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Música da semana – Kasper Bjørke

segunda-feira, março 8th, 2010

Eu não sou de pesquisar música, e todas as minhas descobertas são pérolas que caem no meu colo em pequenos acidentes culturais divinos. Foi num desses que conheci o Chew Lips, e em outro quase concomitante descobri o dinamarquês Kasper Bjørke.

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Ele começou como DJ, mas em 2007  lançou seu primeiro álbum ‘In Gumbo’, que eu sinceramente nunca ouvi, mas ouvi as descrições mais abstratas para o som do cara: disco sereno, synth disco imersivo, jornada melódica entre paisagens sonoras cinematográficas, e por aí vai.

Agora ele lança seu segundo álbum, ‘Standing on top of Utopia‘, e dele já sairam dois videos magníficos, de singles deliciosos. O primeiro é ‘Young Again’, e o segundo e meu favorito “Efficient Machine’. Essa última música já está no meu repeat até gastar o arquivo mp3. Os vocais são de Thomas Hoffding, do WhoMadeWho, que eu já ouvi até sangrar os ouvidos.

Como eu bem li em um blog, é um som para ‘deixar derreter lentamente na boca, e saborear uma mistura aveludada de elementos post-punk, disco, pop e house.’ Não poderia explicar melhor.

14 artistas que você deveria conhecer

sexta-feira, abril 10th, 2009

Adoro listas e adoro dicas de bandas novas. Esta semana vi um post no Cool Hunter com as 14 artistas que você deveria conhecer. Tem um monte de coisa legal no meio e umas eu nunca tinha ouvido falar. Caso tenha ficado por aí no feriado, está sem ter o que fazer e quer mesmo é saber das novidades, confira a lista, ouça e depois conte para nós.

As bandas são:

Iran – que tem o vocalista e guitarrista Kyp Malone do TV on the Radio, ou seja, tem que ouvir!!! Só tem 2 músicas disponíveis, mas é banda para ficar de olho, pois promete.

Emil & Friends – ninguém sabe muito a respeito e houve até boatos de que era banda do Emile Hirsch. Tem uma pegada meio MGMT com Animal Collective. O som é delicioso.

Fenech-Soler – 3 ingleses e 1 francês, mas o que predominou? Uma boa pegada do electro francês. Dançante, mas nada genial, porém com chances de dominar a pista. É só algum nome bombado remixar. Vamos esperar.

Bag Raiders – já passaram por aqui duas vezes. Impossível não dançar ao som deles. Faz parte da trupe australiana que está dominando as pistas de dança do mundo.

Jonathan Boulet – também australiano, mas com uma pegada bem diferente do que a Austrália tem trazido aos nossos ouvidos. Apenas vinte aninhos e de repente poderia até armar um show com a Mallu (Magalhães), que eu acho que daria um “samba”.

Los Valentinos – esses não são nenhuma novidade e também da turma australiana (não é mesmo que eles estão dominando o mundo??). São bons de verdade, mas ainda não me pegaram. Preciso ouvir mais, pois agrada bem aos ouvidos. Boa batida

Shazam – de um selo australiano que eu adoro: o Bang Gang 12 Inches, que tem um monte de gente bacana (incluindo os citados acima Bag Raiders e Los Valentinos). Ouve!! O clima é bem festa e não há como ficar parado. Adoro! (o player do Bang Gang só tem Shazam, ouve lá)

Snob Scrilla – totalmente diferente dos anteriores, pois sai do electro e vai para o hip-hop. Quem vai gostar é meu namorado.

The Elephants – dinamarqueses com um som pop e que eles dizem. Som pop bom para relaxar, tomar uma champagne e ler Vogue.

The Hundred in the Hands – dupla do Brooklyn com pegada bem electro-indie. Só tem uma música, queria ouvir mais, pois não consegui opinar muito.

The Sound of Arrows – conterrâneos do namorado. A dupla é de Estocolmo e pelo jeito já tem um hit na manga: M.A.G.I.C., que é ótima para aquecer a pista. A música tem um remix no myspace deles, mas curti mais a original.

The Temper Trap – também australianos. Estão com uma turnê européia com a agenda lotada, o que mostra que eles estão bombando lá fora. O Cool Hunter achou uma boa definição para a música deles: make music that will break your heart and shake your soul.

Wale – hip-hop e já é da lista dos bombadões. Teve remix até do Lil Wayne.

Wiley – o rapper é inglês e é considerado um dos fundadores do estilo “grime“. Quem gosta do estilo já tem ele no ipod faz tempo.

O canibalismo está entre nós. De novo? Ainda?

terça-feira, fevereiro 17th, 2009

A notícia mais chocante da semana passada pra mim, e que demorou uns dias pra eu conseguir digerir (ops!!!) foi que 5 índios da tribo Fulina, do Amazonas, na divisa com o Acre (sim, o Acre existe), mataram um rapaz de 21 anos, deficiente mental, não índio, e, pelas características do resto do corpo encontrado, é possível que tenha havido canibalismo. Sim, os 5 índios, dentre eles uma mulher, provavelmente mataram o rapaz, esquartejaram o corpo e ainda comeram pedaços do jovem.

Pelo que eu li, o povo da Funai e todo mundo que cuida dos índios nega veementemente que tenha havido canibalismo. Vi o chefe da tribo na tv esses dias dizendo que as partes “comidas”do corpo foram devoradas por cachorros do mato, depois que os índios mataram, esquartejaram e estriparam o corpo.

Ah, e claro que apesar de todas as negativas, os índios estão sumidos, dizem que escondidos pela floresta.

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Não tô aqui julgando ninguém, quero com esse post apenas mostrar que certas coisas acontecem ainda no nosso século XXI bem debaixo dos nosso narizes sem que muitas vezes a gente fique sabendo.

Dando uma pesquisada bem rápida pela net encontrei textos que dizem que o canibalismo era uma forma até que usual na Europa até o século XVIII, onde em fórmulas de remédios era comum achar carne e sangue humano. Até o Iluminismo, acreditava-se que o corpo humano tinha um “período de validade”. Assim, pessoas mortas de forma não-natural tinham ainda um “resto” que poderia ser usado, daí os cadáveres de execuções eram muito disputados por médicos e farmacêuticos. Numa receita de um farmacêutico alemão do séc. XVII Johann Schröder, ele misturava pedaços de carne de um cadáver (morto em execução violenta porém sem sinal nenhum de doença) em rodelas misturados a mirra e aloe: seria um ótimo remédio para o estômago. Já na Dinamarca na mesma época, acreditava-se que beber sangue humano curava a epilepsia e que a gordura humana era boa para reumatismo e artrite.

Isso tudo sem falar em religião em geral, onde alguns protestantes bem antigos usavam o sangue humano como eucaristia e alguns monges faziam uma marmelada cozida a base de sangue humano.

Isso tudo só falando em Europa, sem citar povos indígenas como os Aztecas que arrancavam e comiam o coração de seus prisioneiros. Tomara, por favor, que essa moda não volte!

Social Souvenir

sexta-feira, novembro 14th, 2008

Ainda falando sobre arte, o artista dinamarques Sebastian Campion criou uma instalação baseada no conceito de “souvenirs” e redes sociais. Foram produzidas 300 camisetas com frases de 15 artistas renomados que estão no acervo da galeria como Yoko Ono, Erik Satie, Marcel Duchamp e Per Højholt.

As camisetas estão à venda e para comprar, o comprador precisa dar duas informações básicas: nome e endereço. Após o pagamento e registro da venda, a camiseta automaticamente já aparece mapeada no Google Maps. Conforme as camisetas vão sendo vendidas e esvaziando a exposição, elas vão reaparecendo na web. Ou seja, a exposição sai do físico e vai para o digital.

O valor arrecadado vai para os fundos do museu. A exposição está no Museet for Samtidskunst na Dinamarca.

Esqueceu de levar o ipod? Aluga no hotel.

sábado, junho 7th, 2008

Todo mundo que é louco por design e moda sabe que Copenhague é a bola da vez (sabe, não sabe?). O que é muito curioso quando lembramos que lá também é a cidade que abriga a lendária comunidade hippie Christiania, com quase 1000 pessoas vivendo no esquema da auto-suficiência, bem aos moldes dos anos 70. Mas isso merece um post a parte. Qualquer hora vamos falar mais de Christiania…Agora voltemos ao design. Essa semana, durante uma reunião, me lembrei (ou fui lembrada) do Hotel Fox (www.hotelfox.dk). Para os que não conhecem, qualquer semelhança com o carro da VW não é mera coincidencia. Ao invés de uma tradicional campanha publicitária para divulgar seu produto, a marca escolheu chamar artistas,   designers e afins para reformar um hotel, onde cada quarto é de um jeito. Eu aconselho o quarto 309 ou o 509, mas aí é tudo uma questão de gosto. Você pode preferir um quarto que parece um banheiro cheio de azulejos, com o “discreto” toque de uma cabeça de touro dourada pendurada na parede. Repito:

é tudo uma questão de gosto. E pra acompanhar o espirito trendy da coisa, no lugar do tradicional restaurante de hotel, o Fox tem um exótico Tiki-Bar. Esqueceu o ipod em casa? Liga pro concierge. Durante sua estada, não esqueça de visitar o Danish Design Center: 27 Hans Christian Andersens Boulevard.