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Them Crooked Vultures, NY

sexta-feira, outubro 16th, 2009

Já que a Lalai já apresentou o Them Crooked Vultures por aqui, só me resta dizer que o show deles ontem aqui em Nova York, no Roseland Balroom, foi impressionante. Tanta gente foda no palco que não sabíamos nem pra onde olhar. Dave Grohl fazendo o que sabe fazer melhor: tocar bateria. E como toca! Josh Homme soltando a voz que o consagrou no Queens of the Stone Age. Alain Johannes brincando de tocar guitarra. E John Paul Jones, bom, é John Paul Jones. O ex-Led Zeppelin tocou baixo, guitarra e piano com tanta autoridade que levou a platéia ao delírio diversas vezes. Foram aproximadamente 1:40h de rock n’ roll muito bem tocado. E apesar de grande parte do público ainda não conhecer nenhuma música do set list (o lançamento do primeiro CD do TCV está previso para o fim de novembro), ninguém pareceu se importar. Ponto negativo só para o Roseland Ballroom, que não chega nem perto das melhores venues de NYC. O palco é muito baixo e o piso é reto. Quem é baixinho já sabe o que isso significa. ;)

Agora é esperar o CD. Stay tunned!

Top 10 Programas de índio pra se fazer em NY

terça-feira, outubro 6th, 2009

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Quem nunca fez um programa de índio na vida que atire a primeira tanga. Não importa qual seja o país, a cidade, se você é turista ou não, uma hora você sempre cai no conto do passeio indígena. E foi pensando no tanto que já fiz coisas “legais” na minha vida que criei um top 10 dos programas de índio pra se fazer aqui em NY City. Portanto, se você ainda não conhece a cidade e adora uma roubada (por que não?) , aí vai uma listinha básica do que não fazer:

1. Tirar foto pegando no saco do touro da Wall Street

Tudo bem que o robusto touro de bronze da Wall Street simboliza a “força da economia americana diante das instabilidades econômicas do mercado internacional” e bla bla bla (meio piada nos dias de hoje), mas tirar foto com a mão no saco do touro achando que isso irá trazer sorte pra alguém é um puta programinha de índio.

2. Ir na loja da Apple da 5a avenida no final de semana

Visualize uma loja no Brasil na época de Natal. Pois é, agora pense que a Apple da 5a Avenida é assim o ano inteiro, todos os finais de semana (e durante a semana também). Programa de índio na certa! A dica é ir de madrugada. Isso mesmo. Dê uma de novaiorquino nato: acorde de madrugada ou não durma e vá fazer suas compras com muito mau humor.

3. Fazer compras na Century 21

Achar que a Century 21 é uma loja super legal e passar horas procurando roupas naquela zona que eles chamam de loja é um dos programas mais bizarros que você pode fazer na vida. Acredite em mim. Tudo bem, sei que lá é tudo mais barato, tem as roupitchas de marca pela metade do preço e você sempre encontra tudo que no Brasil seria surreal de caro. Mas, quer saber? I don’t care!!!!!!

4. Andar de carroça no Central Park

Nada mais cafona do que andar de carroça no Central Park e achar que os cavalos não são explorados e têm uma vida espetacular. Programa de gente brega e cafona, porque índio anda a pé!

5. Tirar foto com cara de choro no Strawberry Fields

Todo mundo sabe (pelo menos acho) que o John Lennon foi assassinado na frente do prédio dele e que, depois disso, criaram um espaço no Central Park chamado Strawberry Fields pra homenageá-lo e pra que seus fãs lembrem dele e etc. Mas tirar foto abaixado e com cara de choro no lugar não faz muito sentido. Programa de índio feelings.

6. Ir pra frente de uma balada esperando pra ser convidado pra entrar

Se você não é cool, gato ou gata, não tem jeito de rico, não faz carão e não mede mais de 1,70, esqueça sua tentativa de ser convidado pra entrar num club ou restaura badalado aqui em NY. Vai ter de nascer outra vez. O Beatrice Inn funcionava mais ou menos nesse esqueminha, mas fechou. Acho que faltou gente cool…

7. Ir a um show no Madison Square Garden

Um dos piores lugares pra se ver um show ever. O som no Madison Square é absurdo de ruim e, caso você não tenha muito dinheiro pra ficar na pista (os ingressos costumam ser caros), a arquibancada é tão longe que é preciso binóculos pra ver a banda.

8. Pegar metrô de madrugada no verão

Lindo é saber que NY tem metrô pra todos os lados, 24horas e ainda é barato. Mas, nada mais tosco do que pegar metrô depois daquela baladinha básica de 8horas e ter de esperar, num calor infernal (não tem ventilador nas estações), pelo menos 1hora pra pegar um mísero trem. Dica de quem já derreteu: deixa de ser pobre e guarde umas doletas pra pegar um táxi!

9. Esperar horas em uma fila gigante pra comer uma pizza no Brooklyn

Tudo bem que a Grimaldi’s Pizzeria é considerada uma das melhores pizzarias de NY, mas ficar horas na fila esperando pra conseguir uma fatia de pizza de qualquer sabor que seja é um programão. E quando falo horas não estou exagerando mesmo. Já vi fila de dobrar o quarteirão…

10. Conhecer a tão famosa Times Square num sábado

Ah, a Times Square no final de semana à noite. Programinha antropológico! Nada mais legaus: cinquenta milhões de turistas tirando fotos, um monte de camelôs vendendo bolsas (sim, aqui tb tem disso!), uma calçada tão cheia que mais parece a 25 de Março, uma mistura absurda de cheiros de comida, puta trânsito, enfim, muito de tudo! Juro por tudo que gosto da Times Square, acho surreal aquele bando de painel colorido e a primeira vez que passei por lá fiquei de boca aberta, mas uma vez na vida já está de boa. Tire várias fotas, sente 5 minutos nas mesas da Broadway e zaz… Saia de lá correndo e procure um pub seguro pra encher a cara.

E, finalmente, pra ninguém sair por aí dizendo que não gosto dessa cidade louca, segue uma lista um pouco mais séria da TimeOut New York com os Top 10 Bairros mais legais de NY. Coloque o seu cocar e boa sorte!


I love NY

quarta-feira, setembro 16th, 2009

Sexta-feira foi 11 de setembro e eu queria ter feito minha homenagem a NY, que me pegou de jeitinho e me devolveu com uma depressão responsável por eu jogar tudo para o alto e recomeçar. Ah, NY!

escrevi a respeito aqui no blog, mas vale o repeteco, talvez para expressar um pouco mais sobre o efeito que uma cidade (e uma viagem) pode causar em você.

Demorei muito para me render à América e uma preguiça rançosa não permitia que eu mexesse um dedinho sequer para ir até lá. Quem me levou à América foi Radiohead. Melhor desculpa não existe. Lá estava eu, chegando por Chicago, para ver uma das minhas bandas favoritas, já que sobrevivíamos sob suspeita se a banda de fato um dia tocaria no Brasil ou não. Para minimizar o risco de não vê-la aqui eu fui até ela.

Atualmente tenho muitos amigos vivendo em NY e a maioria sequer cogita voltar para cá. Para mim NY é uma São Paulo que alcançou a vida adulta, além de ser um lugar a parte nos EUA. Algo inexplicável quase com uma pitada mística aconteceu comigo enquanto eu estava por lá. Eu não acredito muito nessas coisas, mas nunca voltei de uma viagem de férias tão transtornada.

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Todas as certezas que eu carregava nas malas na ida não voltaram. NY mostrou por suas frestas coisas que eu não me achava preparada para ver. Quinze dias foram quase uma vida por lá e ao mesmo tempo tão poucas horas.

A correria, a diversidade, a arte, a cultura, o charme, os bares, os metrôs fétidos com pessoas que pareciam ter saído de um editorial, as lojas, o Central Park com tardes ensolaradas e tantos cantinhos cheios de charme preenche NY de uma maneira singular e encantadora.

Grandes cidades sempre me inspiram e viram minha cabeça. É isso que gosto nelas, o caos que provocam em mim. Foi assim que NY mexeu comigo. Voltei das férias não querendo minha vida aqui de volta. Queria algo novo e que fosse mais inspirador do que o que eu estava fazendo. Queria ter maior liberdade nas minhas escolhas e nos meus projetos.

Confesso que não sei ao certo o que se rompeu, mas passei uma semana em um estado que eu considerava ser uma depressão pós-férias. Era mais que isso. Em menos de um mês eu pedi demissão do meu emprego que me parecia tão seguro. Abri mão das certezas e resolvi arriscar. Não foi assim de sopetão. Joguei tudo para o alto e estou recomeçando. NY indiretamente mudou radicalmente a minha vida.

Talvez foi ver a infinidade de opções e ao olhar para a sua própria vida, perceber que vive cercada de restrições e que a vida pode ir muito além e ser bem mais interessante.

Assim como pessoas, cidades tem o poder de me tocar de alguma maneira.  E é a maneira como ela me emociona e/ou provoca que faz eu me apaixonar. Foi assim com algumas poucas cidades do mundo e uma delas é NY.

The Dead Weather, o show

segunda-feira, julho 20th, 2009

Nova York, 17 de julho, 12:24, Terminal 5, e o fim do show do The Dead Weather. Tenho de confessar que detesto o lugar onde eles tocaram. Apertado, palco pequeno, bar atrás que toma espaço e não deixa passar o som. Mas, enfim, era o lugar do show, do lado de casa, 10 minutos andando. A briga por um lugarzinho mais perto do palco não foi ganha, mas felizmente ficamos onde dava pra ver a banda toda. Hora do show. Estranho não ver o Jack White na frente. Engraçado é que mesmo sentadinho, tocando sua bateria excelentemente, ele estava no comando. E o resto da banda? Impecável. Alison Mosshart com seu vocal forte, Jack Lawrence no baixo (Racounteurs) e o ex Queen of the Stone Age, Dean Fertita, na guitarra. Conversa com o público? Nenhuma. Pra quê? E o ponto alto do show fica pra hora em que Jack levanta, toca sua guitarra e divide calorosamente o mesmo microfone com Alison. Delírio total.

Siren Music Festival 2009

quinta-feira, julho 16th, 2009

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É muito fácil escrever vários posts sobre Nova York em uma manhã de verão ensolarada! Hhehe… Esse é o momento que tudo acontece na cidade e que todos os moradores e visitantes estão sedentos por atrações outdoor. Ainda mais se for de “grátis”. Pois é, galere, mais um festival básico que vai rolar nesse sábado, dia 18 de julho, do meio-dia às 9 da noite, em Coney Island: o Siren Music Festival 2009. O Siren acontece desde 2001 e foi criado pelo pessoal do “The Village Voice” pra tentar reavivar Coney Island. Ou seja, você ouve bandas tipo Built to Spilt, The Raveonettes, A Place to Bury Strangers e ainda ajuda a sustentar o festival e a comunidade de Coney Island. E, se depender do sol do ano passado, prepare o bloqueador solar, porque o lugar pega fogo! ;-)

Central Park Summerstage

quinta-feira, julho 16th, 2009

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Uma dica (um pouco atrasada) pra quem está passando o verão em Nova York e não tem muita grana pra gastar com shows, espetáculos de dança e até cinema é o Central Park Summerstage. O festival, que acontece todos os anos e tem início no mês de junho, sempre traz boas atrações. E esse ano não está sendo diferente. Então corre que ainda dá tempo de ver o Alpha Blondy & The Solar System, o Budos Band (excelente!), o grupo de dança RIOULT e coisas “básicas” como Pretenders, Cat Power e Juliette Lewis (esse dia não é free) de uma tacada só! O único problema é que as filas às vezes são intermináveis. Mas vale à pena esperar… Ah, vale. :-)

The Dead Weather

quinta-feira, julho 16th, 2009

Pra quem está passeando ou mora em NY, gosta de Jack White e quer conhecer um pouco mais sobre sua mais nova banda, o The Dead Weather, não perca os shows que acontecem hoje e amanhã no Terminal 5, às 8 da noite. A primeira vez que a banda tocou por aqui foi em um secret show e infelizmente não tive a oportunidade de ir. Mas sexta-feira estarei por lá e depois escrevo aqui o que achei dessa outra banda do rapaz talentoso de Michigan.

Friday Jones

quinta-feira, julho 2nd, 2009

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Dica para quem está em NY, ama tattoo, salão de beleza e um spa básico. E tudo em um mesmo lugar!  Agora você pode se tatuar enquanto faz as unhas, ou pinta o cabelo, ou tira um cochilo e acorda com 56 estrelas na cara. Hehhhe… Chega de brincadeira. O Senses NY Salon & Spa em parceria com Friday Jones, tatuadora de celebrities, começa a funcionar em NY, na 138 Fifth Ave (entre a 18th e 19th), a partir dessa semana. 

 

E pra quem tem medo de agulha, o Friday Jones é o único estúdio no mundo que tem parceria com um médico que oferece anestesia local. E se você deseja investir em um desenho personalizado, os preços nem são tão salgados assim : a partir de $125 para mulheres e $250 para homens. 

 

“The Slipper Room”

segunda-feira, junho 8th, 2009

 

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Todo mundo que mora aqui em NY sabe que essa é uma das cidades mais cosmopolitas e loucas do mundo. Penso sempre que o que não acontece aqui não acontece em lugar algum e, por mais que esse seja um pensamento de quem não conhece o resto do mundo, acho que tenho certa razão.

Quer um exemplo? Ontem, domingão de sol, depois de um piquenique delicioso no Central Park com o marido, depois de uma andada surreal pelos piers do Chelsea (aliás, tem um lugar lá legalzinho, meio playba, mas postarei sobre ele mais tarde…) e depois de chegarmos em casa acabados, resolvemos tomar um banho e aceitar o convite de uma amiga para assistir a um show de dança dela. E não era ballet, galera… 

Fomos a um dos The Love Show’s (não era o Love dos Beatles, meu povo) no The Slipper Room. Ou seja, fomos a uma casa de shows burlescos! Sempre tive muita curiosidade de conhecer esse tipo de lugar (que, com certeza, é um lugar como outro qualquer) e ontem concretizei esse meu sonho. Hhahaha… 

Meu resumo? Adorei o show, nos divertimos muito, amei ver minha amiga linda dançar e as outras dançarinas também eram lindas! Aliás, fiquei sabendo que uma delas era ex do Moby e agora namora com uma figurinha meio famosa também. Só não consegui descobrir ainda quem é (vai ver ele não é tão famoso assim…). A única coisa ruinzinha é que os shows aos domingos são meio vazios, mas durante a semana deve bombar! E o mais legal? E que sei que tem milhões de outros lugares como esse espalhados por aqui. E também tem o parque, os piers, os bares, os restaurantes… 

NY é ou não é uma loucura? :-)

“Chocolate is not just about taste”

quarta-feira, junho 3rd, 2009

 

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Para os que amam chocolate e estão em NY nada melhor do que fazer uma visitinha ao Max Brenner (841 Broadway e 141 Second Avenue). O lugar é, literalmente, uma ode ao chocolate. Não consigo nem descrever o prazer que sinto a cada visita. Esqueça os pratos principais (que por sinal também são deliciosos) e peça direto a sobremesa sem medo de ser muito feliz! Uma dica: tente ir durante a semana, porque nos finais de semana a fila de espera pode demorar bastante.