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Circuito R-Design: 1 dia por São Paulo – parte 3

sexta-feira, fevereiro 4th, 2011

foto by confissões de uma garota a beira dos 30

Depois de meio dia batendo perna no centro de São Paulo, foi a vez de dar aquela parada clássica para um almoço à altura do deleite visual que tive. O local escolhido foi o Sal Gastronomia, que fica dentro da Galeria Vermelho.

Foi uma tarde agradável, pois o merecido almoço merecia tempo suficiente para degusta-lo sem qualquer pressa. O Sal Gastronomia tem à frente o chef Henrique Fogaça, que em 2008 e 2009 foi premiado pela Veja São Paulo, como chef revelação. E vou falar, o homem é puro talento na cozinha, já que enquanto esperamos pela nossa mesa, ficamos no balcão degustando o couvert e suco de abacaxi com manjericão, que é refrescante, inusitado e energético. À frente do balcão é possível acompanhar todo o preparo dos pratos, feito por uma equipe robusta. A fome só vai aumentando, claro! O couvert vem com uma variedade de pães, uma deliciosa manteiga suave e adocicada e dois tipos de patês.

foto by confissoes de uma garota a beira dos 30

O local tem movimento intenso, por isso ir lá com pressa pode ser um tiro no pé. O Sal é pequeno e tem apenas 35 lugares disponíveis para sentar. O clima é aconchegante e despretensioso. Na decoração há trabalhos lindíssimos da artista Chiara Banfi.

Estávamos em 3 pessoas e ficamos durante a nossa espera pela mesa na maior crise para escolher nossos pratos. Um parecia mais apetitoso que o outro. Acabamos recorrendo às dicas deixadas no Foursquare. Por lá o campeão é o atum com arroz negro e o entrecote, que infelizmente não tinha.

Quando finalmente nos sentamos, a decisão foi pedir uma garrafa de vinho rosé para ajudar a refrescar a tarde que estava quente, enquanto martelávamos sobre os pratos. Eu e o Renato acabamos optando pelo atum com crosta de gergelim ao molho teryiaki, arroz negro, pupunha e cubos de tomate. O Ola foi de magret de pato ao vinho do porto, purê de mandioquinha, cebolinha ao caramelo de capim santo e banana. Duas escolhas acertadíssimas. Foi um almoço dos deuses. O purê de mandioquinha era de fechar os olhos para comer. Divino!!! Entendemos logo porque o Henrique Fogaça anda tão em alta e o Sal tão em evidência. Além de saborosos, os pratos se apresentam de tal forma que dá até dó desfaze-lo. É contemplação para os olhos e deleite para o paladar.

foto by Travel Avenue

Atum com crosta de gergelim

foto by Travel Avenue

magret de pato

Depois de tudo, o que eu mais almejei na vida foi uma rede e uma sombra bem fresca. Tomamos um café, encontramos alguns amigos que chegavam para almoçar por lá e com aquela preguicinha pós-almoço, fomos visitar a Galeria Vermelho.

A Galeria está abrigando atualmente a exposição “Livre Tradução” que reúne trabalhos dos artistas Gabriela Albergaria, Leya Mira Brander, Dora Longo Bahia, Marilá Dardot, Chelpa Ferro, Maurício Ianês, Detanico Lain, João Loureiro, Odires Mlászho, Fabio Morais, Rosângela Rennó, Dias & Riedweg, Marco Paulo Rolla, Daniel Senise, Ana Maria Tavares e Carla Zaccagnini.

foto by Ola Persson

A exposição apresenta obras que utilizam procedimentos técnicos próximos aos empregados em livros, catálogos e enciclopédias, como aforismos, citações, notas de rodapé, releituras, traduções ou verbetes. Livre Tradução fica em cartaz até 19 de fevereiro.

Vale a visita. Depois de rodar a galeria, foi a vez de ir para casa, se jogar no sofá para recarregar as baterias, afinal a noite terminaria no D-Edge.

novo D-Edge - fachada

Seria a primeira vez que eu tocaria no clube após a reforma. Aliás, seria a primeira vez que eu iria lá após a reforma. Convidei o Ola para dividir as pickups comigo e estávamos beeeem ansiosos pela responsabilidade. Afinal era uma sexta-feira, a festa era a concorrida Freak Chic com uma edição especial DFA. Sentiu a responsa??? O outro desafio é que tocaríamos no lounge. Quem diz que eu tenho música para tocar em lounge no meu case?

pista nova d-edge

No decorrer da semana fomos ouvindo várias coisas e tentando montar um set bem coerente e que não fugisse muito à proposta da noite, que tem house como base. Nos preparamos e lá fomos nós a bordo do C-30. Outro desafio: quem dirigisse não poderia beber! Hehehehe… claro que entreguei à missão ao Ola, afinal depois de um dia com tanta bateção de perna, eu super merecia ter uma noite regada a champagne.

Chegamos por volta da 0h15 e a fila já virava o quarteirão. Eu me surpreendi com a casa nova, que duplicou o tamanho e tem agora um terraço com uma vista incrível da Barra Funda e onde tem a maior concentração de pessoas por m2 no clube. O lounge é pequeno, aconchegante e com uma luz não tão baixa. Um ótimo lugar para encontrar os amigos, bebericar drinks e colocar a conversa em dia. Abrimos o lounge à 0h30 conforme previsto e em 15 minutos o local lotou. Acabamos nos rendendo e tocando eletro & house com umas pitadas funkeadas. Confissão: no final não resisti e soltei um break, Hands Up – Ed solo & Deekline – Stanton Warriors remix – West Bam Edit, e vou falar que todo mundo se reuniu em volta das pickups e formou uma pista à nossa frente com todo mundo dançando.

A vontade de continuar tocando rolou, mas infelizmente uma hora depois o DJ que entraria na sequência já preparava o equipamento.

Depois foi só relaxar e se jogar na pista. A noite foi ótima, já que muitos dos amigos estavam por lá. Então, além de ter tido o prazer de tocar (e tocar no D-Edge é sempre uma honra), foi bom colocar o papo em dia com pessoas que eu não via há um tempão.

Eu sempre recebo email de pessoas que me conhecem ou me acompanham de alguma forma, pedindo dicas do que fazer em uma rápida passagem em São Paulo. O Circuito R-Design é uma sugestão de uma tour pela cidade por um dia, com direito a comidinhas e badalação, além de momentos de puro prazer com essa cidade, que a princípio parece sisuda, mas é só uma armadura que esconde uma cidade encantadora.

**O Circuito R-Design foi feito a convite da Volvo, que nos cedeu um modelo C-30 T5 R-Design, turbinadíssimo para nos levar pra cima e pra baixo. Eu me derreti pelo meu circuito e também pelo carro. Essa sequencia de posts não se trata de publieditorial, é apenas um jeito de compartilhar toda a experiência que tive para desvendar charmes paulistanos. E isso tudo é apenas um “cadinho” de tudo de bacana que rola fazer por aqui. Quem me conhece sabe o quanto sou apaixonada por São Paulo. Quem quiser dicas, estou por aqui.

o Renato e nosso carro companheiro na empreitada by Ola Persson

Enjoy!

Circuito R-Design: um passeio por São Paulo – parte 1

quarta-feira, fevereiro 2nd, 2011

Como citei em um post anterior, a Volvo me convidou para testar o novo C30 R-Design. Não há como não se deleitar com o carro, que é super esportivo, bonitão, confortável, ótimo para dirigir. O objetivo não foi apenas para testa-lo, mas criar um roteiro de um dia por São Paulo.

A opção acabou sendo uma boa rodada no Centro da cidade, onde eu passei minha adolescência percorrendo religiosamente as ruas Barão de Piratininga, 23 de Maio, avenidas São João e Ipiranga, frequentando a Galeria do Rock, Woodstock, cinemas Marabá, Ipiranga e Olido, além de bater cartão na feira dominical da Praça da República.

Desde então posso dizer que nosso centro mudou bastante, os cinemas desapareceram, o cinema Olido se transformou numa galeria, o Anhangabaú ganhou nova roupagem, prédios foram (e continuam sendo) recuperados.

O nosso circuito começou na sexta-feira na frente do Alberta#3, que fica na Av. São Luiz, que é minha segunda avenida preferida da cidade, perdendo apenas para a Av. Paulista. O Alberta#3 é uma ótima opção para quem gosta de indie rock, lugar pequeno e despretensioso. A pista fica no porão e o único cuidado é com a escada caso você exagere na dose alcóolica.

Largamos o carro por ali e seguimos rumo ao Vale do Anhangabaú. No caminho paramos para contemplar a Biblioteca Mário de Andrade, que ficou três anos em reforma e foi reinaugurada no último dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo. A biblioteca com formas geométricas e simples, segue uma linha arte déco e foi construída nos anos 30 pelo arquiteto francês Jacques Pilon. A construção imponente de 12.032m2 se mistura ao caos da Xavier de Toledo, um grande corredor de ônibus. Do lado de trás a tranquila Praça José Gaspar, que também recebeu novo paisagismo para acompanhar a revitalização da biblioteca, que é a segunda maior do país.

nova fachada da Mario de Andrade (by Ola Persson)

Descemos a Rua Xavier de Toledo até a frente do Teatro Municipal, está em reforma desde 2008. O que seria entregue em julho de 2009, ficou para julho desse ano. Resta aguardar. Por enquanto são tapumes e telas cercando uma das construções mais bonitas do centro.

Por ali recomendo prestar atenção no Edifício CBI Esplanada, um prédio de 33 andares, projeto do arquiteto polonês Lucjan Korngold, inaugurado nos anos 50 e que mantém suas características originais. Na época em que foi construído, o prédio era a maior estrutura de concreto armado do mundo. Ele fica na rua Formosa, na Praça Ramos e é o último à esquerda na foto abaixo:

foto by Ola Persson

Seguindo dali para o Vale do Anhangabaú, já se vê o edifício Sampaio Moreira atrás, na rua Libero Badaró, que chama atenção pela sua arquitetura estilo Luis XVI, projeto do arquiteto Cristiano das Neves. É chamado de avô dos arranha-céus de São Paulo, pois em 1924, época em que foi construído, era o prédio mais alto da cidade com 13 andares e 50m de altura. Atualmente ele está à venda por R$ 6,5 milhões e  recentemente abrigou o projeto Red Bull House of Art.

foto by Ola Persson

Mas antes de chegar nele, recomendo um olhar mais atento ao Vale do Anhangabaú, que reina absoluto cercado de verde e palmeiras imperiais. Se for num final de semana, vale até sentar na grama e contemplar a cidade que se forma em volta co mais atenção. Foi anunciado recentemente que o vale ganhará uma obra de revitalização. Seguindo pela lateral direita até os Correios, que fica na Av. São João, se vê uma obra gigante dos OsGemeos, que dá um tom alegre à região.

eu deitada na grama do Vale do Anhangabaú

Percorrendo a Libero Badaró se chega no famoso Martinelli, que em 1929 batia o recorde do Sampaio Moreira, se tornando o edifício mais alto de São Paulo. Inicialmente o prédio teria apenas 12 andares, mas a obra se concluiu em 1934 com 30 andares, 130m de altura e foi de fato nosso primeiro arranha-céu. Caso queira conhecer melhor a  história do prédio, basta agendar uma visita monitorada através do site. As visitas rolam às segundas, terças, sextas e sábados.

Edificio Martinelli

O nosso passeio (meu e do Ola, que aproveitou para conhecer melhor a sua nova cidade) levou mais da metade do dia. Ele se encantou ainda mais com o que viu, já que esses passeios são raros.

Para não prolongar muito o post, vou publicar o circuito em 3 partes e tem coisas bem bacanas e boa parte dos meus cantos favoritos da cidade. A primeira parte foi mais focada em arquitetura, a segunda em cultura/artes e a última gastronomia e diversão.

Volvo C30 e XC60 recebem pacote R-Design

terça-feira, janeiro 18th, 2011

Parachoques, grade dianteira e rodas exclusivas por fora. Revestimentos especiais em tecidos de couro, volante e pedais esportivos por dentro. Esse é o pacote R-Design da Volvo, com uma mistura perfeita entre esportividade e bom gosto nos modelos C30 e XC60, que chega no Brasil no primeiro semestre de 2011. Para saber mais sobre o pacote, clique no botão abaixo:

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