Essa palestra foi feita no Midem, que é um evento focado em música & tecnologia, sobre como o Trent Reznor tem experimentado com o NIN, novo modelo (já não tão novo) de negócio para alcançar e se conectar com os fãs de uma forma diferente. Não há mais tanta novidade, mas vale o repeteco pra quem já conhece o case:
eu gosto bastante do digg, mas bastante mesmo e quando eles lançaram o dialogg eu gostei mais ainda.
afinal, é bem legal poder fazer uma pergunta (interessante se possível ou mesmo não) para uma celebridade (que você goste, odeie ou tenha umas curiosidades) e ela ser votada por pessoas de todos os lugares e se for bem, ser inserida na entrevista, pois é… esta é ‘a pegada’ do dialogg que já teve o vocalista do NINtrent reznor e agora tem o ator/governador/fisiculturista arnold schwarzenegger.
*comecei este post umas 6 da manhã e quando abri meus feeds vi que o radiodelicatessem já tinha postado também
Em meados de fevereiro o Trent Reznor abalou fãs noticiando um possível fim da banda NIN. Vamos torcer para que eles aterrissem por aqui antes que isso aconteça. Em 2008 eu tive a sorte de vê-los no Lollapalooza e foi um dos grandes shows do ano (ao lado de Radiohead), mas fiquei com gostinho de quero mais.
Tenho gostado das ações que a banda tem feito, especialmente a de gravar todas as turnês e disponibilizar no canal oficial no Youtube e Vimeo vídeos dos shows, do backstage, etc. Eles também estão com presença oficial no Flickr e no Facebook. O site oficial é também uma grande comunidade e recheada de conteúdo. Está aí uma banda que se apoderou de todas as redes sociais. Fico imaginando que delícia deve ser fazer parte do time que trabalha no projeto online da banda. Ai ai ai!
E claro, aí vai um pedacinho do show da turnê que tá rolando na Austrália e logo mais começa a turnê em conjunto com Jane’s Addiction:
O futuro da música é com certeza uma das grandes discussões do nosso século com a revolução que a Internet trouxe à indústria fonográfica. Bandas como Radiohead, Nine Inch Nails liberam seus albuns gratuitamente pela rede e cada um vai usando sua criatividade para encontrar meios de sobreviver da música. Não é novidade nenhuma que nos novos formatos que tem se desenhado, os artistas tem chances de faturar mais do que debaixo de um guarda-chuva da indústria fonográfica. Não é regra e ainda tem muito artista penando para conseguir seu lugar ao sol, mas essa ralação nunca foi muito diferente e hoje é muito mais fácil se sobressair com tantas ferramentas disponíveis e num mundo que se consome cada vez mais música.
No último Campus Party eu partiticipei de uma discussão promovida pelo Sesc TV com Ronaldo Lemos e mediação do Carlos Prado sobre reflexos da revolução tecnológica na cultura. Um dos pontos altos da discussão foi os direitos autorais e o Carlos Prado me colocou na parede para saber como eu lido com os direitos autorais das músicas que toco quando eu discoteco, afinal estou infringindo a tal lei de direitos autorais. Eu e a maioria dos DJs que conheço.
Para quem se interessa pelo assunto, há um bom material disponível para download que discute a música após a morte do CD. Há um capítulo que discute o impacto da tecnologia na música e o quanto isso pode favorecer o setor independente e outro que discorre sobre a música na época de sua reprodutibilidade digital:
Nunca foi tão fácil reproduzir uma música. Em nenhum outro momento da história, as pessoas tiveram tamanho acesso às gravações sonoras. A distribuição da música nas redes digitais permitiu que artistas desconsiderados pela indústria fonográfica pudessem expor sua produção para milhares de pessoas, ultrapassando os limites impostos pelos controladores do mercado de bens artísticoculturais e pela indústria do entretenimento. Um dos fenômenos mais impressionantes da digitalização foi a ampliação da oferta de bens musicais na internet, resultante da crescente facilidade de gravar, editar e divulgar um álbum a custos baixíssimos.(Sergio Amadeu da Silveira).
E de vez em quando nos surpreendemos com os formatos que vão surgindo como citei acima. Recentemente o Groove Armada se juntou com a Bacardi num projeto chamado B-Live Share, que funciona no esquema passed-along-payed-for, ou PAP4, que quanto mais você indica o CD para outras pessoas, mais você vai tendo acesso as outras faixas do disco. Eles criaram várias ferramentas para auxiliar o usuário promover a ação: aplicativo para blog/myspace/site/facebook, além de criar um ranking com os usuários que mais tem conseguindo trazer mais amigos para o site. O que eu achei bem interessante foi
Na entrevista que eles deram a NME, eles contaram que a idéia original era dar as músicas de graça, mas que eles tem um problema com música de graça, pois tem tanta que já ficou sem graça. Ao buscarem um jeito de fazer música de graça, acabaram chegando a este esquema.
Hoje li no rraurl que o Deadmau5 lançou uma parceria com a Touch Mix criando um aplicativo para o iPhone, em que se paga US$ 2,99 e recebe 10 faixas exclusivas do artista para mixar, remixar e aplicar variados efeitos , além de um sistema de scratch sensível a tela do iPhone. E também tem utilizado redes sociais como Facebook para divulgar o novo aplicativo. Veja o vídeo de como o Touch Mix Deadmau5 Edition funciona:
O NIN disponibilizou, via torrent, mais de 400GB de vídeo ao vivo, sem edição, da última turnê deles, Lights in the sky. Foi gravado em três shows – Victoria (em 12/05/08), Portland (12/07/08) e Sacramento (12/12/08) – e está em excelente qualidade, segundo o próprio Reznor. A intenção é que usuários mais avançados possam brincar com os vídeos, editar e transformar em algo bacana. Eu vi o show dos caras ano passado e foi o show mais bonito que eu já vi na vida. Com certeza, essas filmagens devem estar maravilhosas. Mais informações: http://forum.nin.com/bb/read.php?18,378166
E, falando em NIN, a Amazon publicou segunda passada a lista de albuns MP3 mais vendidos de 2008 e o Ghosts I-IV está em primeiro lugar. Por que isso é muito legal? Porque o album foi disponibilizado pela banda: o primeiro dos discos estava para download no site e foi até parar no Pirate Bay – legalmente – e todos os outros foram lançados sob uma licença do Creative Commons que permitia que o conteúdo fosse remixado e compartilhado. Isso mostra que se a música é boa, os CDs vão continuar vendendo, os fãs continuarão apoiando a banda que amam mesmo se todo seu trabalho estiver disponível de graça na internet e que essa caça as bruxas – a RIAA já processou mais de 35.000 usuários que compartilhavam musica, além de fechar vários sites, como o muxtape – não leva a nada.
Top 10 é algo muito relativo. Ontem fiquei zapeando na web várias listas e comparando. Há unanimidades, mas há disparidades também. Nem sempre o que eu considero o melhor foi o que eu mais ouvi. Depois de pedir a cada um dos meus colaboradores para fazer suas listinhas eu esbarrei na dificuldade de fazer a minha. Percebi que o que mais ouvi este ano foram cds lançados no final de 2007 e que ando mesmo atrasada com a música. 2008 também foi um ano em que ouvi mais músicas soltas do que cds inteiros. Para mim 2008 foi o ano do remix. Então retirei muita coisa do fundo do baú que foi revisitado numa nova versão por alguém. Há três listas que preciso fazer: top 10 dos melhores lançamentos do ano, top 10 das melhores músicas do ano e top 10 do que eu mais ouvi no ano. Vou começar pela primeira lista.
O que eu acho é que em 2008 saíram muitas coisas boas do forno e 2009 é um ano que promete musicalmente. Vamos ao que, na minha opinião, foram os melhores álbuns deste ano que está chegando ao seu fim. Não leve a ordem em consideração:
Do top10 eu apenas vi 3 ao vivo este ano: NIN no Lollapalooza, MGMT no Lollapalooza e no Tim Festival e Girl Talk no Lollapalooza e no All Points West. O NIN foi o mais lindo e emocionante, o MGMT, apesar de um belíssimo trabalho de estúdio, não me empolgou ao vivo, mas durante o dia e em local aberto funcionou melhor do que no Tim e Girl Talk me proporcionou uma das experiências mais empolgantes da minha vida, quando eu saí da pista e virei dançarina dele no All Points West. Dos demais eu vi apenas a nova turnê do The Kills no Lollapalooza, que fez um show muito superior ao apresentado aqui há alguns anos atrás.
A minha expectativa é que em 2009 eu possa ver ao vivo o restante da lista e acho que não será uma tarefa tão árdua.
Confira também os top10 que a Dani, Ana Laura, Fabilipo, Renato e do João Perassolo fizeram aqui no blog. E a próxima lista será meu top 10 com os melhores shows que vi em 2008. Aguardem!
Eu não sou grande fã do hip-hop. O último Lollapalooza só evidenciou o quanto o estilo está em alta (ele esteve em baixa alguma vez?). O festival conhecido por sua veia rockeira, teve seu último dia dedicado 50% à atrações hip-hop e com nomes de peso.
Eu acabei mudando de lado neste dia, já que até então eu estava sempre do lado direito do parque. Não tinha grandes intenções de ver Kanye West, porém como começaram a espalhar que o Obama passaria por lá, o Jade do rraurl.com pediu para que eu tentasse ver, afinal seria um momento histórico.
Minha credencial não dava direito ao pit, mas eu tinha recebido um email da assessora do NIN perguntando quem gostaria de fotografar o show, pois ela iria analisar os veículos e liberaria acesso para alguns. Como grande fã da banda, eu tratei logo de tentar a sorte e recebi o email confirmando que meu nome estaria na entrada.
O grande problema é que o show do Kanye West começaria meia-hora antes do NIN e eu não conseguiria chegar a tempo do outro lado para poder usufruir da minha conquista. Choramingando eu abri mão e segui com minhas amigas para ver o Kanye. Confesso que demorou para eu relaxar e resolver curtir.
Quando os primeiros gritos vindo lá da frente ecoaram no parque anunciando o início do show e um show de luzes e fumaça invadiu o palco, eu confesso que me arrepiei. Kanye West é o que podemos chamar de show-man. Ele é do tamanho do palco! Se esparrama por ele dançando de um lado para o outro. Envolve de uma forma que, mesmo não sendo grande apreciadora de sua música, eu me rendi. Os primeiros acordes de Stronger para então dar forma a Good Morning, que foi a música de abertura de um show que durou 2 horas, levou o público ao delírio.
Eu já não esperava mais a presença do Obama e uma aflição tomou conta por ter NIN do outro lado me aguardando. Nunca me senti tão dividida. Obama de fato não apareceu e eu curti as 4 primeiras músicas do show: Good Morning, I wonder, Through the Wire, Champion. De lá voei e consegui ver o NIN (ainda bem, pois eu até estava tranquila, já que assistiria a banda aqui em São Paulo e o show acabou sendo cancelado) num show inacrível.
Depois desta experiência, eu retornei ao Brasil querendo rever as duas atrações e somente o Kanye West é que vai acabar acontecendo (se nada rolar até quarta-feira). Sei que o ingresso está absurdamente caro (R$ 250,00 a inteira, mas a meia + desconto Tim acaba saindo por R$ 100 e quem comprou para ver Gossip, ainda pode pegar um ingresso adicional de graça para qualquer dos dias) e Kanye nem é tão unanimidade aqui quanto nos EUA, mas o show vale a pena ser visto. Esqueça Madonna, Kanye é muito mais show e música. Quarta-feira estarei lá, provavelmente me arrepiando como me arrepiei no Grant Central Park em Chicago.
Segue o setlist do show no Lollapalooza 2008:
Good Morning
I Wonder
Through the Wire
Champion
Put on For My City
Get ‘Em High*
Diamonds From Sierra Leone
Can’t Tell Me Nothing
Flashing Lights
Homecoming
Touch the Sky
“Tell your kids about me”/70s Computer–>Computer in your Phone (with Macbook Air tease)/Kanye West/ James Brown/Jimi Hendrix
Golddigger
Jesus Walks
O NIN liberou seu novo album para download, totalmente de graça. As músicas estão disponíveis em vários formatos – de MP3 até 24/96 WAVE e você ainda baixa um PDF com artwork e créditos.
we encourage you to
remix it
share it with your friends,
post it on your blog,
play it on your podcast,
give it to strangers,
etc.
Eu tenho me surpreendido muito como vários artistas como Hot Chip, NIN e Radiohead tem utilizado a internet a seu favor e gerado um buzz infindável com suas ações espalhadas por todos os cantos possíveis.
Primeiro foi o boom que rolou com o Radiohead colocando seu último cd In Rainbows na web com preço a ser definido por quem estava comprando. Mesmo com a enxurrada de “compras” sem custo algum, o faturamento está batendo números inacreditáveis que eles jamais faturariam vinculados ao modelo comercial praticado pela indústria fonográfica.
Aí na seqüência o NIN aderiu a um formato similar disponibilizando vários pacotes desde baixar sem custo algum até pacotes mais personalizados com valores a partir de US$ 5,00 (que eu fiz questão de pagar).
Eu que trabalho com Redes Sociais fico com o sorriso de orelha a orelha assistindo essas ações. E a cada dia surge uma nova mundo afora para me alegrar.
A de hoje foi o Radiohead Remixes em que qualquer pessoa pode fazer seu upload no site de um remixe da música Nude, além de listar os 10 melhores e disponibilizar widget para o Facebook.
Sou várias e às vezes todas estão no mesmo lugar. Aqui escrevo sobre meus projetos noturnos, diurnos, andanças, leituras, música, tecnologia e claro, muito papo furado.