Archive for the ‘tendencias’ Category

Razorfish: FEED 2009

segunda-feira, novembro 9th, 2009

Saiu no início do mês o novo report da Razorfish, o FEED, focado no comportamento do consumidor. Esse ano eles mudaram um pouco o foco para entender melhor como o mundo digital tem mudado a interação dos consumidores com as marcas.

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O que eles identificaram? Que a experiência é essencial. Tanto é, que as experiência estão se tornando a nova publicidade. E essas experiências estão impactando diretamente na forma como o consumidor percebe a marca e decide pela compra do produto e/ou serviço.

Também perceberam que os consumidores estão envolvidos com as marcas em todo o meio digital.

A Razorfish deu uma boa incrementada na forma de distribuição do relatório, além da versão em pdf, também disponibilizaram todos os charts e uma versão no Blurb, para quem prefere o estudo em versão impressa.

Pegando carona no espírito do Stewart Brand, que proclamou que a “informação deve ser livre”, disponibilizaram todos os dados e gráficos utilizados no estudo para aumentar a análise e utilização do material, além de convidarem todos para debater o relatório, tanto no blog quanto no Twitter, utilizando a hashtag #FEED09.

Mãos à obra!

O valor das idéias

quarta-feira, outubro 14th, 2009

Depois de toda essa tal “nova onda da web”, internet dois-ponto-zero, mídias sociais, colaboração e cybercoletividade, o Obama foi, se não o primeiro, o mais emblemático dos políticos a lançarem mão da internet e suas novas multiplataformas como modo de fazer campanha e política nos meios digitais. Eu acompanhei de perto – na medida do possível.

Agora, esta semana, os estrategistas de campanha do presidente estadunidense Barack Obama se reunirão com grandes nomes da comunicação/propaganda brasileira para discutir O Valor das Idéias neste que será o primiero seminário de estratégia de comunicação e marketing [que também está conhecido como O Efeito Obama]. A iniciativa é da George Washington University e do Grupo Santander, entre outros parceiros.

Além dos membros da universidade americana e dos estrategistas do Obama, também estarão presente nomes nacionais como Ricardo Kotscho e Rodrigo Mesquita.

Eu estou bem ansioso. Por lá assuntos como “como a campanha online do Obama mudou os rumos de uma nação” e “a internet como forma de ativar simpatizantes” estarão em pauta amanhã e sexta, aqui em São Paulo. Além da comunidade, o evento também conta com um Twitter – acompanhe.

Ecofriendly, Ecofail

quarta-feira, setembro 30th, 2009

Nunca me considerei exatamente uma ameaça ao meio ambiente. Ah, separo minhas latinhas das outras coisas, não jogo lixo na praia, e fico comovida de verdade olhando ursinhos polares bebês no Discovery agonizando porque a casinha deles está derretendo e tal. A consciência começou a apertar mais ultimamente. Iniciou-se a saga em um churrasco que organizei outro dia, no qual participarem um casal de homo sapiens ambientalicius (aquelas colegas que tem casa ecológica com energia solar e tudo mais) – que apontaram, desapontados, minha incauta escolha de talheres, copos e pratos: descartáveis.

Como tais convidados não eram exatamente íntimos, achei de bom tom não sugerir que eles limpassem os práticos utensílios e cinzeiros com a língua, fazendo o favor. Superior, iniciei uma ardente discussão sobre as dificuldades de ser ecofriendly na “vida real”. Essas nossas, moradores da cidade grande, cujo edifício não tem coleta seletiva, a máquina de café do escritório já sai com copinho e que não são legítimos proprietários de 50 conjuntos de pratos e talheres à disposição nos seus churrascos.

Comentaram-nos tais elucidados, que todos nós temos a responsabilidade por mudar as pequenas decisões do dia-a-dia e consumir de forma consciente, que o fardo da saúde do planeta está nas nossas costas. Ou seja, me chamaram basicamente de assassina de ursos polares bebês. Culpada, resolvi assumir um desafio: tentar por 7 dias uma vida Ecofriendly e relatar para eles minhas descobertas e incautos.


[Gostei do meu momento Globo Repórter. Posso até ver a chamada “E a seguir, a saga de uma garota normal da cidade de São Paulo. Quais as dificuldades atuais da vida ecologicamente correta? Como mudar seus hábitos em poucos dias? Veja após os comerciais”. ]

Compartilho com vocês também.

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1º dia – Segunda-feira- 28/09
Um ser superior

Acordei empolgada com a idéia, que nem primeiro dia de regime que você come alface no café da manhã. Guardei a chave do carro. Que ônibus que nada, caminhada! Super ecológico. Foi divertido caminhar ao lado do parque Ibirapuera, nem tanto engolir fumaça na São Gabriel, mas o planeta merece. Logo descobri que demoro tanto chegando a pé quanto de carro, vejam só. Menos gasolina E calorias.

No escritório, minha primeira dose de café – achei uma caneca feia de empresa de seguros no armário. A descoberta de como tirar café da máquina, sem cair o copinho, deveria me dar direito a um diploma de engenharia (ei, eu não consigo instalar um DVD, mereço o mérito).

Passei o dia sem imprimir uma folha sequer. O relatório de 100 páginas revisei na tela mesmo. Demorou umas 2 horas a mais (damn emails, facebook e MSN), mas saiu. Em algum lugar do mundo, uma árvore sorriu.

Supermercado à noite. Desfilando com minha linda ecobag preta, de mais de um ano de idade e segundo dia de uso, olhei com ar superior para todos demais clientes consumidores de malignas sacolas de plástico.

Verduras orgânicas e xampu ecológico, que não é testado em animais. Na área de frios, solicitei para tirar a bandejinha de isopor. O moço me olhou com cara de cuméquié. Expliquei, pacientemente: - Veja bem, Sr. seu Zé, que isopor na natureza demora mais de 930 anos para se deteriorar, por isso é melhor não utilizarmos sempre que for possível. [Não, eu não sei quantos anos se deterioram isopores, mas achei um bom chute e o Sr. Seu Zé também achou, pareceu.] Coloquei o queijo e peito de peru bamboleando dentro do carrinho.

Dúvida surgiu na garrafa de água: PET deve estar errado. Acho até descobrir o que fazer, vou ter que tomar água ligeiramente amarelada da torneira de casa.

Nota mental ao chegar em casa: comprar uma ecobag cuja alça não estoure nas duas quadras caminhando de volta. Graças a deus, todos meus produtos amigos-de-bichinhos continuam intactos.

2º dia – Terça-feira – 29/09
Ecofail

Acordou chovendo. Juro que pensei em ir para Congonhas a pé. Observem que, apesar de eu estar colaborando com o meio ambiente, ele não está colaborando comigo. Fui de táxi.

E avião para o Rio.

Resultado: Sentimento de culpa equivalente a big mac, milk shake e bolo prestígio no segundo dia de regime.

3º dia – Quarta-feira – 30/09
Reenergizando

Sem desanimar, acordei com a brilhante idéia de neutralizar minhas emissões de carbono. Fui pesquisar  e calculei quanto custou ao planeta minha viagem ontem. Com uma árvore apenas consigo neutralizar não só minhas emissões, como mais 80 passageiros!

Vim de carro (coloquei na conta da árvore). Como um sinal divino, ali na R. Veneza do Jardim Europa. um caminhão de árvores com placa “Jabuticabeiras Produzindo”. R$ 25,00.

Sabe aqueles raciocínios que você pensa pela metade? Assim foi a compra da jabuticabeira produzindo. Pobre jabuticabeira, produzindo no meu porta-mala.

Alguma idéia onde enfiar uma jabuticabeira produzindo em SP?

(Obs 1: Algo me diz que perguntar na internet onde enfiar uma muda não gerará boas recomendações.

Obs 2: Continuarei oportunamente o relato da semana, incluindo o ainda incerto destino da muda de jabuticabeira produzindo. [Propaganda para você não trocar de canal. Quer mais Globo Repórter que isso?])

Relatório ‘Você Sabia?’ edição 4

terça-feira, setembro 22nd, 2009

Essa é mais uma daquelas vídeo-aulas que a gente acha pelos YouTubes e SlideShares da vida. Mas esse vale a pena. Bem completo, o vídeo – que foi produzido pela Shift Happens em parceria com o The Economist – consolida muito dos achismos da gente que fica de olho nas tendências de web e comportamento do usuário quanto aos meios de comunicação tradicionais e seus números, os digitais, convergência, as novas tendências…

É aquela história: “It’s easier than ever to reach a large audience, but harder than ever to REALLY CONNECT” — todo mundo hoje pode ter os seus 15 minutos de fama. Mas esses 15 minutos já não duram mais nem 15 minutos. Aparecer e impactar milhões não é mais tão difícil. O desafio hoje está em criar experiência, fidelização, seguidores.

O conteúdo é parte do Fórum Anual de Convergência de Mídia, que acontece em Nova York, em outubro.
Clique aqui se quiser ver o relatório Você Sabia em sua edição 2, de 2007.

[a dica foi do Daniel Perlin]

O prêmio de Arte e Tecnologia mais legal do Brasil.

sexta-feira, setembro 18th, 2009

Se a gente tem poucas certezas na vida, uma delas é que a gente vive na SOCIEDADE DO ESPETACULO. É a celebração e multiplicação de ícones e imagens, principalmente através dos meios de comunicação de massa, mas também dos rituais políticos, religiosos e hábitos de consumo, de tudo aquilo que falta à vida real do homem comum: celebridades, atores, políticos, personalidades, gurus, mensagens publicitárias – tudo transmite uma sensação de permanente aventura, felicidade, grandiosidade e ousadia – conforme nos diz Guy Debord.

Teorias e academicismos à parte, vemos a proliferação de eventos e prêmios que funcionam apenas como uma replicaçao e regurgitação das mesmas referencias – como se o novo, o transgressor, o crítico não fizessem parte (ou não mereçam) os holofotes.

Falo isso pois tive a oportunidade de conhecer mais sobre a iniciativa do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia.

Em sua oitava edição, o prêmio incentiva a produção cultural-artística brasileira – guiado pelos drives da arte, tecnologia e inovaçao, com diretoria artística da pesquisadora, curadora e artista Giselle Beiguelman (dêem um google nesse nome. Ela é tipo incrivel. Sério.)

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O Prêmio Sergio Motta integra um conjunto de ações desenvolvido pelo Instituto Sergio Motta. Voltadas para a pesquisa e o fomento da arte que envolve novas tecnologias do Brasil, elas incluem o festival universitário Conexões Tecnológicas, a série de workshops Territórios Recombinantes, festivais e outras ações on-line.

O critério de seleção do 8º PSM privilegiou os criadores que lançam um olhar crítico para os usos da tecnologia na sociedade contemporânea e incorporam/criam práticas para estimular a democratização de ferramentas e ampliar as possibilidades de difusão para além do circuito consolidado.

Em 2009,  Arthur Omar, Gisela Motta e Leandro Lima, Rejane Cantoni, Camila Sposati e Fernando Velázquez, Fernando Rabelo, Jarbas Jácome e Carlos Fadon Vicente são os artistas contemplados pelo 8º Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia.  Os primeiros recebem os quatro prêmios da categoria Meio de Carreira; Fernando Rabelo e Jarbas Jácome são os contemplados na categoria Início de Carreira; e Carlos Fadon Vicente, pioneiro das experimentações envolvendo tecnologias digitais no Brasil, é o premiado hors concours.

No juri, temos Fernanda Takai, Ricardo Oliveros, Claudia Gianetti, Ronaldo Lemos e Moacir dos Anjos. Uma coisa interessante é que a comissão analisou o conjunto da obra dos selecionados, e não trabalhos específicos.

A cerimônia de premiação será realizada nos dias 3 e 4 de novembro, durante o Fórum A&T | Perspectivas Críticas em Arte e Tecnologia, em São Paulo.

Quem quiser saber mais, vai no blog deles – que conta com um conteúdo bacanérrimo.

Quer ser diretor do clipe da sua banda preferida?

segunda-feira, setembro 14th, 2009

Lembra dos Fanfics, histórias escritas com personagens de outras histórias, tudo criado por fãs de um HQ ou romance pré-existente? Parece que esse esquema tá chegando à música como mais uma faceta da ‘colaboratividade online’.

Genero.tv é o site que tem agitado tudo isso. Eles escolhem artistas ao redor do mundo e deixam ali, disponibilizado para mentes criativas do planeta a possibilidade de criar videoclipes para aquelas músicas. Seria a chance de videomakers talentosos conquistarem o seu lugar ao sol?

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Social Influence Marketing Report

quarta-feira, agosto 12th, 2009

A Razorfish liberou recentemente resultado de uma pesquisa fabulosa estudo sobre influência das marcas na social media. O blog “Click to Client” compartilhou alguns insigths que obteve com uma análise que fez sobre o relatório, que também vale a pena dar uma lida.

O estudo foi feito com um público entre 18 e 55 anos de idade num total de 1.000 consumidores, sendo que 56% responderam que gastam mais de US$ 50,00 por mês na web.

Comecei a folhear o relatório agora e logo mais faço um post a respeito:

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Já ouviu Adiam Dymott?

terça-feira, agosto 11th, 2009

Next Big Sound

segunda-feira, agosto 10th, 2009

No último post que eu escrevi sobre “o que as pessoas estão ouvindo por aí”, o Fabricio deixou um comentário sobre uma recente descoberta dele: o Next Big Sound, que eu estou completamente in love. Eu até ia complementar o outro post com a informação, mas achei tão genial, que resolvi fazer um post a respeito.

Eu sou fascinada por estatísticas e o Next Big Sound é exatamente  isso: uma grande estatística musical. Ele faz uma combinação de várias ferramentas separada por artistas e fãs, utilizando o myspace, iLike, last.fm, além de considerar o Twitter e Facebook. O site mostra o que está sendo mais postado em blogs & hype machine, a lista da Pitchfork, vídeos, top songs no iTunes e também cria uma lista a partir da preferência dos usuários.

Next big sound é the next big thing.

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O que as pessoas estão ouvindo por aí?

segunda-feira, agosto 10th, 2009

Minhas redes sociais favoritas são as relacionadas à música. Como todos estão carecas de saber há várias boas, outras não tanto, mas indispensáveis como o myspace. Entre redes e sites especializados o que mais utilizo são o Hype Machine, last.fm, SoundCloud, além das dezenas de blogs de música que acompanho diariamente.

No mês passado uma dupla de suecos (tinha que ser!) criou o CitySounds.fm, que é uma lista com as maiores cidades do mundo com o que as pessoas estão ouvindo. O site é dividido por cidade, que busca no SoundCloud o que as pessoas estão ouvindo dividindo por cidade e as fotos das cidades vem diretamente do flickr.

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Por aqui eu acho que o SoundCloud não é a ferramenta mais utilizada (por enquanto), tanto que na minha busca por São Paulo veio música ouvida no final de semana e não em tempo real. Quando você clica na cidade, automaticamente o streaming inicia e aí dá para ter uma ideia mais clara do estilo que está mais em evidência em cada cidade.

Resumindo: é mais um meio para pesquisar as tendências de música no mundo, pois muitas vezes achamos que o que está bombando por aqui, está bombando no mundo e nem sempre isso é real, além de ser também um bom jeito de descobrir coisas novas (ou velhas que desconhecemos).

Via