O futuro da música
terça-feira, fevereiro 17th, 2009O futuro da música é com certeza uma das grandes discussões do nosso século com a revolução que a Internet trouxe à indústria fonográfica. Bandas como Radiohead, Nine Inch Nails liberam seus albuns gratuitamente pela rede e cada um vai usando sua criatividade para encontrar meios de sobreviver da música. Não é novidade nenhuma que nos novos formatos que tem se desenhado, os artistas tem chances de faturar mais do que debaixo de um guarda-chuva da indústria fonográfica. Não é regra e ainda tem muito artista penando para conseguir seu lugar ao sol, mas essa ralação nunca foi muito diferente e hoje é muito mais fácil se sobressair com tantas ferramentas disponíveis e num mundo que se consome cada vez mais música.
No último Campus Party eu partiticipei de uma discussão promovida pelo Sesc TV com Ronaldo Lemos e mediação do Carlos Prado sobre reflexos da revolução tecnológica na cultura. Um dos pontos altos da discussão foi os direitos autorais e o Carlos Prado me colocou na parede para saber como eu lido com os direitos autorais das músicas que toco quando eu discoteco, afinal estou infringindo a tal lei de direitos autorais. Eu e a maioria dos DJs que conheço.
Para quem se interessa pelo assunto, há um bom material disponível para download que discute a música após a morte do CD. Há um capítulo que discute o impacto da tecnologia na música e o quanto isso pode favorecer o setor independente e outro que discorre sobre a música na época de sua reprodutibilidade digital:
Nunca foi tão fácil reproduzir uma música. Em nenhum outro momento da história, as pessoas tiveram tamanho acesso às gravações sonoras. A distribuição da música nas redes digitais permitiu que artistas desconsiderados pela indústria fonográfica pudessem expor sua produção para milhares de pessoas, ultrapassando os limites impostos pelos controladores do mercado de bens artísticoculturais e pela indústria do entretenimento. Um dos fenômenos mais impressionantes da digitalização foi a ampliação da oferta de bens musicais na internet, resultante da crescente facilidade de gravar, editar e divulgar um álbum a custos baixíssimos.(Sergio Amadeu da Silveira).
E de vez em quando nos surpreendemos com os formatos que vão surgindo como citei acima. Recentemente o Groove Armada se juntou com a Bacardi num projeto chamado B-Live Share, que funciona no esquema passed-along-payed-for, ou PAP4, que quanto mais você indica o CD para outras pessoas, mais você vai tendo acesso as outras faixas do disco. Eles criaram várias ferramentas para auxiliar o usuário promover a ação: aplicativo para blog/myspace/site/facebook, além de criar um ranking com os usuários que mais tem conseguindo trazer mais amigos para o site. O que eu achei bem interessante foi
Na entrevista que eles deram a NME, eles contaram que a idéia original era dar as músicas de graça, mas que eles tem um problema com música de graça, pois tem tanta que já ficou sem graça. Ao buscarem um jeito de fazer música de graça, acabaram chegando a este esquema.
Hoje li no rraurl que o Deadmau5 lançou uma parceria com a Touch Mix criando um aplicativo para o iPhone, em que se paga US$ 2,99 e recebe 10 faixas exclusivas do artista para mixar, remixar e aplicar variados efeitos , além de um sistema de scratch sensível a tela do iPhone. E também tem utilizado redes sociais como Facebook para divulgar o novo aplicativo. Veja o vídeo de como o Touch Mix Deadmau5 Edition funciona:















