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Hospedagem personalizada: airbnb

terça-feira, dezembro 21st, 2010

Já falei por aqui sobre o Couch Surfing, que é uma ótima opção para quem vai viajar e quer mergulhar ainda mais na cultura local, já chegar fazendo amigos e se sentir amparado em terras estranhas, além de economizar uns trocados.

Agora envelheci um pouco e fiquei um pouco mais chata, querendo uma cama mais confortável ao invés da aventura em um sofá. Nas minhas últimas viagens as opções foram hotéis (baratos) ou casa de amigos.

Há uns dias atrás, enquanto eu vasculhava desesperada por opções para o meu reveillon, que foi por água abaixo em cima da hora, a Haydeca e o Ola sugeriram que eu conhecesse o airbnb, o qual fiquei viciada mesmo já com o pacote de final de ano fechado (e virada de ano salva!!!).

O airbnb é uma comunidade em que as pessoas disponibilizam suas casas, apartamentos, barcos, castelos ou seja o que for um lugar normal ou inóspito, para se hospedar. A maioria mora no local e tem quarto de hóspedes, que aluga para quem estiver afim de pagar. Assim como o Couch Surfing, muitos dão uma boa mão na viagem, basta conferir os reviews dos viajantes.

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O que me deixou boquiaberta foi a extensa lista de opções em qualquer canto do planeta, além de ter opções para todos os bolsos. Se você está duro e busca um sofá para alugar, você vai encontrar; se você quer passar uns dias morando numa casa em cima de uma árvore, você vai encontrar; se seu sonho é dormir num barco no coração de Paris, você também vai se dar bem; se sua pretensão é reunir os amigos e alugar um castelo, você vai achar; se você está encontrando um lugar inusitado e de fazer todo mundo cair o queixo com seu casamento, também vai achar; se você um dia sonhou que morava num avião, procure lá que também irá encontrar um para passar uns dias confortavelmente; ser quer ter a experiência de se hospedar num igloo, tem também.

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O site oferece várias listas com uma curadoria de lugares de acordo com o que o viajante está a procura.

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O aplicativo é outro deleite a parte, pois traz todas as facilidades do site, tem geolocalização, em que o usuário pode buscar por locais para ficar nas redondezas de onde estiver, além de ver de imediato se o local está disponível. O aplicativo traz também uma oferta diária com descontos consideráveis

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Depois de ter passado dias grudada no airbnb, o que eu posso dizer é que não farei mais viagem sem consulta-lo, pois as opções são muito melhores (e especiais) que hotéis, fora que a impressão que dá é estar visitando um site de Arquitetura & Design, de tanto deleite visual de tantas casas incríveis e lugares paradisíacos.

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Soluções simples, baratas e bacanas

quinta-feira, agosto 19th, 2010

Se tem algo que Nova York me deixa é de cabelos em pé. A cidade serve para duas coisas:  ter sempre algo para fazer ou comprar. Ir de bolsos vazios para lá pode ser bom, porque aí você aproveita melhor a cidade, mas pode ser ruim, porque você vê coisas incríveis a cada esquina e não poderá comprar.

Até tentamos conciliar turismo & compras, mas que se fundem de tal maneira, que quando damos conta, estamos circulando em pleno MoMa carregados de sacolas. No final, acaba sendo um inferno!

Dos meus achados incríveis, eu acho que nada superou a luminária abaixo. Preço razoável, fácil de trazer e totalmente estilosa, chamando atenção de quem, a partir de agora, entra na sala da minha casa:

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O design é da italiana Alice Rosignoli e encontrei numa loja minúscula no meio de Williamsburg por 70 doletas.

Abaixo uma outra ideia para brincar com stickers e dá um ar mais criativo para a sua casa, desenvolvido pela Ferm Living:

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Decorar pela internet, é possível?

quinta-feira, junho 24th, 2010

Inventaram uma resposta que soluciona qualquer tipo de problema: Google. Certo? Nem sempre. Se tem um circuito em que a internet ainda não conseguiu substituir totalmente o tête-a-tête é na sempre penosa e cara hora da obra. Todo mundo já passou por uma reforma e todo mundo saiu traumatizado. Orçamentos estourados, atrasos, falta de material, um desgaste sem fim, mas afinal inevitável. Obra significa mão na massa, e nessa hora o computador não pode ajudar muito.

Um novo site acabar de surgir para tentar diminuir o stress de quem se aventura a redecorar sem a ajuda de um arquiteto. O DecoradorNet é um serviço de consultoria, em que você diz que ambiente quer mudar, responde um questionário para tentar definir o que quer no final, e uma equipe de arquitetos prepara um manual de algo que você pode seguir. Para tanto, eles contam com o Studio DWG, um escritório novo, mas que já participou de mostras importantes como a Casa Cor SP e a Casa Hotel, e com parcerias com lojas conceituadas que supostamente oferecem descontos exclusivos para usuários do site. O cliente escolhe ainda uma das 7 arquitetas virtuais, cada uma com um estilo, para direcionar seu gosto: casual, urbano, masculino, teatral, romântico, espirituoso ou natural.

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As imagens mostram como o projeto é entregue ao cliente: planta, conceituação e tutorial, perspectiva e indicações de móveis e objetos.

A iniciativa é bem interessante e o visual do site é moderno e convidativo. Os projetos completos feitos pelos arquitetos que custam a partir de R$520,00 e em 15 dias o DecoradorNet entrega seu projeto, mas enquanto isso vc acompanha seu andamento pelo site e por email. Vc recebe o seu projeto todo detalhado, com um passo a passo e uma lista de móveis com descontos exclusivos! Se precisar de alterações, vc tem 20 dias úteis para solicitar mudanças e ajustes

Problemas são comuns no começo de qualquer obra/reforma, e esse é um que acho que pode evoluir, e muito, para se tornar algo real e presente na vida das pessoas, como aconteceu com o internet banking ou o e-commerce.

Papel de parede que nunca enjoa

segunda-feira, setembro 28th, 2009

Já faz uns 3, 4 aninhos que todo mundo que quer se moderno põe papel de parede na parte mais destacada da casa. E nada daquelas palhinhas bege, ou floraizinhos singelos. Todo mundo se jogou nas cores vibrantes, nos motivos geométricos, na psicodelia dos 70′s, e outras ousadias mais. Mas todo mundo que vai comprar os rolos da moda acaba sempre hesitando naquela pergunta besta: ‘Mas será que eu não vou enjoar?’

Pois hoje chegou uma indicação deliciosa do Julian Lopes, de um projeto incrível do motion graphic designer Gregor Hofbauer para a agência de eventos Hirzberger em Viena. Junto com o estúdio de design Strukt, ele bolou um papel de parede digital, que funciona com dois projetores que mapeiam as paredes, e o ambiente vira um delicioso videogame.

Hirzberger Events – Digital Wallpaper from Gregor Hofbauer on Vimeo.

Como disse o autor do projeto, nada melhor do que um cliente que te dá liberdade para criar, e tem coragem para aceitar as idéias inovadoras. Acho que esse é o melhor caminho para a inovação.

Guggenheim inaugura fórum de discussões

segunda-feira, junho 22nd, 2009

Hoje o Guggenheim abriu suas portas “online” para abrigar um fórum de discussões sobre arte, arquitetura e design. O fórum é mediado e a discussão que inaugurou o fórum hoje foi “Between Over- and Undesign”, questionando como os arquitetos, designers, urbanistas e o restante de nós podemos tentar construir de forma harmoniosa e integrada com nosso ambiente, como acreditava fazer o arquiteto Frank Lloyd Wright. As perguntas são sobre valorização do espaço e o que podemos aprender a partir de diferentes soluções de design através da história e diferentes culturas?

Caso o assunto o interesse, o espaço promete ser um bom lugar para exercitar a mente em discussões inteligentes (que é o que o fórum almeja). Já tem um boa discussão por lá rolando.

A coroa da rainha

quarta-feira, março 26th, 2008

Saiu o resultado do concurso da comemoração dos 120 anos da mundialmente famosa Torre Eiffel, proposto pela Société d’Exploitation de la Tour Eiffel. O vencedor foi o escritório Serero Architects, com um projeto que não poderia ser mais surpreendente e ao mesmo tempo polêmico, considerando que estamos mexendo no âmago do orgulho francês.

Nova cara da Torre Eiffel

A torre, que hoje é o maior emblema do turismo arquitetônico mundial, foi concluída em 1889 pelo engenheiro Gustave Eiffel como uma base para comportar os mais diversos equipamentos para estudos relacionados à gravidade e à força do vento, sendo portanto, capaz de abarcar inúmeras vezes o peso suportado hoje. Tanto que até a Primeira Guerra Mundial, a torre servia de suporte para inúmeras antenas de rádio com transmissão para todo o país. Com seu sucesso do seu potencial turístico, a estrutura centenária foi despida de suas capacidades físicas e científicas, mas se viu refém de seu próprio sucesso, e hoje opera em capacidade máxima, deixando seus visitantes esperando até mais de uma hora por uma viagem ao topo.

Vista inferior

Tendo estas premissas em mãos, unindo tecnologia de ponta e uma boa dose de ousadia, o escritório vencedor propõe uma plataforma temporária que dobra a área do terceiro andar da torre (de 280 para 580m2), e com isso reduz as filas no térreo. A estrutura é feita em Kevlar, uma fibra polimérica da Dupont cinco vezes mais resistente que o aço, que além de ser apenas amarrada e não interferir na estrutura original, pesa absurdos 1.200kg (você pensou certo, o peso de um carro médio).

Para mim, como velho e cansado brasileiro, o fato mais chocante deste projeto é o custo previsto da obra, em míseros 1,3 milhões de euros, dinheiro que aqui seria suficiente para TALVEZ construir um ponto de ônibus. E dos mais simples, nada de sofisticação, hein? Por isso vou começar a guardar minhas moedinhas para ver se consigo conferir de perto o aniversário da ‘dama de ferro’.

Salve-se quem tiver uma Mercedes!

terça-feira, março 4th, 2008

A revista Casa Vogue pode ser considerada talvez não tão felizmente assim, a melhor publicação mensal atual de arquitetura de interiores do Brasil. Afinal de contas, o mercado editorial do setor se tornou um monstro caquético que junta auto-ajuda-da-decoração com desfiles de projetos ‘jabazentos’ completamente insípidos e deslumbrados com o Alucobond e o vidro (‘ainda esse assunto?’ diria João Perassolo). A Casa Vogue talvez seja a única que busca projetos com alguma personalidade no país, apesar de muitas vezes se entregar a modismos auto-inflingidos e babação de ovo para os bambambãs. Pode ser que a culpa seja da arquitetura brasileira em geral, mas isso não vem ao caso.

Todos os anos, a Casa Vogue lança duas edições especiais, uma em janeiro com o ‘melhor’ da decoração, e em fevereiro, o ‘melhor’ da arquitetura nacional. Essas publicações, que se propõem a ser o crème de la crème do assunto, como tudo nas terras americanas do sul, se tornaram um extenso e caro rol de projetos risíveis com espaços comprados a preço de eletrodoméstico de inox. Pouca coisa se salva, e geralmente são os projetos dos convidados, que praticamente prestam um favor à revista em colocar seu trabalho lá.

Tudo isso para dizer que está rolando maior bafafá em torno do projeto publicado na ultima edição de fevereiro pelo grande arquiteto Marcio Kogan, que não teve dó em colocar seu projeto vencedor de menção honrosa em um concurso no ano passado: LePont Gucci. A proposta era que os concorrentes projetassem uma ponte de ligação entre o eminente Shopping Cidade Jardim e a Daslu, evitando uma pequena favela às margens do Rio Pinheiros. Claro que a história toda era uma gozação com o ‘setor de luxo’ que devora o urbanismo de São Paulo, e o aparecimento de um projeto desses numa revista como essa foi a mais saborosa cereja do bolo possível. Até a Vejinha entrou no bate-boca e colocou o arquiteto on the stand.

‘Uma sofisticada estrutura atirantada por bel?ssimas correntes gucc?ssimas de ouro 18k e largas tiras de tecido’ côtelé rouge et vert

Muito barulho por nada, porque os revoltadinhos da Grow com essa história são os mesmos que se pudessem não titubeariam em construir alguma das propostas. A nós mortais, e reles usuários de espaços públicos, resta nos divertir com esta e as outras propostas ‘guccíssimas’ apresentadas no concurso, e esperar o Dia do Índio para poder usufruir dessas regalias.