Direto do túnel do tempo
domingo, julho 11th, 2010Que tal uma voltinha em 1984 com Devo e Ray Charles fazendo uma demonstração do Pioneer LaserDisc:
[reloaded, renewed and still the same good thing]
Que tal uma voltinha em 1984 com Devo e Ray Charles fazendo uma demonstração do Pioneer LaserDisc:
Foi criado o projeto DEVO Inc. Song Study para escolher 12 músicas para o novo álbum da banda entre 16 produzidas. No site é possível ouvir um pequeno trecho de cada faixa e, então, escolher as 12 favoritas. No processo seguinte o usuário escolhe a favorita entre as 12, cria o seu perfil e então segue para um gráfico atualizado em tempo real, feito a partir das fotos de todos os participantes com a colocação das 16 músicas.
Para fazer a escolha, o usuário recebe a ajuda de um nórdico (ah, eles!) chamado Jacob, que vai explicando o passo a passo até chegar no processo final.
O novo álbum será lançado em junho com as 12 faixas mais votadas. Participa lá!
O vídeo abaixo explica todo o processo:
Ah, o Coachella, né minha gente? Eles liberam o line-up e só são suspiros. Confesso que a edição de 2009 não me animou tanto, mas a de 2010 faz até eu querer largar minha preguiça e encarar o desertão e o calor insuportável.
A edição desse ano já faz o coração palpitar, afinal tem Thom Yorke (é, Thom Yorke!!!!), Muse, Gorillaz, Them Crooked Vultures, Vampire Weekend, The Xx, Fever Ray, Major Lazer, Charlotte Gainsbourg, GIRLS, Devo (que eu não vi ao vivo), Faith No More (que eu só vi nos anos 90 e roí as unhas depois dos comentários do show que eles fizeram aqui em 2009), entre outros nomes de fazer virar os olhinhos. Até a Céu está na lista. Quem diria, hein? Eu acho chique estar no line-up do Coachella. O passe para os 3 dias custa US$ 269 sem incluir o camping e acontece nos dias 16, 17 e 18 de abril.
Eu já sei que eu não vou por motivos diversos, mas sei que vou morder o cotovelo nos dias do festival quando todo mundo estiver tuitando e eu estiver babando nos streamings dos shows. Enfim… 2010 chegou, por aqui ainda não sabemos quais serão as boas, só sabemos que março chega trazendo Franz Ferdinand, Gossip, Coldplay e Gun’s Roses, mas quem quiser vê-los terá que comprar ingressos separados, pois cada um toca num canto e num dia diferente.
E os festivais mesmo a gente já sabe que só no finalzinho do ano e olha lá. Vamos torcer para que mais marcas se animem em patrocinar festivais, que eles aumentem e que a gente tenha um ano bem musical.
Para quem quiser acompanhar as notícias quentíssimas do Coachella, é só acompanhar o perfil no twitter.
Abre com Devo… só aí já vale a pena! Ouça…
Já foi dada a largada para a temporada de festivais-shows-festas. Já falamos aqui alguns dos imperdíveis que vão acontecer ainda este ano, mas pra mim imperdivel mesmo é o Festival Planeta Terra. Engana-se quem pensa que a marca surgiu agora – eles trouxeram o Black Eyed Peas, Jamiroquai e foram os responsaveis pela turnê nacional do Pearl Jam em 2005 que reuniu mais de 200 mil pessoas.
Ano passado, o evento mudou de formato e ganhou status de festival e quem esteve na vila dos galpões viu uma impecável organização e muito respeito ao público. Eu nunca achei que pudesse ver pelas terras tupiniquins um festival com a mesma infra dos festivais gringos.

No Lineup parece que alguém disse: vamos mostrar de onde saem todas as boas referências para essa geração myspace? E Colocaram no mesmo palco a mistura do ‘novo rock’, influenciado pela vanguarda oitentista. Assim, assitimos a genialidade new wave dos sessentões Devo [com direito ao Mark Mothersbaugh vestido de team leader e claro, os clássicos chapéus vermelhos] e logo depois os novatos Kasabian com seu rock ligeiro, com sintetizadores em perfeita harmonia, foi o grandioso e memoravel! Teve CSS com o show ‘cala-a-boca’, teve o Tokio Police Club [que pra mim foi a surpresa da noite], teve fafafafa com Data Rock e o show que eu perdi dos The Rapture. Veja aqui
E esse ano irão repetir a mesma fórmula [afinal time que está ganhando não se mexe] colocando nomes como Jesus and Mary Chain conversando com Animal Collective, tem também The Breeders dando uma piscadela para o Spoon e ainda tem Foals [prometo um post sobre eles em breve] e Bloc Party de mão dadas com Kaiser chiefs [que acabaram de lançar álbum. Você já ouviu?]
Na parte eletrônica do evento acabou de sofrer uma baixa, o cara que ‘criou’ a disco não vem mais – Calvin Harris operou as amigdalas [mas acho mesmo que ele trocou de sexo] mas ainda tem Mylo [quem não rebolou nas pistas em 2005 com Drop the Pressure] e Felix Da Housecat.
Gostou? Então corre porque segundo o Big Eye, restam somente 300 ingressos.
Todo fim de ano é a mesma coisa: todo aquele marasmo do ano inteiro é compensado por uma enxurrada de shows que acabam com energia e o bolso dos mais animados. Confesso que eu sempre faço um pouco de corpo mole, mas chega em cima da hora eu começo a me desesperar por não ter comprado este ou aquele ingresso. Um dia vou conseguir fazer uma caixinha durante todo o ano para segurar a barra entre outubro e novembro.
Esse ano eu me adiantei e comprei logo de cara todos os convites que queria para o TIM Festival e o Planeta Terra. Depois apareceu show do REM, Cyndi Lauper, Duran Duran… Ainda por cima, um dos shows que eu estava mais empolgado, o Gossip, foi cancelado. Um zona! Acabei dando uma broxada. Mas vamos que vamos, porque depois nós passamos de dezembro a agosto lamentando a falta de shows.
No fim das contas o que eu mais tenho guardado minhas expectativas é mesmo o Planeta Terra. Nem preciso falar que o line-up é de primeiríssima qualidade (Bloc Party, Spoon, Calvin Harris… se mata), mas lembrando o festival no ano passado, a excitação só aumenta. Enquanto os festivais no Brasil contam com um longo histórico de má organização, este pelo menos mostrou que tem a mão para fazer um evento com refinamento europeu por aqui.
O line-up intercalado, que é tão corrente por lá, aqui começou a ser usado só agora aqui, e eu pelo menos ainda não aprendi a usá-lo decentemente. Ano passado acabei perdendo o show do Rapture por ficar extasiado vendo os tiozões do Devo até o fim. Verdade seja dita, não é o sistema ideal, mas é o que funciona melhor. Ou alguém quer acabar como no show do Killers ano passado, às 6 da manhã de segunda-feira?
No fim das contas, além de enxugar um pouco o tempo de shows, o sistema adotado pelo Planeta Terra acaba por evitar muvucas, apertos e esmagações tão comuns por aqui. Aliás, nesse quesito o festival do portal foi simplesmente impecável ano passado: nenhuma fila para entrar ou sair; muitas áreas para circular e fazer coisas bacanas entre shows; banheiros limpos, organizados com cheirinho de sauna por causa dos eucaliptos e pinheiros espalhados pelo chão.
A escolha da Vila dos Galpões na Marginal Pinheiros foi uma ótima sacada por oferecer algo mais interessante e melhor estruturado que o tedioso sambódromo. A cenografia valorizava muito as árvores e dava para todo o espaço um ar meio soturno, com luz bem baixa. Os galpões também carregavam uma cara industrial, bem de garagem, bem indie. O único problema que eu lembro era o galpão dos DJs, que ficou espremido em um canto isolado, difícil de achar e pouco integrado com a festa que rolava no resto.
Enfim, o problema de se montar um bom evento é que as expectativas vão lá para cima, e manter o padrão, ou até melhorá-lo no ano seguinte é uma tarefa árdua. Rezemos para Nossa Senhora da Música Boa para que não aconteça com o Terra o que aconteceu com o TIM, depois que eles se mudaram de vez para o Rio de Janeiro, e deram as costas de vez para o público paulistano. Quem esteve nos shows do Jockey, sabe o que eu estou falando.