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NY te amo

quarta-feira, março 2nd, 2011

by Ola Persson

Já babei por aqui falando de NY. Fui apenas duas vezes, a primeira me devastou, a segunda já me senti mais em casa. Lembro-me ainda da primeira sensação ao pisar na cidade, a excitação de entrar numa van caindo aos pedaços que seguia de Newark ao Brooklyn, onde ficaria, mas não tem jeito, a sensação de NY é de fato quando se atravessa a ponte e chega em Manhattan, afinal tudo que a cidade tem na nossa memória de tanto que a gente convive com ela através da tela, seja da TV ou do cinema, se materializa do lado de lá.

Quem gosta da cidade e a conhece de perto ou não, pode entender bem o que estou falando. A segunda sensação mais fantástica que me fez sentir uma criança diante de um brinquedo novo, foi exatamente quando eu saí no metrô na Time Square, que é um dos lugares que menos gosto por lá, mas cheio de símbolos (e luzes e poluição visual). Não vou falar que não me decepcionei na primeira olhada, olhei pra Dani (que estava comigo) e falei “gente, é isso?”.

É, a nossa primeira saída do metrô não nos causou uma boa primeira impressão, mas bobagem, no dia seguinte já tínhamos tido saídas melhores de metrô com uma cidade muito mais incrível diante dos nossos olhos. Depois disso, foi só amor e saudades a deixa-la pra trás. Esse vídeo que segue me deixou nostalgica e trouxe pra mim tantas boas lembranças, jogações, bebedeiras e momentos incríveis que tive em NY.


Sub City New York from sarah klein on Vimeo.

Decido esse post a Dani Valentin, Ola Persson, Ana Paula PJ, Jones, Baunilha, Rabih e ao Larry Tee, que foram pessoas que fizeram a diferença por estarem lá comigo. <3

O segredo da Big Apple

terça-feira, outubro 5th, 2010

A Louis Vuitton lançou uma série de mini-guias de viagem no Youtube, e um dos de Nova Iorque explica o porque da cidade ser conhecida como Big Apple. Explicar, na verdade, ele não explica, porque são apenas conjecturas a respeito. Sobre até para o Steve Jobs na história. Eu prefiro a versão das tortas, porque as apple pies que aparecem no video são de babar.

Minha única grande dúvida é: por que raios então existe uma gigantesca maçã dourada em plena Park Avenue, bem no meio da rua? Se alguém souber, por favor me conte.

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Dicas de Nova York

segunda-feira, julho 26th, 2010
New York - Brooklyn Bridge Sunset by Phillipp Kinger

New York - Brooklyn Bridge Sunset by Phillipp Kinger

Aproveitando a onda de amigos indo pra NY nas próximas semanas, tirei da gaveta uma lista pronta de lugares que amei na cidade. Todos são bares, restaurantes, lanchonetes. Todos maravilhosos e testados mais de uma vez em alguns casos. Sobre as baladas não me arrisco a dar palpites porque os humores oscilam muito quando se trata de sair à noite em uma cidade como NY. Sobre espetáculos e museus, eu nem me preocuparia em buscar dicas. A cidade respira cultura e fique à vontade pra arriscar. Qualquer erro vai ser desculpado, acredite.

Sempre gostei de viajar e mesmo que ficasse alguns poucos dias em uma cidade qualquer, eu tinha a necessidade de vivê-la como os moradores de lá. Procuro opções de lugares tradicionais e os combino com dicas de lugares mais atuais com amigos que por acaso estão morando por lá. Assim, aproveito uma viagem sem aquela correria de ter que ver tal museu, de ter que ir a tal praça, de ter que. Odeio ter que. Gosto de andar sem rumo em uma cidade pequena e acabar em uma periferia estranha, fuçar os becos em uma cidade grande e dar de cara com galerias, livrarias e brechós, por exemplo.

Então falemos das dicas. Reuni aqui os lugares em que comi bem e fui feliz em NY. Sem pretensões, hein! São os lugares em que muitas vezes eu ia quase todo dia no mesmo horário para tomar o meu café da manhã antes de bater perna pela cidade, ou os que, por acaso, estava perto com montes de sacolas na mão e cheio de fome.
Sou do tipo que acorda tarde e mesmo assim toma café da manhã. Se você é assim também aqui vão os bons lugares pra fazer isso sem pressa.

bagelporn by food in mouth

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Murray`s Bagels: fica no Chelsea, no número 248 da 8ª, entre as ruas 22 e 23. Tem em vários outros lugares de NY, mas esse é o meu preferido. Fui várias vezes e é um lugar bem gostoso, os funcionários são simpáticos e comer um bagel em NY é obrigatório. Depois sente-se no banco do lado de fora e observe as pessoas na rua, tomando um latte é claro.

Cafeteria: também fica no Chelsea, no número 119 da 7ª avenida com a rua 17. Um lugar mais hype, com gente mais moderna, frequentado por alguns famosos. Mas também tem gente comum, eu e você, mas bem vestidos e interessantes. Vale a pena ir, não é caro e o café da manhã tem opções deliciosas.

Bocca Lupo: fica em Cobble Hill, no 391 da Henry St. com a Warren St. no Brooklyn. Apesar de ser longe para acordar e ir tomar café, vale a pena passar lá. O ambiente é muito agradável. Combine um brunch com os amigos, é uma delícia.

Le Pain Quotidien do Chelsea. Fica no 124 da 7ª entre as ruas 17 e 18. Alguém pode até torcer o nariz por ser uma rede. Cadê o charme? Cadê a novidade? Vão dizer. Mas a comida é super saudável e uma delícia. Você vai tomar um café que merece e dá pra almoçar também.

Para almoçar ou jantar em NY, não dá pra determinar de antemão o horário. Ande e compre bastante e se passar por perto dos lugares abaixo, experimente.

Fanelli's Cafe by M0rph3u

Fanelli's Cafe by M0rph3u

Fanelli’s Cafe no SoHo. No número 94 da Prince St, esquina com a Mercer St. Os sanduíches são bem servidos e baratos num ambiente gostoso e perto das melhores lojas. Compre, compre, compre e pare para almoçar lá.

Capri Caffe em Tribeca, no 165 da Church St entre a Chambers e a Read Sts. Comida italiana feita de uma forma muito artesanal. O espaço é pequeno, mas você entra e em dois minutos parece que já freqüenta o lugar há muito tempo. Peça o especial do dia sem medo.

Co. Fica no Chelsea, no 230 da 9ª, entre as ruas 24 e 25. Algumas pizzas são inusitadas e deliciosas. Considero imperdível.

Casa, Greenwich Village no 72 da Bedford St com a Commerce St. Comida brasileira como quase não se vê no Brasil. Amei! Os preços podem assustar por opções tão simples que vão lembrar a comida da sua mãe, mas tudo é muito gostoso.

Hale and Hearty. Dessa rede eu sou fã, consulte o site para encontrar o mais perto de você. A comida é, sem erro, maravilhosa e estou falando de um combo – sanduíche e sopa! Por que não temos essa rede no Brasil?

Bottino. Chelsea, no 248 da 10ª, entre as ruas 24 e 25. Uma dica emocional. Foi uma experiência deliciosa: compramos uns sanduíches no Bottino e fomos passear na High Line. Uma das entradas é ali perto. Experimente. Você senta nos bancos, nas espreguiçadeiras ou na arquibancada. Vai ser inesquecível.

Socarrat Paella Bar. Também no Chelsea, no 259 da rua 19, entre a 7ª e a 8ª. Outro restaurante imperdível. A visita, na minha, opinião é obrigatória. O restaurante é comandado por um espanhol simpaticíssimo. Peça uma paella de arroz negro. Você vai delirar!

Pearl Oyster Bar no Greenwich Village, no número 18 da rua Cornelia, entre a Bleecker e a W 4th. Esse restaurante foi a maior surpresa da última ida pra NY. Você pode pedir mesa ou sentar no balcão e ficar de papo com a garçonete que é simpática, sorridente, interessante, ou com os outros clientes que sentam no balcão. Obrigatório pedir o sanduíche de lagosta, parece estranho mas é perfeito!

Balthazar no SoHo, na 80 Spring , entre Crosby e Broadway. Restaurante bem famoso em NY. Vale a pena ir pela comida, pelas pessoas que se pode ver lá, pelo ambiente. Mesmo que demore pra conseguir uma mesa, espere, você vai gostar.

L’Express no Gramercy Park, no número 249 da Park Ave com a rua 20. Esse é 24h, então dá pra comer uma boa comida depois de uma balada. Tudo delicioso.

Izakaya Ten no Chelsea, 207 da 10a com a rua 23. Esse Pub Japonês é fantástico. Fica meio escondidinho, mas vale a ida. Um dos restaurantes mais legais que fui em NY, simplesmente porque é diferente do que estamos habituados a pensar sobre restaurantes japoneses.

E por último o Morimoto, que fica no Chelsea, mais lá embaixo, no número 88 da 10a, entre as ruas 15 e 16. Entre, se encante com a decoração e a arquitetura do lugar. Se estiver vazio, tudo vai parecer mais deslumbrante. Peça pelo menos um Martini de lichia no bar (o melhor que já tomei). Ah! E conheça o banheiro, é por si só uma experiência.

Não preciso dizer que isso é um milionésimo do que se pode ver, ir ou conhecer em NY no quesito comida. Mas como alguns de nós hesitam e piram diante de tantas opções, vale a pena recolher algumas dicas e anotar em um caderninho para não se frustrar com o desconhecido ou ficar apenas no esquema turístico-clichê.

Balada-móvel

segunda-feira, março 1st, 2010

Um ônibus com pista de dança, luzes de boate, DJ e drinks à vontade. Isso é o que a galera de NYC pode curtir com a balada-móvel Rusty Knot, que sai de Williamsburg, no Brooklyn, e segue até o Rusty Knot, um bar com temática náutica no West Village.

Os donos do bar, Taavo Somer e Ken Friedman, começaram com essa no mês passado. Segundo o repórter do NYT, a idéia inicial foi meramente achar uma forma de encher o bar às noites de segunda-feira neste inverno nevado. “Com uma supervisão mínima – já que para entrar no ônibus você precisa ter pelo menso 21 anos -, a viagem remete aos tempos em que a vida noturna novaiorquina parecia não ter regras”, lembra. O percurso leva mais ou menos uma hora e inclui Budweisers gratuitas.

O locais de parada e seus horários podem ser encontrados no site do bar ou acompanhados no Twitter da balada.

foto: Christian Hansen/NYT

Sex and the City parte II

domingo, janeiro 10th, 2010

Que mulher não enlouqueceu diante dos episódios da extinta série Sex and the City, que jogue a primeira pedra. Se não se seduziu pela série, é porque provavelmente não assistiu. Além de toda a história “mulherzinha jeito de ser”, as identificações diversas em vários episódios, o melhor mesmo sempre foram os desfiles intermináveis de roupas do quarteto Carrie, Samantha, Miranda e Charlote.

Eu acompanhei esporadicamente Sex and the City pela TV, mas não teve jeito: fiz a maratona, vi as seis temporadas em duas semanas e senti aquele vazio imenso quando a série terminou e eu não teria mais o que ver (o que geralmente sinto quando séries que gosto terminam). Depois fiz até um blog inspirado na série, mas que morreu como ela.

Aí veio o filme, que concordo com a maioria que não é lá grande coisa, mas o fato não é ser bom, porque acho mesmo difícil um filme superar qualquer série que seja, o fato foi alimentar um espacinho no nosso imaginário sobre o que tinha rolado com as 4. E obviamente se deleitar novamente com todo o figurino do filme, além de ainda ter NY como cenário do filme.

Eu não teria apostado um centavo sequer, mas a continuação vem aí. Não boto muita fé de que vai ser muito diferente do primeiro, mas ok, como disse minha amiga Daniele, o que eu quero mesmo é me esbaldar com as roupas, afinal quem não concorda que elas tem o guarda-roupa dos sonhos?

Aí vai o trailer do filme para quem ainda não viu. Ele estréia dia 26 de maio em NY e deve chegar aqui na sequencia. Aguardamos!

Arte com papel

quinta-feira, janeiro 7th, 2010

Não tem como não ficar encantada com projetos feitos com papel. Sempre babo e sempre aparece um mais incrível que o o outro. A dupla Nikki Salk e Amy Flurry formam o Paper Cut Project com trabalhos lindos. Fizeram recentemente um trabalho para a Jeffrey, de Atlanta e NY. Dá uma conferida como as manequins ficaram bem mais originais.

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UPDATE:

Para quem também curte arte com papel e está com alguma viagem marcada para NY antes do dia 04 de abril, recomendo ver a exposição “Slash: Paper under knife”, no MadMuseum. (dica @lippsantangelo)

Pavement, o reencontro

segunda-feira, setembro 21st, 2009

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Pois então o Pavement, uma das bandas mais importantes do cenário musical alternativo americano, depois de 10 anos separada, anunciou, na última terça-feira, dia 15 de setembro, um dos reencontros mais esperados do público indie. Os motivos? A comemoração dos 20 anos de uma banda que não existe há 10, um show “beneficente” que irá alavancar ainda mais o Central Park Summerstage e, por que não, a “volta” de um grupo que não teve um fim muito bem definido. E quer saber de verdade? Nem importa quais são os motivos e sim que os ingressos da pré-venda do show, que ocorrerá somente em setembro de 2010, foram vendidos em apenas 2 minutos. E, por isso, foram necessários mais três dias de shows para aplacar o desespero dos fãs do Pavement. Isso é que é confiar no futuro. Enquanto isso, vou ficar aqui de dedos cruzados rezando pra continuar morando em NY e, quem sabe, conseguir um lugarzinho ao sol. :-P

I love NY

quarta-feira, setembro 16th, 2009

Sexta-feira foi 11 de setembro e eu queria ter feito minha homenagem a NY, que me pegou de jeitinho e me devolveu com uma depressão responsável por eu jogar tudo para o alto e recomeçar. Ah, NY!

escrevi a respeito aqui no blog, mas vale o repeteco, talvez para expressar um pouco mais sobre o efeito que uma cidade (e uma viagem) pode causar em você.

Demorei muito para me render à América e uma preguiça rançosa não permitia que eu mexesse um dedinho sequer para ir até lá. Quem me levou à América foi Radiohead. Melhor desculpa não existe. Lá estava eu, chegando por Chicago, para ver uma das minhas bandas favoritas, já que sobrevivíamos sob suspeita se a banda de fato um dia tocaria no Brasil ou não. Para minimizar o risco de não vê-la aqui eu fui até ela.

Atualmente tenho muitos amigos vivendo em NY e a maioria sequer cogita voltar para cá. Para mim NY é uma São Paulo que alcançou a vida adulta, além de ser um lugar a parte nos EUA. Algo inexplicável quase com uma pitada mística aconteceu comigo enquanto eu estava por lá. Eu não acredito muito nessas coisas, mas nunca voltei de uma viagem de férias tão transtornada.

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Todas as certezas que eu carregava nas malas na ida não voltaram. NY mostrou por suas frestas coisas que eu não me achava preparada para ver. Quinze dias foram quase uma vida por lá e ao mesmo tempo tão poucas horas.

A correria, a diversidade, a arte, a cultura, o charme, os bares, os metrôs fétidos com pessoas que pareciam ter saído de um editorial, as lojas, o Central Park com tardes ensolaradas e tantos cantinhos cheios de charme preenche NY de uma maneira singular e encantadora.

Grandes cidades sempre me inspiram e viram minha cabeça. É isso que gosto nelas, o caos que provocam em mim. Foi assim que NY mexeu comigo. Voltei das férias não querendo minha vida aqui de volta. Queria algo novo e que fosse mais inspirador do que o que eu estava fazendo. Queria ter maior liberdade nas minhas escolhas e nos meus projetos.

Confesso que não sei ao certo o que se rompeu, mas passei uma semana em um estado que eu considerava ser uma depressão pós-férias. Era mais que isso. Em menos de um mês eu pedi demissão do meu emprego que me parecia tão seguro. Abri mão das certezas e resolvi arriscar. Não foi assim de sopetão. Joguei tudo para o alto e estou recomeçando. NY indiretamente mudou radicalmente a minha vida.

Talvez foi ver a infinidade de opções e ao olhar para a sua própria vida, perceber que vive cercada de restrições e que a vida pode ir muito além e ser bem mais interessante.

Assim como pessoas, cidades tem o poder de me tocar de alguma maneira.  E é a maneira como ela me emociona e/ou provoca que faz eu me apaixonar. Foi assim com algumas poucas cidades do mundo e uma delas é NY.

Central Park Summerstage

quinta-feira, julho 16th, 2009

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Uma dica (um pouco atrasada) pra quem está passando o verão em Nova York e não tem muita grana pra gastar com shows, espetáculos de dança e até cinema é o Central Park Summerstage. O festival, que acontece todos os anos e tem início no mês de junho, sempre traz boas atrações. E esse ano não está sendo diferente. Então corre que ainda dá tempo de ver o Alpha Blondy & The Solar System, o Budos Band (excelente!), o grupo de dança RIOULT e coisas “básicas” como Pretenders, Cat Power e Juliette Lewis (esse dia não é free) de uma tacada só! O único problema é que as filas às vezes são intermináveis. Mas vale à pena esperar… Ah, vale. :-)

I love NY

domingo, maio 10th, 2009

É, Nova York está na minha lista das minhas cidades favoritas e hoje foi possível sobrevoá-la:

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Via