Difícil iniciação
terça-feira, fevereiro 12th, 2008Todos os meus blogs tiveram algumas características muito marcantes em comum: a falta de assunto, um final arrastado e minguante, e principalmente uma dificuldade imensa em começar. A abertura sempre tem que ser algo grandioso para que logo de cara você consiga conquistar um mínimo de leitores cativos que te dêem o mínimo de ânimo para tocar o barco. Mas claro que Murphy sempre ajuda a estragar tudo e o post de abertura acaba sendo sempre algo sem sentido ou graça, e só vem a provar que a abertura de mais um blog, a insistência no assunto, só tem um único destino: o final arrastado e minguante.
Como o blog não é meu, sinto a incrível leveza no ombro de poder tratar de qualquer assunto. Posso falar da conjuntura mundial com a recessão do mercado americano em tempo de eleição, dos novos métodos de ensino para filhos de celebridades trash em reabilitação, da unha encravada que o meu All Star velho me presenteou, enfim… é tanta opção que estou há dias tentando achar algo que me anime, e a real é que eu não cheguei a nenhuma conclusão.
Que fazer então? Lição para manter um blog semi-vivo sem ajuda de aparelhos #1: fale de assuntos bem atuais, tão atuais que amanhã eles já serão ultrapassados. Assim você bate o cartão, ganha uma sobrevida, e a bobagem que você escrever amanhã já estará esquecida. Aula dada, vamos à lição de casa:
Assunto: Grammy
O que já foi dito: é uma festa para americanos (ZZZZ), ganha quem vende mais (ZZZZ 2), Amy Winehouse pôs um dente postiço e chorou com a mãe (e junkie agora não tem emoções?), Herbie Hancock alfinetou a academia (preguiça de jazz), Alicia Keys pagou muita grana para aparecer tanto (ou deu para alguém bem importante).

O que não foi dito: Aretha Franklin, com a graça de um javali, roubou a cena e todo o etoque de seda amarela mundial pelos próximos 5 anos, Tina Turner parece a Alcione com artrite, o Cirque du Soleil virou a versão dos Beatles para os Saltimbancos, o Daft Punk discoteca com um Pense Bem, Beyoncé arrasou nas ceias de fim-de-ano, Fergie cantou uma música da trilha de Pocahontas, Jerry Lee Lewis dorme na morfina e Little Richard dorme no formol (e concorrerá a Tutankamon nas próximas eleições em Gizé), Rihanna comprou seus vestidos no mesmo camelô que tinha liquidação de guarda-chuvas, e o programador de comerciais da Sony tava de folga ou deu um gato no ‘silviço’ (quantas vezes temos que ver o American Idol Wannabe que rói e guarda as unhas ha 10 anos? Disgusting!)
Conclusão: se até o Grammy está cafona desse jeito, imagina o que vai ser o Oscar com todo esse bafo entorno da greve dos roteiristas blablablá de cu é rola? Eu que sempre fui um Awards-addicted, já estou pensando em jogar a toalha. Se bem que, pensando melhor, com toda a pieguice, pelo menos eu já tenho um post garantido para o dia 25. See ya!















