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A criatividade e a crise

sexta-feira, junho 12th, 2009

Eu nunca ouvi falar tanto na crise econômica como aqui na Europa. Uma das perguntas recorrentes foi o porque de eu ter pedido demissão justamente nessa fase em que o mundo está passando. Assim como os japoneses, eu sempre acreditei que a criatividade é a melhor amiga da crise. Não que eu seja a pessoa mais criativa do mundo, mas posso dizer que em 6 meses eu consegui provar para mim que posso me virar por minha própria conta e risco. Não reclamo da minha época de carteira assinada, afinal eu sou bem grata ao meu último emprego, que foi na AgênciaClick, que abriu diversas portas para mim e são nelas que eu tenho entrado nos últimos 6 meses (5, porque no sexto mês eu já me dei férias e cá estou usufruindo de dias que não terminam do outro lado do oceano).

E claro, não sou o único ser que está tentando driblar a crise e se dar bem com ela. Eu sou peixinho bem pequeno e isso facilita bastante a minha vida, mas quem sofre de fato nesse momento são os grandes, que precisam de mais criatividade ainda para poder pagar as gordas contas e salários no final do mês.

Li um post bem interessante a respeito no blog do W+K, uma das minhas agências favoritas, discute sobre criatividade x crise questionando por onde andam os criativos e o que andam fazendo.

Aparentemente os mais criativos andam pelo Japão e por alguns cantos aqui na Escandinávia. A última ação bacana foi a abertura em Tóquio da loja pop-up Magazine Alive, uma parceria entre a Vogue Japão e Comme des Garçons em comemoração aos 10 anos da revista. Quem é responsável pela loja é o próprio Rei Kawakubo.

A loja e o espaço dedicado a uma galeria de arte, é um laboratório experimental para marcas, que recentemente expôa uma instalação improvável da Louis Vuitton. A Magazine Alive estreou com o conceito da Vogue de julho: mangá & moda. O artista Takashi Murakami ficou com o último andar da loja, onde ele apresentou uma edição limitada de produtos baseada no anime “Magical Princess”. A janela da frente ganhou manequins de prata da Chanel, tricôs assinados por Martin Margiela, assinado pelo Karl Lagerfeld, vestidos de seda da Undercover e camisetas com imagens de ícones fashion, incluíndo Hedi Slimane, Marc Jacobs e Donatella Versace deram estilo à diversidade da cultura pop do Japão à loja.

windowbykarllagerfeld

E o que a crise tem a ver com isso? Com a crise se vende menos, se você aumenta o desejo pelos seus produtos, as pessoas driblam (ou ignoram) a crise e continuam consumindo.

Não importa se você tem dinheiro ou não, quem é criativo consegue fazer muito com pouco e acaba encontrando quem compra suas idéias ou produtos.

Por dentro da minha bolsa

sábado, março 7th, 2009

Acabei de ver no blog Favoritos uma brincadeira para mostrar que bolsa você carregou pela última vez e o que tinha nela. Como sou apaixonada por bolsas, eu resolvi participar. Funciona assim:

1) Poste uma foto da bolsa que você usou hoje. “Não, você não pode ir lá no armário e pegar aquela bolsa bonitinha, tem que ser a última que voce usou”. Eu gostaria de saber o que você carregou nela hoje ou da última vez que saiu de casa.

bolsa

A última vez que saí foi ontem para ir na Batalha de Dança que rolou no Clube Glória, por isso optei por esta carteira de mão azul Marc Jacobs e nela carreguei: o cartão do banco, R$ 25,00, US$ 1,00 que eu não sei o que tá fazendo aí, um gloss Dior, um batom (roubado de uma amiga) Chanel, um lápis (imprescindível para um retoque no make no meio da noite) Estée Lauder, creme para as mãos L’Occitane, um elásticão para colocar na cabeça caso bata um momento indie, carteira de motorista e a chave do carro num chaveiro lindo, que é um mini controle remoto do Wii. A máscara eu ganhei no meio da festa e acabou na bolsa. O celular ficou de fora porque ele serviu de câmera para fotografar a bolsa.

2) Quero saber quanto pagou por ela. Não é para julgar, somente para se divertir. Então diga aí, e se tiver alguma história associada com a compra dessa bolsa, eu quero saber também.

Eu ganhei recentemente do Larry Tee, que veio tocar na Crew. Ele sabe da minha paixão por carteiras (tenho uma pequena coleção).

E para fazer a meme rodar eu convido a Marisa e a Bia Granja para participarem. Podem tratar de contar o que estão carregando na bolsa de vocês pra gente. E copiando a Luíza, quem estiver afim de participar, faça o texto e deixa o link nos comentários. Vou adorar saber o que tem na sua bolsa, afinal a bolsa de fato diz bastante sobre a pessoa. E pela pesquisa que a Mayra, do blog Menus del Dia, fez, a brincadeira começou aqui.

Mizrahi’s revival

sexta-feira, fevereiro 20th, 2009

Houve um tempo (mais precisamente entre 1990/95 ), onde o foco da imprensa de moda estava voltado para Nova Iorque. os olhos de todo mundo pairavam sobre os estilistas, lifestyle, empresas e artistas desta cidade (supermodels, Guess??, erotica/sex book/Madonna, CK One, Deee Lite, Herb Ritts, Bruce Weber, Vogue América, etc). NY era o epicentro do que a “America” necessitava e aspirava para o mundo. uma época onde a moda era ”fashion”, uma preocupação diária, divertida e de extremo interesse entre os jovens (mesmo com a revolução do movimento anti-estética ”grunge”).

Emergia para o “mainstream” um seleto grupo de estilistas cheios de energia, humor e criatividade dando um “tempero” diferenciado à esse mercado tão famoso por seu volume de vendas e produção. Anna Sui, Stephen Sprouse, Marc Jacobs, Todd Oldham e Issac Mizrahi eram o “link” entre as ruas e o mercado elitista que tanto a moda necessitava.

Issac sempre foi um destaque por sua delicadeza e elegância em misturar cores e tecidos, seus desfiles “chic” mas com um ar desprentensioso e seu incrível humor e ironia. Uma atitude e energia que movimentava flashes e câmeras para onde ele mirava uma nova empreitada (vale recordar e assistir seu filme-documentário “Unzipped”). Ele era um frescor para a rigidez da classe média americana, ávida por moda mas reticente aos estilistas europeus (mais classistas e históricos ). E como uma parábola, esse hiato nos presenteou com incríveis desfiles e recordações dentre o imaginário da indumentária.

Mais um ciclo se passou, conglomerados se fortaleceram (Karl Lagerfeld através da batuta de Maison Channel comprou a Issac Mizrahi, por exemplo), e a moda voltou seus olhares para a Europa (inicialmente para Londres-com sua dramaticidade/heroin chic e depois para Milão/Paris- moda extremamente burguesa e histórica ). Agora dentro de um cenário mundial que contesta valores, propósitos e atitudes, a América nos reserva algumas surpresas como o próprio Issac nesta semana de moda de NY. Largando a mão de uma perspectiva recessiva, ele nos embeleza com um desfile com todas suas melhores características já mencionadas anteriormente e nos faz (ao menos a alguns) dar suspiros de uma época única e original… “God blessed America !”.

Bubble wave

quarta-feira, fevereiro 18th, 2009

O que aconteceria se você entrasse em uma doceria e encontrasse dentre inúmeros doces iguais, um colorido e inusitado?? No mínimo despertaria sua atenção,não?? Pois é com essa singela observação que escrevo sobre o desfile de inverno 2009/10 de Marc Jacobs para sua linha homônima na semana de moda novaiorquina.

A semana ainda segue e o site segue afinco para fazer ao final um apanhado geral de uma semana que  já à tempos não é a maior referência em tendências mas sim em “bussiness”. Ao longo de inúmeros, prevísiveis e comerciais desfiles, Marc Jacobs nos supreendeu com uma cartela de cores cintilantes, enérgica, alegre e até em certos momentos exagerada. Fundamentos como ombreiras (Montana, Mugler), opulência, contraste e anos 80 (Dinastia/Movimento PunK), Jacobs “acordou” a imprensa presente do seu sonambolismo contínuo, fazendo com que o classificasse como o “it show” da temporada, mesclando assim, seu virtual feeling para sacar o melhor das ruas com um “divisor de águas” da temporada.

Sinceramente, observando o desfile e considerando certas características de seu “oficio”, Jacobs não fez nada mais do que seria esperado pelo “mercado”. Explica-se: Jacobs tem uma equipe eficiente e bem sintonizada com o que os jovens usam nas ruas (considerando também os insiders e fashion victins); Jacobs vive praticamente “full-time” em Paris e os elementos apresentados no seu desfile já são encontrados nas ruas de Paris e Milão há pelo menos um semestre. Não devemos esquecer que ele desenha para um dos maiores conglomerados de moda do mundo, o que lhe dá estrutura e foco comercial no seguimento de alto luxo possibilitando portanto que em sua marca homônima Marc possa assim como dizer, “relaxar” e ser mais “edge”, tendo assim mais repercussão e audiência em site especializados e TV.

Não foi o “descobrimento das Américas”, tampouco a reencarnação de um gênio da moda, mas vale ressaltar sua esperteza e até certo ponto “audácia” que lhe conferiu nesse semana de moda verdadeiramente “correta”, um sabor diferente, inusitado e de gosto até duvidoso.

Making-off campanha Louis Vuitton

segunda-feira, janeiro 26th, 2009

Com Marc Jacobs, Madonna e fotografia Steven Meisel:

Vestidos que me derretem

sábado, março 8th, 2008

Quem me conhece sabe o quanto eu sou apaixonada por vestidos. A minha média é uma aquisção por semana, mas ainda não consegui ter O VESTIDO. Minha preferência recai aos curtos, preferencialmente os bem curtos, mas também gosto dos longos.

Hoje, entregue na minha preguiça, dediquei meu tempo às coleções mundo afora e aí vai uma coletânea dos vestidos que fizeram meus olhos brilharem:

threeASFOUR – coleção primavera/verão 2008 roupa como arte:

threeasfour

Helena Hörstedt: achei a coleção conceitual, mas não resisto a um pretinho básico. E Suécia é sempre uma boa lembrança:

Helena Hörstedt

Miu Miu: a nova coleção está difícil escolher o melhor vestido. Todos curtíssimos e lindos !

Miu MiuMiu Miu

Malicious Design: o nome já diz tudo. É para dormir ou para se jogar?

Sugar dress

Alexander McQueen: coleção Outono/2008. Coleção inspirada na era vitoriana. Gostei especialmente desta combinação:

Alexander McQueen

Chloé: coleção outono/2008. Eu babei na coleção inteira e ando adepta da combinação vestido e calça, aliás, atente o sapato que escândalo:

Chloé


Balenciaga que sempre me balança. Usaria fácil esse modelito que também é coleção Outono/2008:

Balenciaga


Chanel: adorei o tom romântico…. só não sei onde usaria, mas sempre aparece lugar:

Chanel

Marc by Marc Jacobs: porque eu adoro um ombro nú:

Marc

Gucci: Heidi Klum na festa beneficente organizada pela Gucci em benefício aos orfãos de Malauí e Unicef:

Heidi Klum

E claro, isso só para citar alguns, porque vestidos lindos não faltam… o problema é bancá-los.