Did you know? Fall 2009 edition
domingo, outubro 4th, 2009Os dados estatísticos no vídeo abaixo não são novidades, mas sempre causam impacto, especialmente quando comparados com a “velha mídia”:
[reloaded, renewed and still the same good thing]
Os dados estatísticos no vídeo abaixo não são novidades, mas sempre causam impacto, especialmente quando comparados com a “velha mídia”:
Hoje li alguns textos falando sobre privacidade, individualidade, mudanças de hábitos por conta do crescimento das redes sociais. Acredito que essa discussão é mais acalorada no meio de pessoas que não nasceram conectadas, então para nós que fazemos parte desse grupo fica mais fácil comparar. Para quem nasceu conectado, essa discussão faz menos sentido. Vira aquela velha história “no meu tempo era assim”.
Há grupos tentando resgatar um pouco do pré-redes sociais, que é quem alterou drasticamente nossos hábitos. Para alguns esse pré deve equivaler a era Paleolítica (eu já ouvi coisas do genêro).
Em NY um grupo se reuniu para criar um evento, em que os convidados são escolhidos a dedo, que incluí escritores, artistas, blogueiros, etc, mas em que é proibida a utilização de gadgets. Ninguém twitta, ninguém fotografa, ninguém bloga a respeito. O projeto Protocols é encabeçado por Michael Malice, Jeff Newelt é editor das revistas Smith e Heeb magazines; Lux Alptraum, editor do blog pornô Fleshbot, pela artista Molly Crabapple e Justin Rocket Silverman, colunista do The New York Posts.
Malice defende que com essa restrição, as pessoas prestam mais atenção às outras. A luta do grupo é contra a ideia de que tudo que fazemos se transforma em uma crônica diária de nossas vidas e que acreditamos que qualquer que seja a experiência que temos, se não registrarmos, ela será perdida. O objetivo dos encontros é conectar pessoas influentes para discutir negócios e seus prazeres.
Eu, depois da reflexão que fiz aqui nesse blog, tenho tentado mudar um pouco meus hábitos. Sempre escancarei minha vida sem qualquer preocupação, mas por alguns motivos, isso começou a me incomodar e tenho tentado compartilhar menos as coisas que eu faço que não interessam a ninguém, assim também como tenho utilizado o meu celular cada vez menos para twittar sobre cada passo que dou, sobre o que eu estou fazendo ou vendo, etc… porque isso não é interessante para ninguém além de mim mesma.
Gostei da ideia do Protocols, especialmente porque ele foi criado por pessoas que vivem “on” e acho até que o mais difícil é fazer coisas interessantes e não poder compartilhar, mas gosto…. ninguém tira o prazer do momento, da escuta, do olho no olho. Hoje você vai a um evento e é cada um colado no seu celular se importando muito mais em mostrar o que está fazendo do que com o que está fazendo de fato.
E para fechar o post, nada melhor que esse documentário “We live in public”:
Li há pouco no Mashable que a atriz Natalie Portman se juntou com Christine Aylward e juntas criaram a rede social para amantes do cinema Making Of.
A rede está dividida em 4 seções: “Film now” sobre lançamentos, “The Valt” sobre filmes mais antigos, “Community” que ainda está fechada e “Winsdom from Insiders”, que é uma área de entrevistas com experts da indústria cinematográfica.
O Mashable fez uma análise bem detalhada da rede e, apesar de ser uma rede social, ela foi lançada sem esta “funcionalidade”, assim como também não é possível embedar os vídeos com entrevistas. Enfim, o conteúdo ainda é bem pequeno, como resume o Mashable ao concluir que eles ainda tem um longo caminho a percorrer em termos de conteúdo, comunidade e social media. O conteúdo pode melhorar com mais entrevistas, posts no blog e notícias, já social media é muito mais sobre compartilhar e engajar e como sabemos não é tão simples.
Vamos acompanhar para ver se a rede vai vingar mesmo ou vai virar apenas um portal de notícias de cinema com algum conteúdo exclusivo.
Abaixo assista um bate-papo com a Natalie Portman em que ela conta sobre o que a motivação por trás da rede:
Para saber mais sobre o MakingOf.
Definitivamente esta é a semana do Twitter, ou melhor, este é o ano do Twitter por mais que seu boom tenha sido em 2008 (ou não?). É capa de revista, anônimos e famosos cada vez mais criam seus perfis, os perfis fakes crescem aos borbotões, marcas usam como canal para falar diretamente com o consumidor, uma da mais importantes corridas à presidências utiliza o twitter como ferramenta de campanha, estatísticas apontam crescimento de mais de 1000% no último ano, apresentador brasileiro famoso vira matéria em um dos principais jornais do mundo por ter fechado acordo comercial para falar de uma marca em seu twitter e não param de surgir novos aplicativos, artigos dos mais diversos, sátiras e discussões sobre o twitter.
O twitter com certeza tem revolucionado a Internet provando que o que importa é o conteúdo e não a forma e todo dia se vê um novo aplicativo relacionado ao twitter sendo disponibilizado.
Ao me deparar com esta lista na Smashing Magazine sobre os “99 aplicativos para o twitter” eu voltei ao meu post de ontem para assistir a sátira feita pelo vício das pessoas em relação a ele, pois me questiono a forma como utilizamos o twitter e acabamos no expondo, um mais que os outros.
“Vivemos a era da exposição e do compartilhamento. Público e privado começam a se confundir. A ideia de privacidade vai mudar ou desaparecer.” (Revista Época – 13/03/09)
É uma discussão longa e que já começou antes mesmo do aparecimento do twitter, mas eu já cheguei à conclusão que preciso repensar um pouco na forma como eu o utilizo. E você?
O futuro da música é com certeza uma das grandes discussões do nosso século com a revolução que a Internet trouxe à indústria fonográfica. Bandas como Radiohead, Nine Inch Nails liberam seus albuns gratuitamente pela rede e cada um vai usando sua criatividade para encontrar meios de sobreviver da música. Não é novidade nenhuma que nos novos formatos que tem se desenhado, os artistas tem chances de faturar mais do que debaixo de um guarda-chuva da indústria fonográfica. Não é regra e ainda tem muito artista penando para conseguir seu lugar ao sol, mas essa ralação nunca foi muito diferente e hoje é muito mais fácil se sobressair com tantas ferramentas disponíveis e num mundo que se consome cada vez mais música.
No último Campus Party eu partiticipei de uma discussão promovida pelo Sesc TV com Ronaldo Lemos e mediação do Carlos Prado sobre reflexos da revolução tecnológica na cultura. Um dos pontos altos da discussão foi os direitos autorais e o Carlos Prado me colocou na parede para saber como eu lido com os direitos autorais das músicas que toco quando eu discoteco, afinal estou infringindo a tal lei de direitos autorais. Eu e a maioria dos DJs que conheço.
Para quem se interessa pelo assunto, há um bom material disponível para download que discute a música após a morte do CD. Há um capítulo que discute o impacto da tecnologia na música e o quanto isso pode favorecer o setor independente e outro que discorre sobre a música na época de sua reprodutibilidade digital:
Nunca foi tão fácil reproduzir uma música. Em nenhum outro momento da história, as pessoas tiveram tamanho acesso às gravações sonoras. A distribuição da música nas redes digitais permitiu que artistas desconsiderados pela indústria fonográfica pudessem expor sua produção para milhares de pessoas, ultrapassando os limites impostos pelos controladores do mercado de bens artísticoculturais e pela indústria do entretenimento. Um dos fenômenos mais impressionantes da digitalização foi a ampliação da oferta de bens musicais na internet, resultante da crescente facilidade de gravar, editar e divulgar um álbum a custos baixíssimos.(Sergio Amadeu da Silveira).
E de vez em quando nos surpreendemos com os formatos que vão surgindo como citei acima. Recentemente o Groove Armada se juntou com a Bacardi num projeto chamado B-Live Share, que funciona no esquema passed-along-payed-for, ou PAP4, que quanto mais você indica o CD para outras pessoas, mais você vai tendo acesso as outras faixas do disco. Eles criaram várias ferramentas para auxiliar o usuário promover a ação: aplicativo para blog/myspace/site/facebook, além de criar um ranking com os usuários que mais tem conseguindo trazer mais amigos para o site. O que eu achei bem interessante foi
Na entrevista que eles deram a NME, eles contaram que a idéia original era dar as músicas de graça, mas que eles tem um problema com música de graça, pois tem tanta que já ficou sem graça. Ao buscarem um jeito de fazer música de graça, acabaram chegando a este esquema.
Hoje li no rraurl que o Deadmau5 lançou uma parceria com a Touch Mix criando um aplicativo para o iPhone, em que se paga US$ 2,99 e recebe 10 faixas exclusivas do artista para mixar, remixar e aplicar variados efeitos , além de um sistema de scratch sensível a tela do iPhone. E também tem utilizado redes sociais como Facebook para divulgar o novo aplicativo. Veja o vídeo de como o Touch Mix Deadmau5 Edition funciona:
Pegando carona com o Eric Messa, lanço aqui a minha campanha das eco-bags. São elegantes, baratas e ainda protegem nosso meio-ambiente contra as sacolas de plásticos.
Vivi na Suécia por um tempo há quase 10 anos atrás e na época essa preocupação já era visível. Nos supermercados você paga pelas sacolas de plásticos, então cada um vai com a sua e faz a sua parte para proteger o planeta. Quando retornei ao Brasil eu tentei por um bom tempo evitá-las.
Para se ter uma noção do prejuízo das sacolas plásticas, estima-se que os americanos utilizam 100 bilhões por ano, sendo que apenas 1% é reciclada.
Na minha última viagem de férias eu trouxe várias sacolas ecológicas de presentes aos amigos. Cada uma custou 0,50 euro e todo mundo adorou o presente, já que além de charmosa, ela comporta um bom volume de compras.
Além das minhas sacolas para fazer supermercado, eu tenho também a que saio com intenções de compra de livros e/ou revistas e foi o que eu fiz hoje surpreendendo o caixa da Livraria Cultura ao dizer “não quero sacolas plásticas, pois sou contra elas” e enfiei tudo no meu sacolão para tal ocasião.
Entre nessa campanha também e faça a sua parte.
Sobre a proposta via Eric Messa:
- Escolha a sacola que preferir, pode ser destas que encaixam direitinho no carrinho do supermercado ou outra que você mesmo inventou, basta tirar uma foto e publicar no seu blog;
- Aproveite e indique também em seu post links para outros blogs que fizeram o mesmo e ajude a montarmos uma corrente das mais diferentes ecobags!
- Se você não tem blog, pode postar no flickr, no picasaweb, fotolog ou onde preferir;
- Atualmente a consciência ecológica pode ser apenas modismo ou estratégia de marketing, mas no futuro pode ser algo obrigatório para nossa sobrevivência. De fato, porquê no futuro? Porquê não adquirir hoje um hábito “sustentável” no seu cotidiano?
- E NÃO ESQUEÇA! Deixe aqui um comentário, indicando o link do seu post!
Aí vão minhas sacolas e para o que cada uma serve:
Essa foi dada pelo Flickr no lançamento deles no Brasil. Ótima para feira e supermercado:
Essas são vendidas em todos os supermercados em Paris. A branca é ela dobrada dentro do envelope, que facilita carregá-la o tempo inteiro na bolsa ou no carro. Custou 0,50 de euro cada uma:
Essa é para as saídas para devastar livrarias como hoje com 3 revistas e 2 livros. Custou 8 euros na H&M e cabe muita coisa: