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CREW 3 anos Parte 2 e xxxperience

terça-feira, novembro 9th, 2010

Na próxima sexta-feira a CREW invade novamente no Clube Glória, para a segunda parte de suas comemorações de 3 anos.

Para essa edição, convidamos o DJ Gant Man, do selo Fool’s Gold, começou a aprender a tocar & mixar com 5 anos de idade com estilos como hip-hop, garage, Chicago house e disco music. Aos 10 anos, ele já tocava numa rádio de Chicago, onde ficou entre 89 e 97. Aos 15 anos lançou seu primeiro EP e com todo esse histórico, ele ficou conhecido em Chicago como o dj profissional mais jovem.

Ou seja, Gant Man é um prodígio e já foi citado pelo Cool Kids como referência e um produtor de mão cheia. Caso nunca ouviu falar, anota e vai conferir, pois garanto que será daquelas apresentações que todo mundo que ver, vai comentar. :-)

O line-up ainda se completa com quase todos os residentes: Killer on the Dancefloor, Database, Roots Rock Revolution, Lalai & I’m the Machine, Tchiello K., Sexistalk, Fabrizio Martinelli, Fabilipo, Schutz e MC Xis. Na parte visual teremos um timão de primeira também, o nosso VJ Robson Victor, que convida o 3Live! para dividir a noite. Vai se bafo!!!

Dessa vez não rola café da manhã, mas rola a CREW tocando às 6h30 da manhã de segunda-feira (feriadão) na xxxperience, que faz a primeira festa em 3D (quero ver direito o que é isso, afinal o mundo está ficando em 3D). A gente vai abrir para ninguém mais, ninguém menos que o Calvin Harris (diz a CREW que vamos fazer o Calvin temer um pouquinho! hahahahahaha, tá, brincadeira!). Tocaremos até às 8h da matina em plena luz do sol e com Killer on the Dancefloor, Chernobyl, Fabilipo, Database, RRR, Tchiello K., Fabrizio Martinelli, Lalai & I’m the Machine nas pickups de uma vez só. Como dizemos “VAI SER DAQUELE JEITO”.

Fizemos ontem um teaser para o final de semana que se aproxima, anota aí, manda os nomes para a nossa lista de sexta e ingressos para a xxxperience, vocês podem comprar aqui.

CREW 3 anos na XXXPERIENCE! from fbrz on Vimeo.

CREW 3 anos

sexta-feira, outubro 22nd, 2010

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Mal posso acreditar que estamos fazendo 3 anos, indo totalmente contra muita previsão feito por quem torcia contra a festa. Como eu joguei no Twitter da @festacrew ontem, “nós éramos new ravers e cafonas, agora somos só cafonas”, mas evoluímos musicalmente. Claro que temos nossos momentos farofas, porque sem eles a festa pode se tornar cabeçuda demais. Todos gostamos também de pop, mas cada um tem ao longo desse tempo caminhado para estilos diferentes, mas que conversam entre si. Ou seja, continuamos misturando tudo, trazendo músicas saídas do forno ou bem requentadas, mas que todo mundo ama.

Eu já desisti da CREW umas 5 vezes pelo menos, porque ser responsável por 15 homens não é uma tarefa fácil. E eu sou brava. Sempre reclamo, encho o saco porque quero fazer coisas, que na maioria das vezes ninguém tem tempo pra fazer (inclusive eu), mas amo cada um deles. Eu me apeguei a CREW de uma forma bem fora do comum. É uma festa apenas, mas para mim é muito mais que isso. Tem a ver com amizade, com diversão, com colaboração entre várias outras coisas. Por isso eu sempre volto atrás na minha decisão e fico (tinha desistido da CREW na última terça-feira! hahahaha).

Já não fazemos mais planos de quanto tempo a CREW deve durar. No final das contas, queiram acreditar ou não, a CREW acabou virando uma festa despretensiosa. Vários dos nossos residentes despontaram e estão com uma agenda lotadíssima, outros não deram conta e partiram. A CREW virou a nossa celebração e reencontro, é uma festa que eu cheguei à conclusão que fazemos para nós. Somos super fãs dos nossos fãs e sentimos falta quando um deles não aparece em uma edição. É na CREW que conseguimos reunir todos: os que fazem parte da nossa história, seja perto ou distante, mas saibam, temos total consciência de quem são essas pessoas e somos gratos a cada uma delas. São elas as responsáveis para que a festa dê tão certo, por isso a festa é para nós: residentes & frequentadores.

Estou bem feliz que completamos 3 anos e no ritmo bacana que a festa continua rolando. Fazer festa não é fácil, festas vêm e vão. Eu já comecei e terminei várias. Gosto dos meus projetos, mas tento não me apegar a eles. Se deixa de rolar, melhor parar e investir a energia no que está dando certo. Não sei se vamos ter a festa de 4 anos, mas sim, nós torcemos para isso, mas melhor deixar assim, fluindo, procurando por atrações bacanas e pirando um pouco em coisas que queremos muito fazer, mas ainda não rolou.

Debatemos muito sobre como seria a nossa festa de 3 anos. Cogitamos alguns djs internacionais, mas os que queríamos não tinham agenda. Aí caiu a ficha que temos um “crew” incrível e tivemos pessoas ainda mais incríveis que passaram pelo projeto, mas seguiram por outros caminhos. Acho que nossos djs não devem pra ninguém. Admiro o trabalho de muitos ali. Trazer gringo só para ter um gringo no line-up não vale a pena. O que vale é trazer quem faz diferença, quem acrescenta e quem faz todo mundo ficar de queixo caído. Esses são mais difíceis de achar.

Hoje tenho a certeza que tomamos a decisão certa em convidar o Mixhell, Zegon, Gil Barbara e o Gorky. Tenho também a certeza que amanhã vai ser uma noite incrível. Como todos já sabem, decidimos presentear nosso público com uma edição extended, com direito a café da manhã. E vai ser no capricho: frutas diversas, misto frio em mini-pão francês, croissant, manteiga, sucos, etc. Quem chegar após às 5h, paga R$ 15,00 de entrada e não haverá lista. É só chegar, pagar e entrar. :-)

Quem chegar mais cedo paga R$ 25,00 com nome na lista e já pode ter certeza que valerá cada centavinho. O café é na faixa para todos os animados que sobreviverem até ele, que começa a rolar às 7h da matina. Confiram o line-up completo, mandem os nomes para festacrew@gmail.com e colem lá. Vamos celebrar com a gente!!!

0 – 1h – Schutz
1h – 1h30 – Fabrizio
1h30 – 2h – Killer on the Dancefloor
2h – 2h30 – Lalai & I’m the Machine
2h30 – 3h10 – Gorky
3h10 – 3h50 – Gil Barbara
3h50 – 4h30 – Zegon
4h30 – 5h10 – Mixhell
5h10 – 5h50 – Roots Rock Revolution
5h50 – 6h30 – Fabilipo
6h30 – 7h10 – Tchiello K
7h10 – 7h50 – Chernobyl
7h50 – 8h30 -Kbça
8h30 em diante: jam session com os sobreviventes

MC Xis
VJ Robson Victor – que traz o melhor dos 3 anos da CREW para a nossa tela

Dia 12 de novembro, teremos a parte 2 das comemorações, que se encerram na noite de natal. Já vai separando energia, porque comemorações não vão faltar e muita surpresa ainda vai rolar.

Obrigada a todos que tem contribuído ao sucesso da CREW: Thais (Glória); André Hidalgo; Dave; Kbça; todo o staff do Glória; os residentes que amo; Mixhell; Gil Barbara; Gorky; Zegon; Sany Pitbull; Larry Tee; Daniel Peixoto; Felipe Tofani, que faz nossos flyers; Vitor Pavão, que registra tudo com suas lentes abusadas; I Hate Flash, que vai lá e fotografa porque gostam da festa;  ao trio Bruna Cabanne, Bronko e Guimel, que nos presentearam com um documentário da festa, que sai no ano que vem; aos animadíssimos Ju Zandavali, Renata Ritcher, Danielle Cruz, Ferdi Gi, Renato Martins, Thiago Sabota, Zero (Discokillah); Rúbia; Gaía Passarelli; Marcão (Blend); Fernando Moreno (Entourage); Edu K; aos meus amigos que sempre me acompanham a cada edição; às namoradas dos residentes, que sempre estão lá apoiando os moçoilos e todo mundo que do seu jeito ajudou a CREW a se manter do jeito que se manteve.

Aqui tem um post super no capricho feito pelo rraurl. Confira um pouco a visão de cada um sobre esses 3 anos.

E para fechar, aproveito para lembra-los, que a CREW toca na xxxperience abrindo para o Calvin Harris. :-)

Mika – We are golden

sexta-feira, julho 31st, 2009

O Mika lançou hoje o novo vídeo para o single “We are golden”, que sai oficialmente só em setembro. Junto com o vídeo foi lançado também um concurso para vídeo-resposta, em que ele pede para você gravá-lo no seu quarto, pulando, enlouquecendo e se divertindo. Até me animei!

Aí  é subir o vídeo até o dia 5 de agosto no site www.wearegolden.com e cruzar os dedinhos. Ele é quem vai escolher os 5 melhores vídeos e os ganhadores vão encontrar com o Mika no show que ele for fazer no país de quem produziu o vídeo, além de ter o vídeo hospedado no site oficial dele. Ele passa pelo Brasil?

A música, que já ganho edit do Calvin Harris e remix do Don Diablo. O vídeo fica hoje hospedado no site da Island Records e a partir de amanhã no site oficial do Mika.

Assista…. é bem alegre e ótimo para começar o final de semana:

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Ready for the weekend

sexta-feira, julho 10th, 2009

É a nova música do Calvin Harris, que leva o mesmo nome que o álbum que será lançado no próximo dia 10 de agosto. Ótimo para animar essa sexta-feira chuvosa:

Via

Ah, Paris!

quarta-feira, junho 10th, 2009

Paris está entre minhas cidades favoritas e para mim é a cidade mais linda que já conheci. Não me canso de me perder por lá. Cada esquina é uma surpresa e a cada passagem minha pela cidade, eu tenho a impressão de que enxergo uma Paris diferente.

Nessa minha última passagem, em que passei 8 dias na cidade, eu resolvi explorar lojas de design ao invés das minhas habituais buscas por brechós e galerias, afinal estou montando minha casa “nova” e tudo que vejo na frente, eu quero levar para lá. Infelizmente não dá, mas Paris, mesmo sendo uma cidade cara, tem preços ótimos no que diz respeito à decoração.

Também foi a primeira viagem para lá, que eu fiz questão de almoçar e jantar praticamente todos os dias fora, o que já não dá para dizer o mesmo que o parágrafo acima. Comer e beber em Paris é caro, por isso o melhor é nem cogitar pensar em reais. O velho ditado de que quem converte, não se diverte é real.

Resumindo: minha viagem foi gastronômica e consumista, além de algumas poucas exposições que visitei, mas que valeram bastante a pena. O que foi ótimo é que o verão está chegando, então os dias são longos e terminam por volta das 22h30.

Os quatro restaurantes mais deliciosos que fui, sempre acompanhada de amigos franceses:

Le Sainte Marthe Bistrot é bem escondido e fica no meio de uma vila pequena, próximo ao metrô Belleville. Frequentado 99% por locais é um lugar bem típico.  O restaurante tem um menu bem diversificado e a melhor pedida é o “Magret de Canard”.  O Le Sainte Marthe tem uma área externa, que mesmo com uma temperatura mais baixa, é a mais concorrida. Para se safar um pouco do frio é só solicitar um cobertor e se deleitar com os vinhos da casa. O custo médio de um jantar com vinho e sobremesa é de 28 euros. Vale a pena reservar mesa antes: 32 rue Saint Marthe – das 17 às 2h todos os dias. Tel 0144843696

Chez Papa tem a cozinha especializada no sudoeste da França. A grande pedida são as gigantescas saladas, mas o pato ao molho de pêssego é um dos pratos mais deliciosos que eu já comi. É também um restaurante bem típico e com um atendimento excelente. O Chez Papa fica no badalado bairro de Montmartre – 153, rue Montmartre (metrô Bourse). Tel 0140130731

Restaurant des Beaux Arts, que fica perto do metrô Odeon em meio à confusão de turistas que se instala na área, o restaurante foi uma boa surpresa. O atendimento é ótimo, a comida bem servida e saborosa. Como eu estava sem fome, optei por uma salada de queijo de cabra, mas meus amigos que estavam mais famintos se deleitaram entre carne de pato, coelho e vaca. Todos elogiaram. É uma boa pedida para quem está nas mediações de San Michel e perdido entre tantas opções. O gasto médio com vinho, sobremesa e prato principal é de 25 euros. 80 rue Mazarine. Tel 0143257116

Les Pissenlits par la racine fica fora da área mais turística da cidade, no metrô Place d’Italie ou Corvisart, que é uma região cheia de bares e tabernas bem rústicas, com cerveja a bom preço e com discussões políticas acaloradas. O restaurante é pequeno, tem uma decoração mais modernosa e requintada. Ótima opção para ir a dois. Os preços dos pratos variam entre 14 e 29 euros e são bem servidos. 11, rue de la Butte aux Calles. Tel 0145802722

Caso esteja nessa região, não deixe de passar no bar La Folie en tête (a tradução combina com o local: a loucura da mente), que é bem rústico, com um banheiro não muito animador, mas com muitos instrumentos musicais pendurados no teto nos quatro cantos do bar, colagens divertidas e de diversas partes do mundo nas paredes e com cerveja a um bom preço, além de servirem uma ótima caipirinha, não se restringindo somente a de limão.

Das exposições que eu vi, eu curti 3, sendo que duas eu considero imperdíveis e obrigatória para quem passar pela cidade até julho, que são “Le Grand monde d’Andy Warhol“, que fica em cartaz até dia 13 de julho no Grand Palais e é maior mostra já feita do artista. São 250 obras entre retratos, serigrafias, polaroides, vídeos e é dividida em salas temáticas: auto-retratos, Telas de testes, Mao, Dolares, Catástrofes e Última Ceia. É uma exposição fantástica para ver sem pressa e entender mais sobre pop-art e o mundo de Warhol. A segunda, que é minha favorita, foi a “Une Image peut en cacher une autre“, ou “Uma imagem que esconde outra”, também no Grand Palais. Essa entrou para a minha lista favorita de exposição. A exposição é focada em obras com duplas imagens, e discorre trabalho de artistas de diversos séculos (desde 1500) e culturas. Variando entre Arcimboldo e Dalí, e incluíndo vários exemplos contemporâneos, a exibição traz 250 obras selecionadas rigorosamente, em que o artista brincou com as composições e imagens mútliplas. O ideal é separar uma tarde para ver as duas, pois valem a pena e são de tirar o fôlego.

A terceira que eu gostei foi “Fables & Fragments” na Escola de Belas Artes, feita com vários artistas recém-formados. É uma mostra contemporânea com instalações, fotografia, vídeo e pinturas. Bacana para sentir mais de perto a nova safra de artistas.

Já a parte consumista, que gritou o tempo todo, fez eu percorrer especialmente Marais, que tem muitas lojas de decoração, mas como não sou de ferro, claro que eu fiz uma parada longa na Colette. Infelizmente não dá para sair de lá com a sacola cheia, mas deu para comprar uns mimos. Aliás, é uma das lojas em que mais pessoas saem de mãos abanando. Uma das coisas que eu curto na Colette, é a seleção que eles fazem de revistas de moda. Acabei comprando uma edição Primavera/Verão 2009 da revista Plastique.

Saí apenas um dia, que foi no meu aniversário (no último dia 05) e o lugar escolhido foi o Social Club, pois o Calvin Harris tocaria por lá. O lugar estava entupido, quente e encontrei o Dat Politics por lá também. Foi ótimo, mas em meio a um final de dia sobrecarregado, eu consegui sobreviver a menos de 1h do set do Calvin Harris. A cerveja tem um preço bem salgado: custa em torno de 9 euros e pequena.

Vou fazer um post só com as lojas de decoração & design, mas para fechar quero indicar a deliciosa loja Passage du desir, que fica na 23 Rua Sainte Croix de la Bretonneire, no meio de Marais. A loja é dividida por seções como divertidas como “seduce me”, “tease me”, “talk to me”, “toy me”. As prateleiras são recheadas de brinquedos sexuais como vibradores, jogos, algemas, livros, roupas, etc., mas os preços são bem salgados.

As fotos da viagem estão no meu flickr e no do Ola. E na semana que vem, eu faço numa nova parada rápida em Paris antes de retornar para São Paulo. Enquanto isso curto os dias que não terminam aqui na Suécia.

36 anos festejando

sexta-feira, junho 5th, 2009

Adoro fazer retrospectivas em viradas de ano e aniversário. Hoje completo 36 anos e confesso que ainda não consegui me encontrar nos 30, apesar de estar num dos melhores momentos da minha vida. O bacana de escrever isso é que eu já disse isso outras vezes, ou seja, estou sempre achando que estou melhor! hahahahaha…

Devido a alguns problemas pessoais, eu resolvi que esse ano eu passaria meu aniversário longe dos amigos, por isso vim parar em Paris com a desculpa de reencontrar o namorado e rever uma grande amiga. Estou feliz com a opção que fiz. Paris faz bem a qualquer um sempre, especialmente no início do verão, quando os dias são longos e o bom-humor toma conta da cidade. Os parques ficam lotados e onde quer que você passa, tem gente sentada no chão com uma garrafa de água ou vinho com um livro na mão ou apenas contemplando a vida.

Sempre que venho para cá, eu acho que preciso vir com mais tempo, curtir mais a cidade e desbravar melhor seus cantinhos secretos. Tenho meio que uma preguiça constante de acordar cedo e correr pra cima e pra baixo para não perder nada. Eu sempre perco. Tenho preguiça de me preocupar com o tempo quando me dou férias. Já me repreendi o suficiente por isso e acho que finalmente eu aprendi a curtir férias. Durmo até a hora que quero, faço o que eu quero e se eu decidir não fazer nada, eu não faço e fico bem. Isso eu acredito que tem um pouco a ver com a idade, quando tudo ou nada passa a ser importante.

O que eu mais gosto em Paris é justamente reparar nas pessoas. É contemplar os cafés, os parques, as pontes, as ruas, o trânsito, o metrô. Ontem estávamos no metrô e uma garota linda dançava loucamente com seu ipod. Era tanta felicidade, que mal cabia nela. Ficamos olhando e rindo, porque quando temos coragem de manifestar nossas alegrias tão publicamente? Estamos sempre nos reprimindo, não querendo chamar a atenção e é tão bom quando conseguimos colocar para fora a alegria do momento.

Depois do perrengue do primeiro dia, eu finalmente estou curtindo a viagem. E nada como vir a Paris com um amor ao lado. Estou feliz, vim me desejar feliz aniversário e quis compartilhar meus pensamentos soltos por aqui.

E para quem está em São Paulo, hoje tem a festa PostIt no Vegas com o Phelipe Cruz, Fabilipo, Enéas Neto, André Pomba, Johnny Luxo e a Maria Eugenia. E para quem está em Paris, meu aniversário será comemorado no Social Club com DJ Set do Calvin Harris.

Contagem regressiva: Spoon

terça-feira, novembro 4th, 2008

Contagem regressiva para o Planeta Terra, que promete mais uma vez se firmar como o melhor festival de música do ano, e a agitação é geral. Todo mundo organizando planilha para saber que shows ver e quais perder, especulações sobre o playback do Bloc Party no VMB, discussões inflamadas sobre o Kaiser Chiefs como headliner, fora a histeria acerca da amigdalite que ceifou a apresentação do Calvin Harris. Aconteça o que acontecer, o único show que eu não perco um minuto é o da banda texana Spoon.

Eles tiveram um belo break em 2007 com o último álbum, Ga Ga Ga Ga Ga, mas a banda se formou em 1993 e já gravou outros 5 discos, além de uma série de EPs. Os dois primeiros, Telephono (1994) e A Series of Sneaks (1998), para mim, são duas grandes bobagens. Barulhentos e confusos, eles não decidem se querem ser shoegaze, pós-punk ou pop mesmo. No fim não é nada.

Nos anos 2000 eles deram uma reviravolta depois de romper com a Elektra Records e assinar contrato com a Merge. Seus três álbuns seguintes, Girls Can Tell (2001) e Kill the Moonlight (2002) e Gimme Fiction (2005) definiram o estilo da banda e puseram eles na cena indie. Eu, sinceramente, não sei dizer qual deles o meu favorito, pois são muito parecidos, e todos muito bons.

Com a chegada do último álbum, o Spoon conseguiu implacar um décimo lugar na Billboard, e começaram a se apresentar em programas como Saturday Night Live e o talk show do David Letterman. Mas até aí eles já tinham músicas na trilha de várias séries (The O. C., Os Simpsons, Chuck, Bones e Scrubs) além de colaborarem no soundtrack do filme Stranger Than Fiction, incluindo ainda músicas de dois de seus álbuns em versão instrumental no score.

O Ga Ga Ga Ga Ga é realmente excelente, e foi muito bem aceito pela crítica. Mas recomendo a quem gostou ir atrás dos três anteriores, que seguem a mesma fórmula: mistura de hits agitados com bateria marcada, com baladinhas com ar de blues, vilões acústicos, pianos melodiosos, big band, e sempre com um pé no indie, outro no pop. Eles têm letras nervosas que contam os percalços da banda, e uma boa dose de engajamento político, mas no fim das contas Spoon é música para curtir, não para pensar.

Planeta Terra e a nova geração de festivais no Brasil

domingo, outubro 19th, 2008

Todo fim de ano é a mesma coisa: todo aquele marasmo do ano inteiro é compensado por uma enxurrada de shows que acabam com energia e o bolso dos mais animados. Confesso que eu sempre faço um pouco de corpo mole, mas chega em cima da hora eu começo a me desesperar por não ter comprado este ou aquele ingresso. Um dia vou conseguir fazer uma caixinha durante todo o ano para segurar a barra entre outubro e novembro.

Esse ano eu me adiantei e comprei logo de cara todos os convites que queria para o TIM Festival e o Planeta Terra. Depois apareceu show do REM, Cyndi Lauper, Duran Duran… Ainda por cima, um dos shows que eu estava mais empolgado, o Gossip, foi cancelado. Um zona! Acabei dando uma broxada. Mas vamos que vamos, porque depois nós passamos de dezembro a agosto lamentando a falta de shows.

No fim das contas o que eu mais tenho guardado minhas expectativas é mesmo o Planeta Terra. Nem preciso falar que o line-up é de primeiríssima qualidade (Bloc Party, Spoon, Calvin Harris… se mata), mas lembrando o festival no ano passado, a excitação só aumenta. Enquanto os festivais no Brasil contam com um longo histórico de má organização, este pelo menos mostrou que tem a mão para fazer um evento com refinamento europeu por aqui.

O line-up intercalado, que é tão corrente por lá, aqui começou a ser usado só agora aqui, e eu pelo menos ainda não aprendi a usá-lo decentemente. Ano passado acabei perdendo o show do Rapture por ficar extasiado vendo os tiozões do Devo até o fim. Verdade seja dita, não é o sistema ideal, mas é o que funciona melhor. Ou alguém quer acabar como no show do Killers ano passado, às 6 da manhã de segunda-feira?

No fim das contas, além de enxugar um pouco o tempo de shows, o sistema adotado pelo Planeta Terra acaba por evitar muvucas, apertos e esmagações tão comuns por aqui. Aliás, nesse quesito o festival do portal foi simplesmente impecável ano passado: nenhuma fila para entrar ou sair; muitas áreas para circular e fazer coisas bacanas entre shows; banheiros limpos, organizados com cheirinho de sauna por causa dos eucaliptos e pinheiros espalhados pelo chão.

A escolha da Vila dos Galpões na Marginal Pinheiros foi uma ótima sacada por oferecer algo mais interessante e melhor estruturado que o tedioso sambódromo. A cenografia valorizava muito as árvores e dava para todo o espaço um ar meio soturno, com luz bem baixa. Os galpões também carregavam uma cara industrial, bem de garagem, bem indie. O único problema que eu lembro era o galpão dos DJs, que ficou espremido em um canto isolado, difícil de achar e pouco integrado com a festa que rolava no resto.

Enfim, o problema de se montar um bom evento é que as expectativas vão lá para cima, e manter o padrão, ou até melhorá-lo no ano seguinte é uma tarefa árdua. Rezemos para Nossa Senhora da Música Boa para que não aconteça com o Terra o que aconteceu com o TIM, depois que eles se mudaram de vez para o Rio de Janeiro, e deram as costas de vez para o público paulistano. Quem esteve nos shows do Jockey, sabe o que eu estou falando.