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CREW 3 anos

sexta-feira, outubro 22nd, 2010

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Mal posso acreditar que estamos fazendo 3 anos, indo totalmente contra muita previsão feito por quem torcia contra a festa. Como eu joguei no Twitter da @festacrew ontem, “nós éramos new ravers e cafonas, agora somos só cafonas”, mas evoluímos musicalmente. Claro que temos nossos momentos farofas, porque sem eles a festa pode se tornar cabeçuda demais. Todos gostamos também de pop, mas cada um tem ao longo desse tempo caminhado para estilos diferentes, mas que conversam entre si. Ou seja, continuamos misturando tudo, trazendo músicas saídas do forno ou bem requentadas, mas que todo mundo ama.

Eu já desisti da CREW umas 5 vezes pelo menos, porque ser responsável por 15 homens não é uma tarefa fácil. E eu sou brava. Sempre reclamo, encho o saco porque quero fazer coisas, que na maioria das vezes ninguém tem tempo pra fazer (inclusive eu), mas amo cada um deles. Eu me apeguei a CREW de uma forma bem fora do comum. É uma festa apenas, mas para mim é muito mais que isso. Tem a ver com amizade, com diversão, com colaboração entre várias outras coisas. Por isso eu sempre volto atrás na minha decisão e fico (tinha desistido da CREW na última terça-feira! hahahaha).

Já não fazemos mais planos de quanto tempo a CREW deve durar. No final das contas, queiram acreditar ou não, a CREW acabou virando uma festa despretensiosa. Vários dos nossos residentes despontaram e estão com uma agenda lotadíssima, outros não deram conta e partiram. A CREW virou a nossa celebração e reencontro, é uma festa que eu cheguei à conclusão que fazemos para nós. Somos super fãs dos nossos fãs e sentimos falta quando um deles não aparece em uma edição. É na CREW que conseguimos reunir todos: os que fazem parte da nossa história, seja perto ou distante, mas saibam, temos total consciência de quem são essas pessoas e somos gratos a cada uma delas. São elas as responsáveis para que a festa dê tão certo, por isso a festa é para nós: residentes & frequentadores.

Estou bem feliz que completamos 3 anos e no ritmo bacana que a festa continua rolando. Fazer festa não é fácil, festas vêm e vão. Eu já comecei e terminei várias. Gosto dos meus projetos, mas tento não me apegar a eles. Se deixa de rolar, melhor parar e investir a energia no que está dando certo. Não sei se vamos ter a festa de 4 anos, mas sim, nós torcemos para isso, mas melhor deixar assim, fluindo, procurando por atrações bacanas e pirando um pouco em coisas que queremos muito fazer, mas ainda não rolou.

Debatemos muito sobre como seria a nossa festa de 3 anos. Cogitamos alguns djs internacionais, mas os que queríamos não tinham agenda. Aí caiu a ficha que temos um “crew” incrível e tivemos pessoas ainda mais incríveis que passaram pelo projeto, mas seguiram por outros caminhos. Acho que nossos djs não devem pra ninguém. Admiro o trabalho de muitos ali. Trazer gringo só para ter um gringo no line-up não vale a pena. O que vale é trazer quem faz diferença, quem acrescenta e quem faz todo mundo ficar de queixo caído. Esses são mais difíceis de achar.

Hoje tenho a certeza que tomamos a decisão certa em convidar o Mixhell, Zegon, Gil Barbara e o Gorky. Tenho também a certeza que amanhã vai ser uma noite incrível. Como todos já sabem, decidimos presentear nosso público com uma edição extended, com direito a café da manhã. E vai ser no capricho: frutas diversas, misto frio em mini-pão francês, croissant, manteiga, sucos, etc. Quem chegar após às 5h, paga R$ 15,00 de entrada e não haverá lista. É só chegar, pagar e entrar. :-)

Quem chegar mais cedo paga R$ 25,00 com nome na lista e já pode ter certeza que valerá cada centavinho. O café é na faixa para todos os animados que sobreviverem até ele, que começa a rolar às 7h da matina. Confiram o line-up completo, mandem os nomes para festacrew@gmail.com e colem lá. Vamos celebrar com a gente!!!

0 – 1h – Schutz
1h – 1h30 – Fabrizio
1h30 – 2h – Killer on the Dancefloor
2h – 2h30 – Lalai & I’m the Machine
2h30 – 3h10 – Gorky
3h10 – 3h50 – Gil Barbara
3h50 – 4h30 – Zegon
4h30 – 5h10 – Mixhell
5h10 – 5h50 – Roots Rock Revolution
5h50 – 6h30 – Fabilipo
6h30 – 7h10 – Tchiello K
7h10 – 7h50 – Chernobyl
7h50 – 8h30 -Kbça
8h30 em diante: jam session com os sobreviventes

MC Xis
VJ Robson Victor – que traz o melhor dos 3 anos da CREW para a nossa tela

Dia 12 de novembro, teremos a parte 2 das comemorações, que se encerram na noite de natal. Já vai separando energia, porque comemorações não vão faltar e muita surpresa ainda vai rolar.

Obrigada a todos que tem contribuído ao sucesso da CREW: Thais (Glória); André Hidalgo; Dave; Kbça; todo o staff do Glória; os residentes que amo; Mixhell; Gil Barbara; Gorky; Zegon; Sany Pitbull; Larry Tee; Daniel Peixoto; Felipe Tofani, que faz nossos flyers; Vitor Pavão, que registra tudo com suas lentes abusadas; I Hate Flash, que vai lá e fotografa porque gostam da festa;  ao trio Bruna Cabanne, Bronko e Guimel, que nos presentearam com um documentário da festa, que sai no ano que vem; aos animadíssimos Ju Zandavali, Renata Ritcher, Danielle Cruz, Ferdi Gi, Renato Martins, Thiago Sabota, Zero (Discokillah); Rúbia; Gaía Passarelli; Marcão (Blend); Fernando Moreno (Entourage); Edu K; aos meus amigos que sempre me acompanham a cada edição; às namoradas dos residentes, que sempre estão lá apoiando os moçoilos e todo mundo que do seu jeito ajudou a CREW a se manter do jeito que se manteve.

Aqui tem um post super no capricho feito pelo rraurl. Confira um pouco a visão de cada um sobre esses 3 anos.

E para fechar, aproveito para lembra-los, que a CREW toca na xxxperience abrindo para o Calvin Harris. :-)

Mixtape tipo exportação

domingo, setembro 12th, 2010

Aproveitando que eu & Ola estaremos uns dias na Suécia nas próximas semanas, decidimos fazer um mixtape com um ar brazuca e inspirado na CREW. Ouve aí!!!

Winter Mini Mixtape by O+Lalai on Mixcloud

The love is in the air

segunda-feira, setembro 6th, 2010

ola&eu

Na última sexta-feira (03/09) eu e o Ola resolvemos inovar.

Acordei passando mal e decidi que trabalharia em casa e depois iria ao Poupa Tempo fazer meu RG.

Enrolei-me de tal maneira, que melhorei sem perceber. Fomos almoçar num japa, tomar café, resolver coisas no banco, que consumiu meia hora nossa sem qualquer culpa. Quando saímos de lá, resolvemos resolver uma pendenga nossa: declarar nossa união estável para que o nosso país permita que o Ola more em paz comigo.

Essas idas e vindas à Polícia Federal já deu no saco. Ensaiamos fazer essa declaração várias vezes, mas acho que sempre rolou um medinho dessa decisão interferir psicologicamente na nossa relação. Bobagens. Uma declaração de união estável não é exatamente um casamento, mas você vai lá no cartório e assume assinando um papel que sua relação é séria.

Nãoo que a nossa não fosse, afinal moramos juntos há quase 2 anos entre idas e vindas do Ola para o Brasil.

Como para nós era mais resolver uma questão burocrática, não avisamos ninguém. Quando nos demos conta, estávamos diante de uma senhora à moda antiga no cartório nos declarando marido e mulher. Rimos, nos beijamos e quase fomos aplaudidos por uma pequena platéia.

No meu twitter, como eu falo pelos cotovelos, eu já tinha anunciado que estava no cartório casando com o Ola sem qualquer requinte e amigos à nossa volta.

Só nos demos conta do que tínhamos feito quando meu twitter começou a bombar com parabéns pelo casório. Foi aí que ambos transbordamos de emoção e decidimos assumir que, de alguma forma, estamos casados.

Foi uma comoção coletiva. De repente foi como se eu tivesse casado escondida e queria fazer surpresa. A verdade é que nada foi planejado. Falei com meu melhor amigo 15 minutos antes e sequer comentei, logo eu que não consigo esconder um segredo.

No final ganhamos até presente dos amigos, que com certeza tiveram que correr atras de algo só para não deixar passar batido.

Agora estamos nos sentindo casados, mas sequer conseguimos ter uma lua de mel. Acordamos no dia seguinte às pressas, depois de uma rápida brindada no Vegas com poucos amigos, nos olhamos, rimos e nos perguntamos “tá sentindo alguma coisa diferente?”.

Quem nos casou foram os amigos, os conhecidos e até alguns desconhecidos que me seguem no Twitter. Acabamos nos divertindo um bocado com a reação dos amigos proximos que ficaram chocados e, de alguma forma, se sentiram traídos por nao termos contado nada e muito menos convidado para nossa “cerimonia”, que teve uma escrivã como testemunha.

Claro que isso nos animou a querer uma festa, que para nós vai ser para celebrar nossa relação que fará 2 anos no proximo dia 14 e, de forma bem cafona eu digo: relação que so tem trazido alegria.

Agendem aí: dia 23 de outubro e ja vai pensando no modelito, porque queremos ver todos num traje de gala celebrando toda essa história com a gente.

Journeys of Inspiration: next stop Sweden

sexta-feira, junho 18th, 2010

Fui convidada pela MediaContacts para ser uma das “inspiradoras” no concurso que desenvolveram para a KLM, que explora os 5 sentidos: audição, paladar, olfato, tato e visão. Foi convidada uma persona para representar cada um dos sentidos. Eu na audição, Ricardo Cobra , do blog Homem na Cozinha (paladar); Cristiana Arcangeli (olfato); o designer e ilustrador Eduardo Souza Campus (tato) e o fotógrafo Daniel Mitsuo (visão).

O objetivo é inspirar os usuários associarem os 5 sentidos a um dos mais de 240 destinos operados pela KLM. Cada semana é um sentido explorado e no final das 5 semanas, os 20 participantes com mais votos irão para a segunda fase, para concorrerem a 5 passagens para Amsterdam.

Quando me convidaram, meu desafio era escolher um dos 240 destinos, me inspirar no destino escolhido e produzir um mixtape. Não tive dúvidas quanto ao destino, corri para Estocolmo, já que a Suécia é atualmente meu paradeiro constante. Também foi uma forma de homenagear meu namorado Ola, que é quem tem me proporcionado surpreendentes momentos naquela ponta da Europa.

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Não canso de dizer que a Suécia é um dos países mais lindos que já visitei e, de fato, inspira. São as paisagens de tirar o fôlego, o povo bonito, a música, a arte, o design, a propaganda. É linda nas 4 estações, todas bem definidas. A Suécia é para mim um país acolhedor, divertido, relaxante, inspirador…. é o lugar que sempre quero voltar.

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Coincidentemente eu já tinha passado 3 meses por lá há 10 anos atrás e, na época, não foi uma das minhas melhores experiências. Cheguei no início do inverno, no meio do nada e, num momento em que eu mal sabia quem eu era. Fiquei entediada, fugi e não quis voltar. Cresci, voltei e me apaixonei!

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Hoje eu falo: quem vai para lá na hora certa não deixa de se derreter pelo país. Na última ida levei mais 4 comigo, que agora ficam perguntando quando iremos voltar. Um já retornou e voltou querendo mais.

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A Escandinávia não está nos nossos primeiros roteiros, mas tem que estar. Eu recomendo: não morra antes de ir para lá.

Quanto ao meu mixtape, eu escolhi os artistas suecos mais pops (e ainda faltaram alguns) e escolhi um mix de Suécia e Brasil para fechar. Ouve aí e divirta-se:

Swedish mixtape by lalai

Agora aproveita, se inspire, participe do concurso para garantir uma ida até Amsterdam e dá uma esticada até a Suécia, porque eu juro: você não vai se arrepender. E, se precisar, ainda te encho de dicas bem valiosas.

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Estreando no esqui

quinta-feira, fevereiro 11th, 2010

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Desde que comecei a ter vontade própria e fazer meus próprios roteiros, eu nem sequer cogitei viagens que envolvessem esqui, afinal eu fui um desastre na patinação na minha adolescência. Ter um namorado que cresceu em meio a neve foi pedir para encarar seu maior medo.

Como falei no meu post anterior, em junho eu decidi que viria para a Europa em pleno ápice do inverno e enfrentaria uma montanha de esqui. Alternei nos meses que antecederam minha viagem entre ansiedade, medo, vontade e desânimo. Um mês após ter decidido que eu tiraria férias para esquiar e ter convencido mais 4 amigos a nos acompanhar. Dos 4 apenas uma, a Gaby, bateu o pé que não se arriscaria e ficaria em casa colocando a leitura em dia. Os demais só falavam sobre o assunto cada vez que nos encontrávamos.

O tempo voou e cá estamos. O primeiro dia rolou uma expectativa inacreditável. Acordamos às 8h da manhã com o dia um pouco nublado, em que o céu e as montanhas se uniam transformando-se em uma coisa única. A temperatura era -9ºC. Tomamos um super café e seguimos para a estação. A Gaby decidiu que encararia a empreitada com a gente.

Confesso que ter um profissional, o Ola no caso, a tiracolo ajuda bastante. O primeiro choque veio ao experimentar a bota de esqui, que causa uma sensação bizarra de desconforto. Eu tinha a sensação de ter 5 quilos em cada pé. Pedi para experimentar uma maior, mas o Ola me convenceu que a bota tem que ficar bem justa. Com exceção do Roger, que optou pelo snow board, os demais seguiram para a próxima etapa para pegar os esquis, andando como um bando de patos.

minhas lindas botas

minhas lindas botas

A partir daí as coisas começaram a piorar. Andar já não era uma tarefa fácil, mas seguimos animados para comprar nossos passes para a semana. Depois fomos para a pista. Quando chegamos lá o desafio foi encaixar nossas botas nos esquis. Eu, que mal conseguia ficar em pé, entrei em desespero e tremia descontrolavelmente, enquanto tinha a sensação que meus amigos sorriam de orelha a orelha mal esperando pela primeira deslizada na neve.

Não foi tão simples. Todos, sem exceção, espatifaram na primeira investida. O Ola, que provavelmente ria por dentro, foi o mais paciente e tentou ajudar todos. Eu fiquei uns 5 minutos caída na neve, pois simplesmente não conseguia me levantar. Aos poucos eles foram se sentindo mais confortáveis, com exceção de mim e o Roger (o do snow board), que mal conseguiam parar em pé. A cada queda minha, eu tinha que esperar o Ola me alcançar e me levantar.

Os demais se arriscavam mais, enquanto eu soltava gritos histéricos cada vez que eu tentava qualquer movimento. A Gaby, que até então dizia que não ia esquiar, foi a a melhor no controle dos esquis. O segundo desafio foi o ski lift, em que nas primeiras vezes utilizamos o infantil. Mesmo assim eu caí na primeira e então o Ola decidiu me dar uma “carona” e eu fui junto com ele.

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Depois disso eu praticamente desisti do esqui e fiquei jogada na neve. O trio Marcos, Renato e Gaby deslizavam montanha abaixo me causando uma inveja incontrolável. A pior parte eram as crianças de 4 anos olhando curiosas para mim caída na neve, enquanto eu soltava um sorriso amarelo. O Roger me acompanhava no ranking sendo o segundo pior.

Eu acabei me entregando a cerveja e fiquei mofando num bar, enquanto o restante se esbaldava no novo esporte. A minha frustração era uma das maiores sentidas na vida. Eu queria chorar, afinal eu estava tão empolgada e não tinha conseguido, uma vez sequer, ficar em pé sozinha nos esquis.

No segundo dia eu tentei inventar uma desculpa para não esquiar. Enquanto todos saíram saltitantes e já almejando a montanha maior, eu queria meu dinheiro de volta. Depois do almoço segui com a Gaby rumo à estação e nos deparamos com o Roger assim que chegamos totalmente quebrado, após um tombo surreal. Rolou um pequeno alívio, porque enquanto a Gaby foi para a pista, eu decidi ser solidária e acompanhar o Roger ao bar, mas logo a Gaby tomou o maior tombo que eu tinha visto até então, o que rendeu a ela algo em torno de 1h sentada no meio da pista. Apesar da minha preocupação em saber o que tinha rolado, eu não tive coragem de ir até ela e voltei para a minha ideia inicial de tomar cerveja.

Nada grave rolou com a Gaby, enquanto com o Renato a situação era outra. Eles tinham subido na montanha maior e ele, já todo soltinho e confiante, acabou espatifando e torcendo o pé, porque o esqui não soltou. Resultado: game is over. Logo uma bola surgiu no pé e ele mal conseguiu calçar a bota para caminhar até o carro. Na volta para casa, eu resolvi ir para o estacionamento esquiando, já que não tinha nenhum declive. Fui sendo puxada pelo Ola, como as crianças são geralmente puxadas pelos pais.

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Hoje acordei um pouco mais animada, enquanto o Renato assumia que era hora de aposentar as botas. A minha decisão era fazer uma aula e vencer meu pavor de soltar meu corpo e ter domínio sobre ele. O início foi bom, o Ola me deu algumas aulas, eu tomei vários tombos, mas finalmente aprendi a me levantar sozinha. Também comemorei ao subir sozinha duas vezes no ski lift de adulto e encarar uma descida mais assustadora (para mim).

A Gaby foi o grande orgulho da turma, pois controlava bem a velocidade, deslizava suavemente pela neve, mas mesmo assim resolveu me acompanhar numa aula para me animar. Fizemos a aula e senti um pequeno avanço, pois finalmente consegui deslizar pela montanha sem me apoiar em alguém. Claro que isso não me poupou de tombos, mas o fato de ter aprendido a me levantar me ajudou a encarar melhor as quedas. O grande mico foi num dos ski lifts que eu espatifei em frente a uma grande fila logo após pegá-lo.

Terminei a aula bem feliz, pois finalmente eu conseguia controlar melhor minha velocidade e passear sem ajuda de ninguém. Ainda tenho medo de encarar descidas mais difíceis, em que sei que controlar a velocidade é para mim algo tão simples. O Roger foi outro que melhorou consideravelmente no snow board, inclusive descobriu que a prancha dele estava montada ao contrário, o que triplicou a dificuldade dele. De qualquer forma eu não concordo com pessoas que falam que snow board é mais fácil que esqui.

Esquiar é mais difícil do que imaginei, mas percebi que essa dificuldade varia demais de pessoa para pessoa. Eu me dei conta de que sou mais medrosa do que imaginei ao mesmo tempo que encaro como desafio e a queda não me desanima. É meio assustador até, porém agora vem aquela vontade de treinar até poder subir ao topo e descer deslizando sem beijar o chão uma vez sequer. Talvez não seja dessa vez, mas o pouco que consegui, me mostrou que esquiar é uma das coisas mais legais que fiz e já me faz pensar no próximo inverno para melhorar a minha performance.

É necessário muita paciência, mas a sensação vale a pena, que é a LIBERDADE que eu falei no meu último post. Enquanto se desliza você tem a sensação que vai voar e que pode, nesse momento, abraçar o mundo.

Indico a todos que nunca pensaram no assunto.

E obrigada ao Ola que, pacientemente, deu uma grande força a todos e se empolga tanto quanto nós a cada melhora que fazemos.

Parabéns Ola!

segunda-feira, janeiro 4th, 2010

Hoje o Ola completa 24 anos e juntos completamos 1 ano, 3 meses e 20 dias, porém é a primeira vez que vamos comemorar juntos. Eu não poderia deixar passar a data em branco, mesmo sendo num dia meio lento em que todos estamos voltando de férias e com enxaqueca pela negação do término delas.

O Ola é uma das pessoas mais especiais que conheci e que me proporcionou a relação mais saudável da minha vida. Ele é divertido, irônico, inteligente, bonito, tem bom gosto, ouve boa música, é geek, tem olhos azuis, tem sangue vicking, cozinha como ninguém, cuida de mim, me faz cafuné, é obstinado, aventureiro, easy going, tem um ótimo senso estético, o que ajuda a nossa casa a ficar mais bonita, tem um gosto apuradíssimo por queijos e sempre me faz uma surpresa deliciosa, tem ótimas piadas, não me enche o saco perguntando o que eu tenho quando eu não quero falar nada, deixa eu falar sozinha quando o assunto não merece ser discutido, especialmente quando estou na TPM, respeita meu espaço, é companheiro, animado, vai comigo onde precisar a hora que for, é designer, um ótimo fotógrafo entre outras cositas e não leva meu ciúmes tolo a sério.

Por minha causa ele largou tudo na Suécia e algumas boas expectativas de trabalho na Europa só pra ficar comigo; começou a discotecar e agora passa pelo menos umas 3 horas diárias treinando; perdeu a estimada prancha de windsurf quando se mudou para o Brasil; se tornou mais paciente, mais sociável e faz milhares de planos comigo.

Ola velejando, uma das coisas que ele mais ama fazer

Ola velejando, uma das coisas que ele mais ama fazer

O Ola foi um dos melhores presentes que a AgClick me deu, afinal foi por lá que eu o conheci quando ele participava do programa da FarFar trabalhando na Criação. Nesse período que estamos juntos a gente nunca se desentendeu, estamos sempre em paz e se enroscando por todos os cantos.

Ola te amo muuuitoooo!!! Feliz aniversário e vou continuar fazendo tudo que estiver ao meu alcance para contribuir na sua felicidade.

Na sexta-feira ele comemora o novo ano na festa It’s Alive, que acontece no Vegas, no lobby e toca por lá por volta da 1h30.

I’m the Machine in da house

terça-feira, setembro 15th, 2009

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No último sábado rolou a festa CRASH e todos os sets foram incríveis. Quem esteve presente sabe bem do que estou falando. Ontem soube que o Zegon tocou 150 músicas no set dele que foi de 1 hora. A pista tremeu.

Antes dele, o I’m the Machine debutou nas pickups por aqui, depois de ter feito um warm-up na sexta-feira em outra festa. Foram só elogios, lembrando que o moço é DJ há uns 6 meses apenas. Ele abriu a noite para o Zegon e conseguiu manter a pista cheia o tempo todo.

Muito esperto, ele gravou o set inteiro e segue aí para quem perdeu e para os que curtiram e querem ouvir novamente:

@ Crash Sept 2009 by I’MTHEMACHINE

Festas da semana

quinta-feira, setembro 10th, 2009

Hoje acontece o Fashion’s Night Out, criado pela poderosa editora-chefe da Vogue americana Anna Wintour, em 14 cidades do mundo incluindo São Paulo.

Cerca de 350 lojas da região da Oscar Freire, Shopping Iguatemi, Daslu e Market Place ficarão abertas até a meia-noite com promoções, brindes e eventos especiais para os clientes. O grande objetivo é celebrar a moda. A loja Cavalera é uma das participantes e recebe seus clientes na sua nova na Oscar Freire, 1102. Eu sou uma das djs convidadas da noite e toca das 21 às 23h e divido a noite com o UHB. Passa lá para me dar um oi, conhecer a loja e quem sabe fazer umas comprinhas.

Amanhã eu, Ola Persson (aka I’m the Machine) e a DJ Carol Campos nos juntamos para tocar na festa Fucking Songs do Tibira, que rola no Babilônia (uma casa de família na Rua Augusta, 781…. cof, cof, cof). A festa começa à meia-noite e vai até o sol raiar. A entrada é R$ 15,00 sem chorumelas, mas se você for bem esperto paga R$ 10,00, basta lembrar da senha “luxuria” na porta. A noite será regada a electro & breaks. Prepare-se para chacoalhar muito o quadril.

No sábado acontece a festa CRASH no Glória e com dois convidados beeem ilustres: Renato Lopes (que eu amo e faz um set 90 inigualável, então pedi para ele novamente dar uma colher de chá e fazer seu set da época Nation) e o Zegon, que ultimamente está vivendo mais fora do que por aqui em turnê com o N.A.S.A. E claro, já que suas aparições tem sido raras, aproveitamos para convidá-lo para um set mais caprichado de 1:30. Além dos dois grandes mestres tem eu (Lalai), I’m the Machine, que abre a noite com um delicioso electro com uma boa pitada de hip-hop e quem fecha é o Kbça, que também não deixa ninguém parado. A noite tem concepção visual do Rick Castro. A lista super amiga é de R$ 15,00 -  crashofcolors@gmail.com.

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Nos vemos em uma das pistas ou nas três se você for animado(a) como eu! :-)

Declaração de amor em tempos modernos

terça-feira, agosto 4th, 2009

Eu sou super romântica, mas disfarço bem. Quando comecei a namorar com o Ola, eu enchia o saco dele sobre seu romantismo disfarçado, pois ele tem alguns momentos em que consegue me derreter com pequenas coisas, mas obviamente ele sempre negou.

Estamos na contagem regressiva para sua chegada no Brasil, em que ele vem de mala e cuia para morar aqui comigo. A espera é difícil, pois o tempo, mesmo voando, dá a impressão de que parou. Eu tenho uma dificuldade imensa para lidar com essas relações à distância e sempre fico desconfiadas delas, por isso consegui convencê-lo a agilizar a sua vinda. Egoísmo da minha parte? Pode ser… ou é de fato. Ponto. Vamos assumir, né? Eu quero ele logo aqui ao meu lado compartilhando a vida comigo.

Ele só não veio antes porque temos algo chamado BUROCRACIA, que o impede de entrar no país antes de 1º de setembro, mas a sua ansiedade faz com que ele aterrisse por aqui no primeiro dia que a BUROCRACIA permite.

E hoje ele se apoderou da “modernidade” (tá, eu sou velha) e fez uma declaração linda, que ele chamou de “arte”, para compartilhar comigo a sua espera pelo dia D. Claro que estou aqui toda sorridente parecendo uma adolescente, mas quem não se derreteria? Só os chatos…

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Ola, te amo! <3

Valentines mix

domingo, junho 14th, 2009

Na sexta-feira, dia dos namorados, eu e o Ola passamos a tarde montando um mini-mix em homenagem ao dia só com canções que falam sobre amor.

As nossas pequenas viagens nos últimos dias nos impediram de fazer o post a tempo, mas aí vai e no clima em que estamos: divertido e dançante.

Paris

Paris

Tracklist:

One Love World Love
Robbie Williams – Lovelight (soulwax ravelight dub)
Cut Copy – Feel The Love
The Glamour – Loveburn
Primal Scream – The Glory of Love (Single Version)
Daft Punk – Digital Love
Game – Gotta Take Your Love (Database Reedit)
MSTRKRFT – It Ain’t Love f. Lil Mo
Kasabian – Where Did All The Love Go
Beni – My Love Sees You (Beni’s Dub)
Boss in Drama – All the Love
Cruel Black Dove – Love Song (Gregory Shiff Mix)
Cut Copy – Hearts On Fire
The Presets – This Boy’s in Love (Lifelike Remix)
Snow Patrol – Crazy In Love
Roxy Musix – Love Is The Drug
The Kickdrums – Love Is A Drug (Left Right Remix)
Tila Tequila – I love you (Don Diablo Remix)