Archive for the ‘restaurantes’ Category

La petite cuisine à Paris

segunda-feira, agosto 1st, 2011

Foto: Leo Farrell www.leofarrell.com

Eu tenho minhas fofices e sempre estou separando elas por aí, mas acabo não compartilhando. Algumas coisas são mais descartáveis, outras são dicas valiosas (nem por isso deixam de ser fofas).

Uma que super me instigou ontem foi o “La petite cuisine à Paris”, que vi na revista Elle. Seguindo a moda de chefs que abrem suas cozinhas de casa para receber pessoas, como a nossa versão brasileira “Les Amis” com o jantar “Portas Abertas para 12 pessoas, a chef inglesa Rachel Khoo cozinha às quartas e sábados, quase semanalmente, na casa dela para apenas 2 pessoas. Ela se compara à Carrie Bradshaw, que colecionava bolsas, sapatos, roupas, mas ao contrário, ela coleciona gadgets, utensílios e tudo que pode deixar uma cozinha mais moderna e eficiente. A parte mais legal é que ela cobra apenas os custos do jantar que conta com 3 pratos e uma garrafa de vinho.

Imagina o quanto deve ser concorrido. Para arriscar uma vaga é necessário se inscrever no mailing list dela ou segui-la no twitter ou facebook, onde ela anuncia as chamadas de última hora. Obviamente, não existe reserva.

Nesse link dá para ver o que ela já preparou nos jantares anteriores. A cozinha fica fechada até o final de agosto e reabre em setembro. Então se está em Paris ou tem planos de ir pra lá, se joga no mailing, porque eu acho que deve valer super a pena a experiência.

Aqui tem um passeio pela cozinha dela para aumentar ainda mais a vontade:

E aqui uma entrevista com ela:

Fotos:
The Cook by Leo Farrell www.leofarrell.com
The Kitchen by www.thelittlepariskitchen.com

Achado gastronomico: Taormina

domingo, setembro 12th, 2010

IMG_1173

Taormina é uma pequena vila de tirar o fôlego na região da Sicília com menos de 10.000 habitantes. Também é um delicioso restaurante de culinária italiana da Sicília (claro).

Para quem não está atrás de lugares descolados, mas lugar para comer bem, anote a dica! O Taormina é restaurante para ir comer, não para ver e ser visto ou para gastar horas batendo papo. A refeição é bem servida a um preço justo, o que é cada vez mais raro nessa cidade.

Porém, eles tem um formato peculiar de servir: o preço é único e inclui couvert, que vem acompanhado de pão italiano fresquinho e patê de damasco, que entrou para minha lista top 5 de melhores patês da vida; depois uma entrada, no meu caso veio berinjela e azeitonas em conserva envoltos num fabuloso molho de tomate com queijo ralado salpicado; e então o prato principal, que nos apresentaram 5 opções de massas, que vem servidas na medida certa. Eu optei por um rondeli recheado com queijo de cabra e mussarela de búfala com metade com molho de tomate e a outra metade com molho de gorgonzola, com pedaços do queijo e castanhas. O Ola foi de espagueti com frutos do mar e vongole.

espaguetti com frutos do mar e vongole

espaguetti com frutos do mar e vongole

Rondelli dos deuses

Rondelli dos deuses

E claro, não poderia faltar a sobremesa, geralmente à base de frutas. Por fim o café servido em cafeteira italiana acompanhado de canole. O preço? R$ 40,00 por tudo!!!!

sobremesa

sobremesa

café, canole e o namorado

café, canole e o namorado

A dona/chef da casa passa de mesa em mesa para acompanhar as refeições e saber se tudo está indo bem. O atendimento é primoroso.

O Taormina fica numa casinha escondida na Alameda Itú, 251 (perto da Pamplona) com um jardim a frente. O lugar é bem familiar, simples e sem muito charme, mas também, quem precisa disso num lugar em que a comida é de fato a protagonista da casa.

Anota no caderninho e não deixe de ir.

Serviço:

Taormina
Al. Itu, 251 – Jardim Paulista – Sul. Telefone: 3253-6276.

Aceita cartões. Abre de segunda à sexta das 12 às 15h e sábado e domingo das 12 às 16h. São 110 lugares e tem estacionamento por R$ 10

Dicas de Nova York

segunda-feira, julho 26th, 2010
New York - Brooklyn Bridge Sunset by Phillipp Kinger

New York - Brooklyn Bridge Sunset by Phillipp Kinger

Aproveitando a onda de amigos indo pra NY nas próximas semanas, tirei da gaveta uma lista pronta de lugares que amei na cidade. Todos são bares, restaurantes, lanchonetes. Todos maravilhosos e testados mais de uma vez em alguns casos. Sobre as baladas não me arrisco a dar palpites porque os humores oscilam muito quando se trata de sair à noite em uma cidade como NY. Sobre espetáculos e museus, eu nem me preocuparia em buscar dicas. A cidade respira cultura e fique à vontade pra arriscar. Qualquer erro vai ser desculpado, acredite.

Sempre gostei de viajar e mesmo que ficasse alguns poucos dias em uma cidade qualquer, eu tinha a necessidade de vivê-la como os moradores de lá. Procuro opções de lugares tradicionais e os combino com dicas de lugares mais atuais com amigos que por acaso estão morando por lá. Assim, aproveito uma viagem sem aquela correria de ter que ver tal museu, de ter que ir a tal praça, de ter que. Odeio ter que. Gosto de andar sem rumo em uma cidade pequena e acabar em uma periferia estranha, fuçar os becos em uma cidade grande e dar de cara com galerias, livrarias e brechós, por exemplo.

Então falemos das dicas. Reuni aqui os lugares em que comi bem e fui feliz em NY. Sem pretensões, hein! São os lugares em que muitas vezes eu ia quase todo dia no mesmo horário para tomar o meu café da manhã antes de bater perna pela cidade, ou os que, por acaso, estava perto com montes de sacolas na mão e cheio de fome.
Sou do tipo que acorda tarde e mesmo assim toma café da manhã. Se você é assim também aqui vão os bons lugares pra fazer isso sem pressa.

bagelporn by food in mouth

bagelporn by food in mouth

Murray`s Bagels: fica no Chelsea, no número 248 da 8ª, entre as ruas 22 e 23. Tem em vários outros lugares de NY, mas esse é o meu preferido. Fui várias vezes e é um lugar bem gostoso, os funcionários são simpáticos e comer um bagel em NY é obrigatório. Depois sente-se no banco do lado de fora e observe as pessoas na rua, tomando um latte é claro.

Cafeteria: também fica no Chelsea, no número 119 da 7ª avenida com a rua 17. Um lugar mais hype, com gente mais moderna, frequentado por alguns famosos. Mas também tem gente comum, eu e você, mas bem vestidos e interessantes. Vale a pena ir, não é caro e o café da manhã tem opções deliciosas.

Bocca Lupo: fica em Cobble Hill, no 391 da Henry St. com a Warren St. no Brooklyn. Apesar de ser longe para acordar e ir tomar café, vale a pena passar lá. O ambiente é muito agradável. Combine um brunch com os amigos, é uma delícia.

Le Pain Quotidien do Chelsea. Fica no 124 da 7ª entre as ruas 17 e 18. Alguém pode até torcer o nariz por ser uma rede. Cadê o charme? Cadê a novidade? Vão dizer. Mas a comida é super saudável e uma delícia. Você vai tomar um café que merece e dá pra almoçar também.

Para almoçar ou jantar em NY, não dá pra determinar de antemão o horário. Ande e compre bastante e se passar por perto dos lugares abaixo, experimente.

Fanelli's Cafe by M0rph3u

Fanelli's Cafe by M0rph3u

Fanelli’s Cafe no SoHo. No número 94 da Prince St, esquina com a Mercer St. Os sanduíches são bem servidos e baratos num ambiente gostoso e perto das melhores lojas. Compre, compre, compre e pare para almoçar lá.

Capri Caffe em Tribeca, no 165 da Church St entre a Chambers e a Read Sts. Comida italiana feita de uma forma muito artesanal. O espaço é pequeno, mas você entra e em dois minutos parece que já freqüenta o lugar há muito tempo. Peça o especial do dia sem medo.

Co. Fica no Chelsea, no 230 da 9ª, entre as ruas 24 e 25. Algumas pizzas são inusitadas e deliciosas. Considero imperdível.

Casa, Greenwich Village no 72 da Bedford St com a Commerce St. Comida brasileira como quase não se vê no Brasil. Amei! Os preços podem assustar por opções tão simples que vão lembrar a comida da sua mãe, mas tudo é muito gostoso.

Hale and Hearty. Dessa rede eu sou fã, consulte o site para encontrar o mais perto de você. A comida é, sem erro, maravilhosa e estou falando de um combo – sanduíche e sopa! Por que não temos essa rede no Brasil?

Bottino. Chelsea, no 248 da 10ª, entre as ruas 24 e 25. Uma dica emocional. Foi uma experiência deliciosa: compramos uns sanduíches no Bottino e fomos passear na High Line. Uma das entradas é ali perto. Experimente. Você senta nos bancos, nas espreguiçadeiras ou na arquibancada. Vai ser inesquecível.

Socarrat Paella Bar. Também no Chelsea, no 259 da rua 19, entre a 7ª e a 8ª. Outro restaurante imperdível. A visita, na minha, opinião é obrigatória. O restaurante é comandado por um espanhol simpaticíssimo. Peça uma paella de arroz negro. Você vai delirar!

Pearl Oyster Bar no Greenwich Village, no número 18 da rua Cornelia, entre a Bleecker e a W 4th. Esse restaurante foi a maior surpresa da última ida pra NY. Você pode pedir mesa ou sentar no balcão e ficar de papo com a garçonete que é simpática, sorridente, interessante, ou com os outros clientes que sentam no balcão. Obrigatório pedir o sanduíche de lagosta, parece estranho mas é perfeito!

Balthazar no SoHo, na 80 Spring , entre Crosby e Broadway. Restaurante bem famoso em NY. Vale a pena ir pela comida, pelas pessoas que se pode ver lá, pelo ambiente. Mesmo que demore pra conseguir uma mesa, espere, você vai gostar.

L’Express no Gramercy Park, no número 249 da Park Ave com a rua 20. Esse é 24h, então dá pra comer uma boa comida depois de uma balada. Tudo delicioso.

Izakaya Ten no Chelsea, 207 da 10a com a rua 23. Esse Pub Japonês é fantástico. Fica meio escondidinho, mas vale a ida. Um dos restaurantes mais legais que fui em NY, simplesmente porque é diferente do que estamos habituados a pensar sobre restaurantes japoneses.

E por último o Morimoto, que fica no Chelsea, mais lá embaixo, no número 88 da 10a, entre as ruas 15 e 16. Entre, se encante com a decoração e a arquitetura do lugar. Se estiver vazio, tudo vai parecer mais deslumbrante. Peça pelo menos um Martini de lichia no bar (o melhor que já tomei). Ah! E conheça o banheiro, é por si só uma experiência.

Não preciso dizer que isso é um milionésimo do que se pode ver, ir ou conhecer em NY no quesito comida. Mas como alguns de nós hesitam e piram diante de tantas opções, vale a pena recolher algumas dicas e anotar em um caderninho para não se frustrar com o desconhecido ou ficar apenas no esquema turístico-clichê.

Moda secreta existe?

domingo, novembro 15th, 2009

Os anos 2000 foram os anos de consagração do mercado VIP no Brasil. Ninguém mais queria saber se a festa seria boa, se o DJ era fodão, se só teria gente bonita. Todo mundo queria era ser VIP. O negócio tornou-se tão lucrativo que entrou em processo de ‘cebolização’: o famoso VIP VIP VIP, ou o camarote dentro do camarote dentro do outro camarote, com preços em escalada exponencial.

A coisa ficou tão bizarra que começou a degringolar, e claro, o povo foi procurar alternativas. Foi assim que apareceu a moda do segredo. O bar agora é secreto, apesar de todo mundo saber onde é. A festa é secreta, mas é veículada no jornal. O camarote agora não existe mais, pois todo o evento é um grande camarote, onde todos são os bons, e a plebe fica da porta para fora. Nada contra, mas acho que o que é secreto não precisa ser esfregado na cara de quem supostamente não deve saber, não? De repente me vem aquela propaganda que o menino gritava para a câmera: ‘Eu tenho! Você não tem!’

Esta semana fui convidado para um jantar secreto. Todas essas idéias me ocorriam enquanto eu divagava sobre as possibilidades desse evento. Mas me dei conta de que, pela primeira vez, a idéia de segredo foi usada de forma eficiente. Um taxi foi chamado para me buscar em casa e eu sequer sabia o endereço para onde iria. Fiz questão de não perguntar. Eu não sabia nada sobre o jantar além do fato de que iria comer. Nenhum convidado sabia quem os estava convidando, qual seria o cardápio, porque eles foram selecionados, quem eram os outros participantes. Quer dizer, um ou outro a gente sempre descobre, né? Mundinho pequeno.

Afinal, fomos todos para o Capim Santo, em uma sala fechada com uma grande cozinha/sala de aula, e tivemos uma noite agradabilíssima e com um maravilhoso buffet ao lado da chef Morena Leite. Primeiro todos nós fomos convidados a preparar nossas próprias entradas com tutoria da chef. Depois um jantar incrível foi servido: tabule de quinua, gateau de banana da terra, nhoque de batata doce, lagosta flambada, e muito mais.

Jantar SecretoJantar Secreto 1A chef Morena LeiteBiti Averbach cozinhandoFacundo Guerra no fogão

A Electrolux nos convidou para lançar oficialmente o site da nova linha Infinity, e montou todo esse mise-en-scène para instigar ainda mais o grupo escolhido para divulgar. Todas as maravilhosas receitas que provamos estão no site. Vale a pena guardar. Além dos convidados selecionados pela produção, foram convidadas cinco pessoas que participaram de uma brincadeira no Facebook do jantar. A escolha de uma ação de divulgação secreta foi correta por instigar os participantes, e por desmitificar o caráter excludente que essa nova ‘modalidade’ adquiriu.

Fotos (decentes) do jantar aqui.

Ah, Paris!

quarta-feira, junho 10th, 2009

Paris está entre minhas cidades favoritas e para mim é a cidade mais linda que já conheci. Não me canso de me perder por lá. Cada esquina é uma surpresa e a cada passagem minha pela cidade, eu tenho a impressão de que enxergo uma Paris diferente.

Nessa minha última passagem, em que passei 8 dias na cidade, eu resolvi explorar lojas de design ao invés das minhas habituais buscas por brechós e galerias, afinal estou montando minha casa “nova” e tudo que vejo na frente, eu quero levar para lá. Infelizmente não dá, mas Paris, mesmo sendo uma cidade cara, tem preços ótimos no que diz respeito à decoração.

Também foi a primeira viagem para lá, que eu fiz questão de almoçar e jantar praticamente todos os dias fora, o que já não dá para dizer o mesmo que o parágrafo acima. Comer e beber em Paris é caro, por isso o melhor é nem cogitar pensar em reais. O velho ditado de que quem converte, não se diverte é real.

Resumindo: minha viagem foi gastronômica e consumista, além de algumas poucas exposições que visitei, mas que valeram bastante a pena. O que foi ótimo é que o verão está chegando, então os dias são longos e terminam por volta das 22h30.

Os quatro restaurantes mais deliciosos que fui, sempre acompanhada de amigos franceses:

Le Sainte Marthe Bistrot é bem escondido e fica no meio de uma vila pequena, próximo ao metrô Belleville. Frequentado 99% por locais é um lugar bem típico.  O restaurante tem um menu bem diversificado e a melhor pedida é o “Magret de Canard”.  O Le Sainte Marthe tem uma área externa, que mesmo com uma temperatura mais baixa, é a mais concorrida. Para se safar um pouco do frio é só solicitar um cobertor e se deleitar com os vinhos da casa. O custo médio de um jantar com vinho e sobremesa é de 28 euros. Vale a pena reservar mesa antes: 32 rue Saint Marthe – das 17 às 2h todos os dias. Tel 0144843696

Chez Papa tem a cozinha especializada no sudoeste da França. A grande pedida são as gigantescas saladas, mas o pato ao molho de pêssego é um dos pratos mais deliciosos que eu já comi. É também um restaurante bem típico e com um atendimento excelente. O Chez Papa fica no badalado bairro de Montmartre – 153, rue Montmartre (metrô Bourse). Tel 0140130731

Restaurant des Beaux Arts, que fica perto do metrô Odeon em meio à confusão de turistas que se instala na área, o restaurante foi uma boa surpresa. O atendimento é ótimo, a comida bem servida e saborosa. Como eu estava sem fome, optei por uma salada de queijo de cabra, mas meus amigos que estavam mais famintos se deleitaram entre carne de pato, coelho e vaca. Todos elogiaram. É uma boa pedida para quem está nas mediações de San Michel e perdido entre tantas opções. O gasto médio com vinho, sobremesa e prato principal é de 25 euros. 80 rue Mazarine. Tel 0143257116

Les Pissenlits par la racine fica fora da área mais turística da cidade, no metrô Place d’Italie ou Corvisart, que é uma região cheia de bares e tabernas bem rústicas, com cerveja a bom preço e com discussões políticas acaloradas. O restaurante é pequeno, tem uma decoração mais modernosa e requintada. Ótima opção para ir a dois. Os preços dos pratos variam entre 14 e 29 euros e são bem servidos. 11, rue de la Butte aux Calles. Tel 0145802722

Caso esteja nessa região, não deixe de passar no bar La Folie en tête (a tradução combina com o local: a loucura da mente), que é bem rústico, com um banheiro não muito animador, mas com muitos instrumentos musicais pendurados no teto nos quatro cantos do bar, colagens divertidas e de diversas partes do mundo nas paredes e com cerveja a um bom preço, além de servirem uma ótima caipirinha, não se restringindo somente a de limão.

Das exposições que eu vi, eu curti 3, sendo que duas eu considero imperdíveis e obrigatória para quem passar pela cidade até julho, que são “Le Grand monde d’Andy Warhol“, que fica em cartaz até dia 13 de julho no Grand Palais e é maior mostra já feita do artista. São 250 obras entre retratos, serigrafias, polaroides, vídeos e é dividida em salas temáticas: auto-retratos, Telas de testes, Mao, Dolares, Catástrofes e Última Ceia. É uma exposição fantástica para ver sem pressa e entender mais sobre pop-art e o mundo de Warhol. A segunda, que é minha favorita, foi a “Une Image peut en cacher une autre“, ou “Uma imagem que esconde outra”, também no Grand Palais. Essa entrou para a minha lista favorita de exposição. A exposição é focada em obras com duplas imagens, e discorre trabalho de artistas de diversos séculos (desde 1500) e culturas. Variando entre Arcimboldo e Dalí, e incluíndo vários exemplos contemporâneos, a exibição traz 250 obras selecionadas rigorosamente, em que o artista brincou com as composições e imagens mútliplas. O ideal é separar uma tarde para ver as duas, pois valem a pena e são de tirar o fôlego.

A terceira que eu gostei foi “Fables & Fragments” na Escola de Belas Artes, feita com vários artistas recém-formados. É uma mostra contemporânea com instalações, fotografia, vídeo e pinturas. Bacana para sentir mais de perto a nova safra de artistas.

Já a parte consumista, que gritou o tempo todo, fez eu percorrer especialmente Marais, que tem muitas lojas de decoração, mas como não sou de ferro, claro que eu fiz uma parada longa na Colette. Infelizmente não dá para sair de lá com a sacola cheia, mas deu para comprar uns mimos. Aliás, é uma das lojas em que mais pessoas saem de mãos abanando. Uma das coisas que eu curto na Colette, é a seleção que eles fazem de revistas de moda. Acabei comprando uma edição Primavera/Verão 2009 da revista Plastique.

Saí apenas um dia, que foi no meu aniversário (no último dia 05) e o lugar escolhido foi o Social Club, pois o Calvin Harris tocaria por lá. O lugar estava entupido, quente e encontrei o Dat Politics por lá também. Foi ótimo, mas em meio a um final de dia sobrecarregado, eu consegui sobreviver a menos de 1h do set do Calvin Harris. A cerveja tem um preço bem salgado: custa em torno de 9 euros e pequena.

Vou fazer um post só com as lojas de decoração & design, mas para fechar quero indicar a deliciosa loja Passage du desir, que fica na 23 Rua Sainte Croix de la Bretonneire, no meio de Marais. A loja é dividida por seções como divertidas como “seduce me”, “tease me”, “talk to me”, “toy me”. As prateleiras são recheadas de brinquedos sexuais como vibradores, jogos, algemas, livros, roupas, etc., mas os preços são bem salgados.

As fotos da viagem estão no meu flickr e no do Ola. E na semana que vem, eu faço numa nova parada rápida em Paris antes de retornar para São Paulo. Enquanto isso curto os dias que não terminam aqui na Suécia.

o mundo sem whopper

segunda-feira, maio 25th, 2009

imagine você chegar no burger king e pedir um whoopper e o atendente responder: ‘o sanduiche não está mais no menu, senhor.’
a reação das pessoas é absurda!!! decepção, raiva, espanto, tristeza e muito mais pode ser visto.
que os americanos realmente são viciados em fast food todos já sabemos, mas jurava que não a este ponto!

genial. muito genial.

já tinha visto, mas lembrei de postar quando li no radiodelicatessen

Bistros franceses a preços acessíveis

segunda-feira, maio 11th, 2009

Eu sou fã da cozinha francesa por dois motivos, o primeiro é porque são pratos muito bem elaboradas e apetitosos, segundo porque ele é exatamente do tamanho que eu acho que um prato deve ser. O grande problema é que geralmente é uma opção cara, mas nos últimos tempos surgiram alguns bem acessíveis.

No caso do bistrô Robin de Bois, que foi uma das mais apetitosas surpresas do ano, o primeiro corresponde, o segundo satisfaz quem gosta de um prato farto. Robin de Bois (Robin Hood em francês) é filial do homônimo em Nova York e adaptado ao paladar do paulistano.

O cardápio é bem variado, mas uma das sensações é a entrada moules et frites (mexilhões e fritas), um clássico belga. Além da conhecida versão ao molho de creme de leite com vinho branco, os mariscos chegam à mesa em caldo de leite de coco aromatizado com curry. É literalmente de lamber os beiços. É possível consultar o cardápio online. A carta de vinho é bem farta e com boas sugestões para todos os bolsos, mas também é possível levar o próprio vinho. A decoração é vintage e com muitos cartazes de filmes e propagandas antigas. Vale a visita e várias voltas. Fica na Rua Capote Valente, 86, bem perto da Rebouças.

Robins de Bois

O Blés D’Or fica em Moema e é uma ótima opção para almoço, que tem um buffet de quiches e saladas. Para quem gosta de “croque”, não deixe de experimentar as opções de frango e queijo de cabra. O menu também tem várias pratos do chef a base de carne, peixe e galeto. Outra opção é ir no domingo a qualquer hora do dia para experimentar o brunch, com direito a espumante. O ambiente é uma descontraída casa com um área aberta bem simpática. Os preços são também outro grande atrativo da casa. O problema é que fecha às 23h.

Bles Dor

Uma outra opção é o “No Café” na Rua Harmonia, Vila Madalena. Como o nome diz, é um café bem ajeitadinho com uma área aberta. Tem saladas bem especiais,  um delicioso wraps de salmão marinado, croque monsier dos deuses e também opções a base de carne, frango e peixes com diversos tipos de acompanhantes, inclusive batatas rústicas com alho. Assim como o Blés D’Or, ele também fecha suas portas às 23h.

No Café

O L’apero também fica na Vila Madalena e uma ótima opção para almoçar no final de semana. Caso queira jantar, chegue cedo para garantir uma mesa. O bistrô tem uma ótima cozinha, além dos pratos serem fartos e as saladas imensas. Tem cerveja de garrafa, vinhos a preços bons e uma boa história, já que tudo começou com o casal Taís Ayres e o francês Laurent Scotto, que resolveram trazer um pouco da França para São Paulo, fazendo um retrato dos lugares onde os franceses costumam ir após o trabalho. Acho que é bem essa a pedida.

Não preciso mencionar o La Tartine, que é um dos meus cantinhos favoritos de São Paulo e onde tem o melhor quiche, além de ser aconchegante e também resgatar bem o clima francês. E a vantagem é que é perto de casa e vai até altas horas, mesmo com filas, a espera não é tão longa.

Na próxima semana eu vou experimentar o Les Delices de Maya, que fica em Pinheiras e é mais um lugar para comidinhas rápidas, já que suas portas fecham às 19h30 e não abre nos finais de semana. Pelo que li, os preços também são ótimos e tem boas opções de bolos, além de venderem pratos congelados.

É, e viva o ano da França no Brasil….

No ‘topo’ das baladas

terça-feira, março 17th, 2009

Em meio ao fechamento de edição desta semana, uma pausa rápida para ver o que há de bom pelo mundo. E lá fora, a modinha é curtir as baladas que acontecem no topo de grandes prédios.

Muito vistos por Miami, a onda chega a Nova York. E segundo a NY Mag, a mais esperada inauguração do tipo para a primavera nova-iorquina é o rooftop lounge do hotel boutique Ravel, em Long Island.

Serão quase 200 metros quadrados de deck com vista para a ponte Queensboro. O lounge garante ainda bondes restaurados circulando das estações de metrô mais próximas até o lobby do hotel.

Aqui pelo Brasil, quem já foi ao Skye, no alto do Unique, entende.


Do Centrão para o Sertão

segunda-feira, dezembro 15th, 2008

Peça o GPS emprestado para o vizinho, coloque o endereço certinho do googlemaps, e esqueça tudo que você achava que sabia sobre orientação espacial em São Paulo. Esse desprendimento todo, combinado com pneus calibrados, e umas boas 5 horas disponíveis, podem te levar a uma das experiências gastronômicas da vida.

A dezessete quilômetros da capital (claro que se define aqui como “capital” o raio de 500 metros da Peixoto com a Paulista), o Mocotó é restaurante, com clima de boteco. Mas boteco, boteco… não esses botecos neo-playbas cariocas, que ovo colorido é enfeite “retrô”. Boteco de mesa aberta, sapateiro bêbado, tia de vestido de paetê, e um outro assinante da Prazeres da Mesa.

 

Fonte: Folha 

Num sábado ensolarado, consegui até bem fácil (??!!) convencer a trupe desse blog a se aventurar comigo rumo à Vila Medeiros. Na fila de duas horas dá pra decorar o cardápio repleto de coisinhas de beber, de comer e de babar. Por falar em de babar, é oportuno comentar Nossa urbanidade quase nos levou a recusar qualquer coisa que levasse mocotó. Mas como essa coisa de que é feito com pata de vaca só pode ser lenda urbana, tipo sopa de pedra, aceitamos de bom grado a mocofava…

 

mocoto4 

Embebidos pela cachaça escolhida entre as mais de 300 marvadas disponíveis, a lambança se iniciou com um legítimo torresminho – orgasmáticos pedacinhos de culpa imediatamente soterrados por quadradinhos de tapioca, coalho e leite, mergulhados num molho da casa de tangerina e dedo de moça.

E Baião de 2, ah….escondidinho 1, aaahhhh…carne não identificável…ahhhhhhhh…. escondidinho 2… AA-aa-Ahhhhh…

 

mocoto1 

E vêm as coisas de babar: sorbet de rapadura com pedaços, pudim de tapioca com leite de coco, mousse de chocolate com cachaça. (E pensar nas pobres mulheres de séries americanas que, na falta de sexo, tem que se contentar com um potão de Haggen-daz, não?)

 

debabar1 

Escolhemos como o designated driver o menos encachaçado, e cantamos “What a wonderful world” de volta pra casa…. dezessete quilômetros.

Dezesseeeeeeete…….

Mas, se a mídia já tá feita por aí, alguém com duzentinhos disponíveis pra me ajudar a investir na unidade Pamplona/Itu?

“Eu conheci o Mocotó na época que ele ainda ficava na Vila Medeiros…”

Canibal inglês na cozinha!

terça-feira, outubro 21st, 2008

A parada é a seguinte: um ex mister Gay Uk, Anthony Morley, foi preso mês passado por canibalismo e agora foi sentenciado a pelo menos 30 anos de prisão.

Sim, o cara levou um “bonitão” pra casa e comeu o cara. Literalmente. Papou, jantou o moço. E ainda guardou uns pedaços dele na geladeira.

Bom, o pior não é isso. Um amigo do Hannibal inglês, dono de um restaurante que se chama Citrus que fica em Leeds (só pra dar uma idéia, Leeds é a cidade do Kaiser Chiefs), contratou os serviços do doidão pra ser o chef do restaurant. Isso mesmo, o cara vai criar o menu e dar consultoria ao estabelecimento.

Piadas prontas pululam em minha cabeça e com certeza na de quem lê isso aqui. Então, minha pergunta é: você se arriscaria numa refeiçnao em tal estabelecimento? Será?