Para quem curte um rock para acalmar os ânimos, vai curtir a dupla de Los Angeles, formada em 2008 pelos irmãos Ethan e Barbara Gruska, que produz um pop rock delicioso.
The Belle Brigade acabou de lançar o primeiro álbum homônimo, com 11 faixas falando sobre temas comuns como amor e solidão, mas que funcionam super bem. Não há uma música sequer com sintetizadores e há faixas com instrumentos clássicos, como violino e órgão. “Sweet Louise” e “Punchline” são lindas de morrer. O álbum foi gravado no estúdio Capitol e não vão demorar para estourarem, já que atualmente estão no selo Warner
A música sempre correu solta na veia da família, que tiveram/tem vários membros bateristas: o bisavô, os tios-bisavós, os irmãos dos avôs, o tio, que excursiou com Tina Turner, Air Suplly entre outros. John Willians, o avô, já foi indicado ao Oscar várias vezes por trilhas feitas para filmes de Spielberg, em alguns ele levou a estatueta.
A Barbara começou a tocar bateria aos 10 anos, mas hoje ela toca guitarra na banda nos shows ao vivo. Ethan ganhou sua primeira guitarra aos 8 anos, mas sempre foi o piano que o atraiu.
Os dois tocam todos os instrumentos no álbum, além de ter uma harmonia natural nos vocais, pois é fácil perceber nas vozes a familiaridade que rola nelas. É curioso, porque há momentos em que não dá para sacar de cara se é ela ou ele que está cantando.
Apesar da forte influência familiar, o som da banda é bem atual, jovem e fresh. Aperta o play:
Como já falei por aqui, eu ando colaborando com a Revista Noize, com minhas descobertas sonoras. Algumas podem não ser exatamente novas, mas para mim, vale a ouvida. Como dia 13 de julho é dia do rock, e a gente ama rock, resolvi compilar minhas indicações rockeiras do ano, quem sabe tenha algum aí no meio que você não ouviu? Algumas coisas que já falei no blog, acabei não repetindo a dose…
THE GREENCOATS
Se você gosta de My Bloody Valentine, tem grandes chances de se derreter pelos suecos The Greencoats, banda formada por 10 integrantes. As musicas do álbum de estréia, “A Blend of Silk & Satin”, são bem psicodélicas com uma mistura de britpop dos anos 90, rock inglês dos anos 60, com a guitarra sempre reinando absoluta entre uma canção e outra. É musica pra ouvir no verão, pra abrir os braços, girar, rir, sonhar. Eles bem que poderiam cair numa Invasão Sueca em São Paulo. Alguém indica?
THINK ABOUT LIFE
O nome da banda é sugestivo. Eles vêm de Montreal, no Canadá, onde já vimos muita gente ir para repensar a vida. Existem desde 2005, fizeram turnê com o Wolf Parade, Art Brut e Franz Ferdinand. Think About Life é uma banda de indie rock, com guitarras rasgadas, falsetes e gritos. O som tem uma variação constante. O 2º álbum (e último que lançaram), Family, de 2009, é uma musica boa atrás da outra. Ótima trilha sonora para reunir amigos, cerveja e festejar. Pensar na vida, só depois.
MAPUCHE
O músico Isaac Varzim, metade do Superpose, acaba de lançar seu projeto solo, o Mapuche. O projeto já surge com o álbum de estreia Sanctity, com músicas introspectivas, orgânicas, arranjos delicados, bases eletrônicas, violões, bandolins e até saxofone marcam algumas canções. O álbum nos deliciou e surpreendeu aqui em casa, que já está no repeat alguns dias. Vale ficar de olho, Varzim aparentemente tem muito a mostrar. O som é lindo de morrer.
DOLL AND THE KICKS
Fez um dos shows que mais me encantaram no SXSW. A vocalista Doll, assim como o nome, parece uma boneca. Linda, performática, com uma voz que já ganhou comparações com Siouxsie e foi considerada pelo Morrissey, a melhor cantora britânica da atualidade. Em 2008, a banda foi convidada pelo próprio cantor para abrir sua turnê. Para quem adora indie rock britânico, vai ter o álbum homônimo como um dos preferidos dos últimos tempo com certeza.
MODERN CAVEMAN
É outra banda sueca, vinda de Gotemburgo, que afirma que rock em primeiro lugar é para ser ouvido ao vivo. O Modern Caveman foi formado em 2005, lançaram apenas um álbum, Jonnhywise, cheio de canções de atitude. Ouvi-los nos faz querer estar num festival dançando na grama, celebrando com os amigos num clássico show de rock’n roll.
NATURAL CHILD
É uma banda de Nashville, que toca garage rock dos bons, com fortes influências de punk e country. Fazem música despretensiosa e com letras bem-humoradas e simples, como FRIEND’S AT HOME WITH HIS WIFE; NOBODY WANTS TO PARTY WITH ME. Música que dá vontade de ouvir em lugar pequeno, bebendo cerveja com os amigos e, claro, chacoalhando a cabeça. Lançaram apenas um EP, The Jungle, mas que já faz a gente se apaixonar por eles e querer mais.
THE CLEANERS
Conheci o The Cleaners em 2009 quando eu produzia o Festival de Música Casa de Criadores. Eles se inscreveram e chamaram minha atenção com um indie rock bem feito, com guitarras e solos que contagiam. Na época o som da banda me remeteu ao Snow Patrol. Foi uma escolha acertada, fizeram um show vigoroso e desde então eu acompanho a saga do quarteto paulista. Estão lançando agora o primeiro álbum, Behind the Truth. É banda pra ficar de olho e se der, conferir ao vivo.
O quarteto carioca Dorgas anda chamando bastante atenção de quem ouve. Dorgas produz um som etéreo, com produções pop e experimentais, ao qual você se rende completamente. Lançaram recentemente o single Loxhanxha, que tem uma pega jazzística, que vai te embalando mas sem chegar ao clímax. Música pra ouvir, relaxar acompanhado de um bom vinho. Eles soam bem diferente de tudo que tenho ouvido de produções brasileiras. Eu aposto neles como a banda de 2011.
THE DONKEYS
O álbum novo “Born with Stripes” é a nova trilha sonora aqui de casa, trazendo um clima de verão em meio ao avanço da chegada do inverno. Diferentemente dos conterrâneos de San Diego, The Donkeys produz um rock com uma pegada anos 60, com influências folk e blues, mas não deixando de lado o ar “surfista” californiano. O som do quarteto lembra Pavement, especialmente “I Like The Way You Walk” e “Ceiling Tan”, do novo álbum. A NME também escreveu que o álbum está no repeat por lá.
RINGO DEATHSTARR
Para quem não resiste a um bom shoegaze no volume máximo, não pode deixar de ouvir Ringo Deathstarr. Muitas distorções sonoras, ruídos, vocais sujos, nos remetem a My Bloody Valentine e Jesus & Mary Chain. A banda formada por Elliot Frazier, Alex Gehring, Daniel Coborn e Renan McFerland, surgiu em 2007 em Austin e, recentemente, lançou o primoroso álbum Color Trip, que tem tudo para entrar na lista dos melhores álbuns do ano. So High e Imagine Hearts são músicas que grudam como chiclete.
Ao invés de resgatar os clássicos, acabei escolhendo o Gorillaz, porque a música “On Melancholy Hill” é fofa e o clipe é foda. Tem até participação do famoso polvo, que brilhou na Copa do Mundo. Hehehehe….
A animação foi feita pelo Passion Pictures e o resultado é fantástico. Feliz dia do Rock pra vocês!
Clique na imagem para assistir o vídeo:
Para quem está em Belo Horizonte, a boa pedida de hoje é o Comemore o Rock, da Converse. Se programa para passar na Praça da Savassi, às 18h30, que surpresas vão rolar por lá.
Como uma rockeira de coração, não tem como deixar passar essa data em branco, então escolhi dois ícones para minha homenagem: Mick Jagger e Andy Warhol. E claro, hoje aqui em casa tá rolando só rock’n roll, incluíndo Velvet Underground que eu não ouvia há séculos ao delicioso indie-rock do Louis XIV.
Sou várias e às vezes todas estão no mesmo lugar. Aqui escrevo sobre meus projetos noturnos, diurnos, andanças, leituras, música, tecnologia e claro, muito papo furado.