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Que tal viver por um mês num museu?

quarta-feira, setembro 8th, 2010

matm_landing

Essa é a proposta do Museu da Ciência e da Indústria, de Chicago, o MSI-Chicago. Acabaram recebendo inscrições de mais de 1.500 interessados, de todos os cantos dos EUA, além de Austrália e Antarctica. Foram escolhidos 3 que agora vão para votação do público, o ganhador fica 30 dias internado no museu, respirando ciência 24/7 durante esse período. Toda a experiência será compartilhada com o público, além de arrematar um prêmio de US$ 10.000.

Nada mal! Como disse o Springwise, o concurso se assemelha um pouco com “O melhor emprego do mundo“, que levou o ganhador para a Ilha Hamilton, onde atuaria meio como um “zelador” do local. O ganhador faturou US$ 100,000 para “cuidar” da ilha por 6 meses, compartilhar o dia-a-dia num blog, fotografar. Na época 34.000 pessoas se candidataram a tal emprego, afinal quando é que cai nas nossas mãos a oportunidade ter o melhor emprego do mundo?

A contrapartida do mês recluso no museu, é que o ganhador terá que ficar meio alheio ao resto do mundo. Não terá acesso ou acesso limitado ao uso de celular, sms, e-mail e até Facebook. Ou seja, o lado pessoal vai ficar engavetado até terminar o período da reclusão. Nesse período também ele sairá muito esporadicamente do local. As saídas só acontecerão para eventos relacionados às atividades do museu.

As inscrições já se encerraram. Agora é anotar no caderninho para depois acompanhar a empreitada do vencedor, pois com certeza o desafio (afinal ficar um mês trancafiado num museu de ciência!!!!) é curioso.

Olha aí a T*Mobile outra vez…

quinta-feira, setembro 17th, 2009

A T*Mobile – que já juntou gente dançando na Liverpool Street Station, na e cantando na Trafalgar Square, agora surpreendeu a Oprah Winfrey, junto com os Black Eyed Peas, com mais de 20 mil dançarinos nas ruas de Chicago, na semana passada. Tudo começou com um grupo de dançarinos profissionais… daí a banda convocou, em segredo, 800 fãs que ensinaram para milhares de outros.

É bonito de ver a sincronia da galera e a empolgação da apresentadora que não sabia de nada.
Clique aqui para ver um breve making of.

[Vi pelo Tumblr, mas perdi o link]

Fuck Lou Reed, fuck Lou Reed

quarta-feira, agosto 12th, 2009

Desde que cheguei em Chicago, acordo todos os dias ouvindo Band of Horses (todos os créditos para meu anfitrião, Roger Macedo, que tem um excelente gosto musical). Acho que assim como eu e ele – o Roger -, mais centenas de pessoas estavam ansiosas para que o penúltimo show do LollaPalooza finalmente pudesse começar. Não, a banda não estava atrasada, nem enrolada em centenas de toalhas brancas no camarim. Muito pelo contrário: os caras são tudo, menos pop stars. Todo mundo só tava esperando que o Lou Reed terminasse a performance que desafiou todos os limites – dos tímpanos e da paciência do povo – que, rapidinho, começou a reclamar em coro (e com a maior finesse): fuck Lou Reed, fuch Lou Reed. E o mais engraçado (ou não), um coro muito mais afinado que o solo de guitarra do moço. Se eu fosse ele, depois dessa, pendurava as chuteiras, a guitarra, o microfone, pendurava tudo. Mas vamos lá, voltando ao que interessa: eu que já tinha gostado da banda – e ouvido a mesma música até o itunes reclamar -, fiquei passada com o show. Além da boa música, eles são super carismáticos. Meu melhor argumento para isso é que eles conseguiram deixar os americanos animados. Se não fosse o figurino das locais, eu ía até achar que a gente tava no Brasil. Outro argumento dos bons: perdi a vontade de ver The Killers. Convencidos? Para quem não conhece a banda, recomendo The Funeral e  Is There a Ghost

band of horses

De volta

terça-feira, agosto 19th, 2008

Voltei depois de quase 20 dias zanzando na Terra do Tio Sam. Muita coisa para contar, muitas experiências fantásticas e já muitas saudades de lá.

Passei rapidamente por Lafayette (em Indiana), Chicago (3 dias no Lollapalooza) e depois em NY (All Points West Festival em que fui dançarina do Girl Talk).

Agora estou na fase de desfazer mala e colocar a casa em ordem, além de baixar fotos e começar a dar uma geral no flickr. Amanhã a noite tudo estará em ordem e no ar, inclusive meu texto sobre o All Points West com bastante atraso e minha emoção ao ver Radiohead ao vivo 2x.

Hoje tem festa Crew no D-Edge para comemorar meu retorno ao Brasil e rever os amigos. A festa marca também o retorno do Zegon e Mixhell de longa temporada do outro lado do mar.

E passem aqui amanhã para as novidades mais caprichadas.

Festivais

quinta-feira, março 27th, 2008

Nada me excita tanto quanto a idéia de ir em um festival com bandas que eu gosto. Além disso ainda tem a outra parte boa que é reunir os amigos. Hoje estava conversando com um amigo que mora em Londres e a reclamação dele foi não ter amigos por lá, o que o desanima um pouco a encarar várias ótimas empreitadas por falta de companhia. Há não muito tempo atrás eu não conseguia entender porque para mim bastava ver bandas que eu amo e pronto.

No ano passado eu senti isso na pele. Fui ao ilovetechno em Gent, na Bélgica, que é o maior festival de música eletrônica do mundo e reúne 35.000 pessoas. Quando embarquei para a Europa o que mais me animava (depois do Interpol) era ir ao ilovetechno. Mal me continha, afinal o line-up era recheado de todos os maximalistas que adoro: Justice, MSTRKRFT, Boyz Noise, Klaxons, Goose, Digitalism, SMD entre outros.

Tive que esperar uma semana até a chegada do festival e no dia 10 de novembro eu embarquei sozinha num trem que me levou até lá. Já no trem eu senti falta dos amigos, afinal à minha volta rolava um fuzuê danado, pois o trem era exclusivo aos que estavam indo para o ilovetechno. Passei 9 horas lá entre um show e outro. Conheci algumas pessoas, mas no geral eu fiquei sozinha. Curti bastante os shows, mas descobri que eles são totalmente diferentes quando você está sem companhia. Os intervalos parecem ainda mais longos, a cerveja demora mais para acabar. Neste mesmo dia acontecia o Planeta Terra aqui em São Paulo e meus amigos foram em peso. Morri de saudades e no fundo eu quis estar aqui com eles, tanto que gastei todo o crédito do meu celular mandando sms para eles.

O saldo foi positivo, pois gostei muito da maioria dos shows que vi, mas faltou esse “quê” a mais e tratei de arrumar companhia para todos os shows que fui durante a minha viagem para poder compartilhar o momento com alguém. E é sempre outra coisa.

Agora estou aqui programando minhas próximas férias e novamente estou movida por shows, só que decidi levar alguém a tiracolo, pois definitivamente não sou uma pessoa que se diverte muito sozinha. E agora que começam a surgir os line-ups dos festivais de verão, eu começo até a ficar meio perdida nas minhas escolhas, então decidi que elas serão feitas de acordo com o conjunto: cidade, line-up e se há alguém que eu conheço que vá.

A princípio começo a decidir encarar o Lollapalooza que está com um line-up matador que tem Rage Against, NIN e Radiohead. De lá é rumar para NY para o APW que também está com um line-up bacana incluíndo Radiohead na sexta e no sábado. E nos dois tem também nossos brazucas CSS, que eu ainda não vi ao vivo depois que estourou mundo afora.

Felizmente tenho companhia para os dois festivais, mas se alguém mais se animar em se jogar na empreitada com a gente, está convidadíssimo.

E você, curte assistir show sozinho(a)?