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Tocando com laptop

sexta-feira, agosto 21st, 2009

Uma grande discussão que rola é sobre live, pois o que é um live? Acho bem fácil definir: é tocar a música ao vivo. Aí pode fazer uma listinha de artistas que vale a pena questionar se eles realmente fazem live ou não. Saiu um artigo bem interessante na revista Fast Company questionando como fazer interessante a apresentação com computador (para não ter que discutir se o cara está fazendo ou não um live).

Se o artista está tocando numa festa, isso não afeta de maneira alguma a apresentação dele caso o som seja de sacudir os ossos. Agora pensa num palco grande com o cara lá no meio com uma mesinha na frente. O que faz ser interessante? A revista cita três bons exemplos: Justice, Simian Mobile Disco e Daft Punk, que se apresentam em festivais e tem como suporte um grande apelo visual, que é o que torna o show mais interessante. E para essa lista podemos trazer vários outros nomes que usam e abusam desse artifício. Daft Punk ao vivo eu não sei o que mais me chamou atenção: ouvi-los tocando ali minhas músicas favoritas ou aquela pirâmide monstruosa e uma iluminação surreal.

Mas claro, para isso é necessário uma boa grana extra, afinal conceber tal arte não sai barato. Na minha festa Crash, em que fazemos uma projeção diferenciada, o aluguel de equipamento sai mais caro que o cachê de um bom dj.

A Fast Company comenta sobre o artista Nosaj Thing, que faz um som bem experimental, que nem sempre é o mais fácil de assistir. Para fazer seu show ser mais interessante, ele se juntou a dois artistas, Adam Guzman e Julia Tsao, que fazem a concepção visual e projetam ao vivo durante o show e com um budget bem inferior aos grandes que citei ali em cima. Viva os vjs, que por aqui ainda não são valorizados como deveriam.

Assista a um trecho do show:

Nosaj Thing Visual Show Compilation Test Shoot from Adam Guzman on Vimeo.

A-TRAK é o cara!

terça-feira, março 31st, 2009

Ele é o dj campeão do DMC mundial, super respeitado, tem músicas boas, remixes ótimos. E aqui vai um vídeo dele tocando ao vivo, brincando com “Robot Rock” do Daft Punk. De passar mal!

MSTRKRFT twittando ao vivo na tv americana.

sexta-feira, março 20th, 2009

Essa foi bem boa. O MSTRKRFT, preferidos aqui da casa, foram tocar ao vivo no programa do Jimmy Kimmel na tv americana. O rapper N.O.R.E. que canta a música “Bounce” que eles tocaram, fica com seu smart phone na mão e checa no meio da música suas “instant messages”. Muito bom!

Semana Radiohead: “Creep”.

quinta-feira, março 19th, 2009

Fazia mais de 3 anos que eles não tocavam essa música e rolou essa semana no México: todo mundo cantando junto, mal dá pra ouvir o Yorke cantar. Tenho certeza que se tocarem no domingo, não vai sobrar pedra sobre pedra naquele meio do mato!

Semana Radiohead: “Anyone Can Play Guitar”

terça-feira, março 17th, 2009

Mas uma música preferida do Radiohead que é muito provável que eles não toquem no show de domingo. Pesquisando rápido pelo youtube, só achei vídeos ao vivo de “Anyone Can Play Guitar” de pelo menos 10 anos atrás. Mas quem sabe. Hoje é dia de San Patrick, tô de verde, e vou pedir pra ele!

Bob Dylan e Johnny Cash

sábado, novembro 22nd, 2008

A Aquarium Drunkard liberou todas as MP3s de uma session do Bob Dylan e Johnny Cash nos estúdios da CBS em 1969. Como fã de Cash, adorei. Divirta-se!

Bob Dylan e Johnny Cash

Justice desmascarado?!?

terça-feira, novembro 18th, 2008

Ui, que feio, Gaspard! Desligado? Fingindo?

Justice "unplugged"

Justice

Eu sei que alguns amigos deles fingem que tocam também, então eles estão bem acompanhados.
Ah, rolou uma resposta do cara, na verdade um “official statement” pouco convincente, claro:

“Yeah, shit happens! I remember the story, I couldn’t remember the city but i think it was in Manchester. I didn’t noticed at first, because as you can see i was looking at the computer to launch the next vocal hook and right after i realised that the blue screen went black, so there was no way possible it could work, so i plugged it back in, big deal! and the next thing you know is this picture.” – Gaspard Augé – Justice

(coloquei no google translator pra não dizerem que eu tava sendo, hmmm, parcial, e saiu isso “Sim, merda acontece! Eu lembro da história, não consigo lembrar a cidade, mas acho que foi em Manchester. Eu não notei, pois como você pode perceber, eu estava olhando para ver o computador para lançar o próximo vocal. Aí percebi que a tela azul ficou preta, então não houve maneira possível que fizesse funcionar, então eu liguei de volta, grande coisa! e a próxima coisa é esta foto.”)

via Tech Funk Manifesto

R.E.M. ao vivo em São Paulo. Pronto, acabou.

terça-feira, novembro 11th, 2008

O negócio é o seguinte: R.E.M. é “a” banda e R.E.M. faz “o” show. E não tem pra mais ninguém.

Todos os shows que eu vi essa últimas semans na temporada de festivais que tem por aqui, todos, de verdade, eu trocaria por um único show do R.E.M.

Michael Stipe canta como se fosse o show mais feliz da vida dele. Mesmo num via funchal ridiculamente quente, e ele de terno e gravata o tempo inteiro, mostrando que nada o incomodava. Ele até comentou que “isso aqui tá muito HOT. São Paulo é muito HOT”, mas isso depois de 1 hora e meia de show impecável.

Na primeira música, “Liveing Well Is The Best Revenge”, o som do lugar tava pésimo e eu fiquei com medo. Mas já em “I Took Your Name” tudo ficou lindo. A banda é perfeita, o público que lotou o lugar cantava tudo, público que foi pra ver o show mesmo, sabe?

Por quase duas horas os caras mostraram como uma reputação construída em mais de 20 anos de carreira faz valer em 2 horas de puro êxtase.

Eu tinha certeza que minha música preferida do R.E.M. era “Drive”, tanto que fiz um video dela inteira, mesmo tremendo e chorando (de verdade, não quando a gente vai num show bacana e diz que chorou. dessa vez eu chorei mesmo, ficava arrepiado). Veja o vídeo a seguir:

Daí, os caras tocaram “Ignoreland”, “Imitation of Life”, “Everybody Hurts”, “The One I Love”, “Orange Crush” e eu não tive mais certeza de nada. Qual era, depois de todas essas, a minha música preferida do R.E.M. Isso sem falar em “Loosing My Religion”, “It’s The End Of The World (As We Know It)”, “Man On The Moon”. Fora todas as músicas mais novas e as mais antigas, como a antigona “(Dont Go Back To) Rockville, cantada pelo baixista Mike de chapéu de cowboy e camiseta da seleção brasileira, com Stipe de backing vocal.

Stipe falou do Obama, claro, e de como ele tá animado pra voltar pra casa nessa nova era e tal. Disse que a primeira vez que veio a São Paulo foi 18 anos atrás, que quando viu do avisão o tamanho da cidade pensou em “Electrolite”, que originalmente foi escrita para Los Angeles mas disse que servia muito pra São Paulo. Foi lindo!

Quero mais sempre.

E aqui o set list do show de ontem:

Living Well is the Best Revenge
I Took Your Name
What’s the Frequency, Kenneth?
Fall on Me
Drive
Man-Sized Wreath
Ignoreland
Hollow Man
Imitation of Life
Electrolite
The Great Beyond
Everybody Hurts
She Just Wants To Be
The One I Love
Sweetness Follows
Let Me In
Bad Day
Horse To Water
Orange Crush
It’s The End of The World As We Know It (And I Feel Fine)

Encore:
Supernatural Superserious
Losing My Religion
Animal
(Don’t Go Back To) Rockville
Man on the Moon

(percebam, 5 músicas no bis!!!)

Só Jesus (and Mary Chain) salva!

segunda-feira, novembro 3rd, 2008

Lá nos idos de 1990, quando eu era um moleque que estudava cinema, em 2 dias de junho eu fui aos primeiros shows de uma das minhas bandas preferidas da vida, The Jesus and Mary Chain. Na época, uns amigos meus da faculdade trabalhavam na única rádio rock que existia, a 89FM e sempre essa rádio que fazia as promoções dos shows que aconteciam no Projeto SP, um dos lugares mais bacanas que já existiram por aqui. Na Barra Funda dos anos 80 (não nesse hype de hoje), num galpão bem legal no meio do nada eu vi shows do Iggy Pop, Nick Cave, Toy Dolls, Gene Loves Jezebel, só pra citar alguns. E nesse dia de junho, fui nervoso ver o show do Jesus. Pegando carona nessas promos, eu sempre conseguia os convites pros shows e de vez em quando até ver os caras que iam na rádio dar entrevista, daí levava maues vinis, pegava autógrafo e tal. O que não foi o caso do Jesus. Os caras já eram grandes. E chatos, rezava a lenda. Sem entrevistas, sem sair do hotel, eles vinham tocar e pronto.

Mas fui lá eu e tive uma das melhores experiências musicais da vida. O lugar lotado, eu na cara do palco, sentindo o suor dos irmãos cair perto de mim e quase ficando surdo com a distorção da guitarra dos caras e querendo que meus tímpanos explodissem, porque se aquilo era felicidade, eu tava no cú. O show foi impecável, claro que não me lembraria de detalhes se não fosse por esse set list que eu peguei do chão do palco assim que terminou. na época não tinha cordão de isolamento na frente do palco, nem seguranças. A gente ficava mesmo grudado no palco, era bom demais.

A hora que eles tocaram “Just Like Honey”, minha música preferida deles até hoje, eu me lembro de pensar que eu queria que aquele momento ficasse marcado na minha memória pra eu poder depois de 20 anos, contar pra alguém o que tinha sido. E foi assim que eu em êxtase chorei pela primeira vez num show de rock.

Ano passado, 2007, 17 anos depois, eu vi o show dos caras de novo. Estava na Europa e eles eram os headliners do Rock En Seine, em Paris. Claro que programei toda a minha viagem de 5 semanas para que no dia do show eu estivesse por lá. E melhor ainda, como quem tem amigo não morre pagão, meus amigos do CSS tocavam no mesmo dia no mesmo festival e conseguiram pra mim convites free pass pros 3 dias. Era mais um sonho realizado, tanto tempo depois ver um show deles e o melhor, com todo mundo dizendo que eles estavam melhores do que nunca. E era verdade, o show deles foi inacreditável. Barulhento ao extremo, com perfeição de banda que deve ter ensaiado horrores e não deixou a desejar em momento algum. Uma amiga foi comigo e o sonho dela era ver o show deles e ela ficou paralisada o show inteiro, não acreditando que aquilo estivesse acontecendo. Só digo que de todos os shows maravilhosos que vão ter no Festival Terra, a maioria que eu nunca vi, acho que mais uma vez eu tô super ansioso pelo show dos irmãos Reid.