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Festival Madame Satã

sexta-feira, julho 10th, 2009

O Madame Satã marcou a vida de muita gente. Para muitos, o Madame serviu como a primeira balada, a descoberta de novas músicas quando a Internet ainda era uma idéia distante, afinal são 25 anos de história. Eu mesma fui uma que tive o Madame como uma das minhas primeiras baladas, especialmente na minha fase gótica (é, eu fui gótica, ponto).

O Madame marcou também o início da carreira de muita gente. Para quem não sabe, bandas como Titãs, Biquini Cavadão, Ira! fizeram seus primeiros shows na casa. DJs como Mau Mau, Renato Lopes e Maga também iniciaram suas carreiras por lá. Não é àtoa que o Madame resolveu juntar todo mundo que marcou história e fazer um grande festival para comemorar esses 25 anos de existência.

O fato em si é uma grande ousadia, afinal 2009 está sendo um ano marcado pela crise e festivais desaparecendo de nossos calendários, o que fortalece o MadameFest como um dos grandes eventos do ano, que traz atrações de peso.

Logo que começaram a fazer o line-up, o pessoal da Revista Goma e o Maurício, o cara responsável por essa cena que incendiou os anos 80 e 90 em São Paulo, convidaram a Crew para fazer parte dessa grande festa. Para nós foi uma surpresa inicial, mas logo nos deparamos com algo que tinha tudo a ver, afinal o público da Crew reúne não só quem curte música eletrônica, mas também pessoas que gostam de rock e outras vertentes musicais. Sentamos, discutimos atrações e até tivemos certa dificuldade de encontrar os artistas que a Crew sonha em trazer para tocar aqui, pois agosto é justamente alta temporada dos festivais lá fora, mas conseguimos um line-up impecável com 3 nomes que faziam parte da nossa listinha “temos que trazer”.

O festival rola no dia 15 de agosto, sabadão, num lugar inusitado, que é um castelo construído em Mauá e que tem servido para abrigar casamentos, o Monte Castelo Eventos. A festa vai das 19 às 6h da matina e para facilitar a vida de todos, inclusive no quesito bebida, ônibus sairão da estação de metrô Barra Funda dividido em duas modalidades: normal e um busão open-bar para o pessoal ir curtindo um warm-up e não se preocupar com bebida x direção (pelamor, né?).

A Crew terá uma tenda especial com os residentes Roots Rock Revolution, Killer on the Dancefloor, Rebel DJs, Sexistalk, Tchiello K., Fabrizio Martinelli, Gorky e os convidados são nada mais, nada menos que L.A. Riots, D.I.M. e Villains.

Crew

Crew

No festival também tocam Zombie Nation, New Model Army, Len Faki, Slam, Ramon Tapia e obviamente Renato Lopes, Mau Mau, Magal, Spavieri entre outros nomes.

Os ingressos já estão à venda e o segundo lote, que se encerra hoje, custa R$ 120,00 e pode ser pago em 3x no cartão de crédito e comprado online. Para quem anda reclamando que o custo está alto, basta lembrar que djs de peso quando tocam em São Paulo chegam a ter ingressos vendidos pelo mesmo preço. Vale a pena!!! Para quem quiser, tem também camarote com open bar. Dá uma olhada aqui para saber todas as infos.

Dj Zegon conquista o mundo e toca hoje na CREW.

terça-feira, abril 28th, 2009

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O dj Zegon é um dos caras mais queridos do cenário brasileiro de música em geral. Já foi dj do Planet Hemp, é um dos maiores djs de hip hop daqui, toca na Crew com sets absurdos de mashups inacreditáveis e hoje em dia fica viajando o tempo todo com seu projeto N.A.S.A. (North America South America) em parceria com o dj americano Squeak E. Clean. Aqui vai uma conversa rápida com o cara, onde eu peço pra ele contar como tá sendo essa explosão, já que eles tocaram dias atrás no Coachella, festival americano considerado o mais importante hoje no mundo. E também falamos do seu álbum “Spirit Of Apollo” e de como os “milhares” de convidados tocaram e cantaram com o N.A.S.A.

Começando do fim, como é tocar no maior e mais prestigiado festival de música do momento, o Coachella?

O Coachella pra qualquer Banda/DJ é um dos principais festivais do mundo e termômetro para um artista. Com certeza o maior e mais conceituado festival nos EUA. É uma grande realização, mas para mim pode parecer loucura, mas gosto mais da vibe de clube do que de festivais, curto o público perto dos toca-discos .

Os monstros, as bailarinas e principlamente os vídeos nos seus shows são únicos, em apresentações de artistas do mesmo calibre que vocês. O quanto isso faz diferença pra quem assiste? Qual o retorno que vocês têm disso?

Um ponto que sempre tive como DJ era de não ser mais um, de me diferenciar. E com o NASA não é diferente, a gente arma o circo, e o palco vira uma festa, como a cabine da CREW. Acho que por causa do disco a expectativa em cima da gente é grande, as pessoas às vezes acham que sempre vamos trazer todos convidados que tivemos no disco, e rola uma cobrança mesmo. Tocar com vídeo é uma viagem à parte, manipular e fazer scratch com imagens é muito divertido pra gente e acho que para o público também. Nosso “Circo Intergalático” tem dado o que falar. Teve um caso de tocarmos em um festival na Europa, antes de algum DJ (medalhão) com bem mais nome do que a gente, e quando ele entrou (só tocando com toca-discos) o público não se empolgou como no nosso show. Nossas marcianas fazem o maior sucesso. Alguém viu que o próprio Cobra Snake roubou nossa ideia? Ele tá fazendo uma série de festas “Star Trek” usando dançarinas verdes, com biquinis prateados, exatamente como as nossas, mas acho isso legal, ser copiado é um ótimo sinal.

N.A.S.A. @ Coachella by Jarede Berhardt

Um festival desses com tanta gente diferente tocando, como é o “normal” hoje em dia de misturas, o público é diferente do que vocês estão acotumados a ter em clubes? E como é a recepção desse povo “diferente” e novo pra vocês?

Eu acho que tanto eu quanto o Squeak e Clean somos DJ’s ecléticos e sempre preparamos o set de acordo com a ocasião. É ótimo atingir novos públicos e às vezes esse público que está vendo pela primeira vez se empolga mais que o tradicional publico hipster/electro. Tem também o público do hip hop que, muitas vezes pelo disco do N.A.S.A. ser basicamente um disco de rap (com fusões,mas rap) espera ouvir isso, e acaba dando de cara com algo inusitado para ele. Muitas vezes alguns caras bem do rap mesmo chegam para mim e falam “cara você me fez dançar techno pela primeira vez !!!” Engraçado que não tocamos Techno, mas os mash-ups com Hip Hop/Electro, B-more, Rock, etc. fazem os públicos diferentes se unirem.

Tocar num festival que tem show do Paul MacCartney faz diferença? Dá pra encontrar o cara e tirar uma foto com o Beatle?

Hehehe… Não, o Paul nem circulou entre os mortais, eu até tentei, mas não dá para chegar perto dele, nem do Michael Jackson….

O quanto tocar no Coachella traz de “dividendos” pra uma banda como o N.A.S.A.?

Traz bons dividendos. Não estamos milionários, mas quase, hehehe… brincadeira. Tocar no Coachella abriu porta para outros muitos festivais que estávamos para confirmar, como Summersonic (Japão), Wireless (UK), Montreaux (Suiça) e outros. Gastamos todo o cachê e mais ainda na produção, mas valeu a pena…

Sair na capa da URB faz muita diferença também, na lista de promessas de 2009?

Sempre fui fã da URB, compro a revista e estar na capa ajuda a subir o passe, melhora bem os cachês, abre muitas portas. Também saímos na capa da Bounce (Japão) e o disco disparou de vendas por lá: divulgação nunca é demais.

O quanto isso tudo que tá acontecendo agora vai deixar o Dj Zegon mais longe ainda da Crew esse ano?

Puts, vai deixar bastante longe infelizmente. Nesse semestre acho que só toco num sábado, talvez em junho. Passei menos de 30 dias esse ano em SP, fizemos Europa em fevereiro, EUA, Canada e China em março e agora em abril EUA (Coachella) e Mexico (que medo!!!) e em 2 semanas já saio para Japão e Austrália e julho Europa de novo, agosto Japão e EUA de novo e por aí vai.

Quando vai ter o show do N.A.S.A. na Crew?

Estamos planejando Outubro para Tour na América do Sul com parada obrigatória na Crew, talvez na festa de aniversario, certo?

O casting que vocês têm de convidados no álbum é invejável. Como vocês chegaram nos principais deles? Quem ficou de fora que vocês queriam e não conseguiram?

E o casting do disco parece de mentira, né? Bom foram mais de 5 anos de paciência, correria, bons contatos, milhares de ligações e emails e por incrível que pareça alguns deles com Kanye West , David Byrne, Tom Waits, Karen O. , M.I.A., Santigold , eram todos ou ficaram amigos, não foram tão difíceis. No disco a gente tentou todo mundo que você possa imaginar como Bjork, James Brown, David Bowie, sem medo, pois o pior que pode acontecer é ouvir um não. Chegamos a falar com o James Brown diretamente, mas ele estava sempre em tour até a semana que faleceu…

E hoje a noite na Crew? O que vai ter de surpresa?

Tenho algumas surpresas, com alguns remixes secretos que fiz pro N.A.S.A. e também uma aberura que fiz em homenagem ao México, de onde cheguei ontém e onde a situação está preta. Também vou tocar um pouco do “the best of” dos meus sets no Crew, não só novidades …

***

Então hoje, dia 28 de abril, a partir das 23h59 tem a CREW no D-Edge com o Dj Zegon, REBEL! djs, Fabrizio Martinelli, Killer On The Dance Floor, Database, Roots Rock Revolution e Tchiello K.

Pra ver dj Zegon tocar hoje à noite na D-Edge e entrar na lista amiga, só mandar um email pra festacrew@gmail.com até às 18h. O valor é R$ 15,00 e mulher não paga até a 1h.

Nesse vídeo, um pouco de mash-up ao vivo do N.A.S.A. com Beastie Boys, Fake Blood e os monstrinhos:

Larry Tee in da house

quinta-feira, fevereiro 19th, 2009

Conheci o Larry Tee em uma das várias vezes que ele veio tocar no Brasil. Se estou certa, isso foi no final de 2006 quando ele tocou 3 vezes no Glória num período de 1 mês, sendo uma das vezes na festa Alelux.

Confesso que me derreti pela pessoa divertida que o Larry Tee é. Acabamos nos tornando amigos e sempre que posso eu dou um jeitinho de arrastá-lo para tocar aqui com a gente. Tive a grande sorte de ter sido abrigada por ele em Nova York e pude conhecer um pouco dos seus lugares favoritos. Atualmente ele passa a maior parte do dia produzindo, depois se dedica a passeios com o cachorro e no verão ele faz questão de tomar sol pelo menos 1 hora por dia, tanto que esticou sua estadia no Rio para poder atualizar o bronze, já que em NY o sol não passa por lá faz tempo.

E agora ele aterrissa por aqui novamente para tocar em Belo Horizonte amanhã no Velvet Club (Belo Horizonte), no sábado ele toca com a gente no Carnewrave, que é o carnaval oficial da Crew, ao lado do Roots Rock Revolution, Killer on the Dancefloor, Tchiello, Rebel DJs, Montage, Fabrizio e Sexistalk. Na próxima semana ele desembarca no Rio e toca duas noites no Dama de Ferro.

Estou animadíssima e já convido todo mundo para ir pular com a gente no sábado no Clube Glória. E claro, solte as fantasias e abuse das cores, afinal é nosso carnaval new rave.

Com exclusividade seguem dois sets que o Larry Tee me enviou ontem. Já vai fazendo o esquenta:

Larry Tee Club Badd Megamix

Larry Tee PumpinMix

21.02 Carnewrave com Larry Tee @ Gloria

21.02 Carnewrave com Larry Tee @ Glori