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NY te amo

quarta-feira, março 2nd, 2011

by Ola Persson

Já babei por aqui falando de NY. Fui apenas duas vezes, a primeira me devastou, a segunda já me senti mais em casa. Lembro-me ainda da primeira sensação ao pisar na cidade, a excitação de entrar numa van caindo aos pedaços que seguia de Newark ao Brooklyn, onde ficaria, mas não tem jeito, a sensação de NY é de fato quando se atravessa a ponte e chega em Manhattan, afinal tudo que a cidade tem na nossa memória de tanto que a gente convive com ela através da tela, seja da TV ou do cinema, se materializa do lado de lá.

Quem gosta da cidade e a conhece de perto ou não, pode entender bem o que estou falando. A segunda sensação mais fantástica que me fez sentir uma criança diante de um brinquedo novo, foi exatamente quando eu saí no metrô na Time Square, que é um dos lugares que menos gosto por lá, mas cheio de símbolos (e luzes e poluição visual). Não vou falar que não me decepcionei na primeira olhada, olhei pra Dani (que estava comigo) e falei “gente, é isso?”.

É, a nossa primeira saída do metrô não nos causou uma boa primeira impressão, mas bobagem, no dia seguinte já tínhamos tido saídas melhores de metrô com uma cidade muito mais incrível diante dos nossos olhos. Depois disso, foi só amor e saudades a deixa-la pra trás. Esse vídeo que segue me deixou nostalgica e trouxe pra mim tantas boas lembranças, jogações, bebedeiras e momentos incríveis que tive em NY.


Sub City New York from sarah klein on Vimeo.

Decido esse post a Dani Valentin, Ola Persson, Ana Paula PJ, Jones, Baunilha, Rabih e ao Larry Tee, que foram pessoas que fizeram a diferença por estarem lá comigo. <3

Dicas de Nova York

segunda-feira, julho 26th, 2010
New York - Brooklyn Bridge Sunset by Phillipp Kinger

New York - Brooklyn Bridge Sunset by Phillipp Kinger

Aproveitando a onda de amigos indo pra NY nas próximas semanas, tirei da gaveta uma lista pronta de lugares que amei na cidade. Todos são bares, restaurantes, lanchonetes. Todos maravilhosos e testados mais de uma vez em alguns casos. Sobre as baladas não me arrisco a dar palpites porque os humores oscilam muito quando se trata de sair à noite em uma cidade como NY. Sobre espetáculos e museus, eu nem me preocuparia em buscar dicas. A cidade respira cultura e fique à vontade pra arriscar. Qualquer erro vai ser desculpado, acredite.

Sempre gostei de viajar e mesmo que ficasse alguns poucos dias em uma cidade qualquer, eu tinha a necessidade de vivê-la como os moradores de lá. Procuro opções de lugares tradicionais e os combino com dicas de lugares mais atuais com amigos que por acaso estão morando por lá. Assim, aproveito uma viagem sem aquela correria de ter que ver tal museu, de ter que ir a tal praça, de ter que. Odeio ter que. Gosto de andar sem rumo em uma cidade pequena e acabar em uma periferia estranha, fuçar os becos em uma cidade grande e dar de cara com galerias, livrarias e brechós, por exemplo.

Então falemos das dicas. Reuni aqui os lugares em que comi bem e fui feliz em NY. Sem pretensões, hein! São os lugares em que muitas vezes eu ia quase todo dia no mesmo horário para tomar o meu café da manhã antes de bater perna pela cidade, ou os que, por acaso, estava perto com montes de sacolas na mão e cheio de fome.
Sou do tipo que acorda tarde e mesmo assim toma café da manhã. Se você é assim também aqui vão os bons lugares pra fazer isso sem pressa.

bagelporn by food in mouth

bagelporn by food in mouth

Murray`s Bagels: fica no Chelsea, no número 248 da 8ª, entre as ruas 22 e 23. Tem em vários outros lugares de NY, mas esse é o meu preferido. Fui várias vezes e é um lugar bem gostoso, os funcionários são simpáticos e comer um bagel em NY é obrigatório. Depois sente-se no banco do lado de fora e observe as pessoas na rua, tomando um latte é claro.

Cafeteria: também fica no Chelsea, no número 119 da 7ª avenida com a rua 17. Um lugar mais hype, com gente mais moderna, frequentado por alguns famosos. Mas também tem gente comum, eu e você, mas bem vestidos e interessantes. Vale a pena ir, não é caro e o café da manhã tem opções deliciosas.

Bocca Lupo: fica em Cobble Hill, no 391 da Henry St. com a Warren St. no Brooklyn. Apesar de ser longe para acordar e ir tomar café, vale a pena passar lá. O ambiente é muito agradável. Combine um brunch com os amigos, é uma delícia.

Le Pain Quotidien do Chelsea. Fica no 124 da 7ª entre as ruas 17 e 18. Alguém pode até torcer o nariz por ser uma rede. Cadê o charme? Cadê a novidade? Vão dizer. Mas a comida é super saudável e uma delícia. Você vai tomar um café que merece e dá pra almoçar também.

Para almoçar ou jantar em NY, não dá pra determinar de antemão o horário. Ande e compre bastante e se passar por perto dos lugares abaixo, experimente.

Fanelli's Cafe by M0rph3u

Fanelli's Cafe by M0rph3u

Fanelli’s Cafe no SoHo. No número 94 da Prince St, esquina com a Mercer St. Os sanduíches são bem servidos e baratos num ambiente gostoso e perto das melhores lojas. Compre, compre, compre e pare para almoçar lá.

Capri Caffe em Tribeca, no 165 da Church St entre a Chambers e a Read Sts. Comida italiana feita de uma forma muito artesanal. O espaço é pequeno, mas você entra e em dois minutos parece que já freqüenta o lugar há muito tempo. Peça o especial do dia sem medo.

Co. Fica no Chelsea, no 230 da 9ª, entre as ruas 24 e 25. Algumas pizzas são inusitadas e deliciosas. Considero imperdível.

Casa, Greenwich Village no 72 da Bedford St com a Commerce St. Comida brasileira como quase não se vê no Brasil. Amei! Os preços podem assustar por opções tão simples que vão lembrar a comida da sua mãe, mas tudo é muito gostoso.

Hale and Hearty. Dessa rede eu sou fã, consulte o site para encontrar o mais perto de você. A comida é, sem erro, maravilhosa e estou falando de um combo – sanduíche e sopa! Por que não temos essa rede no Brasil?

Bottino. Chelsea, no 248 da 10ª, entre as ruas 24 e 25. Uma dica emocional. Foi uma experiência deliciosa: compramos uns sanduíches no Bottino e fomos passear na High Line. Uma das entradas é ali perto. Experimente. Você senta nos bancos, nas espreguiçadeiras ou na arquibancada. Vai ser inesquecível.

Socarrat Paella Bar. Também no Chelsea, no 259 da rua 19, entre a 7ª e a 8ª. Outro restaurante imperdível. A visita, na minha, opinião é obrigatória. O restaurante é comandado por um espanhol simpaticíssimo. Peça uma paella de arroz negro. Você vai delirar!

Pearl Oyster Bar no Greenwich Village, no número 18 da rua Cornelia, entre a Bleecker e a W 4th. Esse restaurante foi a maior surpresa da última ida pra NY. Você pode pedir mesa ou sentar no balcão e ficar de papo com a garçonete que é simpática, sorridente, interessante, ou com os outros clientes que sentam no balcão. Obrigatório pedir o sanduíche de lagosta, parece estranho mas é perfeito!

Balthazar no SoHo, na 80 Spring , entre Crosby e Broadway. Restaurante bem famoso em NY. Vale a pena ir pela comida, pelas pessoas que se pode ver lá, pelo ambiente. Mesmo que demore pra conseguir uma mesa, espere, você vai gostar.

L’Express no Gramercy Park, no número 249 da Park Ave com a rua 20. Esse é 24h, então dá pra comer uma boa comida depois de uma balada. Tudo delicioso.

Izakaya Ten no Chelsea, 207 da 10a com a rua 23. Esse Pub Japonês é fantástico. Fica meio escondidinho, mas vale a ida. Um dos restaurantes mais legais que fui em NY, simplesmente porque é diferente do que estamos habituados a pensar sobre restaurantes japoneses.

E por último o Morimoto, que fica no Chelsea, mais lá embaixo, no número 88 da 10a, entre as ruas 15 e 16. Entre, se encante com a decoração e a arquitetura do lugar. Se estiver vazio, tudo vai parecer mais deslumbrante. Peça pelo menos um Martini de lichia no bar (o melhor que já tomei). Ah! E conheça o banheiro, é por si só uma experiência.

Não preciso dizer que isso é um milionésimo do que se pode ver, ir ou conhecer em NY no quesito comida. Mas como alguns de nós hesitam e piram diante de tantas opções, vale a pena recolher algumas dicas e anotar em um caderninho para não se frustrar com o desconhecido ou ficar apenas no esquema turístico-clichê.

Mumford & Sons

sexta-feira, maio 28th, 2010

Foi então que, inocentemente, voltando do mercadinho de toldo azul do lado da minha casa com minha sacola de pano já meio desgastada pelo peso da feira da semana e passando, cabisbaixa, em frente ao Music Hall of Williamsburg, deparo-me com uma cena um tanto comum: alguns moços carregando instrumentos musicais de uma banda que iria tocar mais tarde. Não sei o que me chamou atenção , mas olhei pra cima e no letreiro estava escrito: “Mumford & Sons”. Nome estranho pra uma banda, pensei. Mas gravei mentalmente a informação e segui meu caminho pelo meu bairro hipster (agora moro em Williamsburg, mas who cares?). Cheguei em casa, guardei as compras (who cares again?) e procurei no tio google que diabo de som era aquele. A partir desse dia (que dia? sou atemporal), não consigo parar de ouvir esse quarteto indie folk de Londres, minha cidade natal (sonha, filha). A banda foi formada no final de 2007, mas seu primeiro álbum, Sigh No More, foi lançado em outubro de 2009 em Londres e início de 2010 nos EUA. E, sim, perdi o show desses homens e amo contar histórias.

BRMC @Webster Hall NY

terça-feira, abril 20th, 2010

Screen shot 2010-04-20 at 2.22.33 AM

Quinta-feira retrasada foi dia de ouvir de perto os dois rapazes e a menina do BRMC. Para quem não sabe, o trio californiano, anteriormente formado por Nick Jago (baterista), Robert Levon Been (vocalista e baixista) e Peter Hayes (vocalista e guitarrista), agora (nem tão agora) traz Leah Shapiro (baterista da turnê dos The Raveonettes) mandando ver no bumbo. Parece que desavenças entre Jago e os dois outros integrantes da banda chegaram ao fim com a substituição do baterista por Leah em junho de 2008.

No início do show a banda parecia tímida, a voz dos vocalistas estava mais baixa que os instrumentos e o som não estava tão nítido. Uma exceção para o Webster Hall, um dos melhores lugares para assistir a um show em NY. Felizmente o som melhorou, a banda se empolgou (e Leah mandou muito bem na bateria, apesar de não parecer tão confortável) e pude ouvir algumas músicas prediletas na voz rasgada de Robert Levon e na batida folk de Peter Hayes.

BRMC @Webster Hall, 08/04/2010.

Setlist:

1. War Machine
2. Mama Taught Me Better
3. Red Eyes and Tears
4. Bad Blood
5. Beat the Devil’s Tattoo
6. Love Burns
7. Aya
8. Berlin
9. Weapon of Choice
10. Annabel Lee
11. Ain’t No Easy Way
12. Whatever Happened to My Rock and Roll

Bizz 1:

13. Mercy (Robert acoustic)
14. Love Me Tender (Peter acoustic)

15. Shuffle Your Feet
16. Conscience Killer
17. 6 Barrel Shotgun
18. Half State
19. Spread Your Love

Bizz 2:

20. 666 Conducer
21. Shadow’s Keeper

Tim Burton @MoMa NY

terça-feira, abril 20th, 2010

Screen shot 2010-04-20 at 12.22.53 AM

Há algumas semanas consegui ver a exposição do tio Tim Burton aqui no MoMa NY. E como esperado, entrar em seu “estranho mundo” foi singular. Mas  confesso que não tive muita paciência para me acotovelar com todas as pessoas que estavam ali e sai de lá com uma sensação de dever não cumprido. Não curti a exposição como deveria e não vi tudo o que deveria ver e como deveria ver…  Enfim, os pacientes fãs de Burton tiveram que enfrentar filas (aguentei essas filas por alguns momentos, mas logo desisti) para apreciar desenhos do início de sua carreira, estudos de personagens como Beetlejuice e Noiva Cadáver, pinturas, instalações, fotografias e roupas de personagens do cinema como Batman, Eduardo Mãos de Tesoura, Mulher Gato etc.

E para os que não moram em NY ou estavam aqui, mas não conseguiram ingresso, “O Estranho Mundo de Tim Burton” chega ao Rio de Janeiro ainda esse ano. Só espero que os organizadores do CCBB tenham um pouco mais de noção de espaço e façam com que as pessoas não se sintam tão frustradas como eu.

365 bares em Nova York

segunda-feira, abril 12th, 2010

Screen shot 2010-04-12 at 4.19.55 PM

Dia desses a @biagranja postou no twitter uma dica interessante sobre bares de Nova York. Marty Wombache, um jornalista que já escreveu para a timeout/newyorknew york press, e que é especialista em dar pitados sobre bares da cidade, resolveu mergulhar em um projeto, digamos, um tanto alcoólico. Serão 365 dias bebendo em bares diferentes de NY City e relatando tudo sobre o boteco no seu blog. Isso mesmo, o moço terá de percorrer 365 bares em 365 dias, sem intervalos, e deverá beber 3 cervejas, no mínimo, em cada lugar. Será que ele sobrevive? Acho que sim! E aposto que seu blog já está bombando por aqui. E como americano AMA opinião e leva isso muito a sério, acho melhor alguns lugares melhorarem um pouco o modo como trata seus clientes, não é mesmo The House of Brews? #Staythetip! :-P

365 bares em Nova York
Dia desses a @biagranja postou no twitter uma dica interessante sobre bares de Nova York. Marty Wombache, um jornalista que já escreveu para timeout/newyork, new york press, manhattan spirit entre outros e que é especialista em dar pitados sobre bares da cidade resolveu mergulhar em um projecto, digamos, bem alcoólico. Serão 365 dias bebendo e comendo em bares diferentes de NY City, cada dia um lugar novo, e relatando tudo sobre o boneco no seu blog. E como americano AMA reviews, ou seja, opinião alheia e leva isso muito a sério, acho melhor alguns lugares melhorarem um pouco o modo como trata seus clientes, não é The House of Brews? Stay the tip! :-P Dia desses a @biagranja postou no twitter uma dica interessante sobre bares de Nova York. Marty Wombache, um jornalista que já escreveu para timeout/newyork, new york press, manhattan spirit entre outros e que é especialista em dar pitados sobre bares da cidade resolveu mergulhar em um projecto, digamos, bem alcoólico. Serão 365 dias bebendo e comendo em bares diferentes de NY City, cada dia um lugar novo, e relatando tudo sobre o boneco no seu blog. E como americano AMA reviews, ou seja, opinião alheia e leva isso muito a sério, acho melhor alguns lugares melhorarem um pouco o modo como trata seus clientes, não é The House of Brews? Stay the tip! :-P

A vida e Sondre Lerche

sexta-feira, março 26th, 2010
Dia 24 de novembro de 2009 foi meu último post aqui no lalai.net. Depois disso viajei de férias para o Brasil, vi quase todos os amores da minha vida (tenho vários!), bebi muito, comi muito, sorri muito, dancei muito, surtei muito e chorei na volta pra casa.
Chorei igual a uma putinha arrependida por todas as pessoas que deixei pra trás. E por um instante cheguei a odiar Nova York por me fazer sentir toda essa saudade.
Depois da chegada, muitas coisas me levaram ao ostracismo. Isso mesmo. Fiquei durante todo esse tempo escondidinha no meu mundinho de ideias, esperando o inverno passar (mais em mim do que lá fora) e lidando com várias situações difíceis. Muitas coisas aconteceram desde minha chegada, mas acho que ontem tive uma epifania. Sabe aqueles momentos mágicos que te fazem enxergar claramente toda a merda que você tava fazendo com sua vida e que não queria enxergar? Pois é. A merda toda se abriu, ontem, exatamente às 5 da tarde do dia 24 de março de 2010. E não pensem que me chafurdei na lama de merda não, minha gente. Fiz foi o contrário: levantei o pescoço, abri os olhos e mandei toda a merda a merda. E que venha o ano de 2010. A anapaulapj está de volta. Aff…
E pra fechar esse post filosófico e poético, nada melhor do que minha nova paixão musical: Sondre Lerche, um norueguês de 28 anos com influências de bossa nova e Beach Boys. Sondre começou a tocar guitarra aos 8 anos e na última terça-feira mostrou pro público daqui de NY (inclua-me nisso) pra queDia 24 de novembro de 2009 foi meu último post aqui no lalai.net. Depois disso viajei de férias para o Brasil, vi quase todos os amores da minha vida (tenho vários!), bebi muito, comi muito, sorri muito, dancei muito, surtei muito e chorei na volta pra casa.
Chorei igual a uma putinha arrependida por todas as pessoas que deixei pra trás. E por um instante cheguei a odiar Nova York por me fazer sentir toda essa saudade.
Depois da chegada, muitas coisas me levaram ao ostracismo. Isso mesmo. Fiquei durante todo esse tempo escondidinha no meu mundinho de ideias, esperando o inverno passar (mais em mim do que lá fora) e lidando com várias situações difíceis. Muitas coisas aconteceram desde minha chegada, mas acho que ontem tive uma epifania. Sabe aqueles momentos mágicos que te fazem enxergar claramente toda a merda que você tava fazendo com sua vida e que não queria enxergar? Pois é. A merda toda se abriu, ontem, exatamente às 5 da tarde do dia 24 de março de 2010. E não pensem que me chafurdei na lama de merda não, minha gente. Fiz foi o contrário: levantei o pescoço, abri os olhos e mandei toda a merda a merda. E que venha o ano de 2010. A anapaulapj está de volta. Aff…
E pra fechar esse post filosófico e poético, nada melhor do que minha nova paixão musical: Sondre Lerche, um norueguês de 28 anos com influências de bossa nova e Beach Boys. Sondre começou a tocar guitarra aos 8 anos e na última terça-feira mostrou pro público daqui de NY (inclua-me nisso) pra que veio ao mundo. veio ao mundo

Dia 24 de novembro de 2009 foi meu último post aqui no lalai.net. Depois disso viajei de férias para o Brasil, vi quase todos os amores da minha vida, bebi muito, comi muito, sorri muito, dancei muito, surtei muito e chorei na volta pra casa. Chorei igual a uma criança por todas as pessoas que deixei pra trás. E por um instante cheguei a odiar Nova York por me fazer sentir toda essa saudade. E depois da chegada, muitas coisas me levaram ao ostracismo. Isso mesmo. Fiquei durante todo esse tempo escondidinha no meu mundinho de ideias, esperando o inverno passar (mais em mim do que lá fora) e lidando com várias situações difíceis: a eterna procura por um emprego, a mudança de casa, as frustrações de se morar numa cidade que não é minha (ainda), a ansiedade por não saber o que fazer nesse mundo insano e bla bla bla. Mas acho que ontem tive uma epifania. Sabe aqueles momentos mágicos que te fazem enxergar claramente toda a merda que você está fazendo com sua vida? Pois é. A merda toda se abriu, ontem, às 5 da tarde do dia 25 de março de 2010, pra ser mais exata. E não pensem que me chafurdei na lama, minha gente. Fiz o contrário: estiquei o pescoço, abri os olhos e mandei toda a merda à merda. E que venha o ano de 2010. Estou de volta! :-P

E pra fechar esse post filosófico e poético, nada melhor do que uma das minhas novas paixões musicais: Sondre Lerche, um norueguês de 28 anos com influências de bossa nova e Beach Boys. Sondre começou a tocar violão aos 8 anos e na última terça-feira, dia 23 de março, mostrou pro público daqui de NY (inclua-me nisso) toda sua paixão pela música. Modern Nature (não é nova, eu sei, mas é fofa e tem tudo a ver com meu momento epifânico, tá?) é uma das faixas da trilha sonora do filme Dan in Real Life e foi cantada em coro pela mulherada que estava na plateia. Menos por mim, porque sou feliz, mas nem tanto…

16 Modern Nature by anapaulapj

Pixies @ Hammerstein

terça-feira, novembro 24th, 2009

Picture 1

Depois de, no ano de 2003, perder o show do Pixies em Londres e, depois de dois anos, não conseguir vê-los em Curitiba, nada me faria desistir do show deles aqui em Nova York, ontem, no Hammerstein Ballroom. Nem o torcicolo que não me deixava mover a cabeça direito. Chegamos no teatro lotado e conseguimos achar um lugarzinho na frente do palco em meio a protestos de alguns gringos. Problema deles, pensei. Não saio daqui sem cantar “Here Comes Your Man” quase que no microfone! :-)

O show começou no horário previsto, às 9 horas (aliás, uma coisa que eles sabem fazer por aqui é respeitar o público: nada de atrasos!). O  palco era simples, sem frescuras: um telão pra vídeos e umas bolas de papel que subiam e desciam de acordo com a música. E, pra falar a verdade, o público não parecia se preocupar nem um pouco com isso. A banda entra e abre o show com “Dancing The Manta Ray”, um dos quatro B sides que eles levaram, todos do Doolittle. A platéia vai ao delírio (inclua-me nisso!) e o show segue seu curso delirantemente natural: “Debaser”, “Wave of Mutilation”, “Here Comes Your Man”, “Hey”, “Gouge Away”, “Where is My Mind” e, por fim, “Gigantic”. Surtei…

Pixies @ Hammerstein Ballroom in NYC – 11/23/2009

“Dancing The Manta Ray”
“Weird At My School”
“Bailey’s Walk”
“Manta Ray”
“Debaser”
“Tame”
“Wave of Mutilation”
“I Bleed”
“Here Comes Your Man”
“Dead”
“Monkey Gone to Heaven”
“Mr. Grieves”
“Crackity Jones”
“La La Love You”
“No. 13 Baby”
“There Goes My Gun”
“Hey”
“Silver”
“Gouge Away”

Bizz 1:
“Slow Wave of Mutilation (UK Surf)”
“Into the White”

Bizz 2:
“Isla De Encanta”
some of “Vamos”
“Nimrod’s Son”
“Where is My Mind”
“Gigantic”

Setlist e fotos via http://www.brooklynvegan.com/archives/2009/11/pixies_hammerst_3.html

Halloween, NY

terça-feira, outubro 27th, 2009

Picture 2

O Halloween é um feriado anual celebrado no dia 31 de outubro e que tem suas raízes em um festival Céltico chamado Samhain e também no dia da celebração de todos os santos (do inglês “all saints” ou all hallows”), do Cristianismo.

A verdade é que a origem do Dia das Bruxas (termo usado no Brasil) não tem nada a ver com bruxas e traz uma série de explicacões que têm origem na cultura, nas crenças e tradições de vários povos, como os Irlandeses, que comemoram a data há mais de 5 mil anos.

Deixando um pouco de lado essa historinha complicada (e interessante) da origem do feriado, confesso que ano passado, após minha primeira experiência direta com Halloween + EUA, fiquei um tanto impressionada por notar como eles levam a sério as comemorações do 31 de outubro. Chego até a arriscar um comentário de que o Halloween deles, mesmo debaixo de um frio de 8 graus, tem quase a mesma importância do nosso Carnaval. Guardando as devidas proporções, é claro! Mas o clima de felicidade (coisa difícil de se ver no inverno e muito menos em NY!) é algo surreal e a galera leva MUITO a sério essa coisa de se fantasiar, decorar suas casas, lojas e restaurantes com grandes abóboras, bruxas, caveiras, fantasmas e zumbis. Pra vocês terem uma idéia do tanto que eles gostam da coisa, todos os anos existe um desfile,  com direito a carros alegóricos, que começa no West Village e que só termina no Webster Hall, onde rola uma after party com todos os insanos que desfilaram ou que se arriscaram a comprar convites para a festa. E quando digo insanos não estou exagerando, já que esse é o dia em que os gringos aproveitam pra colocar/tirar a fantasia (a mulherada sai quase pelada!) do armário e pra encher a cara absurdamente.

E mais uma vez a timeout/newyork traz uma matéria excelente com as mais variadas dicas sobre esse dia. Exemplo bizarro? Onde achar fantasias para o seu cachorro! Já pros que gostam de comemorar o feriado no sofá de casa, nada melhor do que dicas de filmes ligados ao tema (um clássico: A Grande Abóbora, Charlie Brown!). E pros que adoram uma muvuca e outros tipos de comemoração, dicas de baladas e uma maratona só de fantasmas! :-)

Para deixar um gostinho

sábado, outubro 17th, 2009

Ontem fui no show do Chromeo no Fillmore e foi uma surpresa incrível. Não deixou nada a desejar para os shows brasileiros porque todo mundo ‘pogava’ muito o tempo todo, como diria a DJmulher.

Vou deixar só uma fotinho para deixar vocês com água na boca, depois eu ponho os vídeos.

Chromeo @ The Fillmore

Chromeo @ The Fillmore