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Pra não dizer que não falei de rock – parte II

quinta-feira, maio 14th, 2009

Aproveitando a “to do list” que estou fazendo pro meu irmão que acabou de chegar aqui em NY segue mais dicas de lugares alternativos  para se tomar uma pint aqui na cidade dos bares punks! :-P

No post anterior “Pra não dizer que não falei de rock” citei o Motor City Bar. Agora é a vez do Welcome To The Johnson’s. Também localizado no Lower East Side, no número 123 da Rivington Street, o Johnson’s faz história desde 1979. E parece que o lugar continua exatamente igual: as paredes decoradas com fotos bizarras e antigas, o sofá revestido com um plástico que tenta preservar o tecido da época, a mesa de sinuca com caçapas tamanho GG (dá pra encaçapar quase duas bolas ao mesmo tempo!), a televisão antiga “a la Poltergeist” e uma junkbox recheada de clássicos pop. Costumo dizer que amigo meu de verdade só o que “aguenta” e gosta do boteco. É gente, o  The Johnson’s nao é pra qualquer um.

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O terceiro da lista é o Mars Bar (25E, 1st Street). Ah, esse também é pra lá de especial! Há muito namorava esse inferninho. Passava na frente sempre que ia redesenhar minhas tattoos, mas nunca havia entrado lá, até um amigo falar muito bem do lugar. Um dia tomamos coragem, e várias cervejas, e acabamos no Mars. E juro que foi excelente! O garçon é bonna gente, a junkbox é recheada de punk rock e os frequentadores são figuraças. Quer um exemplo? Conhecemos um cafetão em crise que sempre traz seu cachorrinho branco a tira-colo para o boteco. Surreal!

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O último é o The Charleston. No meio da rua mais badalada de Williamsburg, o bairro hypster de NY (e preferido da Lalai), na 174 Bedford Avenue, o Charleston também faz história em NY. Com seus sofás vermelhos, uma velha mesa de sinuca ao fundo, um palco para bandas locais, o boteco é referência para a velha e a jovem guarda de Williams. E, apesar de alternativo, acho o lugar aconchegante e ainda tem uma portinha do lado com fatias de pizza FREE para os mais bêbados e esfomeados.

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Sobre o Sonique

quinta-feira, fevereiro 12th, 2009

Fui conhecer o Sonique, bar que abriu esta semana na Rua Bela Cintra. Ao entrar, fui imediatamente transportado para um disco do Massive Attack. Ou seria Moloko? Bem, se estivesse tocando Portishead, também me sentiria em casa. Adorei o clima fim dos anos 90/sofisticado do lugar, com som num volume que te deixa conversar com os amigos, pouca iluminação e teto de neon branco que pisca. Sim, grata surpresa, a região da Paulista estava carente de bons bares com proposta happy hour/chill in descolada.

Espaçoso, dificilmente você vai ficar espremido entre os freqüentadores, o ar condicionado efetivamente funciona e a rede wifi é aberta, sem senhas; a parte com as mesinhas de neons e espelhos é linda, de tal forma que, se você está sentado num sofá, não fica nem muito perto nem muito longe dos outros sofás – o que pode favorecer a interação com desconhecidos, eventualmente. E o banheiro todo branco com as torneiras vermelhas? Menos é mais. Para completar, o sistema de cartões individuais de consumo é prático e o atendimento, ágil.

Se quem gosta de drinks está bem servido (o amarguinho do Apple Martini é uma delícia; R$ 14), o Sonique poderia ter mais opções de boas cervejas e comidas. Numa cidade em que o supermercado da esquina vende pelo menos dez rótulos de cervejas, incluindo importadas a preços acessíveis, é chato ficar limitado às (poucas) marcas tradicionais que a casa oferece. E por quê o cardápio só te deixa escolher meia porção do mix de nuts (R$ 14 a inteira; R$ 8 a meia) e não dos outros petiscos? Pedi bolinhos de arroz recheados com funghi (R$ 20 a porção, bem cara), que vieram servidos mornos e tinham gosto insosso.

A casa tem potencial para se tornar um ótimo ponto de encontro, tanto pela localização na região que mais ferve na cidade quanto pelo conforto. Sabe o que eu senti, também? Que o Sonique poderia estar em qualquer grande capital do mundo: é um espaço hiperconectado, no bom sentido. 

Mesas do Sonique Bar

 

Drink & Run

quarta-feira, dezembro 10th, 2008

Quem me conhece sabe o quanto eu aprecio uma cerveja. Até ando repensando, já que cerveja não é a melhor amiga da mulherada e minha pequena barriga que anda dando sinal de vida que o diga. Nas minhas duas últimas viagens eu fiz questão de uma boa degustação cervejística e hoje até tenho uma listinha com as favoritas, mas que ficarão para outro post.

Recebi há pouco email de uma amiga daquelas que eu morro de inveja pela vida extremamente saudável que leva. Tiro o chapéu, pois a moçoila é triatleta, participa das grandes maratonas e consegue a proeza de acordar às 5h da matina para treinar. Enquanto eu estou chegando da balada com as pernocas tortas pela cerveja, ela está saindo ilesa para uma boa corrida pela cidade.

No próximo sábado acontece um evento um tanto inusitado: Drink & Run, que pelo que zapeei no site reúne os atletas que, na maioria, passam o ano numa seca alcóolica danada. É a hora da revanche feita de uma forma bem-humorada.

A corrida começa às 17h pontualmente no Bar Pracinha – Rua Brás Cardoso, 342 e termina por volta das 19h no Bar Piove – Rua Jerônimo da Veiga, 75. São 8 bares no total e em cada um o corredor tem que tomar um chopp no mínimo. Tem até kit ressaca no pacote!!! Haja engov.

Fico aqui imaginando o estado que os corredores chegam na prova final, além de tentar imaginar como fica a corrida a partir dos primeiros copos.

É uma boa opção para quem estiver de bobeira no sabadão e está afim de fazer um programa diferente! Não achei o preço da inscrição no site, mas já mandei email perguntando! Vamos ver quanto custa a brincadeira.

ATUALIZAÇÃO:

Soube que a inscrição custa em torno de R$ 50,00 e DETALHE: o programa é só para os homens. Achei machista. Estão achando que a mulherada não dá conta da brincadeira?