Tudo bem que hoje só se fala no novo clipe da Lady Gaga, o Born This Way, mas vamos falar de música boa, né? Provando que tudo está mudando, o Noah & The Whale continua top 1 no NME CHARTS, desbancando o mala do Kanye West. O clipe é do novo single do Noah & The Whale, L.I.F.E.G.O.E.S.O.N. Assista aí, pois ele cai bem nesse finalzinho de segunda-feira chuvosa:
Mais um ano e eu não vou no Coachella. Não porque nada no line-up me interesse, ao contrário, já que essa edição de 2011 está caprichadíssima, mas porque não há bolsa que dê conta de dois festivais internacionais num mesmo ano.
Achei que faltou headliner peso pesado (ai, quem aguenta Kanye West ainda?). Nas 3 principais escolhas, somente o Arcade Fire eu acho realmente FODA (minha modesta opinião). Gosto do Kings of Leon, mas sempre acho que headliner é atração que encheria sozinho um estádio (o Kanye enche, mas enche o saco também). Dando uma geral no line-up, não há grandes novidades, mas porque todo mundo que a gente quer ver por aqui, já tocou no ano passado por lá. Eu morro mesmo por PJ Harvey, Chemical Brothers e Arcade Fire.
Fiquei bem feliz também em ver o Emicida no line-up, além dos brazucas The Twelves, DJ Marky e CSS, que já apresentou em outra edição.
Desde o momento de insanidade do Kanye West, que invadiu o palco durante a premiação no VMA de melhor clipe feminino, que foi concedido à cantora Taylor Swift, gritando que quem tinha que levar o prêmio era a Beyonce. Durante essa semana a cada dia surge uma nova piada do Kanye invadindo algo e uma invasão mais divertida que a outra. Para mim a melhor de todas foi o Kanyelicio.us, em que ele invade um site gritando que o melhor site do mundo é da Beyonce.
Eu acho que o próximo passo deveria ser um boicote mundial de ninguém mais agendar show e deixá-lo um bom tempo de molho, porque como o próprio Obama disse, o cara é um jackass.
Só hoje é que soube desse fantástico blog “Who Sampled“, que mostra de onde os artistas tiram samples de suas músicas, mas que raramente eles assumem. A chamada do blog é “explorando e discutindo o DNA da música”. A pesquisa que fazem é minunciosa com vídeos do youtube em que marcam o momento exato em que o sample foi utilizado. Os três maiores sampleadores são Jay-Z, Kanye West e Beastie Boys.
Vejam um caso do sample utilizado na música Robot Rock, do Daft Punk:
O dj Zegon é um dos caras mais queridos do cenário brasileiro de música em geral. Já foi dj do Planet Hemp, é um dos maiores djs de hip hop daqui, toca na Crew com sets absurdos de mashups inacreditáveis e hoje em dia fica viajando o tempo todo com seu projeto N.A.S.A. (North America South America) em parceria com o dj americano Squeak E. Clean. Aqui vai uma conversa rápida com o cara, onde eu peço pra ele contar como tá sendo essa explosão, já que eles tocaram dias atrás no Coachella, festival americano considerado o mais importante hoje no mundo. E também falamos do seu álbum “Spirit Of Apollo” e de como os “milhares” de convidados tocaram e cantaram com o N.A.S.A.
Começando do fim, como é tocar no maior e mais prestigiado festival de música do momento, o Coachella?
O Coachella pra qualquer Banda/DJ é um dos principais festivais do mundo e termômetro para um artista. Com certeza o maior e mais conceituado festival nos EUA. É uma grande realização, mas para mim pode parecer loucura, mas gosto mais da vibe de clube do que de festivais, curto o público perto dos toca-discos .
Os monstros, as bailarinas e principlamente os vídeos nos seus shows são únicos, em apresentações de artistas do mesmo calibre que vocês. O quanto isso faz diferença pra quem assiste? Qual o retorno que vocês têm disso?
Um ponto que sempre tive como DJ era de não ser mais um, de me diferenciar. E com o NASA não é diferente, a gente arma o circo, e o palco vira uma festa, como a cabine da CREW. Acho que por causa do disco a expectativa em cima da gente é grande, as pessoas às vezes acham que sempre vamos trazer todos convidados que tivemos no disco, e rola uma cobrança mesmo. Tocar com vídeo é uma viagem à parte, manipular e fazer scratch com imagens é muito divertido pra gente e acho que para o público também. Nosso “Circo Intergalático” tem dado o que falar. Teve um caso de tocarmos em um festival na Europa, antes de algum DJ (medalhão) com bem mais nome do que a gente, e quando ele entrou (só tocando com toca-discos) o público não se empolgou como no nosso show. Nossas marcianas fazem o maior sucesso. Alguém viu que o próprio Cobra Snake roubou nossa ideia? Ele tá fazendo uma série de festas “Star Trek” usando dançarinas verdes, com biquinis prateados, exatamente como as nossas, mas acho isso legal, ser copiado é um ótimo sinal.
Um festival desses com tanta gente diferente tocando, como é o “normal” hoje em dia de misturas, o público é diferente do que vocês estão acotumados a ter em clubes? E como é a recepção desse povo “diferente” e novo pra vocês?
Eu acho que tanto eu quanto o Squeak e Clean somos DJ’s ecléticos e sempre preparamos o set de acordo com a ocasião. É ótimo atingir novos públicos e às vezes esse público que está vendo pela primeira vez se empolga mais que o tradicional publico hipster/electro. Tem também o público do hip hop que, muitas vezes pelo disco do N.A.S.A. ser basicamente um disco de rap (com fusões,mas rap) espera ouvir isso, e acaba dando de cara com algo inusitado para ele. Muitas vezes alguns caras bem do rap mesmo chegam para mim e falam “cara você me fez dançar techno pela primeira vez !!!” Engraçado que não tocamos Techno, mas os mash-ups com Hip Hop/Electro, B-more, Rock, etc. fazem os públicos diferentes se unirem.
Tocar num festival que tem show do Paul MacCartney faz diferença? Dá pra encontrar o cara e tirar uma foto com o Beatle?
Hehehe… Não, o Paul nem circulou entre os mortais, eu até tentei, mas não dá para chegar perto dele, nem do Michael Jackson….
O quanto tocar no Coachella traz de “dividendos” pra uma banda como o N.A.S.A.?
Traz bons dividendos. Não estamos milionários, mas quase, hehehe… brincadeira. Tocar no Coachella abriu porta para outros muitos festivais que estávamos para confirmar, como Summersonic (Japão), Wireless (UK), Montreaux (Suiça) e outros. Gastamos todo o cachê e mais ainda na produção, mas valeu a pena…
Sair na capa da URB faz muita diferença também, na lista de promessas de 2009?
Sempre fui fã da URB, compro a revista e estar na capa ajuda a subir o passe, melhora bem os cachês, abre muitas portas. Também saímos na capa da Bounce (Japão) e o disco disparou de vendas por lá: divulgação nunca é demais.
O quanto isso tudo que tá acontecendo agora vai deixar o Dj Zegon mais longe ainda da Crew esse ano?
Puts, vai deixar bastante longe infelizmente. Nesse semestre acho que só toco num sábado, talvez em junho. Passei menos de 30 dias esse ano em SP, fizemos Europa em fevereiro, EUA, Canada e China em março e agora em abril EUA (Coachella) e Mexico (que medo!!!) e em 2 semanas já saio para Japão e Austrália e julho Europa de novo, agosto Japão e EUA de novo e por aí vai.
Quando vai ter o show do N.A.S.A. na Crew?
Estamos planejando Outubro para Tour na América do Sul com parada obrigatória na Crew, talvez na festa de aniversario, certo?
O casting que vocês têm de convidados no álbum é invejável. Como vocês chegaram nos principais deles? Quem ficou de fora que vocês queriam e não conseguiram?
E o casting do disco parece de mentira, né? Bom foram mais de 5 anos de paciência, correria, bons contatos, milhares de ligações e emails e por incrível que pareça alguns deles com Kanye West , David Byrne, Tom Waits, Karen O. , M.I.A., Santigold , eram todos ou ficaram amigos, não foram tão difíceis. No disco a gente tentou todo mundo que você possa imaginar como Bjork, James Brown, David Bowie, sem medo, pois o pior que pode acontecer é ouvir um não. Chegamos a falar com o James Brown diretamente, mas ele estava sempre em tour até a semana que faleceu…
E hoje a noite na Crew? O que vai ter de surpresa?
Tenho algumas surpresas, com alguns remixes secretos que fiz pro N.A.S.A. e também uma aberura que fiz em homenagem ao México, de onde cheguei ontém e onde a situação está preta. Também vou tocar um pouco do “the best of” dos meus sets no Crew, não só novidades …
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Então hoje, dia 28 de abril, a partir das 23h59 tem a CREW no D-Edge com o Dj Zegon, REBEL! djs, Fabrizio Martinelli, Killer On The Dance Floor, Database, Roots Rock Revolution e Tchiello K.
Pra ver dj Zegon tocar hoje à noite na D-Edge e entrar na lista amiga, só mandar um email pra festacrew@gmail.com até às 18h. O valor é R$ 15,00 e mulher não paga até a 1h.
Nesse vídeo, um pouco de mash-up ao vivo do N.A.S.A. com Beastie Boys, Fake Blood e os monstrinhos:
Bom, o negócio é o seguinte: a Madonna canta sobre bases pré-gravadas sim, galera. Claro que a gente sabe (e se não sabe é só pensar um pouco e a conclusão é óbvia) que dançar do jeito que ela dança e cantar ao mesmo tempo não há yoga, nem cabala, nem nada que aguente. Ela, Britney, Kyllie, Beyonce e afins, pulam, correm, dão cambalhota e cantam e a voz sai linda e loira? Não né, galera! Daí o povo vem com desculpas que é só uma base pré-gravada de guia, que não influencia diretamente, mas quando a Madonna levou o tombo no show do Rio de domingo na chuva, a voz dela continua límpida e bem alta pra todo mundo ouvir enquanto o microfone estava bem longe da sua linda boca. Veja o vídeo:
Não tô aqui julgando… Quer dizer, tô sim. O que eu fico pensando é se vale mesmo a pena ter um show desse tamanho com palco, telão e o caralho a quatro se a mulher dubla. Sei lá, pra quem gosta dela de verdade e se preocupa mais com o casamento dela do que com qualidade musical, vale a pena sim. Mas no meu caso, acho meio trash demais. Não nego toda a importância da Madonna na música pop do fim do século XX, a mulher quebrou tabus, falou das bichas, das sapatas, dos heteros, dos michês, casou, apanhou, separou, casou de novo com playboy, tentou ter sotaque inglês pra ser mais, hmmm, aristocrática, justo quem, separou de novo, teve casos, cabalas, filmes ruins e tudo mais e dubla no show? Isso me corta o coração.
E falando em cortar o coração, sábado passado o “geniozinho playba” do hip hop americano, aquele do show fraquinho do TIM, o Kanye West, cantou no sábado no Saturday Night Live. Telão lindo, enorme atrás dele, imagens bacanas, e o que o cara fez? Dublava também! Ah! No vídeo abaixo, que é uma reportagem de um programa americano de variedades, eles explicam a história das bases pré-gravadas de novo, que servem pra garantir uma boa performance se o artista não está com a voz em perfeito estado na hora e blá blá blá. Papo furado pra cima de mim, Kanye? O pior (pra ele) é que nesse caso, ele tava na tv e em close, ao vivo, num programa bombado na tv americana. E manda uma dessas:
Que vergonha! E só pra fechar com chave de ouro, uma banda lixo teen alemã, que segundo a Lalai eu adoro (não sei de onde ela tira essas conclusões), o Tokio Hotel tá fazendo uma tour de publicidade pelos EUA em shows de rádio e deixaram pra trás numa das rádios seu set list que comprova que os caras dublam mesmo. Você pode ver que no papel tem o momento que o microfone deve ser ligado pro vocalista falar alguma coisa com o público.
Eu ia fazer um post rápido escrevendo só uma frase que seria mais ou menos um pedido aos organizadores do TIM Festival que ano que vem, ao invés de trazerem um Kanye West da vida, pra eles pegarem o tal cachê de milhões de dólares (e isso não é uma metáfora, é a realidade, ao que consta) e dividirem essa dinheirama toda em vários shows de bandas como The National.
Num festival em que um rapper mauricinho que se acha “a estrela mais brilhante do universo” e que faz um show que parece um musical infanto-juvenil baseado tanto em 2001 como na Xuxa, dirigido por alguém do nível do Hans Doner cobrando por um lixo desses o que cobra. Ainda por isso a organização cobra vergonhosos R$ 250,00 de entrada fazendo com que um público minguado assistisse a palhaçada espacial do Kanye, não dava pra esperar mais nada o resto dos dias. E esse foi o primeiro deles. O show é tão meia boca que o telão poderoso falhou várias vezes durante a apresentação e em vários momentos o Kanye tinha que se virar pra alguém que estava no canto do palco, na mesa de controle do elevador que tinha no meio do palco e pedia pra baixar a tal plataforma ou subí-la e insistia, quebrando qualquer possível clima que ele vinha tentando criar durante sua apresentação. Na minha opinião, o único momento bom do show foi a música Gold Diger, que nada a ver com o tema futurista, pareceu um oásis no meio de um deserto (marciano?) de lixo pseudo-cabeça-espacial.
O bom é que no outro dia, na quinta feira, teve Neon Neon e Klaxons, duas bandas que mostraram que num festival decente com mais gente tocando e não com atrações diluídas em vários dias pra poder cobrar uma entrada abusiva por dia, o TIM seria muito relevante, como vai ser com certeza o Haagen Dasz Mix Music e o Planeta Terra.
Neon Neon mostrou que a mistura do indie com a eletrônica é super pertinente e funciona muito bem e surpreendeu os incautos presentes que não pararam de dançar com a banda de abertura. E o melhor, a atração principal Klaxons, uma banda porrada que faz o real disco-punk, não parava de falar do Neon Neon e elogiar e dedicar música, isso pra dar idéia da relevância de uma Gruff Rhys do Super Furry Animals no cenário da música atual. Klaxons quebrou tudo, não deixou ninguém parado e a ótima banda ao vivo parecia melhor ainda que suas músicas gravadas. Foi surpreendente ver os caras não deixando pedra sobre pedra.
Eu perdi a sexta feira, o Gogol, Yoda, Dan Deacon e afins, me arrependi, mas paciência, minha sexta foi um cu mesmo!
Mas sábado, ah, sábdo. The National mostrou que eu estava certo em esperar tanto esse show e estava mais certo ainda por ter passado horas e horas e mais horas esse ano ouvindo tanto seu álbum Boxer. “I know I dreamed about, for 29 years before I saw you”. Uma banda com uma letra dessas numa música não é qualquer coisa, gente. Que banda, que músicos, que engenheiro de som fudido que equalizou o som perfeitamente durante o show, deixando com que todos nós tivéssemos a oportunidade de nos deliciarmos com canções perfeitas tocadas e interpretadas mais perfeitamente ainda. Eu confesso que em dois momentos eu chorei durante o show de alegria e de emoção: Matt Berninger, o vocalista, é o tipo de cara que durante uma canção morre e faz com que morramos juntos. Fazia tempos que eu não via um show de rock que me pegasse não só pelas entranhas, mas também pelo cérebro e pelo coração. Geralmente essas coisas de dissociam num show de rock, que pra mim é o melhor de música ao vivo que existe. Eu pirei com Muse uns meses atrás ao vivo, mas The National, ai ai ai , me lembrou os shows do Nick Cave, do Jesus And Mary Chain, do Radiohead no lançamento do OK Computer. Foi o show do ano pra mim.
E depois veio a farsa MGMT. O que me irrita em bandas hoje em dia é essa necessidade de se mostrarem roqueiras, com influências do heavy metal, nesse caso do Led Zeppelin. Bom, geralmetne essas bandinhas aparecidas são umas farsas e o MGMT não é exceção. Bandinha que começou com uma pegada psicodélica, hippie porcaria e que agora resolveu que o leggal é fazer show e vem tentando ao vivo. Eles deviam ensaiar uns 2 anos e em 2010 saírem em turnê. Alguém por favor avisa pra eles que deixar o som super alto não atenua a falta de talento? Com 3 músicas boas, um show de 1 hora é um saco, constrangedor.
Conclusão? Só por terem trazido The National eu tiro meu chapéu pro TIM, via-se que era uma banda perdida no tipo de festival que fizeram. Mas, por favor, repensem ano que vem, façam direito, espelhem-se em quem tem feito certo.
Nesta quarta-feira começa o Tim Festival, que teve duas baixas: The Gossip e Paul Weller, mas mesmo assim ainda restam boas atrações para serem vistas: Kanye West, Klaxons, Neon Neon, Gogol Bordello, The National e MGMT. Desta lista a única que eu ainda não vi foi Neon Neon, que promete.
Se você ainda não comprou seu ingresso e está aí no sofá titubeando se vai ou não vai porque não está afim de desembolsar dinheiros, eu vou te ajudar! Estamos DANDO alguns pares de ingressos para todos os shows. Válido somente para moradores da cidade de São Paulo:
-1 par para Kanye West [22/10 - quarta]
-2 pares para o Bossa Mod [23/10 - quinta]
-3 pares para Novas Raves – Neon Neon, Klaxons [23/10 - quinta]
-3 pares para Tim Festa – Gogol Bordello, Dan Deacon, Switch, Junior Boys, DJ Yoda [24/10 - sexta]
-1 par para The Cats – The Bill Frisell Trio (com Kenny Wollensen & Tony Scherr), Enrico Pieranunzi Trio e Tomasz Stanko Quintet [24/10 - sexta]
-2 pares para Ponte Brooklyn – The National, MGMT, Cérebro Eletrônico [25/10 - sábado]
Os ganhadores serão os primeiros a deixar comentário com email para contato. Informe os dias que deseja ir por ordem de preferência (será dado um par por comentário).
Eu não sou grande fã do hip-hop. O último Lollapalooza só evidenciou o quanto o estilo está em alta (ele esteve em baixa alguma vez?). O festival conhecido por sua veia rockeira, teve seu último dia dedicado 50% à atrações hip-hop e com nomes de peso.
Eu acabei mudando de lado neste dia, já que até então eu estava sempre do lado direito do parque. Não tinha grandes intenções de ver Kanye West, porém como começaram a espalhar que o Obama passaria por lá, o Jade do rraurl.com pediu para que eu tentasse ver, afinal seria um momento histórico.
Minha credencial não dava direito ao pit, mas eu tinha recebido um email da assessora do NIN perguntando quem gostaria de fotografar o show, pois ela iria analisar os veículos e liberaria acesso para alguns. Como grande fã da banda, eu tratei logo de tentar a sorte e recebi o email confirmando que meu nome estaria na entrada.
O grande problema é que o show do Kanye West começaria meia-hora antes do NIN e eu não conseguiria chegar a tempo do outro lado para poder usufruir da minha conquista. Choramingando eu abri mão e segui com minhas amigas para ver o Kanye. Confesso que demorou para eu relaxar e resolver curtir.
Quando os primeiros gritos vindo lá da frente ecoaram no parque anunciando o início do show e um show de luzes e fumaça invadiu o palco, eu confesso que me arrepiei. Kanye West é o que podemos chamar de show-man. Ele é do tamanho do palco! Se esparrama por ele dançando de um lado para o outro. Envolve de uma forma que, mesmo não sendo grande apreciadora de sua música, eu me rendi. Os primeiros acordes de Stronger para então dar forma a Good Morning, que foi a música de abertura de um show que durou 2 horas, levou o público ao delírio.
Eu já não esperava mais a presença do Obama e uma aflição tomou conta por ter NIN do outro lado me aguardando. Nunca me senti tão dividida. Obama de fato não apareceu e eu curti as 4 primeiras músicas do show: Good Morning, I wonder, Through the Wire, Champion. De lá voei e consegui ver o NIN (ainda bem, pois eu até estava tranquila, já que assistiria a banda aqui em São Paulo e o show acabou sendo cancelado) num show inacrível.
Depois desta experiência, eu retornei ao Brasil querendo rever as duas atrações e somente o Kanye West é que vai acabar acontecendo (se nada rolar até quarta-feira). Sei que o ingresso está absurdamente caro (R$ 250,00 a inteira, mas a meia + desconto Tim acaba saindo por R$ 100 e quem comprou para ver Gossip, ainda pode pegar um ingresso adicional de graça para qualquer dos dias) e Kanye nem é tão unanimidade aqui quanto nos EUA, mas o show vale a pena ser visto. Esqueça Madonna, Kanye é muito mais show e música. Quarta-feira estarei lá, provavelmente me arrepiando como me arrepiei no Grant Central Park em Chicago.
Segue o setlist do show no Lollapalooza 2008:
Good Morning
I Wonder
Through the Wire
Champion
Put on For My City
Get ‘Em High*
Diamonds From Sierra Leone
Can’t Tell Me Nothing
Flashing Lights
Homecoming
Touch the Sky
“Tell your kids about me”/70s Computer–>Computer in your Phone (with Macbook Air tease)/Kanye West/ James Brown/Jimi Hendrix
Golddigger
Jesus Walks
Metade dos artistas escalados para o último dia do Lollapalooza eram hip-hop e eu confesso nunca ter sido grande fã do estilo. Vi Saul Willians, Flosstradamaus e Kanye West. Gostei dos três. Kanye era algo que não estava na minha programação, já que ele tocava no mesmo horário que NIN, que é uma das minhas bandas favoritas. Como havia uma previsão do Obama passar por lá, o pessoal do rraurl pediu para que eu assistisse, afinal seria um momento histórico. Obama não passou e eu tive dificuldades de abandonar o show.
Desde então eu comecei a prestar mais atenção ao hip-hop. Basta navegar no meu blip.fm que verá o quanto ando influenciada (tardiamente) ao estilo.
Entres as últimas descobertas musicais, a que mais tem me chamado atenção é o sueco Adam Tensta, que estourou em 2007 com a música “My cool” arrematando o Grammis (Grammy sueco). Até Perez Hilton se derreteu pelo sueco e o considera o grande nome do hip-hop mundial. E não é só hip-hop. Suas músicas são misturas de hip-hop, electro e sintetizadores.
Este textointroduzindo Adam Tensta na América vale a pena ser lido. Acho que o cara fala tudo que eu gostaria de falar caso eu soubesse escrever sobre música.
Sou várias e às vezes todas estão no mesmo lugar. Aqui escrevo sobre meus projetos noturnos, diurnos, andanças, leituras, música, tecnologia e claro, muito papo furado.