Brasileiro radicado na Alemanhã; professor de engenharia; frequenta festas de onde surgem o hype da cena eletrônica; diz ter influências como Kraftwerk, Nitzer Ebb, Front 242, New Order, Force Legato, Bomb the Bass, Robotiko Rejekto, Liaison Dangereuses and Anthony Rother.
Daí, o cara começa a fazer música com a, er… citricidade das frutas. “O coco é bem trance”. Segundo ele, rolou uma pesquisa das propriedades elétricas de diversos tipos de materiais, que ligados à um software para produção musical, permite transformar os pulsos elétricos que percorrem os vegetais em efeitos sonoros. Hmmmmm!
Depois de várias horas matutando sobre o que escrever a respeito de humor, juro que comecei a ficar de mau humor por não ter nenhuma idéia legal pra tratar do assunto. Mas foi durante minhas pesquisas nesse “mundinho internético” que relembrei de uma galera muito especial que faz um trabalho maravilhoso no Brasil: os Doutores da Alegria. Um grupo de profissionais, na maioria atores, que passa semanalmente em hospitais de São Paulo, Recife e Belo Horizonte levando muita alegria e bom humor com a terapia do riso pra crianças que, por algum motivo, encontram-se hospitalizadas.
Sei que falar sobre eles não é nenhuma novidade, já que o grupo foi criado em 1991 e já marcou história no nosso país. O que não sabia era que Wellington Nogueira, criador e coordenador geral do programa, havia se inspirado no trabalho precursor do americano Michael Christensen, que em 1986 criou o Big Apple Circus, aqui em Nova York. E também não sabia que existia o mesmo projeto na França, conhecido como Le Rie Médecin: Accueil e na Alemanha, com o nome de Konzept der Clown Doktoren. Parece pouco, não acha? Projetos desse tipo deveriam se espalhar pelo mundo. Assim como o sorriso das crianças depois de uma dose maravilhosa de bom humor.
Já faz uns 3, 4 aninhos que todo mundo que quer se moderno põe papel de parede na parte mais destacada da casa. E nada daquelas palhinhas bege, ou floraizinhos singelos. Todo mundo se jogou nas cores vibrantes, nos motivos geométricos, na psicodelia dos 70′s, e outras ousadias mais. Mas todo mundo que vai comprar os rolos da moda acaba sempre hesitando naquela pergunta besta: ‘Mas será que eu não vou enjoar?’
Pois hoje chegou uma indicação deliciosa do Julian Lopes, de um projeto incrível do motion graphic designer Gregor Hofbauer para a agência de eventos Hirzberger em Viena. Junto com o estúdio de design Strukt, ele bolou um papel de parede digital, que funciona com dois projetores que mapeiam as paredes, e o ambiente vira um delicioso videogame.
Como disse o autor do projeto, nada melhor do que um cliente que te dá liberdade para criar, e tem coragem para aceitar as idéias inovadoras. Acho que esse é o melhor caminho para a inovação.
A descoberta musical da vez chegou por meio de um típico e casual “conheci uma banda que você vai gostar, ouve só!”. Era o Gui Piccin, conterrâneo momentaneamente em BH, que dizia ter passado o dia ouvindo o disco deste grupo e se surpreendido por ter curtido tanto.
O que eu já pude apurar é que Owl City, na verdade, é o nome de um projeto musical criado no começo de 2007 por Adam Young, que o toca sozinho lá de Minnesota. Por conta de insonias, o cara começou a tocar no porão da casa dos pais, ainda adolescente.
Com o simpático nome de Cidade Coruja, o projeto têm influências visíveis do New Age e influências auto-declaradas da música eletrônica européia e christian music. Ficou famoso, claro, graças ao MySpace – tal qual a maioria dessas bandazinhas cool que surgiram na internet nos últimos tempos. Por lá, o single Hello Seatle já foi executado mais de 5 milhões de vezes. De qualquer forma, ao que parece, Owl City é música pop computadorizada, com aquele ar de sinfonia digital.
E como não podia deixar de ser, o projeto tem um site bem bacana e interativo, além de já ser todo integrado às mídias sociais. No FaceBook, a página da Owl City contabiliza mais de 110 mil fãs. Cada update do Adam na página acaba gerando um volume de, em média, 2 mil “curtiram isso” e 250 comentários. No Twitter, o projeto atende por @owlcity, seguido por mais de 60 mil pessoas.
Curioso que o vocalista de uma bandinha fuleira da Califórnia que eu conheci e comprei um CD num sebo de Park City [UT] chamada Relient K… seu vocalista até já colaborou com o projeto do Adam. Enquanto independente, Owl City já havia lançado dois álbuns. Este ano, tendo assinado com a Universal Republic, o projeto colocou na rua o disco Ocean Eyes, em julho. E no dia 9 deste mês, iniciou sua turnê.
PS: Por que será que o Burj Al Arab, de Dubai, está em toda a programação visual do disco? Não captei. Alguém sacou? PS2: Quem gosta de Imogem Heap, The Postal Service e adjacências… vai curtir Owl City!
Agora com licença que eu vou ali na iTunes Store comprar umas músicas deles que eles merecem [apesar de já estar com o torrent engatilhado aqui].
Sou várias e às vezes todas estão no mesmo lugar. Aqui escrevo sobre meus projetos noturnos, diurnos, andanças, leituras, música, tecnologia e claro, muito papo furado.