Posts Tagged ‘indie’

#musicmonday – ben howard

segunda-feira, novembro 14th, 2011

ben howard é mais um talento inglês desta nova safra de cantores de folk. com uma voz suave e músicas fofas, seu álbum de estreia – every kingdom – é daqueles que vale a audição do inicio ao fim sem interrupções.


“Oh yeah, keep your head up, keep your heart strong”

i am arrows

terça-feira, novembro 2nd, 2010

Como várias outras bandas, o Razorlight fez sucesso com uma música e ficou por aí. O que não parece que acontecerá com a banda de seu ex-baterista, a pop i am arrows.

Não, nem espere nada demais, super, ultra novo. Aliás, não espere nada além de boas melodias, pianos e vocais leves.

Pop, como eu disse. Aliás, pop bom.

Recomendo.

Holger: Let’em shine below

terça-feira, agosto 24th, 2010

Novo clipe da banda Holger. Música ótima, clipe bem feito e divertido… bom para embalar o início do dia. Clica no play aí:


Holger, “Let’em Shine Below” from Geral Filmes on Vimeo.

Pixies @ Hammerstein

terça-feira, novembro 24th, 2009

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Depois de, no ano de 2003, perder o show do Pixies em Londres e, depois de dois anos, não conseguir vê-los em Curitiba, nada me faria desistir do show deles aqui em Nova York, ontem, no Hammerstein Ballroom. Nem o torcicolo que não me deixava mover a cabeça direito. Chegamos no teatro lotado e conseguimos achar um lugarzinho na frente do palco em meio a protestos de alguns gringos. Problema deles, pensei. Não saio daqui sem cantar “Here Comes Your Man” quase que no microfone! :-)

O show começou no horário previsto, às 9 horas (aliás, uma coisa que eles sabem fazer por aqui é respeitar o público: nada de atrasos!). O  palco era simples, sem frescuras: um telão pra vídeos e umas bolas de papel que subiam e desciam de acordo com a música. E, pra falar a verdade, o público não parecia se preocupar nem um pouco com isso. A banda entra e abre o show com “Dancing The Manta Ray”, um dos quatro B sides que eles levaram, todos do Doolittle. A platéia vai ao delírio (inclua-me nisso!) e o show segue seu curso delirantemente natural: “Debaser”, “Wave of Mutilation”, “Here Comes Your Man”, “Hey”, “Gouge Away”, “Where is My Mind” e, por fim, “Gigantic”. Surtei…

Pixies @ Hammerstein Ballroom in NYC – 11/23/2009

“Dancing The Manta Ray”
“Weird At My School”
“Bailey’s Walk”
“Manta Ray”
“Debaser”
“Tame”
“Wave of Mutilation”
“I Bleed”
“Here Comes Your Man”
“Dead”
“Monkey Gone to Heaven”
“Mr. Grieves”
“Crackity Jones”
“La La Love You”
“No. 13 Baby”
“There Goes My Gun”
“Hey”
“Silver”
“Gouge Away”

Bizz 1:
“Slow Wave of Mutilation (UK Surf)”
“Into the White”

Bizz 2:
“Isla De Encanta”
some of “Vamos”
“Nimrod’s Son”
“Where is My Mind”
“Gigantic”

Setlist e fotos via http://www.brooklynvegan.com/archives/2009/11/pixies_hammerst_3.html

Pavement, o reencontro

segunda-feira, setembro 21st, 2009

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Pois então o Pavement, uma das bandas mais importantes do cenário musical alternativo americano, depois de 10 anos separada, anunciou, na última terça-feira, dia 15 de setembro, um dos reencontros mais esperados do público indie. Os motivos? A comemoração dos 20 anos de uma banda que não existe há 10, um show “beneficente” que irá alavancar ainda mais o Central Park Summerstage e, por que não, a “volta” de um grupo que não teve um fim muito bem definido. E quer saber de verdade? Nem importa quais são os motivos e sim que os ingressos da pré-venda do show, que ocorrerá somente em setembro de 2010, foram vendidos em apenas 2 minutos. E, por isso, foram necessários mais três dias de shows para aplacar o desespero dos fãs do Pavement. Isso é que é confiar no futuro. Enquanto isso, vou ficar aqui de dedos cruzados rezando pra continuar morando em NY e, quem sabe, conseguir um lugarzinho ao sol. :-P

Buscando um lugar no céu

segunda-feira, julho 13th, 2009

O trio Funhell me convidou para tocar na próxima boa ação que eles vão fazer: a Funheaven. Eles afirmam que a primeira foi tão boa, que resolveram arranjar um pedacinho no céu a prestações, o que nos garante ter festa pós-vida. Então, como eu não quero ficar lambendo o dedo, eu tratei logo de aceitar e por 3 motivos:

1) porque eu quero uma caroninha pro céu também
2) porque acho a Funhell um dos projetos mais foda de São Paulo e amo o trio Fabricio, Fubah e Pomada
3) porque é aniversário do Gil Barbara

heaven2tela1

Acho super bacana essa iniciativa deles em fazerem festa beneficente. É a velha história, se cada um ajuda um cadinho, a gente vai ter um montão. Então faça a sua parte, separe 15 reais aí, porque nessa não tem vip. Todo mundo paga, todo mundo colabora, todo mundo vai pro céu!

A festa acontece no sábado na Casa Taiguara – Rua 13 de Maio, 353 (na rua do Glória!) a partir da meia-noite com os djs Funhell, Lalai (moi), Fernanda Tedde e o aniversariante Gil Barbara. Só gente de fino trato.

Atenção: o lugar não aceita cartão de nenhuma espécie, só de visita se for o caso de querer fazer projeto por lá depois, então não esqueça de levar uns trocados para entrar e para bebericar. Não tem lista, é só chegar,  pagar e entrar.

Vejo vocês por lá.

E ainda no meu projeto “buscando um lugar no céu”, no domingo tem a matinê da PostIt. E o que isso tem a ver com bondade? Fazer matinê no domingão não é fácil, mas eu e o Phelipe recebemos tantos emails perguntando se pode entrar menor de idade na festa, que decidimos fazer uma edição especial para eles, mas claro, maiores de idades são bem-vindos também. A festa vai começar às 18h no Vegas (tipo almoça e vai) e dizem que termina às 23h, mas a gente duvidaaaaa… o line-up vai ter um quarteto fantástico: eu, Phelipe, a Chiara (que foi quem deu a idéia da gente fazer a matinê) e a Maria Eugênia, nossa pinup favorita que sempre agita a pista debaixo da Postit. O presente da noite é a performance com 2 músicas da Britney Spears com a dupla sensation do youtube Valmir & Josy.  Preparem-se, porque eles estão animadíssimos. A lista é a mesma de sempre: 15 dinheiros enviando os nomes para festapostit@gmail.com.

matine_postit

Entendeu o recado, né? Se for maior de idade, pode separar aí R$ 30 e uns trocados para os drinks para me acompanhar pelo final de semana.

Quer tocar na Casa de Criadores?

quarta-feira, maio 6th, 2009

No início do ano passado o André me convidou para fazer a curadoria de um mini-festival com bandas independentes dentro da Casa de Criadores. A primeira edição foi mais conturbada, afinal era a primeira, foi decidida em cima da hora e tínhamos decidido que focaríamos em bandas de electro, mesmo assim funcionou e deu uma repercussão bacana. Na 24a edição do evento, que rolou em dezembro, repetimos a dose e desta vez o foco foram bandas com pegadas mais rock. A repercussão foi maior ainda e desde então temos corrido atrás para viabilizar o festival e conseguir patrocinadores para aumentar a dimensão dele.

FireFriend by Ola Persson

A próxima Casa de Criadores acontece nos dias 27, 28 e 29 de maio. Nesta fase vamos abrigar inscrições via myspace para bandas que queiram tocar no evento. Para o próximo semestre estamos desenhando algo ainda mais bacana e que vai dar maior projeção para as bandas participantes, afinal a idéia é alavancar bandas que fazem um trabalho bacana, mas que são pequenas. Sabemos que tem muita banda boa por aí, mas que não conhecemos porque elas não tem oportunidade de mostrar o trabalho. A Internet tem diminuído esse espaço entre público e banda, mas a quantidade é tão grande que nem todas se sobressaem como deveriam (e poderiam).

Se você tem uma banda ou conhece alguma bacana, indique para nós no myspace ou por email casadecriadores@gmail.com. As inscrições estão abertas até o dia 15 de maio.

Melhores do ano para a Rough Trade Records e para a revista Mojo

segunda-feira, dezembro 1st, 2008

E começaram as listas de melhores discos do ano. A primeira importante a sair foi a da Rough Trade Records, loja e selo referência para o indie rock, que recém divulgou sua seleção de cinqüenta. Os três primeiros lugares parecem óbvios e preguiçosos (Bon Iver, Fleet Foxes e Vampire Weekend), mas o Metronomy em quinto foi acertado – disco original e divertidíssimo. Também gostei de ver o TV On The Radio em décimo-primeiro e o som 8-bit do Crystal Casltes em décimo-quinto, e achei mais justo ainda colocar o Third, do Portishead, láááá atrás, em quadragésimo-primeiro: um disco apenas bom, cujo hype é maior que o conteúdo, e que recebe uma posição apenas boa. A grande surpresa foi o Street Horrrsing, do Fuck Buttons, em vigésimo-quinto, disco difícil e bem experimental, colocado muito à frente de Foals, Breeders e Of Montreal. (A propósito, se você está indo para Londres ou está por lá, não deixe de dar uma passada na loja de Notting Hill: espaço pequeno e charmoso, atrolhado de discos, para amantes de música.)

Quem também publicou a lista dos mais mais foi a revista Mojo, com o Fleet Foxes na liderança e Bon Iver em quarto. Pelo que parece, só eu achei Fleet Foxes muito chato e Bon Iver morno… O shoegaze ensolarado do Glasvegas está em sétimo e o Beck em décimo-nono, dois artistas que pra mim lançaram discos irrepreensíveis em 2008. E Fuck Buttons também aparece aqui, vejam só, em posição próxima à do MGMT, como na lista da Rough Trade (alguém duvida que o duo vai estar em todas as listas?). Estranhei eles não terem dado o Primal Scream, se até o Metallica (!!!) está na lista.

Aguardo ansioso para ver se vão figurar e em qual posição discos do Mogwai, Primal Scream e Ladytron. E Benoît Pioulard, queridinho de quem adora dizer que descobriu sons novos? A seguir, cenas dos próximos capítulos.

Contagem regressiva: Spoon

terça-feira, novembro 4th, 2008

Contagem regressiva para o Planeta Terra, que promete mais uma vez se firmar como o melhor festival de música do ano, e a agitação é geral. Todo mundo organizando planilha para saber que shows ver e quais perder, especulações sobre o playback do Bloc Party no VMB, discussões inflamadas sobre o Kaiser Chiefs como headliner, fora a histeria acerca da amigdalite que ceifou a apresentação do Calvin Harris. Aconteça o que acontecer, o único show que eu não perco um minuto é o da banda texana Spoon.

Eles tiveram um belo break em 2007 com o último álbum, Ga Ga Ga Ga Ga, mas a banda se formou em 1993 e já gravou outros 5 discos, além de uma série de EPs. Os dois primeiros, Telephono (1994) e A Series of Sneaks (1998), para mim, são duas grandes bobagens. Barulhentos e confusos, eles não decidem se querem ser shoegaze, pós-punk ou pop mesmo. No fim não é nada.

Nos anos 2000 eles deram uma reviravolta depois de romper com a Elektra Records e assinar contrato com a Merge. Seus três álbuns seguintes, Girls Can Tell (2001) e Kill the Moonlight (2002) e Gimme Fiction (2005) definiram o estilo da banda e puseram eles na cena indie. Eu, sinceramente, não sei dizer qual deles o meu favorito, pois são muito parecidos, e todos muito bons.

Com a chegada do último álbum, o Spoon conseguiu implacar um décimo lugar na Billboard, e começaram a se apresentar em programas como Saturday Night Live e o talk show do David Letterman. Mas até aí eles já tinham músicas na trilha de várias séries (The O. C., Os Simpsons, Chuck, Bones e Scrubs) além de colaborarem no soundtrack do filme Stranger Than Fiction, incluindo ainda músicas de dois de seus álbuns em versão instrumental no score.

O Ga Ga Ga Ga Ga é realmente excelente, e foi muito bem aceito pela crítica. Mas recomendo a quem gostou ir atrás dos três anteriores, que seguem a mesma fórmula: mistura de hits agitados com bateria marcada, com baladinhas com ar de blues, vilões acústicos, pianos melodiosos, big band, e sempre com um pé no indie, outro no pop. Eles têm letras nervosas que contam os percalços da banda, e uma boa dose de engajamento político, mas no fim das contas Spoon é música para curtir, não para pensar.

VHS or Beta

segunda-feira, outubro 20th, 2008

No início de 2007 eu sentei no Mestiço com o André Hidalgo, um dos sócios do Glória, para discutir sobre possíveis atrações para a festa de 1 ano do clube. Uma delas era o VHS or Beta, que na época já despontava por aqui. Acabou não rolando e quem veio foi a dupla franco-alemã Noblesse Oblige.

O VHS or Beta é das antigas. O trio, formado por baixista Marky Palgy, o baterista Mark Guidry e o guitarrista e vocalista Craig Pfunder é de Kentucky (EUA), foi criado em 1997 e este ano esteve presente nos principais festivais de verão, inclusive no tão falado por mim, Lollapalooza. Durante as turnês o trio vira quarteto trazendo Myke McGill na guitarra com shows com seu som indie com uma boa pegada eletrônica e um pé no disco-punk.

Foram três discos antes de chegar no delicioso “Brings on the Comet” do ano passado que tem uma música melhor que a outra. A que dominou as pistas foi Burn it all down, que ganhou remixes de Fred Falk, Surkin, Midnight Juggernauts.

Por aqui eles aterrissam para DJ set, que também é um projeto na ativa desde 1999 e é formado pela dupla Craig e Mark. Os sets são bem dançantes e fez tremer a tenda DJ no último Lollapalooza. E com certeza não vai deixar ninguém decepcionado enquanto a formação completa não vem para os nossos lados!! A dupla vem para o Haagen Dazs Mix Music, que rola no dia 01 de novembro na Vila dos Ipês. Acesse o site do festival e saiba mais (inclusive corra porque o segundo lote vai até quinta-feira e o ingresso dá direito a open bar incluindo sorvete, claro).

E enquanto o festival não chega, eu recomendo ouvir os sets da dupla e também um esquenta com a banda.