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Bloc Party in da house

segunda-feira, fevereiro 2nd, 2009

Bloc Party

A Vice Magazine está convidando artistas para fazer um mix com uma banda escolhida por eles. A do mês é Bloc Party e a banda que fez o mix foi a finlandesa Top Billin. Ficou bem rock’n roll:

Playlist:

Bloc Party: She’s Hearing Voices (Erol Alkan’s Calling Your Dub)
Eagle Boston: Wild Wild Ost
Pylon: Working Is No Problem
Delta 5: Mind Your Own Business
John Foxx: Underpass
Prince: I Would Die 4 You
Bloc Party: Sunday
Bloc Party: Helicopter
Bloc Party: Banquet
Sonic Youth: Youth Against Fascism
Dinosaur Jr.: Freak Scene
Bloc Party: One Month Off (Metal On Metal Remake)
La Roux: Quicksand (Nightrunners Edit)
Bruce Springsteen: 57 Channels (And Nothing On)
Bloc Party: Where Is Home (Burial Remix)
Bloc Party: Signs
Bloc Party: Talons (Xxxchange Remix)
Buckley: Block Party
Tyree Cooper: Hip Housin (Enzyme Black’s Block Party)
Bloc Party: Mercury (Herve Is In Disarray Remix)

VICE x Bloc Party Mix by Top Billin (link direto)

Minha experiência com Bloc Party

quinta-feira, novembro 6th, 2008

Quando tentei conciliar a intensa agenda de shows do Lollapalooza, o Bloc Party era uma das minhas prioridades, afinal passei 2006 inteiro ouvindo a banda e finalmente poderia vê-los ao vivo. Eu queria muito ver o show do CSS, que seria mais ou menos no mesmo horário, mas decidi que abriria mão dos nossos conterrâneos, já que poderia vê-los na semana seguinte em outro festival.

Eu estava com altas expectativas em relação ao show, mas que, infelizmente, não foram alcançadas. O Bloc Party se apresentou no mainstage abrindo para o Radiohead. O que aconteceu foi que a banda sumiu naquele imenso palco. Foi um show sem força que não contagiou o público. Ao contrário, as pessoas aos poucos foram buscando lugar na grama e sentando para esperar o Radiohead.

A preguiça fez eu permanecer por lá e claro, o show teve seus pontos altos com Banquet, Like Eating Glass e Helicopter, que fechou o show.

Setlist show Lollapalooza:

Hunting For Witches
Waiting For The 7.18
Banquet
Song For Clay (Disappear Here)
So Here We Are
The Prayer
Mercury
This Modern Love
Positive Tension
Like Eating Glass
Helicopter

Na noite seguinte eles tocariam novamente, dessa vez com o CSS abrindo o show, no House of Blues e lá fomos nós conferi-los num lugar menor. A banda que vimos foi outra. Quando entramos, a show já havia começado e o público estava insandecido. O vocalista Kele se jogou no meio do público, pulou, se esgoelou e “abraçou” o público.

A apresentação deles no VMB deu uma boa queimada na banda, mas não se deixem levar por isso. A minha expectativa é que eu seja um repeteco do show que vi no House of Blues, mas também temo por ter que ver o show que assisti no Lollapalooza, já que aqui eles se apresentam no mainstage e logo após o Offspring, que como sabemos, fará um show phoda com grandes chances de ofuscar o quarteto.

Eu já fiz minha escolha, neste horário estarei no The Breeders

Contagem regressiva: Spoon

terça-feira, novembro 4th, 2008

Contagem regressiva para o Planeta Terra, que promete mais uma vez se firmar como o melhor festival de música do ano, e a agitação é geral. Todo mundo organizando planilha para saber que shows ver e quais perder, especulações sobre o playback do Bloc Party no VMB, discussões inflamadas sobre o Kaiser Chiefs como headliner, fora a histeria acerca da amigdalite que ceifou a apresentação do Calvin Harris. Aconteça o que acontecer, o único show que eu não perco um minuto é o da banda texana Spoon.

Eles tiveram um belo break em 2007 com o último álbum, Ga Ga Ga Ga Ga, mas a banda se formou em 1993 e já gravou outros 5 discos, além de uma série de EPs. Os dois primeiros, Telephono (1994) e A Series of Sneaks (1998), para mim, são duas grandes bobagens. Barulhentos e confusos, eles não decidem se querem ser shoegaze, pós-punk ou pop mesmo. No fim não é nada.

Nos anos 2000 eles deram uma reviravolta depois de romper com a Elektra Records e assinar contrato com a Merge. Seus três álbuns seguintes, Girls Can Tell (2001) e Kill the Moonlight (2002) e Gimme Fiction (2005) definiram o estilo da banda e puseram eles na cena indie. Eu, sinceramente, não sei dizer qual deles o meu favorito, pois são muito parecidos, e todos muito bons.

Com a chegada do último álbum, o Spoon conseguiu implacar um décimo lugar na Billboard, e começaram a se apresentar em programas como Saturday Night Live e o talk show do David Letterman. Mas até aí eles já tinham músicas na trilha de várias séries (The O. C., Os Simpsons, Chuck, Bones e Scrubs) além de colaborarem no soundtrack do filme Stranger Than Fiction, incluindo ainda músicas de dois de seus álbuns em versão instrumental no score.

O Ga Ga Ga Ga Ga é realmente excelente, e foi muito bem aceito pela crítica. Mas recomendo a quem gostou ir atrás dos três anteriores, que seguem a mesma fórmula: mistura de hits agitados com bateria marcada, com baladinhas com ar de blues, vilões acústicos, pianos melodiosos, big band, e sempre com um pé no indie, outro no pop. Eles têm letras nervosas que contam os percalços da banda, e uma boa dose de engajamento político, mas no fim das contas Spoon é música para curtir, não para pensar.

Planeta Terra, O Festival

quarta-feira, outubro 29th, 2008

Já foi dada a largada para a temporada de festivais-shows-festas. Já falamos aqui alguns dos imperdíveis que vão acontecer ainda este ano, mas pra mim imperdivel mesmo é o Festival Planeta Terra. Engana-se quem pensa que a marca surgiu agora – eles trouxeram o Black Eyed Peas, Jamiroquai e foram os responsaveis pela turnê nacional do Pearl Jam em 2005 que reuniu mais de 200 mil pessoas.

Ano passado, o evento mudou de formato e ganhou status de festival e quem esteve na vila dos galpões viu uma impecável organização e muito respeito ao público. Eu nunca achei que pudesse ver pelas terras tupiniquins um festival com a mesma infra dos festivais gringos.

No Lineup parece que alguém disse: vamos mostrar de onde saem todas as boas referências para essa geração myspace? E Colocaram no mesmo palco a mistura do ‘novo rock’, influenciado pela vanguarda oitentista. Assim, assitimos a genialidade new wave dos sessentões Devo [com direito ao Mark Mothersbaugh vestido de team leader e claro, os clássicos chapéus vermelhos] e logo depois os novatos Kasabian com seu rock ligeiro, com sintetizadores em perfeita harmonia, foi o grandioso e memoravel! Teve CSS com o show ‘cala-a-boca’, teve o Tokio Police Club [que pra mim foi a surpresa da noite], teve fafafafa com Data Rock e o show que eu perdi dos The Rapture. Veja aqui

E esse ano irão repetir a mesma fórmula [afinal time que está ganhando não se mexe] colocando nomes como Jesus and Mary Chain conversando com Animal Collective, tem também The Breeders dando uma piscadela para o Spoon e ainda tem Foals [prometo um post sobre eles em breve] e Bloc Party de mão dadas com Kaiser chiefs [que acabaram de lançar álbum. Você já ouviu?]

Na parte eletrônica do evento acabou de sofrer uma baixa, o cara que ‘criou’ a disco não vem mais – Calvin Harris operou as amigdalas [mas acho mesmo que ele trocou de sexo] mas ainda tem Mylo [quem não rebolou nas pistas em 2005 com Drop the Pressure] e Felix Da Housecat.

Gostou? Então corre porque segundo o Big Eye, restam somente 300 ingressos.

Planeta Terra e a nova geração de festivais no Brasil

domingo, outubro 19th, 2008

Todo fim de ano é a mesma coisa: todo aquele marasmo do ano inteiro é compensado por uma enxurrada de shows que acabam com energia e o bolso dos mais animados. Confesso que eu sempre faço um pouco de corpo mole, mas chega em cima da hora eu começo a me desesperar por não ter comprado este ou aquele ingresso. Um dia vou conseguir fazer uma caixinha durante todo o ano para segurar a barra entre outubro e novembro.

Esse ano eu me adiantei e comprei logo de cara todos os convites que queria para o TIM Festival e o Planeta Terra. Depois apareceu show do REM, Cyndi Lauper, Duran Duran… Ainda por cima, um dos shows que eu estava mais empolgado, o Gossip, foi cancelado. Um zona! Acabei dando uma broxada. Mas vamos que vamos, porque depois nós passamos de dezembro a agosto lamentando a falta de shows.

No fim das contas o que eu mais tenho guardado minhas expectativas é mesmo o Planeta Terra. Nem preciso falar que o line-up é de primeiríssima qualidade (Bloc Party, Spoon, Calvin Harris… se mata), mas lembrando o festival no ano passado, a excitação só aumenta. Enquanto os festivais no Brasil contam com um longo histórico de má organização, este pelo menos mostrou que tem a mão para fazer um evento com refinamento europeu por aqui.

O line-up intercalado, que é tão corrente por lá, aqui começou a ser usado só agora aqui, e eu pelo menos ainda não aprendi a usá-lo decentemente. Ano passado acabei perdendo o show do Rapture por ficar extasiado vendo os tiozões do Devo até o fim. Verdade seja dita, não é o sistema ideal, mas é o que funciona melhor. Ou alguém quer acabar como no show do Killers ano passado, às 6 da manhã de segunda-feira?

No fim das contas, além de enxugar um pouco o tempo de shows, o sistema adotado pelo Planeta Terra acaba por evitar muvucas, apertos e esmagações tão comuns por aqui. Aliás, nesse quesito o festival do portal foi simplesmente impecável ano passado: nenhuma fila para entrar ou sair; muitas áreas para circular e fazer coisas bacanas entre shows; banheiros limpos, organizados com cheirinho de sauna por causa dos eucaliptos e pinheiros espalhados pelo chão.

A escolha da Vila dos Galpões na Marginal Pinheiros foi uma ótima sacada por oferecer algo mais interessante e melhor estruturado que o tedioso sambódromo. A cenografia valorizava muito as árvores e dava para todo o espaço um ar meio soturno, com luz bem baixa. Os galpões também carregavam uma cara industrial, bem de garagem, bem indie. O único problema que eu lembro era o galpão dos DJs, que ficou espremido em um canto isolado, difícil de achar e pouco integrado com a festa que rolava no resto.

Enfim, o problema de se montar um bom evento é que as expectativas vão lá para cima, e manter o padrão, ou até melhorá-lo no ano seguinte é uma tarefa árdua. Rezemos para Nossa Senhora da Música Boa para que não aconteça com o Terra o que aconteceu com o TIM, depois que eles se mudaram de vez para o Rio de Janeiro, e deram as costas de vez para o público paulistano. Quem esteve nos shows do Jockey, sabe o que eu estou falando.