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Beautiful future – Primal Scream

quarta-feira, agosto 13th, 2008

Poucas bandas têm uma carreira tão genial e entregue ao sabor como os Primal Scream. Ao longo de 26 anos de atividade, já atiraram a tantas direções e arriscam-se a cada novo álbum editado – do olhar retro de Sonic Flower Groove [injustamente esquecido, mas magnífica estréia, em 1987] ao reencontro com a genética dos blues em Riot City Blues [2006], do pop dançante e mítico Screamadelica [o melhor álbum de todos os tempos] ao desafio aos sentidos de Vanishing Point [1997]… Tudo isto numa obra onde não faltaram os tropeções, seja no desnorte de Give Out But Don’t Give Up [1994] ao politicamente pretencioso [e na verdade inconsequente de 2000] XTRMNTR… É uma surpresa a cada novo álbum. E Beautiful Future não foge à regra.

Radicalmente distante do apenas curioso disco de há dois anos, o novo álbum devolve a banda aos terrenos do pop e ao reencontro com o prazer da dança, sem representar necessariamente um álbum de pista, Beautiful Future é mais que um olhar novo, é um devolver de atenções a terrenos tão bem vividos.

Não faltam boas canções, entre as quais se conta uma soberba revisão de um original dos Fleetwood Mac [Over & Over], em colaboração com Linda Thompson, e revivem algumas das mais remotas experiências do primeiro álbum. Não se trata de uma operação de nostalgia. Nunca o fariam. Mas, antes de um rearrumar de idéias, numa obra que entre tamanha diversidade, raras vezes tomou discos próprios como ponto de partida: em Beautiful Future os Primal Scream olham para si mesmos e reposicionam-se num espaço no qual nos deram alguns dos seus melhores momentos. Não os iguala, porém representa o seu mais recomendável conjunto de novos temas desde Vanishing Point.

“Crazy”, com Violent Femmes, 20 anos depois.

segunda-feira, junho 23rd, 2008

Hoje eu começo por aqui uma seção nova minha. Toda segunda-feira eu vou postar alguma coisa legal que eu achar no Myspace. Então vou chamar de “Myspace de Segunda”, nome mega original, mas os posts os serão, garanto.
Pra começar bem, um mega achado: os Violent Femmes, bandona guitar indie 80′s demais, retribuiu os Gnarls Barkley e regravou “Crazy”. E além disso, eles, os Femmes, fizeram uma conta no myspace só pra mostrar essa música, é o www.myspace.com/violentandcrazy (nome genial).

Explico a retribuição. O Gnarls Barkley regravou no seu álbum de estréia, o que tinha “Crazy”, uma música dos Femmes, a “Gone Daddy Gone”. música de 87. Agora, 20 anos depois do lançamento de “Gone…”, eles regravam “Crazy”, pra homenagear tudo isso.

Ficou demais, vale a pena conferir.

***Uhuuuuu – Atualizando o post, tem aqui um link pra ouvir e “guardar” a versão no seu computador.

Festivais

quinta-feira, março 27th, 2008

Nada me excita tanto quanto a idéia de ir em um festival com bandas que eu gosto. Além disso ainda tem a outra parte boa que é reunir os amigos. Hoje estava conversando com um amigo que mora em Londres e a reclamação dele foi não ter amigos por lá, o que o desanima um pouco a encarar várias ótimas empreitadas por falta de companhia. Há não muito tempo atrás eu não conseguia entender porque para mim bastava ver bandas que eu amo e pronto.

No ano passado eu senti isso na pele. Fui ao ilovetechno em Gent, na Bélgica, que é o maior festival de música eletrônica do mundo e reúne 35.000 pessoas. Quando embarquei para a Europa o que mais me animava (depois do Interpol) era ir ao ilovetechno. Mal me continha, afinal o line-up era recheado de todos os maximalistas que adoro: Justice, MSTRKRFT, Boyz Noise, Klaxons, Goose, Digitalism, SMD entre outros.

Tive que esperar uma semana até a chegada do festival e no dia 10 de novembro eu embarquei sozinha num trem que me levou até lá. Já no trem eu senti falta dos amigos, afinal à minha volta rolava um fuzuê danado, pois o trem era exclusivo aos que estavam indo para o ilovetechno. Passei 9 horas lá entre um show e outro. Conheci algumas pessoas, mas no geral eu fiquei sozinha. Curti bastante os shows, mas descobri que eles são totalmente diferentes quando você está sem companhia. Os intervalos parecem ainda mais longos, a cerveja demora mais para acabar. Neste mesmo dia acontecia o Planeta Terra aqui em São Paulo e meus amigos foram em peso. Morri de saudades e no fundo eu quis estar aqui com eles, tanto que gastei todo o crédito do meu celular mandando sms para eles.

O saldo foi positivo, pois gostei muito da maioria dos shows que vi, mas faltou esse “quê” a mais e tratei de arrumar companhia para todos os shows que fui durante a minha viagem para poder compartilhar o momento com alguém. E é sempre outra coisa.

Agora estou aqui programando minhas próximas férias e novamente estou movida por shows, só que decidi levar alguém a tiracolo, pois definitivamente não sou uma pessoa que se diverte muito sozinha. E agora que começam a surgir os line-ups dos festivais de verão, eu começo até a ficar meio perdida nas minhas escolhas, então decidi que elas serão feitas de acordo com o conjunto: cidade, line-up e se há alguém que eu conheço que vá.

A princípio começo a decidir encarar o Lollapalooza que está com um line-up matador que tem Rage Against, NIN e Radiohead. De lá é rumar para NY para o APW que também está com um line-up bacana incluíndo Radiohead na sexta e no sábado. E nos dois tem também nossos brazucas CSS, que eu ainda não vi ao vivo depois que estourou mundo afora.

Felizmente tenho companhia para os dois festivais, mas se alguém mais se animar em se jogar na empreitada com a gente, está convidadíssimo.

E você, curte assistir show sozinho(a)?