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Breakfast at Sulimay’s

domingo, março 15th, 2009

É um dos programas mais divertidos que vi nos últimos tempos e achei a idéia simples e genial. Juntaram 3 pessoas bem idosas (Joe tem 84 anos) e que já foram críticos musicais para ouvir bandas novas e criticá-las. É bem legal comparar como as referências vão mudando e como artistas que consideramos unanimidade, na verdade estão bem longes dela. A mais divertida é a Ann, que achou Portishead e Sepultura “terríveis”, mas adoraram Dr. Dog, Young Jeezy e Ting Tings.

Assista ao do Animal Collective e Sepultura e depois vá vendo os demais episódios porque valem a pena.

via @leal

Sobre o Sonique

quinta-feira, fevereiro 12th, 2009

Fui conhecer o Sonique, bar que abriu esta semana na Rua Bela Cintra. Ao entrar, fui imediatamente transportado para um disco do Massive Attack. Ou seria Moloko? Bem, se estivesse tocando Portishead, também me sentiria em casa. Adorei o clima fim dos anos 90/sofisticado do lugar, com som num volume que te deixa conversar com os amigos, pouca iluminação e teto de neon branco que pisca. Sim, grata surpresa, a região da Paulista estava carente de bons bares com proposta happy hour/chill in descolada.

Espaçoso, dificilmente você vai ficar espremido entre os freqüentadores, o ar condicionado efetivamente funciona e a rede wifi é aberta, sem senhas; a parte com as mesinhas de neons e espelhos é linda, de tal forma que, se você está sentado num sofá, não fica nem muito perto nem muito longe dos outros sofás – o que pode favorecer a interação com desconhecidos, eventualmente. E o banheiro todo branco com as torneiras vermelhas? Menos é mais. Para completar, o sistema de cartões individuais de consumo é prático e o atendimento, ágil.

Se quem gosta de drinks está bem servido (o amarguinho do Apple Martini é uma delícia; R$ 14), o Sonique poderia ter mais opções de boas cervejas e comidas. Numa cidade em que o supermercado da esquina vende pelo menos dez rótulos de cervejas, incluindo importadas a preços acessíveis, é chato ficar limitado às (poucas) marcas tradicionais que a casa oferece. E por quê o cardápio só te deixa escolher meia porção do mix de nuts (R$ 14 a inteira; R$ 8 a meia) e não dos outros petiscos? Pedi bolinhos de arroz recheados com funghi (R$ 20 a porção, bem cara), que vieram servidos mornos e tinham gosto insosso.

A casa tem potencial para se tornar um ótimo ponto de encontro, tanto pela localização na região que mais ferve na cidade quanto pelo conforto. Sabe o que eu senti, também? Que o Sonique poderia estar em qualquer grande capital do mundo: é um espaço hiperconectado, no bom sentido. 

Mesas do Sonique Bar

 

Artista do ano: TV on the Radio

domingo, dezembro 21st, 2008

Gosto de comparar as listas que as pessoas e revistas fazem, mas a que realmente traduz o que mais fez sucesso no ano são listas baseadas no que as pessoas mais ouviram de fato. Há duas listas populares: a do last.fm e a do iTunes.

A NME fez um grande favor reunindo várias listas, que tem Uncut, Pitchfork, Metacritic, Sunday Times, The Observer, Q entre outras.

Confira outras listas e os 3 primeiros lugares de cada uma: (mais…)

Melhores álbuns de 2008

domingo, dezembro 21st, 2008

Top 10 é algo muito relativo. Ontem fiquei zapeando na web várias listas e comparando. Há unanimidades, mas há disparidades também. Nem sempre o que eu considero o melhor foi o que eu mais ouvi. Depois de pedir a cada um dos meus colaboradores para fazer suas listinhas eu esbarrei na dificuldade de fazer a minha. Percebi que o que mais ouvi este ano foram cds lançados no final de 2007 e que ando mesmo atrasada com a música. 2008 também foi um ano em que ouvi mais músicas soltas do que cds inteiros. Para mim 2008 foi o ano do remix. Então retirei muita coisa do fundo do baú que foi revisitado numa nova versão por alguém. Há três listas que preciso fazer: top 10 dos melhores lançamentos do ano, top 10 das melhores músicas do ano e top 10 do que eu mais ouvi no ano. Vou começar pela primeira lista.

O que eu acho é que em 2008 saíram muitas coisas boas do forno e 2009 é um ano que promete musicalmente. Vamos ao que, na minha opinião, foram os melhores álbuns deste ano que está chegando ao seu fim. Não leve a ordem em consideração:

1) TV on the Radio - Dear Science,

2) Cut Copy - In Ghosts Colours

3) Primal Scream - Beautiful Future

4) The Presets - Apocalypso

5) Nine Inch Nails - Slip

6) MGMT - Oracular Spetacular

7) Fleet Foxes - Fleet Foxes

8 ) Portishead - Third

9) Santogold - Santogold

10) Girl Talk - Feed the Animals

Ainda estico a minha lista para Hot Chip (Made in the Dark), Glasvegas (Glasvegas), Ladytron (Velocífero), The Kills (Midnight Boom), The Whip (X Marks Destinations), The Ting Tings (We started nothing).

Do top10 eu apenas vi 3 ao vivo este ano: NIN no Lollapalooza, MGMT no Lollapalooza e no Tim Festival e Girl Talk no Lollapalooza e no All Points West. O NIN foi o mais lindo e emocionante, o MGMT, apesar de um belíssimo trabalho de estúdio, não me empolgou ao vivo, mas durante o dia e em local aberto funcionou melhor do que no Tim e Girl Talk me proporcionou uma das experiências mais empolgantes da minha vida, quando eu saí da pista e virei dançarina dele no All Points West. Dos demais eu vi apenas a nova turnê do The Kills no Lollapalooza, que fez um show muito superior ao apresentado aqui há alguns anos atrás.

A minha expectativa é que em 2009 eu possa ver ao vivo o restante da lista e acho que não será uma tarefa tão árdua.

Confira também os top10 que a Dani, Ana Laura, Fabilipo, Renato e do João Perassolo fizeram aqui no blog. E a próxima lista será meu top 10 com os melhores shows que vi em 2008. Aguardem!

Portishead ao vivo em Londres.

terça-feira, abril 15th, 2008

Acho que o show que eu mais quero ver esse ano, depois do My Bloody Valentine, é o do Portishead.

Tá bom, sou velho mesmo, nenhuma banda nova tem me animado mega, tanto que eu fico com o povo que não lança nada novo fazia pelo menos 11 anos, no caso do Portishead, porque nem isso o My Bloody … fez mais
.

Os caras estão fazendo parcos shows pela Europa e o André, amigão meu, mora em Londres e semana passada viu o show da grade do Hammesmith Apollo. Aqui vai o relato do lucky one:

“A turnê de Third, novo álbum de Portishead, está sendo feita com poucos shows pela Europa. De acordo com Geof Barrow, o compositor multi-instrumentista da banda, isso acontece não só por razões pessoais, mas principalmente por eles nunca se divertirem realmente quando tocam ao vivo, tamanho perfeccionismo e complicações na hora da montagem do som de palco.
Quem assistiu ao show da última quinta-feira no Hammersmith Apollo de Londres, pode comprovar que essa busca quase patológica pela perfeição tem resultados diretos. O set list, baseado em sua maior parte nas faixas do novo álbum Third e no primeiro Dummy, teve o apoio de um soundsystem magnífico que fez com que as músicas soassem ainda mais sinistras e pesadas.
Após Mysterons, a terceira do show, um problema em um dos instrumentos fez com que a banda saísse do palco por algum tempo, ainda ovacionada pelo público, enquanto alguém berrava “Tudo bem, já esperamos dez anos. Podemos esperar mais cinco minutos!”.
O show seguiu normalmente. Os extremos musicais da banda eram abraçados de forma hipnotizante, como nos momentos que tocaram a delicada Wandering Star, seguido de Machine Gun, na qual as distorcidas batidas industriais eram feitas em uma bateria trigada e sem nenhum sequenciador pré-programado.
Glory Box se destacou em sua parte etérea e quebrada quando um resquício da voz de Beth Gibbons ecoou durante um longo tempo no meio de delays e efeitos de sintetizadores. No telão, algumas imagens em preto e branco de crianças. Delicado e ao mesmo tempo assustador.
Beth com seu jeito tímido, virava as costas para o público em alguns momentos, como se pedisse proteção para o resto da banda, porém agindo de forma extremamente carismática e com a voz ainda impecável.
Ao fim do show, a certeza era clara que os dez anos entre um disco e outro foram generosos com a banda. Além de darem um passo à frente do que antes já era inovador, assumiram que experimentalismo nas mãos certas pode ser considerado como perfeição.”

Du-vi-do algum festival trazer esse show pra cá esse ano ainda. DU VI DO!