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Music Monday

segunda-feira, agosto 1st, 2011

Passei o final de semana atrás de bandas novas (ou não tão novas, mas não muito conhecidas) para a próxima edição da Revista Noize. O que é sempre um deleite nessa pesquisa, é que tem muita coisa boa por aí, mas tem que ter uma paciência de jó. Claro que muito artista consegue brilhar com uma música ou um álbum, para depois desaparecer, mas ainda assim não podemos desconsiderar o pouco que foi produzido caso seja bom. Eu não ligo muito.

Já adiantando um pouco da lista, tem How to Dress Well, Ema, Kito & Reija Lee entre outros. Aguardem, mas claro, com uma trilha sonora para acompanhar. Hoje saiu o #musicmonday da Urban Outfitters, que é sempre uma delicinha, então ouve aí:

E enquanto não sai o playlist de Agosto da Dazed & Confused, aproveita o de julho, que está incrível.

Vivendo a arte: Marina Abramovic

terça-feira, outubro 5th, 2010
Marina Abramovi?. Portrait with Flowers. 2009

Marina Abramovi?. Portrait with Flowers. 2009

Sempre gostei muito de pessoas que entregam seus corpos à arte, seja em performance, body art, dança, etc. Não conhecia o trabalho da iugoslava Mariana Abramovic (ou não lembrava dela), que é uma das pioneiras na arte da performance. Em 1973 ela estreava com seu primeiro trabalho, Rhythm 10 e depois disso não parou mais.

Na Monocle desse mês ela conta toda sua experiência e também faz uma análise bem crítica sobre o trabalho do artista, em que defende veemente que artista não tem que produzir obra pra ganhar dinheiro. A partir do momento que ele produz algo como um produto, isso deixa de ser arte.

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Claro que quando você analisa todas as conquistas dela, que hoje tem 3 propriedades em NY, você fica com aquele ponto de interrogação na testa. E não são quaisquer 3 lugares: são um loft no SoHo, um teatro na Hudson (é, um teatro!!!) e uma casa no formato de estrela, onde vive, na Upstate NY. Parece um tanto contraditório depois de entender sua crença, mas pelo que acabei pesquisando sobre ela, posso dizer que não é, suas conquistas são apenas consequencia do trabalho que tem feito.

Ela acredita que acabou se tornando uma marca. Assim como as pessoas ouvem Coca-Cola e sabem do que se tratam, quando elas ouvem “Marina Abramovic”, elas sabem que é sobre performance e não sobre pintura. Por isso almeja abrir em 2012 um instituto de performance no teatro que possui, com seu nome.

Ela conta que depois de formada, ela (entre 75 e 80) viveu por 5 anos dentro de um carro, pois não tinha dinheiro, ninguém pagava pelo trabalho dela, mas ela acreditava no que fazia e persistiu. Hoje tá aí… fazendo o que acredita e faturando.

Esse ano muita gente falou sobre ela, pois rolou uma retrospectiva do seu trabalho no MoMa no primeiro semestre, a exposição “The Artist is Present”,  que recebeu 700.000 visitantes. A performance totalizou 736,5 horas de trabalho da artista durante o tempo que ficou em cartaz e causou reações diversas. Algumas personalidades passaram por lá como James Franco, Rufus Wainwright, Matthew Barney, Björk e sua filha, Isadora, que conseguiu ficar  3 minutos encarando a artista.

Para essa retrospectiva, ela fez teste com 100 pessoas e selecionou 39 para trabalhar com ela. Ela mesmo afirma que o trabalho não foi fácil. Eles ficaram trancados na casa dela como sardinhas, ou seja, sem qualquer conforto; sem comer e falar por 3 dias (eu teria despirocado). Eles tomavam banho num rio geladíssimo e passavam o dia fazendo exercícios diversos (e severos). Um deles era separar areia de gergelim e depois conta-los. Ela também levou-os vendados para uma floresta e eles tiveram que encontrar o caminho de volta. Depois de 3 dias, parte da galera já andava desmaiando pelos cantos. Ela perguntou se eles queriam desistir, mas todo mundo quis ir em frente.

Ela diz que seus espaços favoritos são mosteiros e sanatórios, porque nesses lugares se lida com a regularidade. O corpo para ela é uma ferramenta de trabalho, como uma máquina. Ela acredita que o corpo tem que ter essa regularidade, como um relógio suíço, pois assim se consegue a almejada libertação da mente.

um dos seus trabalhos expostos na retrospectiva

um dos seus trabalhos expostos na retrospectiva*

Gostei também do que ela fala sobre ideias, que surgem sempre como uma surpresa. Se temos uma ideia, gostamos dela, temos certeza de que a ideia é boa e é só executar, ela diz que provavelmente a ideia não é boa o suficiente. Marina afirma que uma boa ideia faz você ficar obcecado por ela, causando sensações diversas no estômago. Um misto de medo e pânico. Aí sim, pode levar a sério porque a ideia é boa. E é assim que ela vive, sempre atrás de ideias que a deixam atormentada, para só então se transformarem em algo concreto. Sua casa é cheia de blocos de anotações espalhados para que ela não deixe uma ideia escapar caso tenha uma.

Para a exposição “The Artist is a Present” ela teve uma preparação no nível de treinamento do programa espacial da NASA. Ela tinha uma nutricionista, que criou uma dieta com o mínimo que ela poderia comer, pois teve que regular o organismo para dias seguidos sem almoço, já que a performance durava 7 horas ininterruptas e às sextas-feiras, eram 10 horas! Ou seja, horas e horas sem comer e beber absolutamente nada.

Ela termina a entrevista falando sobre a última obra do Damien Hirst, o “Fim de uma era”. Ela enxerga como o fim da arte como mercadoria, o que ela considera insano. Para a artista, dinheiro não tem nada a ver com arte. Os artistas ficam ricos e a sociedade não vê nada de errado nisso. Mas não é a proposta de um artista: ser famoso e rico. Então a arte não funciona se o objetivo do artista é esse.

(*aliás, essa obra está exposta atualmente no Byblos Art Hotel, que coincidentemente vi no dia que comprei a Monocle e li a entrevista com a Marina Abramovic)

Que 2010 chegue com tudo!

sexta-feira, dezembro 25th, 2009

Todo ano faço minha retrospectiva e 2009 foi o ano com maiores mudanças na minha vida. Perdi pessoas queridas de forma abrupta e ainda sofro por essas perdas, mas vou me confortando com as boas lembranças que restaram. Lembranças das risadas, das conversas, das filosofias, dos cafés, das trocas de ideias, dos planos em conjuntos, dos projetos que gostaríamos de dividir, dos sonhos, das desilusões e agora, das saudades, que lido bem mal, que faz eu chorar algumas noites, que faz eu ficar tentando achar respostas, que faz eu querer voltar no tempo. São as sensações que sempre acompanham os que ficam.

E cada perda é uma lição que a gente aprende, que muitas vezes são óbvias. É o momento que você não dedicou à pessoa e de uma lista de coisas que queriam ter feito juntos. E aí novamente me pego nas lembranças e acaba virando um processo cíclico, que talvez vai se amenizando com o tempo, mas hoje sei que nunca esquecemos as pessoas que marcaram nossas vidas, estejam elas por aqui ainda ou não mais.

Apesar das perdas, eu também tive um ano de grande revolução. Iniciei 2009 sem emprego e querendo me dar um ano sabático, mas que acabou não acontecendo, pois felizmente trabalho e projetos não faltaram.

Consegui tirar minhas merecidas férias e ir para uma das minhas cidades favoritas, montar meu apartamento do jeito que eu gostaria, rever amigos, montar minha agência com pessoas incríveis, tomar decisões importantes e me dei ao luxo de voltar atrás, fazer festas incrível, firmar novas amizades, das quais hoje eu não consegui pensar em viver sem e, claro, estar feliz da vida com o Ola, que largou tudo para viver comigo.

O grande balanço é que, apesar de vários perrengues, 2009 foi um ano incrível e ponto de partida de uma grande revolução, que sei lá onde vai dar, mas o que me move é a mudança, a possibilidade de experimentar coisas novas e ter novos desafios à frente.

Quero agradecer imensamente cada um que esteve presente na minha vida, aos que me apoiaram de alguma forma, seja diretamente ou não.

Desejo a boas festas, deliciosas férias e que 2010 seja um ano incrível recheado de tudo que almejamos: sucesso, $$, amor, risadas, alegrias, boas viagens e claro, um paz, porque a gente merece.

Fecho o post com uma música que amo e marcou época, é velha, mas “all is full of love”:

Dj Zegon conquista o mundo e toca hoje na CREW.

terça-feira, abril 28th, 2009

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O dj Zegon é um dos caras mais queridos do cenário brasileiro de música em geral. Já foi dj do Planet Hemp, é um dos maiores djs de hip hop daqui, toca na Crew com sets absurdos de mashups inacreditáveis e hoje em dia fica viajando o tempo todo com seu projeto N.A.S.A. (North America South America) em parceria com o dj americano Squeak E. Clean. Aqui vai uma conversa rápida com o cara, onde eu peço pra ele contar como tá sendo essa explosão, já que eles tocaram dias atrás no Coachella, festival americano considerado o mais importante hoje no mundo. E também falamos do seu álbum “Spirit Of Apollo” e de como os “milhares” de convidados tocaram e cantaram com o N.A.S.A.

Começando do fim, como é tocar no maior e mais prestigiado festival de música do momento, o Coachella?

O Coachella pra qualquer Banda/DJ é um dos principais festivais do mundo e termômetro para um artista. Com certeza o maior e mais conceituado festival nos EUA. É uma grande realização, mas para mim pode parecer loucura, mas gosto mais da vibe de clube do que de festivais, curto o público perto dos toca-discos .

Os monstros, as bailarinas e principlamente os vídeos nos seus shows são únicos, em apresentações de artistas do mesmo calibre que vocês. O quanto isso faz diferença pra quem assiste? Qual o retorno que vocês têm disso?

Um ponto que sempre tive como DJ era de não ser mais um, de me diferenciar. E com o NASA não é diferente, a gente arma o circo, e o palco vira uma festa, como a cabine da CREW. Acho que por causa do disco a expectativa em cima da gente é grande, as pessoas às vezes acham que sempre vamos trazer todos convidados que tivemos no disco, e rola uma cobrança mesmo. Tocar com vídeo é uma viagem à parte, manipular e fazer scratch com imagens é muito divertido pra gente e acho que para o público também. Nosso “Circo Intergalático” tem dado o que falar. Teve um caso de tocarmos em um festival na Europa, antes de algum DJ (medalhão) com bem mais nome do que a gente, e quando ele entrou (só tocando com toca-discos) o público não se empolgou como no nosso show. Nossas marcianas fazem o maior sucesso. Alguém viu que o próprio Cobra Snake roubou nossa ideia? Ele tá fazendo uma série de festas “Star Trek” usando dançarinas verdes, com biquinis prateados, exatamente como as nossas, mas acho isso legal, ser copiado é um ótimo sinal.

N.A.S.A. @ Coachella by Jarede Berhardt

Um festival desses com tanta gente diferente tocando, como é o “normal” hoje em dia de misturas, o público é diferente do que vocês estão acotumados a ter em clubes? E como é a recepção desse povo “diferente” e novo pra vocês?

Eu acho que tanto eu quanto o Squeak e Clean somos DJ’s ecléticos e sempre preparamos o set de acordo com a ocasião. É ótimo atingir novos públicos e às vezes esse público que está vendo pela primeira vez se empolga mais que o tradicional publico hipster/electro. Tem também o público do hip hop que, muitas vezes pelo disco do N.A.S.A. ser basicamente um disco de rap (com fusões,mas rap) espera ouvir isso, e acaba dando de cara com algo inusitado para ele. Muitas vezes alguns caras bem do rap mesmo chegam para mim e falam “cara você me fez dançar techno pela primeira vez !!!” Engraçado que não tocamos Techno, mas os mash-ups com Hip Hop/Electro, B-more, Rock, etc. fazem os públicos diferentes se unirem.

Tocar num festival que tem show do Paul MacCartney faz diferença? Dá pra encontrar o cara e tirar uma foto com o Beatle?

Hehehe… Não, o Paul nem circulou entre os mortais, eu até tentei, mas não dá para chegar perto dele, nem do Michael Jackson….

O quanto tocar no Coachella traz de “dividendos” pra uma banda como o N.A.S.A.?

Traz bons dividendos. Não estamos milionários, mas quase, hehehe… brincadeira. Tocar no Coachella abriu porta para outros muitos festivais que estávamos para confirmar, como Summersonic (Japão), Wireless (UK), Montreaux (Suiça) e outros. Gastamos todo o cachê e mais ainda na produção, mas valeu a pena…

Sair na capa da URB faz muita diferença também, na lista de promessas de 2009?

Sempre fui fã da URB, compro a revista e estar na capa ajuda a subir o passe, melhora bem os cachês, abre muitas portas. Também saímos na capa da Bounce (Japão) e o disco disparou de vendas por lá: divulgação nunca é demais.

O quanto isso tudo que tá acontecendo agora vai deixar o Dj Zegon mais longe ainda da Crew esse ano?

Puts, vai deixar bastante longe infelizmente. Nesse semestre acho que só toco num sábado, talvez em junho. Passei menos de 30 dias esse ano em SP, fizemos Europa em fevereiro, EUA, Canada e China em março e agora em abril EUA (Coachella) e Mexico (que medo!!!) e em 2 semanas já saio para Japão e Austrália e julho Europa de novo, agosto Japão e EUA de novo e por aí vai.

Quando vai ter o show do N.A.S.A. na Crew?

Estamos planejando Outubro para Tour na América do Sul com parada obrigatória na Crew, talvez na festa de aniversario, certo?

O casting que vocês têm de convidados no álbum é invejável. Como vocês chegaram nos principais deles? Quem ficou de fora que vocês queriam e não conseguiram?

E o casting do disco parece de mentira, né? Bom foram mais de 5 anos de paciência, correria, bons contatos, milhares de ligações e emails e por incrível que pareça alguns deles com Kanye West , David Byrne, Tom Waits, Karen O. , M.I.A., Santigold , eram todos ou ficaram amigos, não foram tão difíceis. No disco a gente tentou todo mundo que você possa imaginar como Bjork, James Brown, David Bowie, sem medo, pois o pior que pode acontecer é ouvir um não. Chegamos a falar com o James Brown diretamente, mas ele estava sempre em tour até a semana que faleceu…

E hoje a noite na Crew? O que vai ter de surpresa?

Tenho algumas surpresas, com alguns remixes secretos que fiz pro N.A.S.A. e também uma aberura que fiz em homenagem ao México, de onde cheguei ontém e onde a situação está preta. Também vou tocar um pouco do “the best of” dos meus sets no Crew, não só novidades …

***

Então hoje, dia 28 de abril, a partir das 23h59 tem a CREW no D-Edge com o Dj Zegon, REBEL! djs, Fabrizio Martinelli, Killer On The Dance Floor, Database, Roots Rock Revolution e Tchiello K.

Pra ver dj Zegon tocar hoje à noite na D-Edge e entrar na lista amiga, só mandar um email pra festacrew@gmail.com até às 18h. O valor é R$ 15,00 e mulher não paga até a 1h.

Nesse vídeo, um pouco de mash-up ao vivo do N.A.S.A. com Beastie Boys, Fake Blood e os monstrinhos:

Wanderlust

terça-feira, abril 22nd, 2008

A Björk lançou ontem na wired.com o video da música Wanderlust. O clipe, em 3-D, levou 9 meses para ser concluído e mais de 150 pessoas trabalharam no projeto.

Para ver: http://www.wired.com/entertainment/music/news/2008/04/bjork_wanderlust_3d_video. Na página você encontra também a versão 2D do clipe.

E, para aqueles que não têm os óculos, eles ainda fizeram um tutorial para montar um com material encontrado em qualquer papelaria.

+ Tim e outras coisinhas

quarta-feira, junho 27th, 2007

Depois das confirmações de Killers, Juliette & The Licks, Björk e Arctic Monkeys, anda rolando por aí que também vem Girl Talk (que eu tinha ouvido falar que viria para o Resfest e não rolou… aliás, as músicas mashupadas por ele estão disponíveis para download no myspace), Amy Winehouse e Hot Chip. E outro passarinho soprou que também vai ter Kaiser Chiefs (uhuuuuu, minha maior expectativa, porque eu amo!). Como a Tim não costuma ser muito generosa com São Paulo, já vale ir guardando uns trocadinhos para curtir o festival no Rio (vamos ver o que vai ser). Verifiquei as agendas e todos estão sem shows marcados nas datas do Tim, o que pode ser um bom indício.

Aproveite e se delicie com a revista Playmusic, que disponibiliza o conteúdo na íntegra na web e é uma das mais interativas (e bacana) que conheço. Uma dica da Flávia Durante é o programa “Dinner With The Band” reúne culinária e música indie. Apresentado somente na internet pelo chef Sam Manson, o show já recebeu convidado ilustre como a banda canadense Tokyo Police Club. Vale conferir!

Björk e a volta

terça-feira, abril 24th, 2007

Confesso que as músicas da Björk já não me tocam mais da mesma maneira, mas mesmo assim ela é uma das artistas que eu mais admiro e depois do estranhíssimo (mas belíssimo) Medúlla, ela retorna com “Volta“, co-produzido por Timbaland and Mark Bell, que será lançado no dia 07 de maio, mas a turnê já está rolando.

O vídeo “Earth Intruders” já foi liberado na íntegra e se você quer fazer parte do universo björkiano pode participar do concurso do vídeo da música “Innocence“.

Ouça um pouco do que vem por aí aqui.