Posts Tagged ‘rio de janeiro’

PostiT versão carioca

quinta-feira, agosto 18th, 2011

Já vão se preparando, porque vamos botar pra quebrar no Rio. Todas as infos aqui e lista aqui. O flyer ótemo de sempre foi feito pelo Kisley:

 

Rio de Janeiro: reveillon 2011

quarta-feira, janeiro 19th, 2011

Eu amo timelapse. Geralmente quem faz, sempre sabe como emocionar utilizando sempre trilhas lindas de chorar. Esse não é exceção, ainda mais se tratando de uma das cidades mais lindas do mundo, o Rio de Janeiro, com sua virada de ano suntuosa reunindo milhares de pessoas de todos os cantos do planeta.

Parabéns aos realizadores pela iniciativa e ideia, o resultado ficou lindo!


Reveillon Rio 2011 from rioeuamoeucuido on Vimeo.

via @urbe e @enriquejimenez

SOS Rio de Janeiro

segunda-feira, janeiro 17th, 2011

Mais uma vez nosso início de ano não passou incólume nas capas dos principais jornais do mundo, mostrando uma tragédia ímpar na região Serrana, do Rio de Janeiro. Mesmo não sendo o único ponto castigado pelas fortes chuvas no país, não há dúvidas de que foi um dos piores.

Não há como ver o noticiário ou capas de jornais e não chorar. Nesse final de semana eu resolvi fazer a minha parte, mesmo que pequena, mas que poderia ajudar algumas pessoas. Ontem eu abri todos meus armários e separei todas as roupas e sapatos que não uso mais, além de cobertores, roupa de cama, cobertores e toalhas. Coloquei até bolsa, mochila e fiz uma limpa no banheiro de produtos de higiene. Enchemos cerca de 10 sacolas, além dos edredons e cobertores. Comprei também litros de água, alimentos e caprichei mesmo foi na quantidade de absorvente, sabonete, escova e pasta de dente, que é algo que tem faltado.

A rede inteira do Pão de Açúcar está coletando doações. Caso você não tenha nada para doar, mas quer ajudar de algum jeito, compre velas, fósforo e absorvente (tem pacote por menos de R$2) e deixa no Pão de Açúcar (ou outro local que preferir). Com certeza fará diferença.

E como disse um amigo meu “doar é dar algo que está em bom estado” e não apenas “se livrar de coisas que você mandaria para o lixo”.

by Daniel Justi

Uma iniciativa bacana que vi hoje, foi do designer Daniel Justi, que resolveu trocar as fontes tipográficas que desenvolveu por doações. É bem simples, você escolhe uma conta oficial, faz o depósito e depois envia o comprovante para ele.

Valores:
A cada R$ 10 doado, escolha 1 peso de qualquer família; doando R$ 50, escolha 7 pesos; e doando R$100 ou mais, leve todas as fontes (15 no total).

Achei bem simpático e criativo o caminho que ele escolheu para ajudar. :)

Caso não possa fazer nada, ajuda a espalhar entre os amigos, pois qualquer forma de ajuda é bem-vinda.

Rio, feriado, amigos e os achados gastronomicos

terça-feira, setembro 7th, 2010

Nada me agrada mais que uns dias livres para uma fuga planejada. O Rio foi um lugar que cogitamos há uns 2 meses pelo menos, mas a sensação que eu tinha é que na hora H a gente acabaria mofando em São Paulo.

Dessa vez meu lado “polvo Paul” (afinal Mãe Dinah virou coisa do século passado) errou, felizmente!! O azar foi que o sol estava em dias nebulosos e mal deu as caras.

Confesso que isso não atrapalhou muito nossos planos. Aproveitamos para comer bastante, colocar a leitura em dia, assistir TV e ficar jogados no sofá, o que eu acho puro luxo.

Como acabei tendo boas experiências gastrônomicas, eu resolvi compartilha-las por aqui.

No domingo ainda conseguimos aproveitar o dia, mesmo estando ele de cara feia, pedalando por toda a orla de Copacabana depois de um brunch mega caprichado no Cafeína, do Leblon. Acabamos a tarde experimentando vários drinks no Astor, na Av. Vieira Souto, 110. Nossa nota 10 foi para o caldinho de feijão, caipiroska de lichia, bloody mary e a lula a dorê, que vem cortada bem fininha e seca.

À noite demos uma espiada no quarto de um amigo fino que se hospedou no Fasano, demos a pinta na varanda para apreciar a fantástica vista e depois ainda paramos para tirar foto na poltrona assinada pelo Gaetano Pesce.

foto by @rseefo

foto by @rseefo

Depois de um grande dilema de onde jantar, acabamos decidindo pelo Felice Café, mas a espera sem qualquer previsão de tempo fez com que encarássemos uma ida até a Gávea para conhecer o Guimas. Diga-se de passagem: a escolha foi ótima e só saímos de lá porque já eram 2 horas da matina e estávamos sendo expulsos pelos garçons. A delícia já começou no chopp bem tirado e no couvert caprichado com pães quentinhos, patês, manteiga e azeitonas. Como a boa do lugar é o pastel, fomos numa porção de queijo e outra de camarão. Meu prato foi um frango recheado com brie envolto num molho de lamber os beiços.

foto roubada do http://restaurantesdorio.com.br/restaurante-guimas-gavea/

foto roubada do http://restaurantesdorio.com.br/restaurante-guimas-gavea/

O lugar é bacana, o atendimento primoroso (o que no Rio é uma dádiva) e o clima de bistrô no meio da agitação do Baixo Gávea, traz um ar nostálgico ao lugar. Reserve um tempinho para conhece-lo caso dê uma passada sem pressa pelo Rio.

Na segundona o tempo não colaborou e todo mundo se rendeu ao seu próprio mundo particular. Só por volta das 16h30 é que tiramos as bundas do sofá e resolvemos encarar uma verdadeira empreitada: almoçar no famoso Bira, que fica na distante Barra de Guaratiba, que tem uma natureza ao seu redor de tirar o fôlego. Quem nunca se perguntou que lugar era aquela extensa linha fina de areia branca no meio do nada quando estava chegando no Rio de avião? Pois bem, trata-se da Restinga da Marambaia, que possui 43km de extensão.

restingamarambaia

O Google Maps nos pregou uma peça, que eu até acho que valeu a pena. Ele nos levou ao caminho errado, já que para chegar ao Bira, a estrada era pelo outro lado. Acabamos percorrendo uma estrada estreita até chegar na Prainha, que como eu li é a fronteira final da Cidade Maravilhosa. Infelizmente acabamos indo para lá tarde demais e pouco pudemos apreciar a beleza local. Com certeza é uma região que vale o retorno e uma visita mais demorada.

Fizemos o caminho de volta, tomamos o caminho correto, encaramos um congestionamento, passamos pelo famoso Sítio Roberto Burle Marx e finalmente chegamos ao restaurante. O relógio marcava 18h05 e o restaurante havia fechado há exatamente 5 minutos. A noite já caía, a fome tomava conta de todos, o que causou um mal humor generalizado, depois da odisséia que foi chegar lá. Acabamos dando meia-volta e retornando.

O Bira é conhecido não apenas pela sua cozinha dedicada aos frutos do mar, mas pela bela vista que oferece, tanto que foi mais por ela que decidimos ir até lá. Pela pesquisa rápida que fiz, a boa pedida do local é o filé de robalo com arroz de camarão, mas não foi dessa vez que eu pude conferi-lo.

Hoje finalmente o sol apareceu timidamente. Os mais animados que tinham virado a noite no 00, pularam cedo da cama e lá fomos nós tentar pelo menos ganhar uma marquinha que nos garantisse uma lembrança de um feriado carioca. Não conquistamos, mas a terça-feira rendeu.

eu posando de phyna em ipanema by @rseefo

eu posando de phyna em ipanema by @rseefo

No meio da tarde quando a fome bateu, eu pedi dicas de algum lugar bacana para almoçar em Santa Teresa, pois da turma que estávamos, apenas eu já tinha percorrido o charmoso bairro. Foi quase unanimidade: deu Aprazível na cabeça. Seguimos para lá e depois de discutir com o host que não existe fuso horário de 5 ou 8 minutos (ele jurou que há uma diferença de hora entre Brasília e Rio de Janeiro, que aqui são 5 minutos de diferença a menos… hehehehe). Acabamos acomodados numa mesa para 8 pessoas, numa extensa varanda, que nos rendeu finalmente uma bela vista.

vista da nossa mesa by @rseefo

vista da nossa mesa by @rseefo

Gostamos bastante da escolha. Os pratos são bem servidos e, apesar de ir contra todos na mesa, acabei saboreando um suculento medalhão. Dessa vez o drink campeão foi o “Piscinão”. O creme brule também entrou para a lista dos melhores que já comi.

Foram 4 dias engordativos, com pouco sol, mas que nos deixou rendidos ao Rio de Janeiro como sempre. Agora é aquela vontadezinha louca de ter um novo feriado para aterrissar por lá novamente.

Tim Burton @MoMa NY

terça-feira, abril 20th, 2010

Screen shot 2010-04-20 at 12.22.53 AM

Há algumas semanas consegui ver a exposição do tio Tim Burton aqui no MoMa NY. E como esperado, entrar em seu “estranho mundo” foi singular. Mas  confesso que não tive muita paciência para me acotovelar com todas as pessoas que estavam ali e sai de lá com uma sensação de dever não cumprido. Não curti a exposição como deveria e não vi tudo o que deveria ver e como deveria ver…  Enfim, os pacientes fãs de Burton tiveram que enfrentar filas (aguentei essas filas por alguns momentos, mas logo desisti) para apreciar desenhos do início de sua carreira, estudos de personagens como Beetlejuice e Noiva Cadáver, pinturas, instalações, fotografias e roupas de personagens do cinema como Batman, Eduardo Mãos de Tesoura, Mulher Gato etc.

E para os que não moram em NY ou estavam aqui, mas não conseguiram ingresso, “O Estranho Mundo de Tim Burton” chega ao Rio de Janeiro ainda esse ano. Só espero que os organizadores do CCBB tenham um pouco mais de noção de espaço e façam com que as pessoas não se sintam tão frustradas como eu.

Clap your hands say summer

terça-feira, dezembro 22nd, 2009

As Havaianas invadiram ontem a praia de Copacabana e armou uma grande festa para aplaudir a chegada do verão:

Desobvialize: meu jantar nas alturas

domingo, dezembro 20th, 2009

Fui convidada para o “dinner in the sky“, parte da campanha Desobvialize, da Brastemp. A princípio o jantar ocorreria no mês passado aqui em São Paulo, na Avenida Paulista, porém a nossa querida prefeitura fez o grande favor de negar alvará, o que eu considero uma grande estupidez, afinal o jantar já aconteceu em grandes capitais do mundo e ajuda a favorecer o turismo na cidade.

Nossa esperança tinha ido por água abaixo de ter a experiência de jantar a 50m de altura. Na semana retrasada chegou de surpresa um email convidando para a edição no Rio, no Pier Mauá. Lá fomos nós, um bando de blogueiros, para o Rio de Janeiro provar a experiência.

O nosso medo era chover, porém o Rio nos brindou com uma bela tarde de praia. Seguimos para o pier por volta das 19h30 ansiosos. Eu, que tenho medo de altura, tentava disfarçar meu pânico. Felizmente a DM9 e Riot conseguiram reunir um grupo bem bacana, o que propiciou um clima bem animado. Fui uma das últimas a me sentar, pois a cadeira cheia de cintos me causava frio na barriga, mas hora de encarar a empreitada e lá fui eu.

É uma mesa para 20 pessoas e a cozinha fica no meio, com os chefs também amarrados por cintos e cozinhando ali na nossa frente. Muito champagne, cerveja e animação, não demorou para eu deitar minha cadeira a 90 graus e poder contemplar o céu escuro do Rio. Após nossa chegada no topo, o mundo desabou e tivemos que descer, mas felizmente a chuva parou rapidamente e voltamos ao céu novamente.

A estrutura é grande e, obviamente, bem segura. Praticamente não sentimos o movimento da subida e descida, muito menos a mesa girando vagarosamente durante o jantar. A vista é um espetáculo a parte, mas se tem medo de altura, a recomendação é: não olhe muito para baixo. O jantar passou num piscar de olhos contemplando entrada, prato principal e sobremesa, além de mandiopan durante a subida. Cada jantar recebe um chef diferente, o nosso foi a dupla Marcos e Thiago Sodré, do restaurante Sawasdee. E posso dizer que o jantar no céu teve comida dos deuses.

Ainda tive sorte e rolou um repeteco. Quando vi estava no meu segundo jantar, dessa vez cercada de celebridades, e com o chef francês Oliver Cozan, mas é a primeira que a gente nunca esquece.

E como diz a campanha Desobvialize, vamos tirar o óbvio de 2010.

A câmera do iPhone não faz jus a fantástica vista que tivemos, mas tem algumas fotos aqui no meu flickr.

Praia no Rio? Que praia?

terça-feira, janeiro 6th, 2009

Fui passar alguns dias no Rio de Janeiro para aproveitar coisas ótimas que a cidade oferece, exceto as praias – que, vamos convir, são todas meio iguais: mar lindo e agitado e uma vista com morros, eventualmente tomados por favelas.  Me interessava pesquisar a vida fora da areia, maneira pela qual cheguei a quatro vibes muito características do Rio (fin-de-siècle, anos 20-30, anos 50-60, anos 00), todas com atrações bacanas, pra você ficar bem longe de quem quer se bronzear comendo biscoito globo.

. Fin-de-siècle: sabe a virada do século XIX pro XX, naquele espí­rito famí­lia real e decoração carregada? Os cariocas adoram e mostram as razões pelas quais já foram a cidade mais importante do paí­s. Aqui entram a Confeitaria Colombo do Centro (a do Forte de Cocapabana é um truque pra captar turistas), que nem tem doces tão bons assim, mas vale pelos lustres absurdos, espelhos e elevadores de época; o Paço Imperial (tipo a Pinacoteca de São Paulo), que exibia uma ótima exposição sobre o Roberto Burle Marx, incluindo os estudos feitos à mão da calçada de Copacabana e do Aterro do Flamengo projetados por ele, além de tapeçarias, gravuras e pinturas; e o Palácio do Catete, com os jardins grandes e toda a exuberância (monótona) de museus que contam histórias de governantes.

. Anos 20-30: é muito legal pegar o bondinho na Lapa e subir o morro até Santa Teresa, ambos bairros hypados pelo Noel Rosa e a galera do samba. Santa Teresa enfileira casarões caindo aos pedaços, não tem sinal de celular nem caixa eletrônico, mas seus largos, restaurantes e lojas de artesanato fino compensam muito o trabalho de chegar até lá. Aqui, o samba antigo e os “malandros” são originais. Desça também de bondinho e ande pelos arredores pra ver a arquitetura bizarra e encantadora dos prédios da Petrobrás e da Catedral Metropolitana.

. Anos 50-60: a letra de Lí­gia, do Tom Jobim, resume tudo. A bossa nova hypou Ipanema, Leblon e Copacabana, antes do Rio praticamente estacionar nos anos 70 e se alimentar de saudosismo, até hoje. Quer algo mais a cara do Rio do que uma foto amarelada tirada na praia de Copacabana? Vale cada centavo da revelação do filme. Seguindo na onda o barquinho vai, a tardinha cai, destaco o suco de cupuaçu vendido nas várias lojas de frutas da rua Visconde do Pirajá, em Ipanema; e as confeitarias Garcia & Rodrigues e Talho Capixaba, ambas na Ataulfo de Paiva, no Leblon, que servem sanduí­ches perfeitos, feitos com os melhores ingredientes. Não é difí­cil comer bem no Rio – muito pelo contrário, é uma nova possibilidade de sabor em cada esquina. 

. Anos 00:  são os poucos pontos superconectados da cidade, livres do ranço praia/samba e que poderiam estar em qualquer metrópole. Aqui incluo o único local em que fui bem atendido, o ótimo restaurante Zuka, no Leblon. De entrada você pede a experiência de foie gras; como prato principal, o filé negro com purê de pequi; e, para a sobremesa, o brownie de pistache com calda de frutas vermelhas. Falar em 00, o famoso 00, no Planetário da Gávea, também tem um restaurante com cardápio delicioso, junto com uma pista e um deck com bar ao ar livre – tem algo em São Paulo assim, que junte bar/restaurante/pista e dê super certo? Ah! E o Dama de Ferro, que todos conhecem, é a balada em que vi mais gente animada dançando bom som eletrônico no meio de uma estrutura fria de aço, vidro e luz vermelha – inferninho chique.

Tem pra vários gostos e bolsos, e é super prazeroso andar pelas ruas super arborizadas, se sentindo sempre num cartão postal. Mas esteja preparado para o serviço precário, uma constante nos estabelecimentos do Rio: você tem que reforçar seu pedido em média três vezes, e ter muita paciência. Apesar de ser uma cidade turí­stica, a  comida demora pra vir, os garçons são atrapalhados e a conta sempre traz itens a mais.  Nessas horas, nem a certeza de ter sempre uma vista linda de mares e morros é consoladora.

Santa Teresa, no Rio de Janeiro