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Prazeres da Mesa ao Vivo. Muitos prazeres. Ao vivo e a cores.

quinta-feira, outubro 27th, 2011

Se você:

1-      Curte tanto degustação de vinhos que já até apelou pra cupom de internet

2-      Não resiste em pedir menu degustação em restaurantes, botecos e até topou acompanhar amiga noiva para avaliar banqueteiros

3-      Adora aulinhas, receitas novas e inventividades culinárias

4-      Curte  a valer revistas de gastronomia e compra mais que investia em Capricho quando tinha 12 anos

5-      Tem um certo fetiche por homens naquele jalequinho branco de chef

Ou como no meu caso, 1, 2, 3, 4 e o 5 elevado à décima potência, não deixe de ir no Prazeres da Mesa ao Vivo. Patrocinado pela Revista Prazeres da Mesa e com realização no Senac, do dia 27 ao dia 29/10 das 14 às 22 (entre hoje e sexta).

Vou todo ano há 4 e sempre me arrependo de não dar MAIS cambau no trabalho. (Chefe, se você estiver lendo isso, é que meu dentista era coincidentemente lá perto)

Como funciona a paradinha:

A entrada (o valor é R$ 100,00/ dia) dá direito à exposição, todas as aulas que conseguir ir e  uma  ‘degustação’ pré-agendada . Tem muita gente profissa rodando por lá, mas é porque eles estão no Congresso Mesa Tendências, amiguinho desse aí, que acontece ao lado. Mas essa não é para seu bico se você não trabalha com isso não (Amiga com foco exclusivo no número 5: caso já tenha passado dos 30 e queira evitar estudantes, foque na cor do crachá, laranja é congresso e já tem emprego fixo e RENDA, ok??).

Dá pra pagar lá mesmo, chegar, pagar, se inscrever, entrar, sem frescura.

EXPOSIÇÃO:

Bom, você não é profissa mas é gourmand e pagou entrada, portanto é bem-vindo por todos e ganha uma bonita taça. Obviamente a não ser que sua cara de “Estou implantando uma nova cadeia nacional de restaurantes Premium  e estou desenvolvendo uma carta invejável  e vou dar-lhe 1 minuto do meu precioso tempo e paladar,  a partir … já!” seja realmente ótima, eles não vão oferecer vinhos de mil reais. Mas sua tacinha estará sempre cheia de vinhos honestos, sempre atenderão com um sorriso, falarão onde encontrar tais vinhos e você anotará dicas ótimas para fazer bonito no seu próximo jantar em casa.  Quer mais?

AULAS:

As aulas são dentro das salas de aula. SE INSCREVA antecipadamente ou logo que  chegar lá. Obviamente as com chefs de “renome” dos restaurantes mais concorridos acabam antes. Olha só a programação aqui.

ESPAÇO #FIKADIKA: as aulas mais interessantes não são dos caras mais bam-bam–bams. Essas  são só quentes e chatas e com fila. Tipo do Alex Atala na próxima sexta. PREGUIÇA MASTER BABA OVO. Por falar em OVO – No ano passado fiz uma de OVO que mudou minha vida.  Juro mesmo. As mais especializadas são as mais bacanas.

DEGUSTAÇÃO:

Cada dia é um tema. O primeiro é BOTECOS (ao meu ver, o melhor!). O segundo, restaurantes. O terceiro, banqueteiros. Então os vários da cidade se reúnem e tem ‘stands’ com pequeníssimas porções de suas especialidades.

Como nada nessa vida é muito fácil pra ser verdade, rola um perrenguinho: tem que pegar senha. No último ano, a partir das 6, 7 da noite já se distribuía a senha para o último horário (21:45) e acabavam as senhas. Você passa uma meia hora, quarenta minutos na degustação. All you can eat (or put in your purse). Chegue cedo para conseguir senha (antes das 19  mas esse blog não se compromete com as informações aqui dispensadas).

 NO MAIS:

O evento é ótimo, é barato, é bacana, e super bem freqüentado…. mas fica em…  JURUBATUBA. PÃ.

É longe. Bem longe. Não dá pra dar ‘uma passada’. Tem que ter comprometimento, dedicação. Tem que estar a fim mesmo.

Clique aqui para acompanhar TODA A EMOÇÃO QUE É chegar lá.

A dica é: pegue a linha de trem. Essa que passa na USP, Rebouças, Cidade Jardim, Vila Olímpia, desça na Jurubatuba. Dá pra andar de lá ou pegar um TX. E   ainda tem trem às 10 e pouco na volta. Até porque, você não vai voltar em condições de dirigir.  E sabe-se lá para onde você vai… afinal… as cores dos crachás são tão próximas….

 

#Diadomiojo

quinta-feira, agosto 25th, 2011

Hoje é Dia do Miojo, afinal a gente tem dia pra tudo. Quem não passou dias tendo que economizar e mandando ver num miojão? Eu tenho larica de miojo e, de vez em quando, abocanho um sem dó.

Para comemorar esse dia, decidimos aqui na Remix compartilhar nossas receitas especiais, que faz o miojo ser um prato com certo requinte. Algumas pessoas também andam espalhando por aí suas receitas de babar.

Essa que segue foi feita pela @djmulher:

Miojo au Saumon Fumé
O prato mais sofisticado da baixa gastronomia

Ingredientes

1 pacote de miojo
80 gr de salmão defumado picado
1/2 cebola picada
1 colher de sobremesa de manteiga
3 colheres Creme de Ricota
Sal a gosto
Dill (Aneto) a gosto
Páprica picante a gosto

Modo de Preparo

Leve uma panela pequena com água ao fogo. Após levantar fervura, acrescente o bloco de miojo e cozinhe por 3 minutos. Despeje o macarrão no escorredor e reserve. Leve uma frigideira ao fogo baixo e acrescente a manteiga e a cebola. Após a cebola dourar, acrescente salmão defumado picado e deixe fritar por alguns segundos. Na sequência, acrescente 3 colheres de creme de ricota e salpique dill, sal e páprica picante a gosto.

Voilà. Você conseguiu elaborar uma receita num cenário muito comum na cozinha dos não-gourmands: você tem uma iguaria como salmão defumado no freezer, mas nada que combine. Só ele, o miojo. <3

E a trilha sonora perfeita:

Confira as receitas do Cozinha Pequena, Remix Social Ideas, Homem na Cozinha, DestemperadosPanelaterapia e a própria Nissin, que convidou 3 chefs paulistanos para compartilharem suas receitas.

La petite cuisine à Paris

segunda-feira, agosto 1st, 2011

Foto: Leo Farrell www.leofarrell.com

Eu tenho minhas fofices e sempre estou separando elas por aí, mas acabo não compartilhando. Algumas coisas são mais descartáveis, outras são dicas valiosas (nem por isso deixam de ser fofas).

Uma que super me instigou ontem foi o “La petite cuisine à Paris”, que vi na revista Elle. Seguindo a moda de chefs que abrem suas cozinhas de casa para receber pessoas, como a nossa versão brasileira “Les Amis” com o jantar “Portas Abertas para 12 pessoas, a chef inglesa Rachel Khoo cozinha às quartas e sábados, quase semanalmente, na casa dela para apenas 2 pessoas. Ela se compara à Carrie Bradshaw, que colecionava bolsas, sapatos, roupas, mas ao contrário, ela coleciona gadgets, utensílios e tudo que pode deixar uma cozinha mais moderna e eficiente. A parte mais legal é que ela cobra apenas os custos do jantar que conta com 3 pratos e uma garrafa de vinho.

Imagina o quanto deve ser concorrido. Para arriscar uma vaga é necessário se inscrever no mailing list dela ou segui-la no twitter ou facebook, onde ela anuncia as chamadas de última hora. Obviamente, não existe reserva.

Nesse link dá para ver o que ela já preparou nos jantares anteriores. A cozinha fica fechada até o final de agosto e reabre em setembro. Então se está em Paris ou tem planos de ir pra lá, se joga no mailing, porque eu acho que deve valer super a pena a experiência.

Aqui tem um passeio pela cozinha dela para aumentar ainda mais a vontade:

E aqui uma entrevista com ela:

Fotos:
The Cook by Leo Farrell www.leofarrell.com
The Kitchen by www.thelittlepariskitchen.com

How to feed the world?

segunda-feira, abril 5th, 2010

Curta animado que serviu de abertura para o evento “Bon appétit”, no Museu de Ciência de Paris.


How to feed the world ? from Denis van Waerebeke on Vimeo.

Bizarro Food World

quinta-feira, setembro 24th, 2009

Sempre me considerei uma desbravadora no universo da culinária, uma verdadeira bandeirante, penetrando em universos nunca dantes explorados. Nas andanças pelo planeta a gastronomia regional é sempre o bocadinho cultural que mais me atrai – a alta culinária sim, porém ainda mais os pratos de mãe e aqueles que você pensa ““Eita Gi-suizzz, ma-né-qui eles comem isso?”, doravante denominados “peculariedades regionais”.

Assumindo o estômago peregrino, já comi saquinho de formigas na Colômbia (vendidos ao lado da Pringles na loja de conveniência), testículos de boi na Espanha, rins de vitela na França, guzano (vide verminho da tequila) no México, ou grilos importados da Tailândia.

[Confesso que nunca tive mesmo a esperança de encontrar o sabor mais divino que minhas papilas já se depararam... mas sempre são bons ganchos quando você tenta protagonizar-se em histórias em mesas de bar - numa tentativa patética de parecer alguém interessante]

Sempre afirmei com veemência uma daquelas frases decoradas, tipo filosofia de Miss, que “experimentaria tudo pelo menos uma vez”. Mas recentes descobertas abriram meus olhos, e fecharam minha boca.

Na Noruega, por exemplo, você sai da sauna com um casal semi-albino simpático que gentilmente o convida para um Smalahove na cabana deles (é, na minha Noruega as pessoas moram em cabanas). Qual sua primeira sensação ao olhar para o prato – e o prato te olhar de volta?

[E rola ainda uma etiqueta no Smalahove: o olho e a orelha primeiro, daí de trás pra frente, mastigando ao redor do crânio. A língua e os músculos dos olhos são as partes mais saborosas, afirmam seus anfitriões. Não sei você, mas eu cairia na gargalhada e falaria “Hahaha, boa essa... quase vocês me pegaram, seus malandrinhos!”]

E no México comem taco. Taco mesmo. Aquelas conchinhas de milho recheadas que custam um milhão de dólares a unidade no Brasil e 1 peso no México? Aqui temos carne ou frango (invariável e tenebrosamente temperados com pimenta do reino e tabasco). Lá tem trinta e quatro mil e sete sabores, incluindo, por exemplo, Tacos Sesos. Sesos, no caso, é o cérebro da vaca. Mas não se preocupe, acompanham cebola, salsa e guacamole. É só dar uma misturadinha com a guacamole que duvido que dê pra diferenciar um do outro.

É, talvez não, né?

Mas então nas suas férias sonhadas em Jacarta, passeando por um mercado local, uma mocinha oferece um aperitivo: pequenos morceguinhos de fruta. Defumados. Ratinhos, com asas, defumados. Parece ruim? Não se preocupe, você também pode comê-los na sopa. Iguaria, hoje em dia só restaurantes premium oferecem:

Hum, talvez não também?

Então aproveite que você está lá pro lado de lá, e dê um pulo nas Filipinas, comer um Baalut. Ou fazer o seu próprio! Anota aí: Vá a um galinheiro e espere o galo ir lá e tandandan na galinha. A galinha põe o ovo fertilizado. Você pega o ovo fertilizado, e enterra. Depois de umas duas ou três semanas, tira o ovo e come o feto de pintinho que se formou. Assim:

[Não ainda? Bom, a essas alturas não precisa de uma perspicácia tão aguçada para notar que esse post só vai daqui downhill, então se pretende almoçar ainda hoje, ou alguma outra vez na vida, eu, se fosse você, parava por aqui.]

Mas, se não quiser, você pode ir para o ao interior do sul da China e comprar um macaco. Sim, um macaquinho. Daí você apelida ele de Chico, dá uma caneta pro Chico aprender a desenhar… leva o Chico pra casa. Ensina o Chico a entrar numa caixinha no meio da mesa de jantar, com o resto da cabecinha de fora da mesa. Daí você corta repentinamente uma tampa da cabeça dele e joga água fervente no cérebro do Chico, e todos em volta da mesa pegam seus hashis e comem o cérebro direto da cabecinha dele, enquanto estiver quente e se movimentando.

Tem gosto de frango misturado com esponja. Diz-se.

[Avisei antes pra parar de ler, você continuou porque quis - da mesma forma que faz questão de passar devagarzinho com o veículo ao lado do bombeiro no acidente de trânsito - e ficar propagando por 2 dias no trabalho “não sabe que coisa horrível que eu vi”.]

Abstraia, pois é cultural. É cultural. O Peta não deve considerar dessa forma, mas é cultural sim. Saiba você, que se chegar um asiático, e você falar que come secreção de mamíferos infectada com bactérias propositalmente até estragar bastante, ele também vai ter nojinho, ok?