Semana Radiohead: “High And Dry”.
terça-feira, março 17th, 2009Essa preferidíssima minha nem com promessa. Não consegui achar um vídeo sequer de “High And Dry” em algum show ao vivo, só em apresentações em tvs mundo afora.
“Don’t leave me dry…”
[reloaded, renewed and still the same good thing]
Essa preferidíssima minha nem com promessa. Não consegui achar um vídeo sequer de “High And Dry” em algum show ao vivo, só em apresentações em tvs mundo afora.
“Don’t leave me dry…”
Essa semana não se fala outra coisa a não ser o show do Radiohead e aqui estamos todos pra lá de ansiosos para vê-los ao vivo. Como disse o Fabiano no post abaixo, será um momento histórico para nós, inclusive como estamos na contagem regressiva, publicaremos um vídeo por dia de uma música do Radiohead.
Outra coisa bacana neste dia é que quem abre a noite é LOS HERMANOS, que como todos sabem deu um tempo (indeterminado), mas voltam para um show exclusivo com Kraftwerk e Radiohead na noite mais esperada do ano.
O Multishow está fazendo um especial para o Just a Fest com vídeos, quiz e transmissãona íntegra do show dos Los Hermanos tanto na TV quanto na Internet. Essa transmissão rola a partir das 20h30 no domingo. Então quem é fã, mas não vai poder conferir, já agenda aí para conferir na TV.
*este post é um publieditorial
Mas uma música preferida do Radiohead que é muito provável que eles não toquem no show de domingo. Pesquisando rápido pelo youtube, só achei vídeos ao vivo de “Anyone Can Play Guitar” de pelo menos 10 anos atrás. Mas quem sabe. Hoje é dia de San Patrick, tô de verde, e vou pedir pra ele!
Bom, domingo é o dia que vai mudar a história da música ao vivo no Brasil, sem exageros.
O show do Radiohead por aqui pra mim é um acontecimento único, principalmente nos dias de recessão pelos quais passamos.
Vou postar um vídeo por dia de minhas músicas preferidas dos caras, músicas que eu duvido que eles toquem por aqui. Mas quem sabe com essa vibe daqui eles colocam alguma dessas no set list.
Começo com minha preferida, “Talk Show Host”. Eles tocaram nessa mesma turnê, ano passado, nos EUA, um dia antes do meu aniversário. Essa música entrou pra trilha do “Romeu E Julieta” do Leonardo DiCaprio, que eu acho um puta filme. E toca na sequência que Romeu tá sozinho, fugido, no deserto, pirando. É lindo!
O futuro da música é com certeza uma das grandes discussões do nosso século com a revolução que a Internet trouxe à indústria fonográfica. Bandas como Radiohead, Nine Inch Nails liberam seus albuns gratuitamente pela rede e cada um vai usando sua criatividade para encontrar meios de sobreviver da música. Não é novidade nenhuma que nos novos formatos que tem se desenhado, os artistas tem chances de faturar mais do que debaixo de um guarda-chuva da indústria fonográfica. Não é regra e ainda tem muito artista penando para conseguir seu lugar ao sol, mas essa ralação nunca foi muito diferente e hoje é muito mais fácil se sobressair com tantas ferramentas disponíveis e num mundo que se consome cada vez mais música.
No último Campus Party eu partiticipei de uma discussão promovida pelo Sesc TV com Ronaldo Lemos e mediação do Carlos Prado sobre reflexos da revolução tecnológica na cultura. Um dos pontos altos da discussão foi os direitos autorais e o Carlos Prado me colocou na parede para saber como eu lido com os direitos autorais das músicas que toco quando eu discoteco, afinal estou infringindo a tal lei de direitos autorais. Eu e a maioria dos DJs que conheço.
Para quem se interessa pelo assunto, há um bom material disponível para download que discute a música após a morte do CD. Há um capítulo que discute o impacto da tecnologia na música e o quanto isso pode favorecer o setor independente e outro que discorre sobre a música na época de sua reprodutibilidade digital:
Nunca foi tão fácil reproduzir uma música. Em nenhum outro momento da história, as pessoas tiveram tamanho acesso às gravações sonoras. A distribuição da música nas redes digitais permitiu que artistas desconsiderados pela indústria fonográfica pudessem expor sua produção para milhares de pessoas, ultrapassando os limites impostos pelos controladores do mercado de bens artísticoculturais e pela indústria do entretenimento. Um dos fenômenos mais impressionantes da digitalização foi a ampliação da oferta de bens musicais na internet, resultante da crescente facilidade de gravar, editar e divulgar um álbum a custos baixíssimos.(Sergio Amadeu da Silveira).
E de vez em quando nos surpreendemos com os formatos que vão surgindo como citei acima. Recentemente o Groove Armada se juntou com a Bacardi num projeto chamado B-Live Share, que funciona no esquema passed-along-payed-for, ou PAP4, que quanto mais você indica o CD para outras pessoas, mais você vai tendo acesso as outras faixas do disco. Eles criaram várias ferramentas para auxiliar o usuário promover a ação: aplicativo para blog/myspace/site/facebook, além de criar um ranking com os usuários que mais tem conseguindo trazer mais amigos para o site. O que eu achei bem interessante foi
Na entrevista que eles deram a NME, eles contaram que a idéia original era dar as músicas de graça, mas que eles tem um problema com música de graça, pois tem tanta que já ficou sem graça. Ao buscarem um jeito de fazer música de graça, acabaram chegando a este esquema.
Hoje li no rraurl que o Deadmau5 lançou uma parceria com a Touch Mix criando um aplicativo para o iPhone, em que se paga US$ 2,99 e recebe 10 faixas exclusivas do artista para mixar, remixar e aplicar variados efeitos , além de um sistema de scratch sensível a tela do iPhone. E também tem utilizado redes sociais como Facebook para divulgar o novo aplicativo. Veja o vídeo de como o Touch Mix Deadmau5 Edition funciona:
se você, diferente de mim, assistiu qualquer outra coisa domingo a noite que não a entrega do Grammy, não perdeu muito. Fora o Paul MacCartney tocando com o Foo Fighters de banda de apoio, foi legal ver a M.I.A. gravidona de 9 meses fazendo babking vocal pra uns rappers que não deram a menor bola pra ela. Mas, com esse vestidinho que ela usou, não precisava que ninguém desse bola pra ela mesmo (aliás, diferente de como o Diplo a chama, MAYA, que é seu nome verdadeiro, o povo do Grammy a chamou soletrando as letras de M.I.A.).

Agora, o melhor da noite foi o Radiohead tocando “15 Step” com uma banda marcial. Animal, arrepiou bem e animou pro showzinho do mês que vem (showzinho no melhor dos sentidos, claro!) E a letra da música nunca fez tanto sentido pra mim: ” how come I end up where I started, how come I end up where I went wrong…”
Fizemos nossas listas, mencionamos o que mais ouvimos e até concluí que o artista de 2008 foi TV on the Radio, já que ele esteve presente em pelo menos 8 de cada top 10 feito por revistas, blogs e jornais. Pensei bastante a respeito e o meu artista do ano foi Girl Talk. Talvez eu o eleja um pouco tarde, já que a essas alturas ninguém está mais olhando para trás e sim correndo atrás do que pode ser o grande booom de 2009, mas este post está na minha cabeça há algum tempo e eu precisava escrevê-lo.
Girl Talk tocou no Brasil no Tim Festival de 2007. Em São Paulo o seu show foi na The Week na noite eletrônica. Infelizmente eu perdi, pois tinha Rebel no mesmo dia. Foi com pesar que no dia seguinte ouvi todo mundo comentando sobre um dos melhores shows do Tim daquela edição. Antes disso ocorrer, eu e o Fabilipo tínhamos cogitado dele tocar no aniversário do Glória, mas que acabou fechando outra atração. Afinal quem era Girl Talk?
Na minha última viagem aos Estados Unidos eu tive a oportunidade de assistir a dois shows dele, porém o primeiro coincidiu com outro show e acabei abrindo mão. Deixaria para vê-lo no All Points West em NY. O álbum “Feed the Animals” tinha acabado de ser lançado e eu mal o tinha ouvido. Confesso que, apesar de imaginar um show muito divertido, eu não imaginei o quanto ouvir Girl Talk poderia causar uma sensação incontida de felicidade.

Quando o Larry Tee me ligou perguntando se eu gostaria de dançar no palco com o Girl Talk, eu mal pude conter minha alegria, afinal se show já era considerado incrível para quem assistia, imagine para quem participasse diretamente dele. Essa experiência, que eu já citei várias vezes, foi com certeza uma das mais divertidas da vida. Assista a sequência aqui (eu sou a de fita rosa na cabeça e camiseta de zebra).
(Foto tirada por http://www.flickr.com/photos/johnxavier/)
Desde então “Feed the Animals” tem sido tocado repetidamente no ipod, no computador e às vezes até nos meus sets. O cd foi lançado para download gratuito ou pagar US$ 5,00 para bonus track ou US$ 10,00 para receber o CD físico.
E tanto eu, quanto o Fabilipo e a Dani (que aderiu ao cd recentemente de tanto que falamos dele) temos discutido o quanto ouvir este álbum nos deixa feliz. Se em algum momento eu não estou legal, eu já corro para dar play nele. E nos meus devaneios sobre o porque deste cd ter tal eficiência como a pílula da felicidade, não foi difícil encontrar a resposta.
“Feed the Animals” possui mais de 300 samples em menos de 1 hora, que nos remete para épocas diversas de nossas vidas e evocando fases esquecidas. Provavelmente é essa ode ao passado o grande responsável pelo estado de espírito em que sou acometida ao ouvi-lo. Afinal passa por Rage Against the Machine, Jay-Z, Twisted Sister, Avril Lavigne, Michael Jackson, Radiohead, Queen, Beastie Boys, The Police, The Cure, Faith No More, The Jackson 5, Yeah Yeah Yeahs, Public Enemy, Eminem, Nine Inch Nails entre centenas de outros. Confira nesta lista todos os samples de Feed the Animals.
Com este repertório não há como não embarcar numa viagem ao tempo, especialmente se você viveu os anos 80 e 90. Por isso eu digo: Girl Talk é gênio!
*Vale relembrar aqui o post que a Dani fez sobre o Remix Manifesto e dar um pulo no site oficial, especialmente em semana de Campus Party quando um dos assuntos discutidos é Creative Commons
Adoro fazer meu balanço de final de ano e este não será uma exceção. Já fiz minha listinha de resoluções para 2009, mas há coisas que gostaria de compartilhar por aqui.
2008 foi um ano incrível e realizando coisas do começo ao fim:
- cresci profissionalmente na agência Click;
- firmei a festa Rebel junto com a Debut e temos lotado todas as nossas sexta-feiras;
- a Crew foi a festa que mais se destacou, fez barulho, amizades e inimizades. Foi um projeto que me tomou um tempo absurdo, mas valeu a pena cada minutinho gasto. No final levamos pelo guia da Folha como melhor projeto do ano tanto pela crítica quanto pelo público.;
- nasceu a Fcku, que é um projeto da Rebel em conjunto com a festa Funhell, que tem entre o trio, o Fabrício Miranda com que eu já venho namorando há algum tempo para fazer um projeto junto;
- entraram pessoas incríveis na minha vida este ano como a Ana Laura, a Biti, o Gui, a Cristi, o Rabih, a Marisa entre outras pessoas bem especiais;
- fui ao Lollapalooza, vi Radiohead duas vezes e dancei no palco com o Girl Talk no All Points West;
- fiz uma viagem incrível para Chicago e NY com a Dani, que eu amo muito;
- conheci o Ola, me apaixonei e tivemos uma história maravilhosa juntos;
- coloquei a vida financeira em ordem, que foi o objetivo número 1 para 2008;
- pedi demissão com a cara e a coragem e agora estou preparada para alçar bons vôos solos e alguns bem acompanhada;
- achei o apartamento dos meus sonhos;
- me reúni com alguns dos amigos mais queridos e vim fechar 2008 aqui em Buenos Aires.
E agradeço a todos que deram uma baita força, estiveram juntos, que foram nas festas, que aguentaram meu mal-humor, que deram risadas comigo.
E desejo a todos um feliz ano novo e que 2009 seja um ano ainda mais incrível!!!
Nos vemos em breve. FELIZ AÑO NUEVO!
Hoje só pipocam mensagens no meu msn perguntando o seguinte:
- E aí, qual vai ser o esquema para comprar ingresso para o Radiohead?
- Hmmmm… não sei. Antes da meia-noite de amanhã já estarei de plantão em frente ao computador para clicar “comprar” assim que der 0h!
- Acho que vai travar. Tem plano B? Eu quero ingresso para os dois shows. – todos meus amigos querem ir nos dois shows.
Num momento de total arrogância eu respondo com um belo gostinho na boca:
- Ah, Radiohead tem que ver 2x mesmo. Uma para assimilar e outra para curtir. Como eu vi duas vezes e vou entrar em crise econômica, vou ter que me contentar com apenas um show. E vai ser o terceiro. – Sorry!
Sinto que do outro lado há uma vontade imensa de me matar, mas só vem uma risada na mensagem.
- E o plano B?
Estou empolgada. Já escrevi tudo que tinha que escrever sobre os dois shows que vi, mas a sensação que tenho é de que vou vê-los pela primeira vez, afinal Radiohead é uma das bandas da minha vida. Vamos ver o que nos espera na sexta-feira, se será felicidade por ter conquistado um ingresso na madrugada ou o medo de ficar na mão.
E ontem no canal do Radiohead no Youtube, eles divulgaram mais um vídeo do concurso de animação. A música é 15 Step, que foi a música que abriu o show do Lollapalooza. A animação foi feita pelo Kota Totori:
Readiohead confirmou dois shows para março do ano que vem no Brasil: o primeiro na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, dia 20, e o segundo dia 22 na Chácara do Jóquei em São Paulo.
Os ingressos começarão a ser vendidos online, à meia-noite do próximo dia 5. As bilheterias físicas serão abertas no mesmo dia no Ginásio do Maracanãzinho e no Estádio do Pacaembu. O ingresso custará R$200,00.