Os primeiros tweets
segunda-feira, março 22nd, 2010O conceito do Twitter já existe há décadas. Dá uma olhada como ele seria (ou era) nos anos 40.
E recentemente nas ruas da Libéria:
[reloaded, renewed and still the same good thing]
O conceito do Twitter já existe há décadas. Dá uma olhada como ele seria (ou era) nos anos 40.
E recentemente nas ruas da Libéria:
Adorei essa ideia de fazer um caderno de tweets, no formato de um moleskine, utilizando tweets. Na capa vai uma mensagem customizada e no rodapé de todas as páginas são impressos tweets aleatórios. Eu já estou pedindo um, pois entregam no Brasil!!!! Custa 16 euros + remessa…
Hahahahaha, adorei!!! A ilustradora e designer Odessa Begay criou o Museum of Modern Tweets, em que ela transforma tweets de celebridades em ilustrações numa releitura bem divertida. Vale conferir, eu estou rolando de rir aqui.
Olha que interessante. Esse cara fez o clipe de uma música com a linguagem visual da passagem de fotos do iPhone.
O vídeo está no YouTube há quase 10 dias e já marca mais de 620 mil views. O cara chama-se Mistery Guitar Man e, no Twitter, tem 11 mil seguidores.
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E o novo clipe do Skank, já viu? Os caras entraram na ondinha moleskine e stop-motion. Me lembrou Her Morning Elegance. Vejaí:
O blog The Lede do New York Times acabou de publicar um post mostrando toda a cobertura – mezzo pessoa física mezzo jornalística – que vem acontecendo desde ontem no Haiti nas mídias sociais, sobre o terremoto que devastou a região ao sul da capital Port-au-Prince. O próprio NY Times já criou sua lista no twitter, assim como o jornal LA Times.
A todo minuto, novas fontes de informação de pessoas que estão no local vem sendo divulgadas na Internet. Um grupo no Facebook também foi criado.
Para ver imagens extra-oficiais e off-imprensa, o buscador de imagens em tempo real Pic Frog pode ser uma boa fonte.
Leia o post completo – que vem trazendo updates sobre esta tragédia.
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UPDATE 13/01 – 11h56: a Folha de São Paulo acaba de criar uma conta no twitter repercutindo suas notícias. Sigam @folhanohaiti
UPDATE 15/01 – 11h29: A conta @folhanohaiti foi supensa ontem pelo Twitter, que não se pronunciou a respeito.
Amei esse projeto 1000 Times Yes, em que o crítico de música Christopher R. Weingarten fez críticas de 1.000 álbuns durante o ano de 2009 no Twitter, ou seja, cada um teve sua crítica em 140 caracteres, incluindo o nome da banda, álbum e nota, além do número do review:
Pelo jeito o projeto deu tão certo, que hoje ele começou a empreitada para 2010, prometendo mais 1000 reviews. Acompanhem o twitter dele:
Gostei desse artigo em que fala do nosso fascínio em acompanhar vida de estranhos, que transformam seu dia-a-dia num reality show digital e muitas vezes isso pode acabar se transformando num bestseller. Não faltam exemplos de blogueiros que tiveram seus blogs transformados em livros e alguns chegaram a alcançar a telona.
Eu concordo que trazer esse mesmo universo para o Twitter requer muito mais criatividade, afinal sua expressão se limita em 140 caracteres. Porém a plataforma já começou a ser utilizada como fórum para a ficção e vai além, há muita gente utilizando para escrever livros e tendo o Twitter como seu principal canal criativo e de distribuição.
A Lit Drift lançou um guia de projetos de ficção bacanas rolando no Twitter. Vale conferir aos interessados no assunto.
O artigo ainda traz três bons exemplos de Twitter & ficção. O Electric Literature, que distribui contos já feitos para novos formatos de mídia como iPhone, Kindle, audiobook, mas também mantém o tradicional formato impresso. Acabei de baixar o aplicativo no iPhone para testar (custa US$ 4,99), que está no segundo lançamento com uma nova antologia de contos incluindo “The Comedian”, de Colson Whitehead. Dá para acompanhar todas as novidades no twitter, que traz ótimas dicas para quem curte literatura.
Outro exemplo é o French Revolution, de Matt Stewart, que escreveu o livro no Twitter e em 2010 sai a edição impressa.
Quem está afim de encarar tal empreitada, faça seu login/conta no twitter através do TweetBookz e manda bala no seu primeiro livro, que resgata seus últimos 200 tweets. Se achar que vai sair uma droga, crie uma conta e teste escrever seu primeiro conto via twitter. E dá uma conferida no Twitter of Oz, que também é diversão garantida.
Não é demais? Hahahaah. Uma amiga me dedicou ontem, pelo Facebook. A idéia do designer e ilustrador Patrick Moberg é que toda vez em que você “tiver” que acessar uma dessas redes/sites, você se levante e faça o exercício proposto aí mesmo, na frente do seu computador.
Ah, vale a pena visitar o site/blog do cara… o traço dele é muito bacana, o trabalho é bem legal. Virei fã!
Sabe o twitter? Sabe como ele te rouba minutos, horas e dias inteiros de produtividade, porque você não pode perder aquela piadinha irônica saborosa sobre os últimos acontecimentos, as discussões inflamadas sobre o filme cult do diretor mais cult ainda, ou ainda aquela última novidade daquela grife-desejo? Agora imagina se você tivesse isso tudo reunido em uma revista, que você pode ler e reler na hora que quiser, sem atrapalhar nenhuma outra atividade, e o mais incrível, de graça! Imagina?
Pois as oportunidades sempre passam debaixo de nossos narizes e a gente deixa passar sem se dar conta. Saindo da última Crew, umas dessas atravessou meu caminho e sem querer eu agarrei. No caixa, na hora de pagar, havia uma pilha de revistas de distribuição gratuita, com uma capa bem sem graça, e eu na hora pensei que seria mais uma daquelas publicações indies desprovida de conteúdo, inovação ou relevância. Engano meu. Alguma coisa me fez enrolar uma e jogar em algum canto da casa, para dar uma folheada despretensiosa no bode do domingão.
Para minha surpresa, eu li a revista de-ca-bo-a-ra-bo, e me diveti pencas! A Onze é uma publicação da Editora Finaflor, que tem onze cadernos de assuntos diversos, escrita por gente que a gente segue no Twitter e conversa na balada, com clima de bate-papo, conteúdo de jornal e humor de primeiríssima. Essa primeira edição, com tiragem de 22mil exemplares e distribuição gratuita traz Fernanda Lima na capa do fim, já que a do começo é preta e sugere que você monte a que mais te agrada.

A sessão ‘crítica’ é uma das mais divertidas. São atribuídas zero a cinco latinhas de cerveja para aprovar (ou gongar) simplesmente qualquer coisa: filmes, músicas, livros, pessoas, baladas, semáforos, sapatos, etc. Sobre o semáforo da Rua Augusta com a Oscar Freire, por exemplo, dizem: ‘Todo mundo fala no celular dando abaninhos discretos para sabe-se lá quem. Quando chega no semáforo, nada anda mas ninguém buzina. Elegância. Educação.’ Uma latinha apenas.
Na parte dedicada a ‘consumo’, nada de bolsinhas caras de marcas francesas nem casacos da avó de brechó descolex. Entre celulares, geladeiras, tênis e máscaras para dormir, pérolas como:
- Cigarrinho de artista: recomendado para o tratamento de algumas doenças. De R$1 a R$3 a grama.
- Dramin B6: serve para dor de estômago, mas é bom mesmo para, em noites de insônia, fazer dormir. Em média R$6.
E por ai vai.
Tem discussão sobre o desperdício de sacolas plásticas, entrevista com a garota da capa, a morte da TV aberta, guia para baixar torrents, a briga entre Valmir e Josy depois do sucesso, Bette Davis em A Malvada, e todo tipo de assunto que você possa imaginar. Todas as matérias são interessantes, porque nenhuma quer se levar 100% a sério. Até os agradecimentos são graciosos. Para mim, a única coisa que falta agora é uma assinatura anual. Gratuita, claro.
PS: Infelizmente não pude linkar a revista, porque o site tem o acesso proibido. Talvez você tenha que ser amigo dos roteiristas para entrar…. Então eu linko a entrevista deles com o Felipe Morosini do Feio na Foto.
E se, como no Twitter, as nossas falas só pudessem ter até 140 caracteres em uma conversação?
[dica da @RinaPri]