O novo das Au Revoir Simone
segunda-feira, junho 29th, 2009Caiu na rede o novo do trio Au Revoir Simone:
Still Night, Still Light é o nome deste terceiro disco.
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[reloaded, renewed and still the same good thing]
Caiu na rede o novo do trio Au Revoir Simone:
Still Night, Still Light é o nome deste terceiro disco.
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Fui conhecer o Sonique, bar que abriu esta semana na Rua Bela Cintra. Ao entrar, fui imediatamente transportado para um disco do Massive Attack. Ou seria Moloko? Bem, se estivesse tocando Portishead, também me sentiria em casa. Adorei o clima fim dos anos 90/sofisticado do lugar, com som num volume que te deixa conversar com os amigos, pouca iluminação e teto de neon branco que pisca. Sim, grata surpresa, a região da Paulista estava carente de bons bares com proposta happy hour/chill in descolada.
Espaçoso, dificilmente você vai ficar espremido entre os freqüentadores, o ar condicionado efetivamente funciona e a rede wifi é aberta, sem senhas; a parte com as mesinhas de neons e espelhos é linda, de tal forma que, se você está sentado num sofá, não fica nem muito perto nem muito longe dos outros sofás – o que pode favorecer a interação com desconhecidos, eventualmente. E o banheiro todo branco com as torneiras vermelhas? Menos é mais. Para completar, o sistema de cartões individuais de consumo é prático e o atendimento, ágil.
Se quem gosta de drinks está bem servido (o amarguinho do Apple Martini é uma delícia; R$ 14), o Sonique poderia ter mais opções de boas cervejas e comidas. Numa cidade em que o supermercado da esquina vende pelo menos dez rótulos de cervejas, incluindo importadas a preços acessíveis, é chato ficar limitado às (poucas) marcas tradicionais que a casa oferece. E por quê o cardápio só te deixa escolher meia porção do mix de nuts (R$ 14 a inteira; R$ 8 a meia) e não dos outros petiscos? Pedi bolinhos de arroz recheados com funghi (R$ 20 a porção, bem cara), que vieram servidos mornos e tinham gosto insosso.
A casa tem potencial para se tornar um ótimo ponto de encontro, tanto pela localização na região que mais ferve na cidade quanto pelo conforto. Sabe o que eu senti, também? Que o Sonique poderia estar em qualquer grande capital do mundo: é um espaço hiperconectado, no bom sentido.

Já tinha postado aqui uma lista ntes dos meus discos do ano que se vai. No meu top 10 lá só tinham 9 discos. Depois de publicar e passar uns dias, fiquei pensando em outros discos fundamentais do ano e resolvi fazer esse adendo. Coisas boas demais e dicas ótimas, não poderia deixar passar. Então aqui vai o segundo round. E prometo que último.
*”Third”, Portishead, a volta triunfal da banda linda e melancólica que todo mundo sentiu tanta falta já há mais de 10 anos. Porrada na cara. Parece que os caras não ficaram parados um dia sequer e chegaram chegando, ou voltaram voltando!

Third
*”In Ghost Colours”, Cut Copy, a banda bacana, ao lado do Hot Chip, de molecada que sabe o que tá fazendo e faz muito bem. Esqueça MGMT, ouça esses caras.

In Ghost Colours
*”Fleet Foxes”, Fleet Foxes, confesso que foi uma das boas surpresas do ano. Eu demorei pra ouvir por causa de um hypezinho besta e quando ouvi caí de quatro. Discaço.

Fleet Foxes
*”Stainless Style”, Neon Neon, banda bacanuda de um rocker do Super Furry Animals com um dj e produtor, mistura perfeita, do jeito que a gente tanto gosta.

Stainless Style
*”Dig!!! Lazarus, Dig!!!”, Nick Cave And The Bad Seeds, como o Primal Scream dito lá na lista anterior, Nick Cave é daqueles caras que pra mim fazem sempre o melhor do que pode ser feito. Todo disco dele(s) é um primor e esse mais recente não deixa nada a desejar.

Dig!!! Lazarus, Dig!!!
*”Accelerate”, R.E.M., pra mim foi o show do ano, um dos melhores da minha vida e esse discaço barulhento e guitarreiro é lindo demais. Rock and roll all night.

Accelerate
*”London Zoo”, The Bug, pra mim foi a grande surpresa do ano. Discão de dub e sei lá mais o quê. Eletrônico, moderno, estranho e viciante.

London Zoo
Depois do post do João, fomos todos convocados a relacionar aqui os 10 discos mais ouvidos em 2008. Eu, de novo, tremi na base, porque todo mundo sabe que música não é meu forte, e eu sempre acho que vou falar bobagem. Por isso, me reservo o direito de apenas listar os álbuns que eu MAIS OUVI, e que não necessariamente foram lançados em 2008, ok?
1. Cut Copy – In Ghost Colors
2. MGMT – Oracular Spectacular
3. The National – Boxer
4. Primal Scream – Beautiful Future
5. m83 – Saturdays=Youth
6. Calvin Harris – I Created Disco
7. The Ting Tings – We Started Nothing
8. Hot Chip – Made In The Dark
9. Radiohead – In Rainbows
10. Guillemots – Red
Historinha: em 1968, John Lennon morava com a Yoko em Londres, num apartamento que era do Ringo. Daí, um belo dia, um músico (que a gente não sabe quem é) foi até lá fazer uma visitinha, um chazinho e viu uma pilha com vários White Album, o mais influente e mais famoso, talvez e mais vendido e premiado disco dos Beatles. Ele pediu um pra ele e John disse: pode pegar, só não pegue o número 0000001. O cara acatou e pegou o 0000005. Daí esse disco foi vendido pra um monte de gente até que hoje ele está a venda no e-bay.
Considerando que os 4 primeiros devem ter ficado nas mãos de cada um da banda, esse é talvez o vinil mais cobiçado e desejado e raro do mundo: a Record Collector Magazine recentemente colocou essa cópia como o álbum mais raro de todos os tempos.
Ah, o tal do White Album, como é conhecido, na verdade tem o nome da banda, The Beatles e agora dia 22 de novembro é o aniversário de 40 anos de seu lançamento.

Algum lance, alguém?