Posts Tagged ‘bowie’

Capas animadas de discos

sexta-feira, maio 14th, 2010

Esse tumblr, com capas animadas, foi o grande achado dessa sexta-feira. Caso ainda não viu, cola lá e adiciona nos favoritos, porque é uma capa melhor que a outra e com atualizações frequentes.

bowie

via @olapersson

Dj Zegon conquista o mundo e toca hoje na CREW.

terça-feira, abril 28th, 2009

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O dj Zegon é um dos caras mais queridos do cenário brasileiro de música em geral. Já foi dj do Planet Hemp, é um dos maiores djs de hip hop daqui, toca na Crew com sets absurdos de mashups inacreditáveis e hoje em dia fica viajando o tempo todo com seu projeto N.A.S.A. (North America South America) em parceria com o dj americano Squeak E. Clean. Aqui vai uma conversa rápida com o cara, onde eu peço pra ele contar como tá sendo essa explosão, já que eles tocaram dias atrás no Coachella, festival americano considerado o mais importante hoje no mundo. E também falamos do seu álbum “Spirit Of Apollo” e de como os “milhares” de convidados tocaram e cantaram com o N.A.S.A.

Começando do fim, como é tocar no maior e mais prestigiado festival de música do momento, o Coachella?

O Coachella pra qualquer Banda/DJ é um dos principais festivais do mundo e termômetro para um artista. Com certeza o maior e mais conceituado festival nos EUA. É uma grande realização, mas para mim pode parecer loucura, mas gosto mais da vibe de clube do que de festivais, curto o público perto dos toca-discos .

Os monstros, as bailarinas e principlamente os vídeos nos seus shows são únicos, em apresentações de artistas do mesmo calibre que vocês. O quanto isso faz diferença pra quem assiste? Qual o retorno que vocês têm disso?

Um ponto que sempre tive como DJ era de não ser mais um, de me diferenciar. E com o NASA não é diferente, a gente arma o circo, e o palco vira uma festa, como a cabine da CREW. Acho que por causa do disco a expectativa em cima da gente é grande, as pessoas às vezes acham que sempre vamos trazer todos convidados que tivemos no disco, e rola uma cobrança mesmo. Tocar com vídeo é uma viagem à parte, manipular e fazer scratch com imagens é muito divertido pra gente e acho que para o público também. Nosso “Circo Intergalático” tem dado o que falar. Teve um caso de tocarmos em um festival na Europa, antes de algum DJ (medalhão) com bem mais nome do que a gente, e quando ele entrou (só tocando com toca-discos) o público não se empolgou como no nosso show. Nossas marcianas fazem o maior sucesso. Alguém viu que o próprio Cobra Snake roubou nossa ideia? Ele tá fazendo uma série de festas “Star Trek” usando dançarinas verdes, com biquinis prateados, exatamente como as nossas, mas acho isso legal, ser copiado é um ótimo sinal.

N.A.S.A. @ Coachella by Jarede Berhardt

Um festival desses com tanta gente diferente tocando, como é o “normal” hoje em dia de misturas, o público é diferente do que vocês estão acotumados a ter em clubes? E como é a recepção desse povo “diferente” e novo pra vocês?

Eu acho que tanto eu quanto o Squeak e Clean somos DJ’s ecléticos e sempre preparamos o set de acordo com a ocasião. É ótimo atingir novos públicos e às vezes esse público que está vendo pela primeira vez se empolga mais que o tradicional publico hipster/electro. Tem também o público do hip hop que, muitas vezes pelo disco do N.A.S.A. ser basicamente um disco de rap (com fusões,mas rap) espera ouvir isso, e acaba dando de cara com algo inusitado para ele. Muitas vezes alguns caras bem do rap mesmo chegam para mim e falam “cara você me fez dançar techno pela primeira vez !!!” Engraçado que não tocamos Techno, mas os mash-ups com Hip Hop/Electro, B-more, Rock, etc. fazem os públicos diferentes se unirem.

Tocar num festival que tem show do Paul MacCartney faz diferença? Dá pra encontrar o cara e tirar uma foto com o Beatle?

Hehehe… Não, o Paul nem circulou entre os mortais, eu até tentei, mas não dá para chegar perto dele, nem do Michael Jackson….

O quanto tocar no Coachella traz de “dividendos” pra uma banda como o N.A.S.A.?

Traz bons dividendos. Não estamos milionários, mas quase, hehehe… brincadeira. Tocar no Coachella abriu porta para outros muitos festivais que estávamos para confirmar, como Summersonic (Japão), Wireless (UK), Montreaux (Suiça) e outros. Gastamos todo o cachê e mais ainda na produção, mas valeu a pena…

Sair na capa da URB faz muita diferença também, na lista de promessas de 2009?

Sempre fui fã da URB, compro a revista e estar na capa ajuda a subir o passe, melhora bem os cachês, abre muitas portas. Também saímos na capa da Bounce (Japão) e o disco disparou de vendas por lá: divulgação nunca é demais.

O quanto isso tudo que tá acontecendo agora vai deixar o Dj Zegon mais longe ainda da Crew esse ano?

Puts, vai deixar bastante longe infelizmente. Nesse semestre acho que só toco num sábado, talvez em junho. Passei menos de 30 dias esse ano em SP, fizemos Europa em fevereiro, EUA, Canada e China em março e agora em abril EUA (Coachella) e Mexico (que medo!!!) e em 2 semanas já saio para Japão e Austrália e julho Europa de novo, agosto Japão e EUA de novo e por aí vai.

Quando vai ter o show do N.A.S.A. na Crew?

Estamos planejando Outubro para Tour na América do Sul com parada obrigatória na Crew, talvez na festa de aniversario, certo?

O casting que vocês têm de convidados no álbum é invejável. Como vocês chegaram nos principais deles? Quem ficou de fora que vocês queriam e não conseguiram?

E o casting do disco parece de mentira, né? Bom foram mais de 5 anos de paciência, correria, bons contatos, milhares de ligações e emails e por incrível que pareça alguns deles com Kanye West , David Byrne, Tom Waits, Karen O. , M.I.A., Santigold , eram todos ou ficaram amigos, não foram tão difíceis. No disco a gente tentou todo mundo que você possa imaginar como Bjork, James Brown, David Bowie, sem medo, pois o pior que pode acontecer é ouvir um não. Chegamos a falar com o James Brown diretamente, mas ele estava sempre em tour até a semana que faleceu…

E hoje a noite na Crew? O que vai ter de surpresa?

Tenho algumas surpresas, com alguns remixes secretos que fiz pro N.A.S.A. e também uma aberura que fiz em homenagem ao México, de onde cheguei ontém e onde a situação está preta. Também vou tocar um pouco do “the best of” dos meus sets no Crew, não só novidades …

***

Então hoje, dia 28 de abril, a partir das 23h59 tem a CREW no D-Edge com o Dj Zegon, REBEL! djs, Fabrizio Martinelli, Killer On The Dance Floor, Database, Roots Rock Revolution e Tchiello K.

Pra ver dj Zegon tocar hoje à noite na D-Edge e entrar na lista amiga, só mandar um email pra festacrew@gmail.com até às 18h. O valor é R$ 15,00 e mulher não paga até a 1h.

Nesse vídeo, um pouco de mash-up ao vivo do N.A.S.A. com Beastie Boys, Fake Blood e os monstrinhos:

“Watchmen”, we love you all!

domingo, março 8th, 2009

Se você nasceu em Marte e chegou por aqui nos últimos 3 dias e não sabe, “Watchmen” é uma graphic novel lançada nos anos 80, em 12 edições entre 1986 e 1987, escrita pelo inglês Allan Moore e ilustrada por Dave Gibbons que mudou o modo como os super heróis dos quadrinhos eram vistos até então, fazendo com que eles fossem mais, hmm, plausíveis, ou possíveis, sem todos aqueles super poderes, tirando os quadrinhos desse tipo de um nicho infanto juvenil e levando aos “adultos” o mundo dos justiceiros.

Desde então todo mundo quer filmar “Watchmen” e esse mesmo todo mundo desiste sempre no início, nem chegando a metade do caminho. Desses que desistiriam, o grande Terry Gilliam, de quem a gente pode esperar quase tudo, fazendo com que eu perdesse minhas esperanças, até que aquele filme quase gay de gregos “300″ foi o sucesso que foi e seu diretor Zack Snyder teve o poder de dizer que filmaria “Watchmen” e o povo bancou.

O filme é demais. Claro que todo mundo está dizendo que é diferente da história original, que o final não é exatamente o mesmo e toda essa papagaiada, mas como eu já disse mais de uma vez aqui, cinema não é igual a livro nem quadrinhos nem teatro nem nada. Se uma obra vai ser “adaptada”, friso, “adaptada” ao cinema, para virar um filme, claro que muita coisa vai ser perdida ou mudada e muitas outras coisas vão ser incluídas no produto final.

“Watchmen” é muito bem filmado, bem adaptado, a história é ótima, começa bem tranquila e vai ganhando um ritmo alucinante, diferente até dos quadrinhos, que não tem toda essa emoção que vemos no filme. Ponto para o filme, que me deixou tenso e inquieto o tempo todo, como deveria mesmo. O diretor Snyder, com todo seu senso estético apurado e todo o seu lado meio “homo-erótico”, faz do filme um primor, misturando muito anos 50 e muito anos 80, muito neon e muita fumaça.

A história da “gangue” de super heróis vingadores é melhor contada (e isso é um mérito total do diretor, na minha opinião) por atores menos conhecidos, onde a gente não se identifica com personagens anteriores, deixando nossa imaginação fluir bem e nos fazendo crer que aqueles ali são quem nos mostram na telona. Desses atores, 3 se sobressaem, claro que o elenco todo principal é ótimo, mas Patrick Wilson como um quase-Batman mais amargurado ainda, Jackie Earle Haley como o Rorschach mais punk que poderia existir e Billy Crudup como o Dr. Manhattn, o único com superpoderes e com um super pênis, fazem o filme mais bacana ainda. (Só pra lembrar que Patrick Wilson e Jackie Harley formaram uma quase outra dupla absurda no filmaço “Pecados Íntimos” e com isso na cabeça, a relação dos dois em “Watchmen” fica até mais bizarra.)

E a trilha sonora? Ah, uma delícia ver um filme onde músicas que a gente tanto gostam tocam durante, e não só no cd que eles lançam depois: Hendrix, Dylan, Tears For Fears, Simon & Garfunkel, Nena, Nat King Cole. Ah, a hora que toca “Unforgettable” é muito boa demais!

E “Watchmen”, como um dos ícones da cultura pop, mostra alguns outros ícones ali no filme enquanto conta toda a saga desses heróis sem super poderes que ajudam, mas as vezes atrapalham, consagrando essa mesma cultura pop como uma das mais importantes do nosso tempo junto com política, religião, história, Lennon, Warhol, música, Bowie, Mick Jagger. Só não vi ali nada muito explícito em relação aos quadrinhos, o que pode ser um tapa na cara do Allan Moore pelo Snyder, por aquele dizer que o filme seria uma porcaria antes mesmo de ser filmado.

O rock e as olímpiadas de 2012 em Londres.

quarta-feira, outubro 29th, 2008

Sir Mick Jagger, o véinho do bocão, fã de esportes e amigo de todo mundo, resolveu prestar uma homenagem às Olímpiadas que vão acontecer em Londres em 2012.
Primeiro fechou dos Rolling Stones tocarem na festa de abertura, e depois começou a convidar uns amigos pra tocarem junto.
Gente do “nível” de David Bowie, Elton Jonh, Phil Collins, Sting, Van Morrison, Dave Gilmour e Jimmy Page.
Deve ter sido, “oi, vou ligar pros amiguinhos pra ver se eles topam fazer um showzinho daqui 4 anos. Será?”.
A única coisa que eu fico pensando é que esse bando de velhinhos doidos podia trocar os blazers que têm usado em shows por um figurino e uma atitude mais “retardada”, digamos assim, daí o show seria imperdível!