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Capas animadas de discos

sexta-feira, maio 14th, 2010

Esse tumblr, com capas animadas, foi o grande achado dessa sexta-feira. Caso ainda não viu, cola lá e adiciona nos favoritos, porque é uma capa melhor que a outra e com atualizações frequentes.

bowie

via @olapersson

Sobre o Sonique

quinta-feira, fevereiro 12th, 2009

Fui conhecer o Sonique, bar que abriu esta semana na Rua Bela Cintra. Ao entrar, fui imediatamente transportado para um disco do Massive Attack. Ou seria Moloko? Bem, se estivesse tocando Portishead, também me sentiria em casa. Adorei o clima fim dos anos 90/sofisticado do lugar, com som num volume que te deixa conversar com os amigos, pouca iluminação e teto de neon branco que pisca. Sim, grata surpresa, a região da Paulista estava carente de bons bares com proposta happy hour/chill in descolada.

Espaçoso, dificilmente você vai ficar espremido entre os freqüentadores, o ar condicionado efetivamente funciona e a rede wifi é aberta, sem senhas; a parte com as mesinhas de neons e espelhos é linda, de tal forma que, se você está sentado num sofá, não fica nem muito perto nem muito longe dos outros sofás – o que pode favorecer a interação com desconhecidos, eventualmente. E o banheiro todo branco com as torneiras vermelhas? Menos é mais. Para completar, o sistema de cartões individuais de consumo é prático e o atendimento, ágil.

Se quem gosta de drinks está bem servido (o amarguinho do Apple Martini é uma delícia; R$ 14), o Sonique poderia ter mais opções de boas cervejas e comidas. Numa cidade em que o supermercado da esquina vende pelo menos dez rótulos de cervejas, incluindo importadas a preços acessíveis, é chato ficar limitado às (poucas) marcas tradicionais que a casa oferece. E por quê o cardápio só te deixa escolher meia porção do mix de nuts (R$ 14 a inteira; R$ 8 a meia) e não dos outros petiscos? Pedi bolinhos de arroz recheados com funghi (R$ 20 a porção, bem cara), que vieram servidos mornos e tinham gosto insosso.

A casa tem potencial para se tornar um ótimo ponto de encontro, tanto pela localização na região que mais ferve na cidade quanto pelo conforto. Sabe o que eu senti, também? Que o Sonique poderia estar em qualquer grande capital do mundo: é um espaço hiperconectado, no bom sentido. 

Mesas do Sonique Bar

 

Os meus DISCOS de 2008.

sexta-feira, dezembro 12th, 2008

Eu super fiquei na dúvida na  hora de escolher os meus álbuns preferidos do ano. As conclusões que cheguei não foram as mais favoráveis, meio desanimadoras até. Pouca coisa genial ma pegou de jeito. Mas os que me pegaram,não me largaram o ano todo.

Pensando no melhor do ano, “Dear Science” do Tv On The Radio, seria a escolha lógica, já que a banda é impecável e o disco é um primor, uma grande surpresa mesmo pra quem já esperava algo genial vindo deles.

Tv On The Radio

Tv On The Radio

Mas quando eu pensei direito no disco que mais ouvi esse ano e que mais me dava vontade de ouvir no meu i-pod, principalmente andando a pé pela rua indo de casa pro trabalho, no meio do caos da avenida paulista, não tive dúvidas. Pra mim o disco do ano é “Feed The Animals”, do Girl Talk.

O cara nesse disco faz tudo de melhor que deveria ser feito hoje em dia. A cultura do mash up, da tecnologia, da rapidez dos nossos tempos nunca foi tão bem traduzida em música. Só posso dizer pra todo mundo ouvir e logo.

Meus outros preferidos do ano, além desses dois foram, sem ordem nenhuma de preferência:

(mais…)

Meu 2008, na música, foi assim:

quinta-feira, dezembro 11th, 2008
capa do disco do Crystal Castles

Capa do disco do Crystal Castles, o melhor do ano

Não resisto a fazer, todo fim de ano, minha lista de melhores discos. Pois:

1 – Crystal Castles, Crystal Castles: a dupla de 8-bit/electro nervosa ganhou a primeira posição pela atitude. Irônicos, criativos e debochados, mandam barulhinhos de videogame tosco numa época saturada de eletrorock e superproduções. Estão olhando pro chão na capa e nas fotos de divulgação, abrem o disco citando Death From Above 1979, falam de cocaína em espanhol e terminam com uma faixa que poderia ter sido composta pela Enya. Em uma palavra? GÊNIOS.

2 – Fennesz, Black Sea: guitarra + laptop. Um dos meus artistas preferidos, Christian Fennesz é um instrumentista que divide sue tempo entre Viena e Paris e faz música cheia de texturas, sem vocal nem acolhimento ao ouvinte. Beleza, estranha beleza.

3 – The Kills, Midnight Boom:  entrada triunfal do The Kills na pista de dança. Como se eles deixassem de tocar num inferninho abafado, aqueles com luzes vermelhas, e passassem a se apresentar num clube maior, onde o ar-condicionado funciona e a vodka é de (muito) melhor qualidade.

4 – Benoît Pioulard, Temper: gosto e cheiro de areia molhada depois da chuva no segundo álbum desse artista do Oregon. Ele é do tipo que se produz sozinho, sabe?, gravando em casa e fazendo as fotos dos discos. Não basta ser músico, tem que fazer também belas imagens.

5 – Ladytron, Velocifero: menos açúcar, menos deslumbre anos 80 pra pista de dança, mais animosidade. Tem gente que torce o nariz, mas o quarto disco do Ladytron é… sofisticado. Os sintetizadores estão mais pesados, e o clima dark ronda o electro do grupo – dessa vez, com algumas letras em búlgaro.

6 – Grouper, Draggin a Dead Deer Up a Hill: “dark ambient” foi o melhor rótulo que li nas descrições por aí. Imagine um som escuro, sombrio, com dedilhados de violão abafando o vocal redentor de Elizabeth Harris. Parece que o disco foi gravado dentro de um poço de água fundo, muito fundo: aumente bem o volume dos fones, caso contrário você não vai conseguir distinguir os intrumentos.

7 – Moscow Olympics, Cut The World: o Moscow Olympics vem das Filipinas (!!!) e mistura  vocais e linhas melódicas anos 80 (tipo New Order) com um verniz shoegaze por cima. Entendeu? Cut The World: é o ep de estréia do grupo. Músicas bonitas, que inspiram confiança. Não é pouco.

8 – Mogwai, The Hawk is Howling: e não é que os mestres do post-rock deram uma desacelerada? A banda escocesa fez um disco calmo, quase cem por cento introspectivo (a exceção é a heavy metal “Batcat”), em dez faixas sem vocal algum. Só climinha.

9 – Hearts by Darts, Hearts by Darts: essa foi a descoberta do ano, aquela banda que você ouve meio do nada, e então ouve de novo e plim! Só a voz feminina e o cover da “Candy Says”, do Velvet Underground, já valem. Hearts by Darts é um belo disco de rock. Não, de pop. Não, de pop rock, com aquele espírito artesanal de compor as faixas, lo-fi de cantinho.

10 – Primal Scream, Beautiful Future: jamais esperaria um disco cheio de vida e esperança do Bobbie Gillespie. Ele não só fez, como fez maravilhosamente bem. O Primal Scream é a banda que melhor traduz o zeitgeist, saca?  Se todos fazem eletrorock, eles vão lá e fazem o melhor eletrorock da praça, tipo “aprendam como faz”. Beautiful Future é uma delícia.

Melhores do ano para a Rough Trade Records e para a revista Mojo

segunda-feira, dezembro 1st, 2008

E começaram as listas de melhores discos do ano. A primeira importante a sair foi a da Rough Trade Records, loja e selo referência para o indie rock, que recém divulgou sua seleção de cinqüenta. Os três primeiros lugares parecem óbvios e preguiçosos (Bon Iver, Fleet Foxes e Vampire Weekend), mas o Metronomy em quinto foi acertado – disco original e divertidíssimo. Também gostei de ver o TV On The Radio em décimo-primeiro e o som 8-bit do Crystal Casltes em décimo-quinto, e achei mais justo ainda colocar o Third, do Portishead, láááá atrás, em quadragésimo-primeiro: um disco apenas bom, cujo hype é maior que o conteúdo, e que recebe uma posição apenas boa. A grande surpresa foi o Street Horrrsing, do Fuck Buttons, em vigésimo-quinto, disco difícil e bem experimental, colocado muito à frente de Foals, Breeders e Of Montreal. (A propósito, se você está indo para Londres ou está por lá, não deixe de dar uma passada na loja de Notting Hill: espaço pequeno e charmoso, atrolhado de discos, para amantes de música.)

Quem também publicou a lista dos mais mais foi a revista Mojo, com o Fleet Foxes na liderança e Bon Iver em quarto. Pelo que parece, só eu achei Fleet Foxes muito chato e Bon Iver morno… O shoegaze ensolarado do Glasvegas está em sétimo e o Beck em décimo-nono, dois artistas que pra mim lançaram discos irrepreensíveis em 2008. E Fuck Buttons também aparece aqui, vejam só, em posição próxima à do MGMT, como na lista da Rough Trade (alguém duvida que o duo vai estar em todas as listas?). Estranhei eles não terem dado o Primal Scream, se até o Metallica (!!!) está na lista.

Aguardo ansioso para ver se vão figurar e em qual posição discos do Mogwai, Primal Scream e Ladytron. E Benoît Pioulard, queridinho de quem adora dizer que descobriu sons novos? A seguir, cenas dos próximos capítulos.