Posts Tagged ‘Gucci’

SPFW (2ºdia) – no fio da navalha

terça-feira, janeiro 20th, 2009

2º dia de desfiles outono/inverno 2009 no Sao Paulo Fashion Week. Sete desfiles, poucas novidades relevantes, segue os destaques do dia:

FORUM – Tufi Duek nos apresenta para o próximo inverno 2009 suas amazonas. Poderosas, dominadoras e sexys, elas caminham confiantes com suas botas de cano altíssimo (quero presenciar isso nas ruas…) ao som de rock (mais especificamente Pat Smith). O ponto de partida da coleção são os cavalos (um animal sensual,visceral e forte segundo o estilista) e todo o universo da equitação (fivelas,botas,rabos de cavalo,etc,etc). Couro, lã, crepe e jersey são seus tecidos emoldurados em casacos, ponches, vestidos de ombro único (com fivelas), curtos caftas drapeados ou esvoaçantes com barras bordadas. Com uma edição primorosa em looks monocromáticos em tons de negro ou branco, Tufi Duek agradará em cheio todas suas fieis escudeiras. Dispensando as estampas de cavalo (algo óbvio e muito utilizado pela maison Chloe), o desfile remetia algumas vezes aos últimos “ventos” soprados por Balmain, Gucci ou DSquared para se dizer a verdade. Mas ok, foi um desfile atualizado com o que qualquer pessoa encontraria em Milão ou Paris. Então a Sra. Dominatrix que estiver de viagem marcada para essas capitais europeias, dê uma passadinha lá na Oscar Freire e compre alguns “hot tickets” da coleção que assim voce “descerá” atualizada e adequada no velho continente.

ALEXANDRE HERCHCOVITCH – Alexandre Herchcovitch mais uma vez nos supreende. Nem tanto por seus “arrombos” estilísticos, mas por sua concepção mercadológica, coragem e força. Após um “release” cheio de referências distintas e até confusas, o que inspira na verdade Herchcovitch neste inverno é o significado da palavra caos (caos visual, caos das grandes metrópolis, antagonismo, choque e contraste). Desse ponto de partida a mistura de tecidos e texturas diferentes (até opostas em peso e caimento), as falsas sobreposições e as assimetrias dão o tom desta coleção. Paetês, tachas, bordados “sopram” um pouco de luz numa coleção difícil de “decifrar” mas altamente arriscada e corajosa para a atualidade. destaque para o look negro de Ana Claudia Michels, os leggings bordados e a ” bolsa pedra”, já hits deste inverno. No final, Herchcovitch mostra uma coleção, uma atitude (e um risco) que só alguns estilistas no mundo atualmente podem ter em meio a tantos conglomerados empresariais no setor. Confronto, ruptura e contradição sempre marcam a moda a um proximo passo. Good luck !!

Vestidos que me derretem

sábado, março 8th, 2008

Quem me conhece sabe o quanto eu sou apaixonada por vestidos. A minha média é uma aquisção por semana, mas ainda não consegui ter O VESTIDO. Minha preferência recai aos curtos, preferencialmente os bem curtos, mas também gosto dos longos.

Hoje, entregue na minha preguiça, dediquei meu tempo às coleções mundo afora e aí vai uma coletânea dos vestidos que fizeram meus olhos brilharem:

threeASFOUR – coleção primavera/verão 2008 roupa como arte:

threeasfour

Helena Hörstedt: achei a coleção conceitual, mas não resisto a um pretinho básico. E Suécia é sempre uma boa lembrança:

Helena Hörstedt

Miu Miu: a nova coleção está difícil escolher o melhor vestido. Todos curtíssimos e lindos !

Miu MiuMiu Miu

Malicious Design: o nome já diz tudo. É para dormir ou para se jogar?

Sugar dress

Alexander McQueen: coleção Outono/2008. Coleção inspirada na era vitoriana. Gostei especialmente desta combinação:

Alexander McQueen

Chloé: coleção outono/2008. Eu babei na coleção inteira e ando adepta da combinação vestido e calça, aliás, atente o sapato que escândalo:

Chloé


Balenciaga que sempre me balança. Usaria fácil esse modelito que também é coleção Outono/2008:

Balenciaga


Chanel: adorei o tom romântico…. só não sei onde usaria, mas sempre aparece lugar:

Chanel

Marc by Marc Jacobs: porque eu adoro um ombro nú:

Marc

Gucci: Heidi Klum na festa beneficente organizada pela Gucci em benefício aos orfãos de Malauí e Unicef:

Heidi Klum

E claro, isso só para citar alguns, porque vestidos lindos não faltam… o problema é bancá-los.

Salve-se quem tiver uma Mercedes!

terça-feira, março 4th, 2008

A revista Casa Vogue pode ser considerada talvez não tão felizmente assim, a melhor publicação mensal atual de arquitetura de interiores do Brasil. Afinal de contas, o mercado editorial do setor se tornou um monstro caquético que junta auto-ajuda-da-decoração com desfiles de projetos ‘jabazentos’ completamente insípidos e deslumbrados com o Alucobond e o vidro (‘ainda esse assunto?’ diria João Perassolo). A Casa Vogue talvez seja a única que busca projetos com alguma personalidade no país, apesar de muitas vezes se entregar a modismos auto-inflingidos e babação de ovo para os bambambãs. Pode ser que a culpa seja da arquitetura brasileira em geral, mas isso não vem ao caso.

Todos os anos, a Casa Vogue lança duas edições especiais, uma em janeiro com o ‘melhor’ da decoração, e em fevereiro, o ‘melhor’ da arquitetura nacional. Essas publicações, que se propõem a ser o crème de la crème do assunto, como tudo nas terras americanas do sul, se tornaram um extenso e caro rol de projetos risíveis com espaços comprados a preço de eletrodoméstico de inox. Pouca coisa se salva, e geralmente são os projetos dos convidados, que praticamente prestam um favor à revista em colocar seu trabalho lá.

Tudo isso para dizer que está rolando maior bafafá em torno do projeto publicado na ultima edição de fevereiro pelo grande arquiteto Marcio Kogan, que não teve dó em colocar seu projeto vencedor de menção honrosa em um concurso no ano passado: LePont Gucci. A proposta era que os concorrentes projetassem uma ponte de ligação entre o eminente Shopping Cidade Jardim e a Daslu, evitando uma pequena favela às margens do Rio Pinheiros. Claro que a história toda era uma gozação com o ‘setor de luxo’ que devora o urbanismo de São Paulo, e o aparecimento de um projeto desses numa revista como essa foi a mais saborosa cereja do bolo possível. Até a Vejinha entrou no bate-boca e colocou o arquiteto on the stand.

‘Uma sofisticada estrutura atirantada por bel?ssimas correntes gucc?ssimas de ouro 18k e largas tiras de tecido’ côtelé rouge et vert

Muito barulho por nada, porque os revoltadinhos da Grow com essa história são os mesmos que se pudessem não titubeariam em construir alguma das propostas. A nós mortais, e reles usuários de espaços públicos, resta nos divertir com esta e as outras propostas ‘guccíssimas’ apresentadas no concurso, e esperar o Dia do Índio para poder usufruir dessas regalias.