Demorou, mas saiu, finalmente está no ar o documentário We.Music, produzido e dirigido pela Galeria Experiência. A realização e concepção do projeto We.Music foi desenvolvido pela Pix, Remix Social Ideas e o MIS. Participaram os artistas Chernobyl, Xis, Killer on the Dancefloor, Thiago Pethit, Database, Pristine Blusters, Firefriend e Holger.
Sentem, assistam, comentem e compartilhem com os amigos:
O projeto We Music nasceu naqueles cafés que postergamos. Há tempos eu & Bia Granja & Ana Laura namorávamos a possibilidade de engatar um projeto em conjunto. Depois do último youPix (2009), o MIS abriu as portas do museu para a Bia apresentar projetos que envolvessem música.
Conversamos, pensamos em possibilidades, depois abandonamos tudo e retomamos a conversa para em uma semana ter a ideia, desenha-la e apresentar ao MIS. Assim nascia o We Music, que discute os novos caminhos de criação, produção e distribuição de música através de um mashup de artistas que criarão faixas colaborativas e um mini-documentário sobre o tema. Hoje não há como se pensar e fazer música sem levar em conta a tecnologia e a colaboração.
No projeto we.music, os 3 grandes pontos de contato passam pelo PENSAR, FAZER e CONSUMIR música.
Criamos 5 duplas que produzirão em conjunto uma faixa inédita, misturando estilos bem distintos:
As músicas e samples serão disponibilizadas em nosso site no dia 10 de junho, quando faremos o lançamento do EP, no youPix. O objetivo é que a partir dessas criações, novas sejam criadas trazendo outras sonoridades e remixes.
Todo o processo de se fazer música colaborativa e repensar os rumos desse mercado será registrado em um mini-documentário criado e realizado pelo coletivo Galeria Experiência.
Além de registrar o trabalho dos artistas, o documentário também fará uma conexão entre música e a cidade de São Paulo, transformando-a em uma das protagonistas. Para dar um tom colaborativo ao documentário, uma única pergunta será feita pra várias pessoas em diferentes meios: ao vivo reuniremos as principais cabeças pensantes da música no país; via Chat Roulette vamos ouvir a opinião do mundo; e no Twitter, a galera também vai poder dizer o que pensa sobre o assunto. A pergunta é: QUAL É O FUTURO DA MÚSICA?
Convidamos a Daniela Hasse para cuidar de toda a identidade visual do projeto, que já pode ser conferida no site & twitter do projeto.
Qualquer colaboração é bem-vinda, inclusive na divulgação do projeto.
Só que convive com a dupla Database, formada pelo Yuri Chix & Lucio Morais, pode ter uma leve ideia de quanto um documentário feito com eles pode beirar a insanidade.
Em agosto de 2009 o Database fez uma turnê americana em conjunto com o French Horn Rebellion. A viagem resultou num ótimo documentário, que estréia ainda esse mês na programação da MTV.
Hoje rola a partir das 23h a premiere do documentário no Bar Secreto e também a comemoração do aniversário do Yuri Chix. No line-up tem eu (Lalai), Database, LL Cool DJs e Roots Rock Revolution. Quem se animar em ir, a lista é de R$ 50 de consumação. Email para djluciomorais@gmail.com.
Assista ao trailer, se anima, capricha na produção e apareça hoje a noite para comemorar com a gente:
Grant Hamilton a é um cirurgião plástico formado pela escola de medicina da Universidade de Illinois que tem uma bela coleção de fotografias Polaroid. Entre as imagens captadas, abstrações em cores instigantes e formas curiosas.
Além das exposições do seu belo trabalho visual [e eu não estou falando das plásticas faciais que ele faz] por aí, o cara resolveu fazer um domcumentário sobre o fim da sua paixão fotográfica: Time Zero – the last year of Polaroid film.
Isso foi tudo o que eu consegui apurar até então e já foi o suficiente para me deixar instigado e emocionado.
O site oficial dos Beatles vai disponibilizar documentários sobre os discos da banda apresentados pelo George Martin. O primeiro é sobre REVOLVER e já está disponível. Corre e assista, pois vale a pena.
Gostei muito desse curta feito pela Honda, em que a marca pergunta para as pessoas como elas imaginam o mundo em 2088. De acordo com a Honda, a marca foi criada por um sonhador e que o futuro é construído com o poder dos sonhos, por isso ela quer ouvir o que as pessoas esperam desse futuro. Vale a pena assistir:
Ontem fui assistir “Valsa Com Bashir” sem saber muito sobre o filme. Sabia apenas dos prêmios que vinha colecionando mundo afora, dos festivais onde tinha sido exibido e coisas do tipo. Ah, e que era uma animação, um documentário e que falava sobre guerra.
Bom, adoro esse tipo de situação, de ir assistir um filme sem muita referência a respeito. Daí o filme, nesse caso, é bom demais, e eu saí do cinema totalmente abalado. Num primeiro momento nem tinha certeza se tinha gostado do filme, porque seu final é uma paulada na moleira e tenho certeza que apesar do filme todo, ninguém espera pelo que vai acontecer. E o filme é bom demais e pronto!
A premissa de um documentário feito em animação me deixou animado, e acaba funcionando bastante. Ele conta a história de um diretor de cinema israelense que foi soldado do exército quando jovem e que depois de quase 30 anos não lembra dessa época de sua vida e tenta através de conversas com amigos e mais gente envolvida no conflito que suas memórias voltem de alguma forma. Ele entrevista seus amigos que na sua única memória estavam presentes ao seu lado, entrevista jornalista que cobria a guerra, entrevista oficiais do exército. Tudo isso pra falar de uma vergonha dessa guerra, um massacre onde provavelmente foram mortos mais de 3000 palestinos , sendo que deles, nenhum soldado, apenas mulheres, crianças e velhos.
Um pouco da história real: o Ministro da Defesa israelense na época, Ariel Sharon, criou um plano para ocupar o Líbano até Beirute e nomear seu aliado Cristão, Bashir Gemayel, para a posição de Presidente do Líbano. Sim, esse é o Bashir do título, e esse cara, eleito presidente, vira ídolo do povo mas logo é morto num atentado. Por isso os Falangistas Libaneses invadem esse campo de refugiados palestinos e por 2 dias, matam essas 3000 pessoas por vingança.
Bom, a tal da Valsa com Bashir é uma das muitas cenas lindas do filme, que com certeza só poderiam ser realizadas em animação mesmo, já que recriar um conflito desses fora de uma produção milionária seria totalmente inviável: uns soldados israelenses caem numa emboscada e ficam recebendo tiros e mais tiros dos palestinos, até que um deles começa um contra ataque, que segundo o diretor lembra, parecia que ele dançava uma valsa lenta e doida ao mesmo tempo.
Todo o filme, na verdade, gira em torno da culpa desses ex-soldados que não se lembram exatamente onde estavam, o que fizeram, como aconteceu de verdade. Culpa por não terem certeza se eles poderiam ter evitado de alguma forma o tal do massacre, culpa por não se lembrarem se eles poderiam ter percebido mais cedo o que os Falangistas estavam realmente fazendo naquele campo. E o mais doido de tudo, culpa por ter a sensação errada de que esses soldados naquele momento, poderiam ter vivido uma experiência quase nazista, e no caso do soldado/diretor, isso se aflora mais ainda porque seus pais estiveram em campos de concentração na Segunda Guerra Mundial. É incômodo até ver e ouvir esses caras, mesmo que cartunizados, tentando se justificar, tentando dizer que a culpa não era deles, que quem matava eram os Falangistas, que eles não sabiam o que estava acontecendo. Isso pra mim foi o mais impressionante do filme, a culpa, essa implacável, como ela exerce o poder que exerce e faz com que as pessoas “esqueçam” o que interessa, ou o que na verdade não interessa lembrar. E num caso desses, quando se dispõem a lembrar, sofrem de novo e de forma mais aguda.
O João hoje postou no twitter um link para o vídeo PARISien, que alguém me mostrou há um tempo atrás e eu me derreti. Hoje foi bom revê-lo. Caiu como uma luva para o momento, já que eu estava bem estressada. Ver Paris de uma forma tão poética acaba com qualquer mal humor. Paris me delicia e me encanta sempre. Vê-la percorrida pelo Soy Panday em cima de um skate com uma trilha perfeita é daqueles presentes únicos:
Sou várias e às vezes todas estão no mesmo lugar. Aqui escrevo sobre meus projetos noturnos, diurnos, andanças, leituras, música, tecnologia e claro, muito papo furado.