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Balada-móvel

segunda-feira, março 1st, 2010

Um ônibus com pista de dança, luzes de boate, DJ e drinks à vontade. Isso é o que a galera de NYC pode curtir com a balada-móvel Rusty Knot, que sai de Williamsburg, no Brooklyn, e segue até o Rusty Knot, um bar com temática náutica no West Village.

Os donos do bar, Taavo Somer e Ken Friedman, começaram com essa no mês passado. Segundo o repórter do NYT, a idéia inicial foi meramente achar uma forma de encher o bar às noites de segunda-feira neste inverno nevado. “Com uma supervisão mínima – já que para entrar no ônibus você precisa ter pelo menso 21 anos -, a viagem remete aos tempos em que a vida noturna novaiorquina parecia não ter regras”, lembra. O percurso leva mais ou menos uma hora e inclui Budweisers gratuitas.

O locais de parada e seus horários podem ser encontrados no site do bar ou acompanhados no Twitter da balada.

foto: Christian Hansen/NYT

Quais são as verdadeiras tendências?

quarta-feira, outubro 29th, 2008

Entra ano, sai ano, vem sempre aquele famoso blablablá sobre as tendências que ditam a moda, o design, o caraleaquatro, mas no fim é sempre ‘aquela dose de cicuta’ que todos nós temos que engolir. Releituras, ‘perfumes’, uma sobreposição de referências depois da outra, e de novo na verdade não vem nada. Preguiça.

Por sorte, buscando o que tem de mais arrojado no design principalmente de móveis e objetos, algumas linhas de pensamento conseguiram definir uma real tendência nos anos 2000, que nada tem de estético, mas sim de conceitual. Essa tendência vem se aplicando das mais diferentes formas com resultados cada vez mais surpreendentes: a distorção semântica dos objetos. Esse design junta tudo que sempre buscamos em relação ao preciosismo plástico e ao despertar do desejo. Mas agora, além de tudo, ele desperta a curiosidade e o questionamento da existência do próprio objeto. Em outras palavras, você olha e bate na testa, dizendo: ‘como ninguém pensou nisso antes?’

No Salão do Móvel de Milão deste ano tivemos alguns ótimos exemplares dessa tendência, como o banco em madeira capitonê de Marcel Wanders, ou as peças rabiscadas em sketch da Front. No Brasil, quem melhor ilustra essa linha é o fantástico Estúdio Nada Se Leva, que só no nome já provoca. São materiais duros trabalhados como almofadas, tridimensionalização de desenhos, animalização dos objetos, tem todo tipo de loucura.

Mas o que me fez pensar nesse assunto é uma simples mesa do grupo inglês Freshwest, que leva ao extremo o nome dos objetos.

A Pool Table não é uma simples mesa de sinuca, mas uma mesa de centro de acrílico azul de 50mm que reflete e refrata de forma que ela realmente se parece com uma piscina. Para completar, eles ainda adicionaram uma miniatura de um trampolim na lateral, evidenciando a ironia. Eles dizem que ainda não sabem se a peça entrará em produção, mas se contar pelo auê que causou em blogs de design pelo mundo, muita gente vai querer tomar sol na sala de estar.