A definição de carnaval é ritmo, festa e alegoria, certo?? Cada “hemisfério” têm o seu, o norte com o “Oscar” e nós com a Sapucaí. Opiniões negativas à parte, cada um tem o que merece, então focamos na realidade.
O ritmo desse ano foi a crise mundial (uma marchinha pra lá de oscilante). Cada uma teve, a sua maneira, que ajustar-se ao dinheiro disponível no mercado “financeiro” (sabe-se lá onde é esse mercado no Rio de Janeiro). Com um ritmo agridoce todas tiveram seu brilho e ápice depois de um ano de planejamento e dedicação.
Particularmente, eu fico com a “festa” do hemisfério norte onde as partes íntimas e corpóreas estão um pouco mais cobertas e a atitude é mais nefasta. É fascinante saber que suas alegorias e trajes serão devolvidas à um terceiro após algumas horas de muito suor, lágrimas e jejum…
Esse ano o “carnaval” americano foi uma grande surpresa para mim. Após inúmeros anos de baixas no Ibope, o “Oscar” trocou sua equipe sexagenaria de produção por uma bem mais jovem vinda da Broadway ou de alguma dessa modernas turnês de rock stars. Luzes, telões dos mais modernos, cenografia enxuta mas não por menos luxuosa e uma edição das mais primorosas, esta edição foi um verdadeiro show de marcha, tempo e ritmo. Até Beyonce “sambou” melhor…
Alguns destaques merecem a menção do “juiz” : a platéia menor e mais próxima do palco, a orquestra finalmente ATRÁS do palco, e a honrosa idéia de entregar os prêmios de melhor ator e atriz através de um grupo de cinco já honrados “sambistas” de primeira. Ao final tudo parecia com muito mais emoção e menos sonambolismo. Era como se estivéssemos assistindo uma mistura de Broadway com turnês de Madonna (apesar que às vezes tudo parece a mesma coisa…).
Entre as “rainhas da bateria”: destaque para Kate Winslet (de Yves Saint Laurent) e Anne Hathway (de Armani Privé ), que já provaram ter um excelente personal stylist após tantas premiações. Vale dar uma nota em “honor” a Tilda Swinton (de Lanvin) por sua modernidade, coragem e força demonstrando singular personalidade.
Nas “derrapadas de compasso” vale mencionar a displicência da maior cadeia televisiva do Brasil em não passar (ao menos em bons e louváveis flashes) o evento americano, nos dando mais uma alternativa de sonho e divertimento gratuito. E também a Mickey Rourke, que necessita urgentemente de conselhos de como se portar e vestir na “passarela”, afinal o Oscar é uma luta, mas não um ringue…