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Land of the beautiful horses

segunda-feira, novembro 3rd, 2008

Sempre que alguém viaja para um lugar que eu nunca fui, peço folhetinhos de hotéis, restaurantes e afins. Eis que ontem chega em minhas mãos um verdadeiro achado. Literalmente, uma vez que é realmente um lugar escondido no meio das rochas. O nome do achado é Serinn House, na Capadócia – que em persa significa “land of the beautiful horses”. Para os que, como eu, não faziam idéia da beleza do lugar, trata-se de uma formação rochosa que surgiu a partir da erupção de dois grandes vulcões, há milênios. Depois disso, os homens do período neolítico (pra ter ideia de como a coisa é véia) cavaram as rochas, dando origem a um labirinto de caves. Algumas delas são hoje ocupadas por um dos hotéis (que eles chamam modestamente de “pousada”) mais charmosos que eu já vi. Pena que ainda só por fotografia. A dona, a Erin, é uma fofa e ajuda a planejar os passeios, descolar guias, motocas e afins. Ó, fiquei sabendo até o nome do taxista mais simpático do pedaço: Marmet (tks, Simone, por informações tão completinhas). Agora que você já sabe onde vai ficar hospedado, vamos aos passeios: obrigatório dar um rolê de balão e ir assistir a um ritual sufista (nossa, tô tão cabeça hoje) chamado “Semã Cerimony”. É complexo para explicar em poucas palavras, mas é uma viagem no meio da viagem. E pode ir sossegado que não se trata do mesmo que ir a NY e assistir o “Fantasma da Ópera”.

Jeri, para os íntimos

quinta-feira, julho 17th, 2008

Tava pensando… a gente liga pouco ou nada para o Ceará. O que convenhamos, quem já foi para Jericoacoara, sabe que é uma grande injustiça. As praias são lindas e as ruas, cobertas de areia, lembram beeeem a marginal pinheiros coberta de carros, com direito a água mineral a “dois real” delivery na sua janela. Enfim, o Ceará é bacana e é bom ir logo antes que a CVC vá. Sério mesmo. Porque em Itacaré, ela já chegou. Minha sugestão de hospedagem é o hotel Mosquito Blue. Não, não me pergunte o porque desse nome. Não faço a mais remota idéia (quando for lá, a primeira coisa que vou perguntar antes de pedir a chave do quarto é: que raio de nome é esse?). Mas que o lugar é um oasis no meio das dunas, isso é certeza. E o melhor: na frente da praia. A arquitetura puxa pro grego, o que contrasta completamente com a paisagem local. E se você é do surfe e prefere uma pousadinha mais sussa, a outra opção é a Blue Jeri, ali do lado. Ela é tão charmosa que confesso, ficaria na dúvida. Se a viagem for romântica, já pode reservar uma mesa no Restaurante Oceano, com vista para o mar e para a lua cheia. Precisa mais?

Atendendo a pedidos…dá-lhe pé na terra

quarta-feira, junho 25th, 2008

Reclamaram que eu tava sendo elitista no meu último post. Tudo bem que não considero a França, a Espanha e a Itália destinos, assim, tão inviáveis como colocou nossa amiga Magritta… mas resolvi levar o comentário em consideração e deixar uma dica mais pé na terra. Ano passado fui conhecer São Francisco Xavier, perto de Campos do Jordão. É o mesmo clima, mesma vegetação só que com 300 lojas, 250 letreiros luminosos e 5000 peruas com sacolas na mão a menos. Ou seja, um paraíso há menos de 3 horas de São Paulo (agora a gente pode ir, Magritta. e de carro). Como não conhecia nada sobre o lugar, pesquisei na rede mundial de computadores e tive uma grande sorte. Fiquei hospedada na pousada mais acolhedora que já conheci, a Villa Vittória. São poucos chalés, acho que quatro ou cinco, decorados no maior capricho. Com direito a alguns luxozinhos que ninguém é de ferro, como, por exemplo, a lareira e a banheira de hidromassagem (for two).

O café-da-manhã é um capricho só, servido pela foooofa da dona, que vem na sua mesa perguntar como você prefere o seu omelete. A pousada não oferece almoço e jantar, mas aí vale uma voltinha até a vila e procurar um dos 2 restaurantes. Tá bom, tô exagerando, são 3. O japa (que eu não me lembro o nome, mas não se preocupe, é o único) tem um sushi delicia, mas o ambiente não é lá dessas coisas. Recomendo um que fica bem ao lado, o Alegro Restaurante. Ah… já ia esquecendo… não vá sozinho ou você vai querer pular do alto da cachoeira de cabeça (versão campestre de “cortar os pulsos”). O lugar é ultra romântico.