Charlotte Gainsbourg & Beck
sábado, junho 26th, 2010Clipe bem bizarro para a música “Heaven can wait”, dirigido por Keith Schofield:
[reloaded, renewed and still the same good thing]
Clipe bem bizarro para a música “Heaven can wait”, dirigido por Keith Schofield:
Clipe novo, belo como tudo que a Charlotte faz:
Ah, o Coachella, né minha gente? Eles liberam o line-up e só são suspiros. Confesso que a edição de 2009 não me animou tanto, mas a de 2010 faz até eu querer largar minha preguiça e encarar o desertão e o calor insuportável.
A edição desse ano já faz o coração palpitar, afinal tem Thom Yorke (é, Thom Yorke!!!!), Muse, Gorillaz, Them Crooked Vultures, Vampire Weekend, The Xx, Fever Ray, Major Lazer, Charlotte Gainsbourg, GIRLS, Devo (que eu não vi ao vivo), Faith No More (que eu só vi nos anos 90 e roí as unhas depois dos comentários do show que eles fizeram aqui em 2009), entre outros nomes de fazer virar os olhinhos. Até a Céu está na lista. Quem diria, hein? Eu acho chique estar no line-up do Coachella. O passe para os 3 dias custa US$ 269 sem incluir o camping e acontece nos dias 16, 17 e 18 de abril.
Eu já sei que eu não vou por motivos diversos, mas sei que vou morder o cotovelo nos dias do festival quando todo mundo estiver tuitando e eu estiver babando nos streamings dos shows. Enfim… 2010 chegou, por aqui ainda não sabemos quais serão as boas, só sabemos que março chega trazendo Franz Ferdinand, Gossip, Coldplay e Gun’s Roses, mas quem quiser vê-los terá que comprar ingressos separados, pois cada um toca num canto e num dia diferente.
E os festivais mesmo a gente já sabe que só no finalzinho do ano e olha lá. Vamos torcer para que mais marcas se animem em patrocinar festivais, que eles aumentem e que a gente tenha um ano bem musical.
Para quem quiser acompanhar as notícias quentíssimas do Coachella, é só acompanhar o perfil no twitter.
Sempre vou acumulando um monte de coisas legais que vou vendo no decorrer dos meus dias, mas nem tudo eu consigo compartilhar, porque sempre quero fazer um post gigante a respeito. Decidi que tudo que ficar de fora agora, vai virar uma listinha semanal só com chamadas rápidas para não acabar se perdendo no meu “espaço”.
Essa semana que passou eu vi zilhões de coisas legais.
- Dear Creatures: é uma marca americana de roupas com lojas espalhadas pelos Estados Unidos, que está com uma coleção Outono 2009 lindíssima. Estou aqui babando nos casacos, vestidos todos inspirados na escoteira dos anos 60. O site é uma fofura com ilustrações e fotos lindas, além das coleções parecerem capas antigas de discos.
- Charlotte Gainsbourg está disponibilizando a música nova IRM gratuitamente para download no site dela. Basta um clique e o seu email.
- A fotógrafa finlandesa Saga, que assinou um editorial bem rock’n roll na Dazed & Confused de outubro. Passa no flickr e no blog dela, que é cheio de referência.
- As irresistíveis e densas cartas do Van Gogh, que virou uma grande mostra e site com o estudo mais completo sobre as cartas do artista. São 902 cartas, sendo que apenas 82 não foram escritas por ele. Infelizmente Van Gogh não tinha o hábito de guardar as cartas que recebiam.
- Dazed & Confused – edição de novembro: tema imaginação. A capa é linda de morrer. A capa foi feita pela fotógrafa Martina Hoogland Ivanov. Aproveita e ouve o playlist de outubro da Dazed que é todo de rock de garagem. Ótimo para acompanhar uma leitura da revista e uma cervejinha. Já que estará no site, confira os ganhadores do concurso que a Dazed fez para eleger os melhores blogs de fotografia, música, moda e arte & cultura, que elegeu um brasileiro entre os melhores (aeeeee). Esses dias também foi lançado o novo clipe para o Duck Sauce, feito pela Surface2Air. Fala se não é um revival “Ghost”, mesmo que o diretor diga que não pensou no Patrick Swayze quando produziu.
- Para os designers, eu recomendo o concurso de capa de álbum também promovido pela Dazed e associado a Firetrap.
- Confira a lista dos 50 discos imperdíveis dos anos 2000 feita pelo blog Mox in the Sky with Diamonds. Depois corra no blog Pop Tarks Suck Toasted que fez a lista dos melhores álbuns da década (e ainda disponibilizou pacotes com downloads).
- O buscador focado em blogs de música Captaincrawl é a grande perdição da semana. Haja banda e hd!
- O site “written on the city” é uma das comunidades mais legais do mês. Só tem fotos de grafites escritos e de todos os cantos do mundo. Para participar, basta preencher o cadastro, enviar a foto e comentar sobre ela, localização, etc. Adoro essas comunidades colaborativas focadas em arte, fotografia, etc….
- Eu quero a edição nova da revista LOVE, que tem a Coco Sumner (a lindíssima filha do Sting) cantora & compositora da banda I blame Coco.
- O Trendsmap, que tem sido bastante comentado no Twitter, que mapeia em tempo real as tendências no Twitter globalmente.
- Minha amiga Simone lançou um blog focado em maquiagem, o BeautyBox. Tem tutoriais, dicas e também informações sobre os cursos que ela promove de auto-maquiagem, que aliás tem um formato bem bacana, pois você leva exatamente as maquiagens que tem em casa e faz o curso utilizando as suas coisas. Simple e genial.
- Dois summer-mixes feitos pelo (Pretty) Girls & Lasers:
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Summer2009Mix – Track 1
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Summer2009Mix – Track 2
Eu amo a França. Ponto. Sou fã da literatura, do cinema, da filosofia, do teatro, da música, da moda e amo o país. Resisti em admitir que a França é um dos meus países favoritos. Ponto. Admiti.
Esse ano meu plano era passar meu aniversário em Berlim, que é uma das minhas cidades favoritas no mundo e adoraria voltar lá no verão, mas quando vi, eu estava marcando minha passagem para 10 dias em Paris. Eu vou, eu volto, eu vou. Paris é a cidade que eu queria estar sempre. Adoro Londres, mas Paris é quem me derrete. Eu entendo a cidade, tenho meus cantos favoritos e quase suporto o mau humor dos franceses. Não é a toa que eu tenho uma única tatuagem e essa seja em francês. Poesia. Rimbaud. Poucas palavras resumindo o que sou.
Meu apartamento atualmente tem referências francesas em todos os cantos. Não é pretensão. É paixão. Lembro-me perfeitamente da primeira vez que eu pisei em solo francês. Não foi em Paris. Foi numa pequena estação no sul do país, em que eu saí do trem e bem caipiramente fiquei pulando e gritando para a minha amiga: ESTOU NA FRANÇA! Bem caipira mesmo.
A primeira cidade em que me estabeleci na França foi Nice. Depois disso passei por pequenas cidades e claro, várias vezes por Paris. Cada vez (não foram tantas, ok?) que vou à Europa, Paris é minha parada obrigatória e é sempre onde gasto mais tempo. Apenas por um motivo. Eu amo estar em Paris. Por isso sou adepta do ano da França no Brasil e tenho feito disso meu evento particular. Fiz a festa “ano da França na Lalai”, em que quase 40% dos presentes eram franceses. Tenho alugado diariamente meus filmes prediletos e outros que não conheço de produções vindas de lá. No cinema minhas escolhas tem se reduzido à França e assisti todos os filmes que tem PARIS no título.
Na terça-feira fui na livraria Martins Fontes, que aliás, eu confesso que é minha favorita e saí de lá com 5 livros novos de autores franceses, sendo na maioria autores contemporâneos.
Reparei que a maioria dos artistas que tenho trazido para tocar aqui são franceses. São meras coincidências. Thieves Like Us não é francês, mas sua base é na França. E tem uma lista infinita que quando analiso, me dou conta de que mais do que 50% também vem de lá. Chego a acreditar que a França deveria era me patrocinar! hahahaha…
Para quem, assim como eu, tem uma queda pela cultura francesa, aí vão pequenas dicas de como aproveitar um pouquinho do que a França tem a nos oferecer aqui em São Paulo. Claro, que se você é obsessivo como eu, já foi em tudo, mas caso a França não é exatamente o lugar que mais lhe diga alguma coisa, aproveite e curta um pouco. Vale a pena.
Leia “O convidado surpresa”, de Gregóire Boullier, que é o autor da fatídica carta de rompimento a Sophie Calle, que desencadeou a exibição “Sophie Calle: Cuide de você”, que está em cartaz até 7 de setembro no Sesc Pompéia.
O livro, apesar de narrar a história da noite em que Gregóire conhece Sophie Calle, não é exatamente sobre ela que ele fala, mas talvez pela exposição estar por aqui, o que a mídia tem explorado é que o livro é sobre a noite em que ele a conheceu. Não é verdade. Sophie é mera coadjuvante na história. Gregóire narra com paixão a tentativa de esquecer um grande amor e tentar entender o rompimento. Ou melhor, a fuga do seu amor sem qualquer explicação. Ele fala da sua angústia de anos em tentar entender o porquê. Na oportunidade que tem para o confronto, ele se encolhe na sua blusa de “malha rulê” e na sua dor-de-cotovelo e acaba tendo uma noite não muito confortável. A parte boa é que o desfecho traz conclusões inesperadas, que traz um entendimento do rompimento que ele procurava (ou se consolou com o que achou para fechar a sua história).
Eu recomendo a leitura, pois isso muda um pouco a ótica de quem analisa a exposição da Sophie Calle, que para mim é resultado bonito de um final de relacionamento em que ela transformou quase em novela mexicana. Não quero tirar os méritos da Sophie, afinal ela é uma grande artista e a exposição é grandiosa em todos os sentidos (fiquei quase 2 horas por lá), mas não deixa de ser uma “punhetação” de alguém que levou um fora e não conseguiu entendê-lo. A sua escolha foi ter mais de uma centena de mulheres interpretando a tal carta de rompimento e achei várias das conclusões bem feministas. Para mim as mais sensatas foram da Victoria April, palhaça, mãe da artista, adolescente (que resume a carta e um sms “ELE SE ACHA”) e da escritora. Algumas soaram cansativas e dramáticas demais. Admiro quem consegue transformar sua dor em arte e foi o que ela fez. Mas, ah… não dá para desmerecer seu sofrimento, afinal parece que ela realmente amou demais mr. X, ou Gregóire Boullier, que foi quem dividiu a mesa com ele no Flip, em Parati, para autografar seus respectivos livros. Basta olhar para a foto e sacar que mr. Boullier, apesar de todas suas angústias com a vida, não passa muito de um Don Juan.
Claro que a exposição abre para participação do público, que pode enviar sua própria releitura da carta para, quem sabe, fazer parte da exposição em algum momento. Vale a leitura do livro e vale a visita à exposição.
Filmes obrigatórios: 2 Dias em Paris, Dans Paris e Paris. Todos tem a cidade como participante da história de alguma forma, sendo que em “Paris”, ela praticamente ganha o papel de protagonista. Afinal Paris tem história suficiente para o papel. Dos três, o meu favorito é “Paris”, pois achei o filme despretensioso, agradável e filme para sentir e não pensar.
E claro, para entrar no clima, nada como ir jantar e/ou almoçar em algum restaurante francês na cidade. Tem vários e alguns a preços bem acessíveis. Aproveita e dá uma passada no post que eu fiz sobre eles e não deixe de ir no Robin des Bois comer mexilhões de entrada.
Produção musical francesa está em alta há algum tempo. Vide Kitsuné e EdBanger, que nos trouxeram os mais variados tipos e vários deles aterrissaram no último ano no Brasil. Sábado tem Thieves Like Us, que apesar de ser uma mistura de nações, tem residência na França. Em setembro tem Jane Birkin, que toca com Caetano Veloso nos dias 3 e 4 no Sesc Pinheiros. No dia 17 quem toca no Sesc Pompéia e no dia 19 no Circo Voador (RJ) é o Sebastian Tellier, além de tocar no Coquetel Molotov (em Recife) com Zombie Zombie e François Virot. As 3 atrações são obrigatórias. Anota aí e entre todos os dias no site do Sesc para não perder o início da venda dos ingressos, que costuma esgotar sempre no máximo no segundo dia.
E a lista de músicos franceses bons para ouvir é gigante: Serge Gainsbourg, Françoise Hardy, Charlotte Gainsbourg, Dat Politics, Yelle, SebastiAn, Yuksek, Daft Punk, Air, m83 entre outros.
Leia Rimbaud, Baudelaire, Flaubert, Proust, Racine entre tantos outros clássicos, além de Muriel Barbery (o ótimo “A elegância do ouriço“), Raymond Queneau (com Zazie no Metrô, que virou filme), Olivier Dam com A Salvo de Nada, Paris de Colin Jones e Paris é uma Festa de Hemingway e A Sombra da Guilhotina de Hilary Mantel. A lista de escritores franceses de tirar o fôlego é interminável.
E ainda tem o vinhos, os queijos, as artes plásticas e mais uma infinidade de coisas em que eu poderia gastar dias aqui escrevendo loucamente.
E eu assumo, esse é um post de declaração de amor à França, onde eu espero voltar muitas vezes e quem sabe, viver um pouquinho por lá.