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São Paulo, a número 1

sábado, janeiro 23rd, 2010
Sao Paulo by Ola Persson

Sao Paulo by Ola Persson

No próximo dia 25 nossa cidade comemora 456 anos e, mesmo em meio aos problemas sérios que estamos enfrentando com alagamentos, desabamentos, etc, São Paulo está melhor do que nunca.

Eu sou muito urbana e gosto da vida em cidades grandes, tanto que minhas cidades favoritas são grandes metrópoles. São Paulo me atende razoavelmente bem. Não vou entrar na discussão no momento dos pontos negativos que temos por aqui, mas ressaltar a parte boa. Também não vou entrar no mérito sobre qualidade de vida, pois quem mora em cidade grande é que tem que se policiar para conquistar alguma.

Na quinta-feira, o caderno de Turismo da Folha chamou a minha atenção ao ter um especial sobre turismo em São Paulo. A cidade que sempre foi vista apenas como um lugar para vir a negócios, tem se tornado cada vez mais um lugar para se conhecer. O guia Wallpaper São Paulo termina o texto de apresentação da cidade com uma dica para vir conhecer São Paulo logo, antes que ela seja invadida por uma horda de turista.

Eu fico bem feliz em ver nossa cidade sendo comentada nos 4 cantos do planeta e, de uma hora para outra, de encontrar pessoas interessadas em vir passear por aqui. Adoro sentar para pensar em roteiros e ciceronear amigos, inclusive tenho até um desejo antigo que é um dia me dedicar em escrever um guia paulistano.

Sao Paulo by Ola Persson

Sao Paulo by Ola Persson

No ano passado a revista Wallpaper fez uma edição especial listando 40 razões fabulosas para você estar em 10 cantos selecionados no planeta, sendo que um deles foi o Brasil e uma boa parte das razões estavam justamente em São Paulo.

Enquanto eu pesquisava coisas sobre a cidade, achei um texto que o Zuenir Ventura escreveu há alguns anos sobre São Paulo, que vale a leitura, além de um texto homenagem que fiz no aniversário da cidade em 2005, que vou até reproduzir um trecho aqui:

As opções são infindáveis: gastronomia para todos os paladares, botequins em muitas esquinas, vida noturna agitada para todos os gostos, uma das maiores mostras de cinema do mundo, peças teatrais de tudo quanto é canto aterrissa por aqui, opções de malhar na madrugada, café a qualquer hora, espetáculos para todos os gostos, parques bacanas, sol, chuva, frio, grandes marcas, brechós, feirinhas de artesanato em vários cantos, museus bacanudos, bienal de artes, desfiles de moda entre tantas outras coisas. Você pode se sentir em Londres, em Paris, em Nova York, no Japão ou em qualquer outro lugar do mundo sem sair daqui.

São Paulo me enlouquece, me enrusbece, me derrete, me encanta. Não é apenas dual, é mais que isso, pois é cheia de incertezas. Às vezes se comporta como gente grande, às vezes parece uma criança. Pode ser sensata, às vezes um tanto ingrata ou mesmo mimada. Tudo é longe e ao mesmo tempo tudo é perto. População numerosa e ao mesmo tempo a impressão é que todos se conhecem. Às vezes nos envelhece, às vezes nos rejuvesnece. Muita gente diz que odeia, mas não cogita sequer sair daqui.

Com todas as suas loucuras, eu prefiro perceber os seus encantos e me deleitar neles.

Mas o que deu origem a esse post foi a surpresa que tive ao ler o post que PSFK publicou nessa semana a lista das 20 melhores cidades para se viver no mundo, feita pelo Hub Culture, a partir de questionários feitos para os membros da rede e análises sobre a cidade. A número 1 desse ano foi São Paulo. É, São Paulo. O próprio PSFK coloca um interrogação na frente com a surpresa do resultado. Copenhagen que é considerada um dos melhores lugares para viver, ficou em sétimo e Berlin ficou em segundo lugar.

Eles resumem a cidade como um lugar jovem, onde tudo acontece, possui uma população vibrante e está num boom de consumo. A vida noturna está cada vez melhor e citam também o fato de termos o restaurante DOM (pena que são pouquíssimos os que tem $ para ir lá). São Paulo é vizinha da cidade que vai abrigar as Olimpíadas, Rio de Janeiro. Temos um presidente dinâmico (cof, cof, cof, cof), uma das moedas mais estáveis do mundo e um senso de otimismo (a velha história que por aqui a esperança é a última que morre) e que estamos num momento de criação do maior centro urbano do hemisfério sul. Claro que diz que o nosso grande problema ainda é a criminalidade.

De qualquer forma, acho que é um presentinho e tanto de aniversário para São Paulo, mas acho que há muito o que fazer por aqui ainda para realmente merecermos essa posição.

Parabéns São Paulo!!!