Posts Tagged ‘Moby’

PressPausePlay

domingo, abril 10th, 2011

Foi lançado no festival SXSW o documentário PressPausePlay, que aborda como a revolução digital da última década desencadeou a criatividade e talento das pessoas de uma forma nunca vista. É um filme sobre medo, esperança e cultura digital.

A reflexão é se essa democratização da cultura significa que hoje temos arte, cinema, música e literatura melhores? O documentário traz Moby, Robyn, Seth Godin e outros criadores mais influentes dessa era para discutir as infinitas possibilidades criativas em meio a essa revolução “do it yourself”. O Moby, por exemplo, fala de como as pessoas há décadas atrás faziam as coisas: como elas viam uma exposição, compravam discos, iam a shows. Hoje todos podem ser fotógrafos, filmmakers, produtores musicais.

O documentário foi dirigido pelos suecos David Dworsky e Victor Köhler, em 2010 e tem 80 minutos de duração. Vale a pena ficar de olho para assisti-lo:

*Esse post foi escrito para a Volvo Brasil

Delicinhas musicais para hoje

sábado, outubro 17th, 2009

Está de matar esse clima vai-e-vem de primavera/verão/inverno, hein? Resolvi fazer uma listinha de tudo de bacana que ouvi/vi durante essas últimas semanas relacionado à música.

O primeiro é o trailer do álbum novo do “The Decemberists“, The Hazards of Love, que é poético, lindo e inspirados. Estou adorando essa nova fase em que as bandas tem feito trailer dos seus novos álbuns (vide Noah and the Whale).


Here Come The Waves: The Hazards of Love Visualized Trailer
from The Decemberists on Vimeo.

Na próxima semana tem duas bandas francesas dando uma rápida passagem em São Paulo, o Tahiti 80 e Chateau Marmont. Vale a pena ouvir as duas bandas, o Tahiti 80 já é bem conhecido por aí, já o Chateau é uma banda menor, mas que tem um electro francês delicioso. O Tahiti 80 aproveita a passagem por aqui e dá uma canja na minha festa Crash, no sabadão (24.10), no Glória. Já anota aí…. infelizmente vamos ficar devendo o show.

Tahiti 80

Tahiti 80

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All Around (Yuksek Remix) – Tahiti 80

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Heartbeats (Soulwax Remix) – Tahiti 80

Outra música que fez sucesso aqui a semana toda foi “Building all is love”, da Karen O and The Kids. É linda e me lembra momentos felizes, aliás já viu quem são os “the kids”? A lista é impressionante, dá uma olhada e baba (porque eu babei e morri de inveja da Karen O por estar reunida com esse pessoal):

Bradford Cox (Deerhunter)
Brian Chase and Nick Zinner (YYYs)
Dean Fertita (The Dead Weather, The Raconteurs)
Aaron Hemphill (Liars)
Greg Kurstin (The Bird and the Bee)
Jack Lawrence (The Dead Weather, The Raconteurs)
Oscar Michel (Gris Gris)
Imaad Wasif (New Folk Implosion, Alaska)

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Bulding all is love – Karen O and The Kids

Aliás, o trailer do filme Where The Wild Things Are é com a música “Wake Up”, do Arcade Fire, que é sempre tão boa e me lança a momentos nostálgicos.

Where the wild things are

Where the wild things are

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Wake Up – Arcade Fire

Quem reapareceu com música nova foi o LCD Soundsystem, a “Bye Bye Bayou”, também com uma pegada de música “feliz”. Calminha, relaxante e gostosa de ouvir. A notícia é que em março de 2010, o LCD lança seu terceiro álbum. Oba!

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Bye Bye Bayou – LCD Soundsystem

Claro que no post não poderia faltar da última do Thom Yorke, que agora lança uma por semana e deixa todo mundo enlouquecido (o cara é gênio), “Hearing the Damage”, que eu acho que é uma das minhas favoritas dele.

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Hearing Damage – Thom Yorke

E tem três músicas que eu tenho ouvido bastante e tocado em quase todos os meus sets. Dos três artistas, somente um eu gostava de fato, mas quem disse que a gente não muda, não é? Nesse caso eu acho que quem mudou de fato foram eles.

O primeiro é o Tiesto, que lançou recentemente o álbum Kaleidoscope e surpreendeu muita gente que não curte o produtor (inclusive eu) com um disco inovador, que conta com convidados bem inusitados e sonho de muuuitoos produtores: Bloc Party, Sigur Rós, Calvin Harris, Tegan and Sara e Nelly Furtado, que comparado com os trabalhos anteriores, parecia algo inconcebível. Ouvi repetidamente desde o lançamento a música “I feel it in my bones”, com participação das irmãs Tegan and Sara. A música é irresistível.

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I feel it in my bones – Tiesto & Tegan and Sara

O segundo é Felix da Housecat, que também nunca figurou entre meus artistas favoritos, mas me surpreendeu com a deliciosa e irônica canção “We all wanna be Prince”.

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We all wanna be Prince – Felix da Housecat

O último é o Digitalism, com “Taken Away”, que já ganhou remixes do Justice (o que eu menos gostei), MMMathias e o melhor de todos, do Gooseflesh, que faz a gente sair dançando loucamente pela pista (ou pela casa). Ouça aí todas as versões, inclusive a original, que para mim perde para o remix do Gooseflesh.

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Taken Away – Digitalism (radio edition)

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Taken Away – Digitalism – remix Justice

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Taken Away – Digitalism – remix MMMathias

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Taken Away – Digitalism – remix Gooseflesh

Curti muito a música “Mistake”, do Moby, que ganhou remix do Yuksek e Lifelike, o meu favorito. Já faz tempo que ando ouvindo por aqui, especialmente esse remix do Lifelike, que é fantástico e ontem, como eu abri a noite na Top Top Top, eu consegui tocá-la no meu set.

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Mistake – Moby – remix Lifelike

Quem também acalmou meus ouvidos durante a semana foi Florence and the Machine. Até falei dela no meu outro blog “Achado do Dia“. A música da semana é “You’ve got the love”, com o remix do The Xx, outra sensação de 2009.

Florence and the Machine

Florence and the Machine

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You’ve got the love – Florence and the Machine – remix The Xx

O The Twelves fez um remix delicioso para a música “Blue Skies”, da banda Noah and the Whale, que inclusive está entre as favoritas do Hype Machine, figurando como a 15ª favorita do dia.

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Blue skies – Noah and the Whale – remix The Twelves

Já soltei por aí minha fase “dubstep” depois que aterrissei na festa Baixaria, né? Desde então tenho ouvido algumas coisas de dubstep por aqui, especialmente indicadas pelo Ola, que é fã do estilo. Aí vão minhas favoritas: “Night by Night”, do Chromeo, que ganhou remix do Skream; “I’m not your toy”, da La Roux, remixada por Nero; “I remember”, Deadmau5, remixado pelo Caspa e “Cruel Intentions”, do Simian Mobile Disco, remix do Joker. Depois me conta se você também se rendeu. Até o Miike Snow ganhou um remix dubstep do Caspa para a música “Black and Blue”.

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Night by Night – Chromeo – remix Skream

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I’m not your toy – La Roux – remix Nero

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I remember – Deadmau5 – remix Caspa

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Cruel Intentions – Simian Mobile Disco – remix Joker

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Black and blue – Miike Snow – remix Caspa

E vou fechar o post com o vídeo belíssimo feito pela Chebel, My Girls, que foi feito a partir de colagens de cenas fotografadas por ela, além de vídeos com amigas e a própria Chebel. As cenas das ruas foram filmadas em Buenos Aires. Como eu disse para ela, vídeo feito por quem anda bem apaixonada. Lindo de chorar e com trilha é “Mango Tree”, dos australianos Angus and Julia Stone.


myGirls
from renata chebel on Vimeo.

Moby: Shot in the Back of the Head [Mute]

quarta-feira, abril 15th, 2009

Dirigido por David Lynch:

Suck – os vampiros da indústria fonográfica

segunda-feira, dezembro 22nd, 2008
http://www.spin.com/articles/iggy-pop-moby-star-vampire-movie

http://www.spin.com/articles/iggy-pop-moby-star-vampire-movie

Depois de Twilight, o filme de vampiros mais aguardado de 2008 que estreou na útlima sexta-feira, vem aí Suck, o filme de vampiros que, com certeza, será o mais aguardado em 2009.

Pense em um filme que tem no elenco Iggy Pop, Moby, Alice Cooper, Henry Rollins e Malcom McDowel. Pronto, só aí já dá vontade de ver mesmo que se trate de um fiasco, que não parece ser o caso aqui.

O filme tem roteiro e direção do canadense Rob Stefaniuk que narra uma história de vampiros focada na indústria fonográfica, satirizando vampirescamente o rock’n roll com bandas em busca da fama e contratos com gravadoras.

Vamos aguardar! O filme está previsto para estrear no outono de 2009.

Moby – Last Night

terça-feira, abril 22nd, 2008

Moby até é um tipo simpático. Tem aparecido ultimamente com boas conversas sobre política americana. E fala sobre Nova Iorque com o entusiasmo de quem vive com alma a vibração da cidade… A música? Bom… É indiscutivel a sua presença na reinvenção dos códigos pós-revolução da dance music na ressaca do que se escutou em finais dos anos 80, no sentido da redescoberta de formatos principalmente.

Go!, de 1990, é um reconhecido clássico do seu tempo, pilhando em notas e climas da banda sonora de Twin Peaks um tom invulgar que depois sugere a libertação pela dança. Seguiram-se uns discos entre o mais do mesmo e o vai-se ouvindo… Até que em 1999 chegou Play. Uma interessante coleção de invenções pop sobre samples de vozes bem escolhidos entre velhos arquivos. Mas, como o recente In Rainbows dos Radiohead, o álbum acabou mais vezes citado pela relação de Moby com uma eficaz política de temas para campanhas de publicidade que pela música.

Depois, em 2002, apresentou bocejo e tédio sob a forma de 18, um álbum que mais parecia um Frankenstein das sobras de Play. E em 2005 edita Hotel, um álbum bonitinho, mas ordinário…

Agora regressa à noite (de onde veio, sugere a conversa fiada promocional). Last Night é, ainda mais inconsequente 18: uma banalíssima coleção músicas em piloto automático, cheio de fórmulas batidas que ele mesmo já utilizou muitas vezes. O disco é tecnicamente competente, é verdade, mas oco, vazio, sem fibra nem muita fé. Não admiro que por aí dizem que agora Moby quer ser mais DJ que músico…