vida com o Ola, que largou tudo para viver comigo.

O grande balanço é que, apesar de vários perrengues, 2009 foi um ano incrível e ponto de partida de uma grande revolução, que sei lá onde vai dar, mas o que me move é a mudança, a possibilidade de experimentar coisas novas e ter novos desafios à frente.

Quero agradecer imensamente cada um que esteve presente na minha vida, aos que me apoiaram de alguma forma, seja diretamente ou não.

Desejo a boas festas, deliciosas férias e que 2010 seja um ano incrível recheado de tudo que almejamos: sucesso, $$, amor, risadas, alegrias, boas viagens e claro, um paz, porque a gente merece.

Fecho o post com uma música que amo e marcou época, é velha, mas “all is full of love”:

Como foi ter um carro que ninguém tinha por alguns dias

domingo, novembro 8th, 2009

Há um mês atrás mais ou menos, a Riot entrou em contato comigo perguntando se eu gostaria de testar por uma semana o novo carro da Chevrolet, o Agile. Não titubeei, apenas me preocupei porque minha carteira de motorista estava vencida, mas nada que um pulinho num despachante não resolvesse. Em três dias eu estava com minha carteira nova em mãos e na semana seguinte, a agência AG2 me entegrava o carro para o meu teste.

agile_01

Achei bem curioso terem me escolhido, afinal eu não sou fã de carros e entendo bem poucos sobre eles. Agora que estou cogitando em comprar um novo, eu tenho ficado mais atenta, mas sinceramente eu acabo analisando design, conforto, tamanho (prefiro carros pequenos), features e se o carro é econômico.

Ter feito o teste caiu como uma luva, afinal como falei acima, já que quero comprar um carro novo há algum tempo, mas meu apego somado à preguiça de decidir por um novo modelo, além do dinheiro que terei que dispender, tem feito eu me manter firme com meu surrado pretinho básico. Quando vi o carrão novo chegando, eu parecia uma criança abrindo uma imensa caixa de presente no Natal. Me senti tão insegura, que pedi ao rapaz que trouxe o carro para estacioná-lo na minha garagem.Vai que eu conseguisse a proeza de batê-lo na minah espremida vaga da garagem.

Logo na sequencia, peguei o namorado para já estrearmos o carro na ida para o meu escritório. Obviamente ele saltou no banco do motorista, pois estava tão empolgado quanto eu e acabou dirigindo (e testando) o carro antes mesmo de mim.

Passar uma semana com o Agile, que ainda não estava sendo vendido foi uma experiência bacana em três pontos:

1) a interação que as pessoas criaram comigo por causa do carro: muita gente me parou na rua para perguntar que carro era, fui mais paquerada no transito, motoristas não me deixavam passar, mas quando eu conseguia, eles diminuiam a velocidade para poder visualizar o carro. Eu virei por tabela o centro de atenções com Agile por uma semana, além de ter virado a caroneira oficial da turma, afinal todo mundo queria experimentar o carro.

2) o conforto do carro fez eu me desapegar rapidamente do meu pretinho básico e assumir minha preguiça em trocar de carro (apego era mera desculpa).

3) como eu ando com um pretinho básico moribundo, nem sempre eu deixo o carro com o manobrista em algum dos eventos que costumo ir, já que as pessoas te olham do dedinho do pé até o último fio de cabelo. Dessa vez eu fiz questão de deixar o carro com manobrista em tudo quanto era canto. Quando perguntavam “qual seu carro?” para buscá-lo e eu respondia “o Ágile”, pronto, não tinha que me dar ao trabalho de falar a placa.

Também não tinha cogitado comprar um carro Chevrolet, mas depois de testá-lo, eu fiquei bem tentada. Eu testei a versão completa e, como sou a desatenção em pessoa, cheguei a conclusão que eu preciso de um carro que pense por mim e ele pensou boa parte do tempo. Não precisei me preocupar com pequenos detalhes, pois ele tem sensor automático para tudo e mais um pouco.

Adorei o conforto dos bancos e as várias opções de posição, enfim, dirigir virou um prazer, mesmo quando o transito estava completamente parado, talvez pela atenção que eu, ops, o Ágile chamava. A única coisa que me incomodou no carro foi o acabamento do painel e do interior das portas, que é de plástico, pois o carro é tão bacanudo, que merecia um acabamento melhor, mas essa foi a minha única reclamação.

No final eu ousei perguntar o porque eu tinha sido escolhida para testá-lo. A resposta foi que selecionaram vários perfis e eu fui a “baladeira” do grupo. A pergunta que ficou é: se eu tivesse sido pega pela polícia dirigindo após ter tomado duas cervejas, a Chevrolet me perdoaria? Tá, mas eu juro que não fiz isso, sou adepta do “bebeu? volta de táxi”.

No dia da devolução eu enrolei o máximo possível, só para ficar um pouquinho mais com ele, pois eu já estava sofrendo em ter que voltar para o meu velho carro.

O resumo da ópera é que fiquei animada o suficiente para comprá-lo, tanto por ter curtido a experiência por todos seus viés, quanto pelo preço, que está dentro do meu orçamento e ainda é um “big small car”.

Ecofriendly, Ecofail

quarta-feira, setembro 30th, 2009

Nunca me considerei exatamente uma ameaça ao meio ambiente. Ah, separo minhas latinhas das outras coisas, não jogo lixo na praia, e fico comovida de verdade olhando ursinhos polares bebês no Discovery agonizando porque a casinha deles está derretendo e tal. A consciência começou a apertar mais ultimamente. Iniciou-se a saga em um churrasco que organizei outro dia, no qual participarem um casal de homo sapiens ambientalicius (aquelas colegas que tem casa ecológica com energia solar e tudo mais) – que apontaram, desapontados, minha incauta escolha de talheres, copos e pratos: descartáveis.

Como tais convidados não eram exatamente íntimos, achei de bom tom não sugerir que eles limpassem os práticos utensílios e cinzeiros com a língua, fazendo o favor. Superior, iniciei uma ardente discussão sobre as dificuldades de ser ecofriendly na “vida real”. Essas nossas, moradores da cidade grande, cujo edifício não tem coleta seletiva, a máquina de café do escritório já sai com copinho e que não são legítimos proprietários de 50 conjuntos de pratos e talheres à disposição nos seus churrascos.

Comentaram-nos tais elucidados, que todos nós temos a responsabilidade por mudar as pequenas decisões do dia-a-dia e consumir de forma consciente, que o fardo da saúde do planeta está nas nossas costas. Ou seja, me chamaram basicamente de assassina de ursos polares bebês. Culpada, resolvi assumir um desafio: tentar por 7 dias uma vida Ecofriendly e relatar para eles minhas descobertas e incautos.


[Gostei do meu momento Globo Repórter. Posso até ver a chamada “E a seguir, a saga de uma garota normal da cidade de São Paulo. Quais as dificuldades atuais da vida ecologicamente correta? Como mudar seus hábitos em poucos dias? Veja após os comerciais”. ]

Compartilho com vocês também.

consumption

1º dia – Segunda-feira- 28/09
Um ser superior

Acordei empolgada com a idéia, que nem primeiro dia de regime que você come alface no café da manhã. Guardei a chave do carro. Que ônibus que nada, caminhada! Super ecológico. Foi divertido caminhar ao lado do parque Ibirapuera, nem tanto engolir fumaça na São Gabriel, mas o planeta merece. Logo descobri que demoro tanto chegando a pé quanto de carro, vejam só. Menos gasolina E calorias.

No escritório, minha primeira dose de café – achei uma caneca feia de empresa de seguros no armário. A descoberta de como tirar café da máquina, sem cair o copinho, deveria me dar direito a um diploma de engenharia (ei, eu não consigo instalar um DVD, mereço o mérito).

Passei o dia sem imprimir uma folha sequer. O relatório de 100 páginas revisei na tela mesmo. Demorou umas 2 horas a mais (damn emails, facebook e MSN), mas saiu. Em algum lugar do mundo, uma árvore sorriu.

Supermercado à noite. Desfilando com minha linda ecobag preta, de mais de um ano de idade e segundo dia de uso, olhei com ar superior para todos demais clientes consumidores de malignas sacolas de plástico.

Verduras orgânicas e xampu ecológico, que não é testado em animais. Na área de frios, solicitei para tirar a bandejinha de isopor. O moço me olhou com cara de cuméquié. Expliquei, pacientemente: - Veja bem, Sr. seu Zé, que isopor na natureza demora mais de 930 anos para se deteriorar, por isso é melhor não utilizarmos sempre que for possível. [Não, eu não sei quantos anos se deterioram isopores, mas achei um bom chute e o Sr. Seu Zé também achou, pareceu.] Coloquei o queijo e peito de peru bamboleando dentro do carrinho.

Dúvida surgiu na garrafa de água: PET deve estar errado. Acho até descobrir o que fazer, vou ter que tomar água ligeiramente amarelada da torneira de casa.

Nota mental ao chegar em casa: comprar uma ecobag cuja alça não estoure nas duas quadras caminhando de volta. Graças a deus, todos meus produtos amigos-de-bichinhos continuam intactos.

2º dia – Terça-feira – 29/09
Ecofail

Acordou chovendo. Juro que pensei em ir para Congonhas a pé. Observem que, apesar de eu estar colaborando com o meio ambiente, ele não está colaborando comigo. Fui de táxi.

E avião para o Rio.

Resultado: Sentimento de culpa equivalente a big mac, milk shake e bolo prestígio no segundo dia de regime.

3º dia – Quarta-feira – 30/09
Reenergizando

Sem desanimar, acordei com a brilhante idéia de neutralizar minhas emissões de carbono. Fui pesquisar  e calculei quanto custou ao planeta minha viagem ontem. Com uma árvore apenas consigo neutralizar não só minhas emissões, como mais 80 passageiros!

Vim de carro (coloquei na conta da árvore). Como um sinal divino, ali na R. Veneza do Jardim Europa. um caminhão de árvores com placa “Jabuticabeiras Produzindo”. R$ 25,00.

Sabe aqueles raciocínios que você pensa pela metade? Assim foi a compra da jabuticabeira produzindo. Pobre jabuticabeira, produzindo no meu porta-mala.

Alguma idéia onde enfiar uma jabuticabeira produzindo em SP?

(Obs 1: Algo me diz que perguntar na internet onde enfiar uma muda não gerará boas recomendações.

Obs 2: Continuarei oportunamente o relato da semana, incluindo o ainda incerto destino da muda de jabuticabeira produzindo. [Propaganda para você não trocar de canal. Quer mais Globo Repórter que isso?])

CRM existe nas operadoras de celular? Não na Vivo

quarta-feira, setembro 23rd, 2009

Eu sou cliente Vivo há mais ou menos 4 anos e tenho um gasto mensal que gira entre 200 e 400,00. Optei por adquirir um novo aparelho, um iPhone 3G – 8GB. Consultei o site da Vivo:

1) ao entrar na loja, efetuei a compra e segui adiante para saber o valor que o aparelho custaria para mim, a navegação não foi mais possível, pois o menu está sem clique.
2) no site há uma oferta para novos clientes, em que o aparelho com o mesmo plano que o meu custa R$ 849, porém como cliente, o mesmo aparelho no mesmo plano custa R$ 1.250. Obviamente só soube do valor porque entrei em contato com a “Central de Relacionamento”.

Expliquei ao atendente que gostaria de ter os mesmos benefícios que o cliente novo, pois mesmo gastando o citado acima, minha pontuação me dá um desconto irrisório. Ele tentou de todas as maneiras arrumar descontos, mas o máximo que chegou foi em R$ 1.100.

Citei que outra operadora entrou em contato comigo oferecendo o mesmo celular com um plano similar por R$ 799 e que para mim seria bem prático fazer a troca, afinal agora temos a portabilidade do número. E falei para ele que queria apenas que ele me respondesse o motivo da Vivo ter uma boa prática comercial para ganhar novos clientes, mas nenhuma política de vantagens para reter clientes. Claro que ele não soube responder e disse que me passaria para o supervisor.

Faz exatamente 35 minutos que estou aguardando o supervisor me atender, o que faz eu concluir que o supervisor falou: “Ah, deixa esperar aí, uma hora cansa e desliga”, pois aparentemente ele também não tem a resposta, senão já teria falado comigo.

Nem preciso dizer a indignação em relação a isso, afinal é desrespeitoso com o cliente e vai contra as campanhas que operadora de celular Vivo faz.

Claro que o mais fácil agora é desligar o telefone, ligar para a outra operadora e fazer a troca sem grandes traumas, até porque a Vivo não possui sinal na rua em que eu moro no Jardim Paulista. Isso também me faz questionar o porque estar com a Vivo há tanto tempo, sendo que ela não me atende completamente no que vende e o “serviço de relacionamento” não existe.

Sei que as operadoras de celular no Brasil não são muito diferentes entre si. Eu migrei da Tim para a Vivo porque a Vivo na época me oferecia condições melhores. Sabia do risco e cá estou sofrendo as consequências da minha traição (agora já são 40 minutos esperando, pelo menos a ligação é gratuita).

Bem, Claro aí vou eu….. pelo menos é a única operadora que funciona 100% no meu prédio.

Vivo fail.

Bagagem extraviada pela Air France

domingo, setembro 20th, 2009

O Ola chegou em São Paulo no dia 1º de setembro pela Air France, mas a sua prancha de windsurf não. Antes mesmo que ele fizesse a reclamação de que a bagagem não havia chegado, ele foi chamado para ser comunicado de que sua prancha não tinha vindo no vôo. Isso não o surpreendeu, pois ele fez uma conexão em Paris, que chegou de Gotemburgo em cima da hora e ele foi o último a embarcar. Para poder embarcar sua prancha, ele teve que pagar excesso de bagagem e, por sorte, declarar o que continha, mas infelizmente não houve declaração de valor.

a prancha extraviada é a da foto

a prancha extraviada é a da foto

De qualquer forma, das duas bagagens, a de roupa chegou e a sua pequena bagagem de mais de 30 kilos e 2,5m de altura ninguém sabia para onde tinha ido. O que me choca é como uma bagagem nada discreta possa sumir dessa maneira. Quando comentei isso com ele, ele mencionou que eu só fico surpresa porque não pratico windsurf, já que parece que não é novidade o extravio de equipamentos de surf. Dei uma zapeada rápida no google e soube que uma brasileira perdeu em 2006 a chance de participar do Campeonato Mundial de Fórmula Windsurf por problemas similares e também com a Air France.

Hoje faz 27 dias que a prancha dele está extraviada. O máximo que tem ouvido da Air France é “não encontramos ainda, obrigado”. O equipamento total vale em torno de US$ 4,000 e pelo que vemos, ele terá uma grande briga pela frente.

Uma das coisas que fiquei pensando é como é fácil ter uma bagagem perdida ou mesmo roubada,  já que não há qualquer controle de bagagem na saída dos aeroportos. Em Chicago, por exemplo, a área de chegada das bagagens fica na parte aberta do aeroporto, ou seja, qualquer um que esteja passeando pelo local, pode ir lá e escolher qualquer mala.

Outra coisa é como o tratamento é quase de descaso. Se você não for atrás, não terá notícias porque ninguém vai te ligar dizendo “sinto muito senhor, mas até o momento não localizamos a sua bagagem”. Lembro-me que liguei na Air France 2 dias depois da data prometida para a entrega da prancha aqui em casa, a resposta foi “de acordo com nossos arquivos, a prancha seria entregue no dia 2 de setembro”, ou seja, não tinha sequer uma atualização de que até o momento a bagagem não tinha sido localizada. E assim segue, sem qualquer interesse aparente da companhia aérea.

O Ola é a terceira pessoa que conheço que tem bagagem extraviada pela Air France num período de 1 ano. Não sei e nem pesquisei sobre outras cias. aéreas o número de ocorrência e quem é campeã no assunto. E vejo que vamos ter algum desgaste aí pela frente. Qualquer sugestão será bem-vinda.

I love NY

quarta-feira, setembro 16th, 2009

Sexta-feira foi 11 de setembro e eu queria ter feito minha homenagem a NY, que me pegou de jeitinho e me devolveu com uma depressão responsável por eu jogar tudo para o alto e recomeçar. Ah, NY!

escrevi a respeito aqui no blog, mas vale o repeteco, talvez para expressar um pouco mais sobre o efeito que uma cidade (e uma viagem) pode causar em você.

Demorei muito para me render à América e uma preguiça rançosa não permitia que eu mexesse um dedinho sequer para ir até lá. Quem me levou à América foi Radiohead. Melhor desculpa não existe. Lá estava eu, chegando por Chicago, para ver uma das minhas bandas favoritas, já que sobrevivíamos sob suspeita se a banda de fato um dia tocaria no Brasil ou não. Para minimizar o risco de não vê-la aqui eu fui até ela.

Atualmente tenho muitos amigos vivendo em NY e a maioria sequer cogita voltar para cá. Para mim NY é uma São Paulo que alcançou a vida adulta, além de ser um lugar a parte nos EUA. Algo inexplicável quase com uma pitada mística aconteceu comigo enquanto eu estava por lá. Eu não acredito muito nessas coisas, mas nunca voltei de uma viagem de férias tão transtornada.

nyc

Todas as certezas que eu carregava nas malas na ida não voltaram. NY mostrou por suas frestas coisas que eu não me achava preparada para ver. Quinze dias foram quase uma vida por lá e ao mesmo tempo tão poucas horas.

A correria, a diversidade, a arte, a cultura, o charme, os bares, os metrôs fétidos com pessoas que pareciam ter saído de um editorial, as lojas, o Central Park com tardes ensolaradas e tantos cantinhos cheios de charme preenche NY de uma maneira singular e encantadora.

Grandes cidades sempre me inspiram e viram minha cabeça. É isso que gosto nelas, o caos que provocam em mim. Foi assim que NY mexeu comigo. Voltei das férias não querendo minha vida aqui de volta. Queria algo novo e que fosse mais inspirador do que o que eu estava fazendo. Queria ter maior liberdade nas minhas escolhas e nos meus projetos.

Confesso que não sei ao certo o que se rompeu, mas passei uma semana em um estado que eu considerava ser uma depressão pós-férias. Era mais que isso. Em menos de um mês eu pedi demissão do meu emprego que me parecia tão seguro. Abri mão das certezas e resolvi arriscar. Não foi assim de sopetão. Joguei tudo para o alto e estou recomeçando. NY indiretamente mudou radicalmente a minha vida.

Talvez foi ver a infinidade de opções e ao olhar para a sua própria vida, perceber que vive cercada de restrições e que a vida pode ir muito além e ser bem mais interessante.

Assim como pessoas, cidades tem o poder de me tocar de alguma maneira.  E é a maneira como ela me emociona e/ou provoca que faz eu me apaixonar. Foi assim com algumas poucas cidades do mundo e uma delas é NY.

Uma homenagem a uma grande amiga

sábado, agosto 22nd, 2009

Entrei numa reunião e lá estava ela, super fashion, sorridente e imponente. Não tive dúvida, eu a queria como amiga Tanto a admirei. que na saída da reunião, eu a convidei para almoçarmos juntas. Aos poucos fomos nos aproximando, mas em menos de 2 meses já sabíamos tudo sobre a vida uma da outra e não nos desgrudamos mais. Eu estava fascinada.

A Marisa sempre foi pra mim o sinônimo de uma pessoal “cool”. Era sempre a mais bem-vestida, a mais risonha, a mais inteligente, a mais intensa. Tinha um bom gosto incrível e era uma das poucas que tinha coragem de colocar os assessórios mais espalhafatosos sempre chocando o pessoal que trabalhava com a gente. Para ela mais era mais e fazia isso muito bem. Foi ela quem me ensinou a fazer ppt.

Lembro-me dos seus altos e baixos, das suas alegrias, chateações, paixões. Seus sonhos tão simples e seus medos, às vezes tão bobos. A Marisa não tinha noção da sua beleza e grandeza. Era tão boa no que fazia, que oportunidade não lhe faltava. Trabalhamos grudadinhas por uns 6 meses, almoçávamos todos os dias juntos e algumas vezes dividíamos uma pizza no jantar enquanto estávamos internadas na agência. Seu trabalho era sempre impecável e eu morria de inveja dos ppts lindos que ela fazia. Acho que foi a Marisa a responsável por eu ter feito as pazes com o power point.

Nosso trabalho conjunto era tão fluído, que por um tempo a gente não conseguia se ver trabalhando uma sem a outra. Algumas oportunidades que surgiram, a resposta sempre era “eu só vou, se ela for junta”, independente de qual das duas que estava recebendo a proposta. No final ela foi, eu fiquei… e na última terça-feira discutíamos compartilhar o mesmo espaço e voltar a tê-la por perto.

Algumas vezes ela me deixava maluca. Tinha semanas em que só reclamava, se sentia cansada e aí eu, à minha maneira, dava broncas para ela não reclamar tanto. Ela se acalmava. Quando era eu quem entrava no modo reclamona, era a vez dela pegar no meu pé. Às vezes deixávamos o Jeff, que era nosso chefe, maluco com nossas fugas no meio do expediente para ir até a academia comer alguma coisa, falar bobagens para dar uma relaxada da pressão das propostas, das concorrências, das ideias. Como na agência, as salas de reuniões eram chamada por cores, eu apelidei a nossa sala da academia de sala cinza, que logo ela aderiu. Essa foto eu tirei dela no meio de uma das nossas fugas:

marisabyme

Entre tantas qualidades, nada se equipara à generosidade dela. Era daquelas pessoas, que mesmo quando não estava bem, arrumava forças para ficar bem caso precisasse ajudar alguém.

A Marisa trouxe para a minha vida uma das pessoas mais especiais que conheço, a Biti. Foi um dos maiores presentes que me deu.

Ontem me lembrei rindo de uma vez em que estávamos todos muito bêbados no Ritz, e de repente eu soltei um grito. A Marisa estava debaixo da mesa e tinha dado uma mordida na minha perna, que me valeu uma marca suspeita por uma semana. Essa era a seu lado apaixonante. Ela sempre sabia surpreender. Era chique, mas às vezes uma menina levada. Era cheia de malícia e provocação, o que sempre chocava alguém que não a conhecia e aí, claro, ela se divertia mais ainda.

Qualquer lembrança que me vem à cabeça é sempre dela rindo ou com sua gargalhada espalhafatosa, a última que ouvi foi na terça em que, juntas, viramos algumas taças de vinho.  Eu que cheguei de gaiato num jantar dela com minha amiga Gaby, passei uma hora com as duas apenas gargalhando. Essa era sempre a parte boa de poder encontrá-la, pois sempre os encontros eram regados à muita risada. Eu ainda consigo ouvir sua risada.

Acho que ela se definiu bem no seu perfil em algumas redes sociais: “Quem me conhece diz que sou intensa, resmungona e mimada, mas também dedicada, alegre e inteligente. E meiga. Praticamente uma flor que anda. O cinismo vem de brinde.”

O que a fez ser uma das pessoas mais fascinantes e fantásticas que conhecia. Lamento tardiamente não ter passado mais tempo com ela, isso acaba trazendo uma boa reflexão para analisarmos como estamos cuidando dos nossos amigos e da nossa família, pois estamos sempre ocupados. A Biti hoje me falou algo muito verdadeiro: “nos ocupamos com as coisas urgentes e esquecemos as importantes”.

O que eu nunca falei para a Marisa, é que ela foi uma das minhas musas inspiradoras. Quem a conheceu, teve muita sorte e eu me sinto ainda mais sortuda por ter usufruído bastante de sua companhia.

Vou sentir muito a falta dela, das nossas conversas longas e quase diárias no gtalk, das suas reflexões, da levantada de moral que às vezes ela me dava, do mundo de referência que ela me trazia, das bobagens e até das nossas fofocas.

Que ela descanse em paz.

Má, te amo! É difícil homenageá-la como eu gostaria, mas eu precisava escrever isso e é como se em algum lugar você pudesse saber as coisas que não deu tempo de te contar.

(i’m) a woman under influence.

segunda-feira, agosto 10th, 2009

Este post é breve e serve fundamentalmente para registrar publicamente o meu amor et fascinio pela Gena Rowlands.

Alias, ela é 50% de um dos casais que eu mais amo. Esqueçam Romeu e Julieta ou BRANGELINA.

Eu quero um amor sabor GENA ROWLANDS & JOHN CASSAVETES. : )