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Minha experiência com Bloc Party

quinta-feira, novembro 6th, 2008

Quando tentei conciliar a intensa agenda de shows do Lollapalooza, o Bloc Party era uma das minhas prioridades, afinal passei 2006 inteiro ouvindo a banda e finalmente poderia vê-los ao vivo. Eu queria muito ver o show do CSS, que seria mais ou menos no mesmo horário, mas decidi que abriria mão dos nossos conterrâneos, já que poderia vê-los na semana seguinte em outro festival.

Eu estava com altas expectativas em relação ao show, mas que, infelizmente, não foram alcançadas. O Bloc Party se apresentou no mainstage abrindo para o Radiohead. O que aconteceu foi que a banda sumiu naquele imenso palco. Foi um show sem força que não contagiou o público. Ao contrário, as pessoas aos poucos foram buscando lugar na grama e sentando para esperar o Radiohead.

A preguiça fez eu permanecer por lá e claro, o show teve seus pontos altos com Banquet, Like Eating Glass e Helicopter, que fechou o show.

Setlist show Lollapalooza:

Hunting For Witches
Waiting For The 7.18
Banquet
Song For Clay (Disappear Here)
So Here We Are
The Prayer
Mercury
This Modern Love
Positive Tension
Like Eating Glass
Helicopter

Na noite seguinte eles tocariam novamente, dessa vez com o CSS abrindo o show, no House of Blues e lá fomos nós conferi-los num lugar menor. A banda que vimos foi outra. Quando entramos, a show já havia começado e o público estava insandecido. O vocalista Kele se jogou no meio do público, pulou, se esgoelou e “abraçou” o público.

A apresentação deles no VMB deu uma boa queimada na banda, mas não se deixem levar por isso. A minha expectativa é que eu seja um repeteco do show que vi no House of Blues, mas também temo por ter que ver o show que assisti no Lollapalooza, já que aqui eles se apresentam no mainstage e logo após o Offspring, que como sabemos, fará um show phoda com grandes chances de ofuscar o quarteto.

Eu já fiz minha escolha, neste horário estarei no The Breeders

Breeders, Pixies e My Bloody Valentine. Velho, eu?

quarta-feira, novembro 5th, 2008

Lá lá lá longe, em 1988, eu morava na França. Fui pra Londres passar o natal e uma amiga minha, casada com um manager de umas bandas bacanas, me dava convites pra muitos shows que o marido dela recebia e não ia. Um desses shows foi o de natal do Duran Duran, no Wembley Arena. Eu sempre amei DDuran, ela sabia, então delirei, porque os ingressos estavam esgotados e tal. Quando cheguei na casa dela, comecei a olhar a NME de fim de ano, com os discos do ano, e o primeiro lugar de 88 foi o “Surfer Rosa”, dos Pixies. Já tinha ouvido um pouco, mas não tinha comprado o disco ainda. Corri até a Tower e saí de lá com a bolacha na mão. Desde então esse virou uma dos meus top 10 de todos os tempos.

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Corte rápido pra março de 89, eu em Lyon, onde morava. Andando na rua com um amigo americano, mega cabaço, que não conhecia nada de nada, vi um poster de um show do My Bloody Valentine. Lembrem-se, 89, o “Isn’t Anything” tinha saído há poucos meses, eeu tinha ouvido mais que tudo e o show era em 3 dias. Fui comprar o ingresso com o americano que também comprou (e odiou o show, claro) e tinha pra vender ingresso pro show dos Pixies no Bataclan em Paris, em junho do mesmo ano. Comprei também e comecei a me programar pra viajar. Agradeço até hoje meu amigo americano por ter visto o poster do MBV, btw!
Um parêntese aqui. Na época eu estudava lá na França, fazia faculdade. E fazia uns bicos de uns trampos trash pra conseguir grana pra comprar disco e viajar pra ver show, era meu esporte preferido. Descobria, me programava, trampava e ia. Era lindo. Bons tempos de menores responsabilidades. Fecha parêntese.
Bom, saí do show do MBV chocado, achando que nada no mundo podia ser melhor que aquilo. Lembrem-se de novo, 89, auge dos shoegazers, das guitar bands, da barulheira, das distorções. Em dezembro de 88 tinha tido um banho de barulheira em Londres com shows do Loop e Spacemen 3 e achei que aquilo seria o máximo de guitarrada. Até que vi e ouvi e desmaiei com o My Bloody Valentine.

Em junho fui pra Paris pra ver os Pixies e ao fim do show tive uma certeza na minha vida: Black Francis era DEUS. Todas as noites eu passei a rezar pra ele, e agradecê-lo e pedir perdão dos meus pecados. Não sei se foi lavagem cerebral, eletro choque ou sei-lá-o-quê, mas o show dos Pixies foi um dos momentos que mais marcou minha vida inteira, sem exageros. Pra se ter uma idéia, eu tenho todos (todos!) os álbuns e singles em cd e vinil dos Pixies. E além deles só do Radiohead, que talvez seja minha banda número 1. Pixies rulez 4ever!

Quando as Breeders vieram fazer show em Curitiba, no festival, comprei ingresso, me programei e não me lembro porque cargas d’água não fui ao show. Só me lembro que na noite do show, eu em São Paulo, puto da vida, queimei meu ingresso de raiva de mim mesmo, claro.

Anos se passaram, anunciaram que Pixies, que tinham acabado de voltar aos palcos, tocariam em Curitiba. Por obra do destino, ou no meu caso, como prefiro acreditar, por obra do meu deus Black Francis, fui chamado pela MTV para dirigir o Mochilão Curitiba, aquele programa de viagem bacana deles que não existe mais. E o melhor, o ponto alto do programa seria o rock festival com o show dos Pixies! Bom, eu não só iria ao show, como iria credenciado, com câmera, pra chegar pertinho dos caras e tudo. Tive o meu momento de palco no meio do show, mas não me deixaram ficar. Lembro que uma hora peguei a segunda câmera de vídeo, fui pro meio da galera gravar imagens do show e fiquei chorando sozinho ali enquanto a Kim Deal cantava “Gigantic”.

Um outro parêntese. Duas curiosidades em relação a Lalai nesse show. Primeiro, quando liguei pra ela pra contar que iria dirigir o Mochilão ela não acreditou, porque foi num primeiro de abril, coincidência bizarra. Segundo, encontrar a Lalai na saída do show dos Pixies em Curitiba, ela vir correndo rpa cima de mim gritando que me amava foi um dos pontos altos da nossa amizade. Fecha parêntese de novo.

Pronto, tinha me redimido pela perda do show das Breeders, porque eu achava que nunca mais veria. Até que o santo santo santo Festival Planeta Terra anuncia o shows das gêmeas Deal e sua Breeders pra esse ano. E o melhor de tudo: o show é exatamente na hora do show do (gasp) Offspring, o que quer dizer que não vou perdeer nadinha de nada.

Posso estar mais feliz?

E nossos festivais de “verão”?

terça-feira, outubro 14th, 2008

Enquanto mais da metade do mundo se joga nos festivais de verão que rolam entre maio e um pedaço de setembro, a gente fica aqui roendo as unhas esperando nossos festivais chegarem e eles não são de verão. O grande problema é que é muita coisa num espaço curto de tempo. Com preços nas alturas e bolso vazio, vale escolher bem o que ver. Eu estou na fase de ver se gosto muito.

O fato de ter ido ao Lollapalooza reduziu consideravelmente minha lista de prioridades em shows. Fui ao Skol Beats apenas para acompanhar os amigos, pois já tinha visto Justice e Digitalism. Sinceramente eu não curti o festival, achei o line-up irregular e fugi do local antes da hora, pois não tinha nada lá que incentivasse continuar.

O Tim Festival que está com a programação extensa, mas sem grandes nomes, não me restou muito para ver, já que o que eu gosto eu já vi e Gossip, que estava na minha lista, foi cancelado. Talvez eu repita a dose e assista MGMT e The National, mas vai depender do ânimo. Provavelmente eu reveja Klaxons, já que tem Neon Neon no mesmo dia. O que decidi é que como não restou nada, eu vou rever o Kanye West no dia 22.10 que faz um dos melhores shows que eu já vi. Infelizmente ele é o mais caro da lista. Tem Gogol Bordello, que eu reveria, mas tenho Rebel no mesmo dia.

Logo na seqüência vem o Haagen Dazs Mix Music, no dia 01.11 na Vila dos Ipês, que traz Uffie & Feadz, The Glimmers, VHS or Beta (DJ set) e Yuksek. Da lista eu só vi Uffie. O Haagen Dazs, como eu falei num post anterior, mudou o formato e está mais bacana que a primeira edição. Os preços também melhoraram e ele continua open bar e claro, sorvete a noite toda, além de começar a ter maior presença em redes sociais. Vou ter que esticar na ressaca, já que no dia anterior tem a festa de 1 ano da Crew no Glória com a dupla de Chicago, Flosstradamus.

E já emenda o Planeta Terra, que dos festivais grandes é o que mais me agrada, afinal line-up de primeira e a maioria das atrações eu nunca vi ao vivo. É o tipo festival perfeito: bom preço, um dia só, horários não tão conflitantes (o de 2007 foi bem difícil fazer escolhas do que ver de acordo com meus amigos, já que na época eu estava fora). Tem Offspring, Breeder, Foals, Jesus and Mary Chain, Calvin Harris, Spoon e Kaiser Chiefs (das atrações que eu realmente curto, ou seja, 85%). Esse rola no dia 08 de novembro e estão trabalhando bem com redes sociais: facebook, last.fm (criaram perfil ao invés de evento, mas eu já tratei de criar um evento lá), orkut, blip.fm, twitter e blog (que não tem um formato muito bacana para leitura).

Quanto ao Nokia Trends ninguém sabe. O Nokia Mob Jam já está rolando há algum tempo, inclusive terá uma edição na festa de 1 ano da Crew e quem participa desta vez, além da atração Flosstradamus, é o Fabrizio Martinelli, que é nosso DJ residente. Porém, nada se fala muito do festival e nem há data prevista. Em época de calendário bombando, não dá para dar mole deste jeito, pois a chance de ser “meia-boca” é grande.

Além dos festivais, ainda tem as atrações que desembarcam aqui para shows solos, como Madonna (que eu não vou); R.E.M. que tocam em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo (que aliás, logo na sequência do Planeta Terra) e Duran Duran também em novembro, nos dias 21 e 22.

Enfim… haja disposição, tempo e dinheiro para acompanhar a maratona que abriu com Skol Beats e termina no final de novembro. Depois é voltar para a sala de espera e ficar meses a fio aguardando o calendário 2009, mas como chegamos à conclusão, as bandas chegam no Brasil com pelo menos 1 ano de atraso, com exceção das bandas mais antigas, que muitas chegam com anos de espera e outras nem chegam (como Radiohead).

Resumindo: se pensarmos um pouco já dá para prever boa parte do calendário 2009.