Entrevista com Chromeo na íntegra
quarta-feira, setembro 15th, 2010Terminamos de editar a entrevista feita com o Chromeo, na passagem que fizeram por São Paulo para o lançamento do Ford New Fiesta. Confere aí:
[reloaded, renewed and still the same good thing]
Terminamos de editar a entrevista feita com o Chromeo, na passagem que fizeram por São Paulo para o lançamento do Ford New Fiesta. Confere aí:

Faz exatamente 100 anos que foi criado o “Dia Internacional das Mulheres”. Coincidentemente li uma das entrevistas mais incríveis dos últimos tempos na última Another Magazine, feita com a atriz alemã Luise Rainer, que completou 100 anos no último dia 12 de Janeiro.
A atriz ganhou 2 Oscars e a única que ganhou o prêmio nos anos 30 e ainda está viva. Ela começou sua carreira aos 16 anos no teatro com ninguém menos que Max Reinhardt. Aos 25 anos ela foi descoberta pela MGM e se mudou para os Estados Unidos. Fez filmes até os anos 50 e depois só voltaria à tela para aparições nos anos 80 em séries de TV. Retornou ao cinema em “The Glamber“, de Dostoyevsky, em 1997.
A entrevista foi feita pelo crítico Hans Ulrich Obrist, me emocionou e fez eu colocá-la no topo da lista das pessoas que se eu pudesse convidar para um café, seria ela. Como bem definiu o Hans, a entrevista foi um testemunho de um século e não sobre nostalgia, em que ele resume que “o futuro é sempre feito de fragmentos tirados do passado”.
Luise é uma mulher divertidíssima, perpicaz e com uma memória fantástica. A entrevista se tornou uma conversa deliciosa, em que Luise também faz várias perguntas ao Hans. Obviamente para quem viveu por tanto tempo, ela tem histórias fantásticas e a maioria envolvendo grandes nomes do teatro e cinema.
Eu sou muito fã de Brecht e não sabia, mas foi ela quem o ajudou a ir para a América, que em agradecimento ofereceu escrever uma peça para ela. Como ele estava duro na época e ela estava prestes a viajar, ela pediu para o seu agente paga-lo para escrever a peça. Ela acabou tendo vários problemas nesse meio tempo. Pegou malária na África, depois foi para a Itália e quando retornou à NY, seu agente a procurou desesperado, pois pagava Brecht semanalmente pela peça, porém havia passado bastante tempo e ele não entregou uma página sequer. Ela foi atrás do Brecht para cobrar a peça e ele enviou 2 páginas apenas. Depois de uma bela canseira, de ter reclamado que o que ele enviou não era nada, acabou desistindo e disse para ele fazer o que quisesse com a peça, que virou “O círculo do giz caucasiano”, que ele levou 2 anos para concluir.
Luise também trabalhou com Pirandello, mas a melhor história é com Fellini, que a convidou para atuar em La Dolce Vita, porém ela não quis pela forma como ele trabalhava, filmando esporadicamente. Ele não aceitou a resposta e a bombardeou com telegramas e depois a levou para Roma para conversar mais a respeito. Ela acabou aceitando com a condição de que ela escreveria sua cena e ele topou, que seria sobre o relacionamento de Marcello com uma velha escritora que vivia em uma torre. No final a cena foi feita, mas os dois tiveram tantos problemas, que a cena foi cortada.
Depois discorre sobre o filme “The Good Earth“, que lhe rendeu o segundo Oscar de sua carreira.
Hans termina a entrevista perguntando se ela tem correspondências de todas essas pessoas que ela conheceu e conviveu. Ela responde que não tem nenhum arquivo organizado. O que ela tem são pequenas notas de lembranças que ela tem e encerra dizendo que tem muitas coisas em particular e que não estava brincando quando disse que toda a sua vida era amor, mas que consequentemente tinha também uma dose de tristeza. Ela estava vivendo como todo mundo. A vida não é a mesma para cada um, pois depende do quanto você é sensível, observador e como as pessoas que entram na sua vida podem tocá-lo. A vida é enorme e ela sempre tem respirado em várias direções.
E minha homenagem nesse dia vai especialmente a ela, que é uma grande mulher com uma história de vida incrível. E abaixo uma cena de Luise Rainer atuando em “The Great Zigfield“, em que ela ganhou seu primeiro Oscar:
Rolou uma super entrevista no capricho com o grande Banksy pela revista Swindle:
“I have no interest in ever coming out. I figure there are enough self-opinionated assholes trying to get their ugly little faces in front of you as it is. You ask a lot of kids today what they want to be when they grow up, and they say, “I want to be famous.” You ask them for what reason and they don’t know or care. I think Andy Warhol got it wrong: in the future, so many people are going to become famous that one day everybody will end up being anonymous for 15 minutes. I’m just trying to make the pictures look good; I’m not into trying to make myself look good. I’m not into fashion. The pictures generally look better than I do when we’re out on the street together. Plus, I obviously have issues with the cops. And besides, it’s a pretty safe bet that the reality of me would be a crushing disappointment to a couple of 15-year-old kids out there.”
Numa época em que a maioria faz tudo por um holofote, a gente tira o chapéu para ele duas vezes: uma pelo trabalho, que é foda e outro pela postura que ele tem. Na entrevista ele também conta sobre os poucos trabalhos comerciais que fez, justificando que fez para pagar contas e também por serem trabalhos que ele acredita e/ou gosta, como a capa do álbum do Blur. E claro, afirma que muita gente ganha muito mais dinheiro em cima do trabalho dele do que ele mesmo.
A revista Dazed & Confused fará uma entrevista com The Gossip pelo Twitter. A idéia é proporcionar aos leitores da revista a chance de entrevistar a banda sobre o novo álbum “For Men”, que rola no dia 28 de abril às 19h (horário Inglaterra). Quem participa são os membros Nathan Howdeshell, que é também blogueiro e Hannah Blillie. Para participar basta acompanhar a entrevista e mandar replies para @DazedMagazine e @TheGossipBand.
A revista informa que haverá uma surpresa no final da entrevista aos que participarem. Todo mundo agendando aí.
Update: a entrevista rolou e voce pode conferir aqui!
O Fabs já cantou a bola aqui antes, das esquisitices que o Joaquin Phoenix anda aprontando por ai. Dessa vez foi no David Letterman. E o cunhado dele, Casey Affleck, continua filmando tudo para o seu “documentário”. Cada vez fica mais claro para mim que the joke is on us.
Segunda saiu uma entrevista muito boa do Lawrence Lessig para o Estadão. Para quem não sabe, o Lessig é o criador do Creative Commons, uma organização não-lucrativa que oferece ferramentas para que as pessoas possam disponibilizar seu trabalho com a liberdade que queiram, saindo do habitual “Todos os direitos reservados” para “Alguns direitos reservados”. Existem quatro tipo de licenças disponíveis e você pode dar uma olhada nelas aqui.
Você pode contribuir de várias formas com o CC, seja por doações, compras na loja ou disponibilizando seu trabalho através de alguma das licenças (no Flickr por exemplo, você pode mudar a licença das suas fotos facilmente na página da sua conta – as fotos vêm com todos os direitos reservados por default). O conteúdo desse blog, por exemplo, está disponível desde que seja linkada a fonte (veja selinho ali do lado).
A reportagem do Estadão, eu vi no blog do Michel Lent.
O Brasil é especialista em criar ‘one-hit wonders’ mundiais nas mais diferentes áreas. Mas estou falando de wonders para valer: Oscar Niemeyer na arquitetura, Gustavo Kuerten no tênis, Paulo Coelho na literatura mística lixo.
No design, pode-se falar de Marcels Wanders, Patricias Urquiolas, Rons Arads da vida, mas o nosso wonder nesse campo conseguiu subir no pódio internacionais junto com os papas do pop Karim Rashid e Phillip Starck. Os irmãos Humberto e Fernando Campana são hoje os maiores designers do mundo sem megalo(ego)manias e showbiz self-marketing. Como diria Daniel Piza, não me ufano.
Eles são tão humildes que pouco se vê deles além de um ou outro comentário sobre suas próprias peças, e mantêm seu atelier em uma casa simples no centro de São Paulo. De lá sairam as famosérrimas poltronas de bichos de pelúcia e o meu favorito, o sofá Boá, feito para a italiana Edra.
Bom, todo mundo conhece, mas vale a pena conferir o vídeo que publicaram no Dezeen, com uma entrevista bem casual com os brothers. Só é difícil superar a vergonha alheia com o ingrêis deles, mas sendo quem são, eles podem tudo.
Video aqui.
No pós-carnaval eu fui visitar o Lufe do MixBrasil e participei do programa “Boa Noite Bee” falando sobre meus projetos noturnos. Dá uma passada lá e pode dar uma chochada que eu não ligo.