Circuito R-Design: um passeio por São Paulo – parte 1
quarta-feira, fevereiro 2nd, 2011Como citei em um post anterior, a Volvo me convidou para testar o novo C30 R-Design. Não há como não se deleitar com o carro, que é super esportivo, bonitão, confortável, ótimo para dirigir. O objetivo não foi apenas para testa-lo, mas criar um roteiro de um dia por São Paulo.
A opção acabou sendo uma boa rodada no Centro da cidade, onde eu passei minha adolescência percorrendo religiosamente as ruas Barão de Piratininga, 23 de Maio, avenidas São João e Ipiranga, frequentando a Galeria do Rock, Woodstock, cinemas Marabá, Ipiranga e Olido, além de bater cartão na feira dominical da Praça da República.
Desde então posso dizer que nosso centro mudou bastante, os cinemas desapareceram, o cinema Olido se transformou numa galeria, o Anhangabaú ganhou nova roupagem, prédios foram (e continuam sendo) recuperados.
O nosso circuito começou na sexta-feira na frente do Alberta#3, que fica na Av. São Luiz, que é minha segunda avenida preferida da cidade, perdendo apenas para a Av. Paulista. O Alberta#3 é uma ótima opção para quem gosta de indie rock, lugar pequeno e despretensioso. A pista fica no porão e o único cuidado é com a escada caso você exagere na dose alcóolica.
Largamos o carro por ali e seguimos rumo ao Vale do Anhangabaú. No caminho paramos para contemplar a Biblioteca Mário de Andrade, que ficou três anos em reforma e foi reinaugurada no último dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo. A biblioteca com formas geométricas e simples, segue uma linha arte déco e foi construída nos anos 30 pelo arquiteto francês Jacques Pilon. A construção imponente de 12.032m2 se mistura ao caos da Xavier de Toledo, um grande corredor de ônibus. Do lado de trás a tranquila Praça José Gaspar, que também recebeu novo paisagismo para acompanhar a revitalização da biblioteca, que é a segunda maior do país.
Descemos a Rua Xavier de Toledo até a frente do Teatro Municipal, está em reforma desde 2008. O que seria entregue em julho de 2009, ficou para julho desse ano. Resta aguardar. Por enquanto são tapumes e telas cercando uma das construções mais bonitas do centro.
Por ali recomendo prestar atenção no Edifício CBI Esplanada, um prédio de 33 andares, projeto do arquiteto polonês Lucjan Korngold, inaugurado nos anos 50 e que mantém suas características originais. Na época em que foi construído, o prédio era a maior estrutura de concreto armado do mundo. Ele fica na rua Formosa, na Praça Ramos e é o último à esquerda na foto abaixo:
Seguindo dali para o Vale do Anhangabaú, já se vê o edifício Sampaio Moreira atrás, na rua Libero Badaró, que chama atenção pela sua arquitetura estilo Luis XVI, projeto do arquiteto Cristiano das Neves. É chamado de avô dos arranha-céus de São Paulo, pois em 1924, época em que foi construído, era o prédio mais alto da cidade com 13 andares e 50m de altura. Atualmente ele está à venda por R$ 6,5 milhões e recentemente abrigou o projeto Red Bull House of Art.
Mas antes de chegar nele, recomendo um olhar mais atento ao Vale do Anhangabaú, que reina absoluto cercado de verde e palmeiras imperiais. Se for num final de semana, vale até sentar na grama e contemplar a cidade que se forma em volta co mais atenção. Foi anunciado recentemente que o vale ganhará uma obra de revitalização. Seguindo pela lateral direita até os Correios, que fica na Av. São João, se vê uma obra gigante dos OsGemeos, que dá um tom alegre à região.
Percorrendo a Libero Badaró se chega no famoso Martinelli, que em 1929 batia o recorde do Sampaio Moreira, se tornando o edifício mais alto de São Paulo. Inicialmente o prédio teria apenas 12 andares, mas a obra se concluiu em 1934 com 30 andares, 130m de altura e foi de fato nosso primeiro arranha-céu. Caso queira conhecer melhor a história do prédio, basta agendar uma visita monitorada através do site. As visitas rolam às segundas, terças, sextas e sábados.
O nosso passeio (meu e do Ola, que aproveitou para conhecer melhor a sua nova cidade) levou mais da metade do dia. Ele se encantou ainda mais com o que viu, já que esses passeios são raros.
Para não prolongar muito o post, vou publicar o circuito em 3 partes e tem coisas bem bacanas e boa parte dos meus cantos favoritos da cidade. A primeira parte foi mais focada em arquitetura, a segunda em cultura/artes e a última gastronomia e diversão.
































































