O que é ser criativo?
quinta-feira, janeiro 20th, 2011Uma ótima reflexão do que é ser criativo:
What is being creative? from Kristian Larsen on Vimeo.
[reloaded, renewed and still the same good thing]
Uma ótima reflexão do que é ser criativo:
What is being creative? from Kristian Larsen on Vimeo.
Sempre que posso eu martelo na criatividade e sempre tem gente que surpreende. Hoje foi a vez da Sheena Matheiken me arrancar aplausos pelo “The Uniform Project”, que ela iniciou em maio e vai durar 365 dias, em que ela usará o mesmo vestidos e tem abusado da criatividade para estar sempre diferente. E ela consegue muito bem.
Sheena veio da Índia e hoje é diretora de criação em uma agência online em NY. Com o projeto ela está arrecadando dinheiro para a Akanksha Foundation, que é uma fundação para educar crianças carentes na Índia. Até o momento ela arrecadou US$ 5.446. Além da boa causa, ela também aceita doações de acessórios para incrementar o visual durante esses 365 dias.
Ela não é a primeira a encarar um projeto como esse. A americana Alex Martin fez a mesma coisa entre os anos de 2005 e 2006, só que optou por um vestido marrom, que eu acho que requer ainda mais criatividade, afinal marrom é marrom, né?
Na próxima vida eu quero ser mais criativa no quesito “vestuário”, pois dá até uma invejinha por elas se saírem tão bem na empreitada.
Eu nunca ouvi falar tanto na crise econômica como aqui na Europa. Uma das perguntas recorrentes foi o porque de eu ter pedido demissão justamente nessa fase em que o mundo está passando. Assim como os japoneses, eu sempre acreditei que a criatividade é a melhor amiga da crise. Não que eu seja a pessoa mais criativa do mundo, mas posso dizer que em 6 meses eu consegui provar para mim que posso me virar por minha própria conta e risco. Não reclamo da minha época de carteira assinada, afinal eu sou bem grata ao meu último emprego, que foi na AgênciaClick, que abriu diversas portas para mim e são nelas que eu tenho entrado nos últimos 6 meses (5, porque no sexto mês eu já me dei férias e cá estou usufruindo de dias que não terminam do outro lado do oceano).
E claro, não sou o único ser que está tentando driblar a crise e se dar bem com ela. Eu sou peixinho bem pequeno e isso facilita bastante a minha vida, mas quem sofre de fato nesse momento são os grandes, que precisam de mais criatividade ainda para poder pagar as gordas contas e salários no final do mês.
Li um post bem interessante a respeito no blog do W+K, uma das minhas agências favoritas, discute sobre criatividade x crise questionando por onde andam os criativos e o que andam fazendo.
Aparentemente os mais criativos andam pelo Japão e por alguns cantos aqui na Escandinávia. A última ação bacana foi a abertura em Tóquio da loja pop-up Magazine Alive, uma parceria entre a Vogue Japão e Comme des Garçons em comemoração aos 10 anos da revista. Quem é responsável pela loja é o próprio Rei Kawakubo.
A loja e o espaço dedicado a uma galeria de arte, é um laboratório experimental para marcas, que recentemente expôa uma instalação improvável da Louis Vuitton. A Magazine Alive estreou com o conceito da Vogue de julho: mangá & moda. O artista Takashi Murakami ficou com o último andar da loja, onde ele apresentou uma edição limitada de produtos baseada no anime “Magical Princess”. A janela da frente ganhou manequins de prata da Chanel, tricôs assinados por Martin Margiela, assinado pelo Karl Lagerfeld, vestidos de seda da Undercover e camisetas com imagens de ícones fashion, incluíndo Hedi Slimane, Marc Jacobs e Donatella Versace deram estilo à diversidade da cultura pop do Japão à loja.
E o que a crise tem a ver com isso? Com a crise se vende menos, se você aumenta o desejo pelos seus produtos, as pessoas driblam (ou ignoram) a crise e continuam consumindo.
Não importa se você tem dinheiro ou não, quem é criativo consegue fazer muito com pouco e acaba encontrando quem compra suas idéias ou produtos.
O site The Cool Hunter acaba de nomear um forte candidato ao home theater mais cool da história. Trata-se da casa da arquiteto americano Hagy Belzberg, formado em Harvard e ex-estagiário do mestre da arquitetura-espetáculo Frank O. Gehry.
Mais do que pela gigantesca tela de projeção ao lado de fora, o projeto chama atenção por oferecer uma proposta extremamente arrojada para um formato de uso do solo há tanto tempo enferrujado nos EUA e, infelizmente, no Brasil também. A mistura de uso residencial com o comercial, a integração do espaço privado com o semi-público, ainda por cima se fazendo valer de um serviço tão antigo como o drive-in, mostra que nenhuma idéia está morta e enterrada no passado. Prova apenas como a sociedade enjaulada e aterrorizada de hoje perde cada dia mais a chance de fazer valer a tese da grande Jane Jacobs de que uma cidade democrática e segura se constrói a partir do zeladorismo de sua própria população. A grama do vizinho só é mais verde se mantivermos o muro que separa a minha da dele.
Soma-se a isso uma arquitetura de qualidade, com fortas influências do tutor Gehry, além de Richard Meier, Phillip Johnson (ainda aqueeeeela Glass House), John Pawson, e por que não, algo até da arquitetura brasileira da primeira metade do século XX. Gostinho de Oswaldo Bratke…. ou será Lucio Costa? Só sei que Isay e Mattos Casas beberam dessa água.
Não posso afirmar que a Skyline Residence funcione realmente como descrita acima, pricipalmente se considerarmos que ela foi erguida em uma das muitas montanhas de mansões californianas, e todos bem sabemos que os americanos, mais ainda os do oeste, não são os mais chegados em dividir suas posses. Mas a arquitetura é admirável, e me traz aquela centelha de esperança que talvez com um pouco de desprendimento e uma boa dose de ousadia, a arquitetura ainda vire o jogo sobre a sociedade, e deixe de ser refém das contingências urbanas como é hoje.
Imaginem o que seria uma casa dessas em plena Avenida Paulista, por exemplo. A Tela Quente nunca mais seria a mesma.
post de rseefo
Ninguém mais agüenta aquela piadinha ridícula de ‘festa-de-firrrma’ e de despedida de solteiro, em que a pessoa presenteada é obrigada a morder um falo de chocolate e tirar fotos com o recheio de leite condensado escorrendo pelos cantos da boca. Essa está mais velha e caduca que o Oscar Niemeyer.
Eis que a Bisous, marca de chocolates finos belga, lançou a combinação perfeita entre sabor e tato, o Edible Anus. Um inusitado bombom com o formato rugoso característico do pólo sul do aparelho digestivo. A revista Pix o chamou de CHO-CU-LATE, e diz que quem comeu gostou. Lançaram inclusive uma edição limitada de 100 peças em prata pura da ‘parte mais sensual do corpo’, imortalisando-a para o ‘homem que tudo possui’. Uma peça elegante, que pode ornar tua mesa do escritório, por módicas 235,00 libras.
Aparentemente o sucesso foi tão grande, que eles já não estão mais comercializando o bombom unitário, apenas aceitam encomendas grandes. O site ainda conta a história e oferece dicas de apreciação do chocolate, além de afirmar que as mulheres necessitam do magnésio encontrado em sua fórmula em ‘certos períodos do mês’. Tudo muito requintado e explicativo.
As dúvidas que não tiraram porém, e que vão me tirar as noites de sono são: qual foi o molde usado para o desenvolvimento deste formato tão inovador? Mais ainda, qual será o recheio de substitui o famigerado leite condensado supra-citado?
post by rseefo
Ontem no SPFW eu tive que concordar com o moço do blog Face Hunter: ousamos muito pouco em nossas vestimentas por aqui. Mesmo em um lugar dedicado à moda como o SPFW muita pouca criatividade se vê além das passarelas. O que será que ainda nos impede de ousar um pouquinho mais? Eu não sei responder porque sou um ser básico e gostaria de saber ousar mais.