Nada me agrada mais que uns dias livres para uma fuga planejada. O Rio foi um lugar que cogitamos há uns 2 meses pelo menos, mas a sensação que eu tinha é que na hora H a gente acabaria mofando em São Paulo.
Dessa vez meu lado “polvo Paul” (afinal Mãe Dinah virou coisa do século passado) errou, felizmente!! O azar foi que o sol estava em dias nebulosos e mal deu as caras.
Confesso que isso não atrapalhou muito nossos planos. Aproveitamos para comer bastante, colocar a leitura em dia, assistir TV e ficar jogados no sofá, o que eu acho puro luxo.
Como acabei tendo boas experiências gastrônomicas, eu resolvi compartilha-las por aqui.
No domingo ainda conseguimos aproveitar o dia, mesmo estando ele de cara feia, pedalando por toda a orla de Copacabana depois de um brunch mega caprichado no Cafeína, do Leblon. Acabamos a tarde experimentando vários drinks no Astor, na Av. Vieira Souto, 110. Nossa nota 10 foi para o caldinho de feijão, caipiroska de lichia, bloody mary e a lula a dorê, que vem cortada bem fininha e seca.
À noite demos uma espiada no quarto de um amigo fino que se hospedou no Fasano, demos a pinta na varanda para apreciar a fantástica vista e depois ainda paramos para tirar foto na poltrona assinada pelo Gaetano Pesce.

foto by @rseefo
Depois de um grande dilema de onde jantar, acabamos decidindo pelo Felice Café, mas a espera sem qualquer previsão de tempo fez com que encarássemos uma ida até a Gávea para conhecer o Guimas. Diga-se de passagem: a escolha foi ótima e só saímos de lá porque já eram 2 horas da matina e estávamos sendo expulsos pelos garçons. A delícia já começou no chopp bem tirado e no couvert caprichado com pães quentinhos, patês, manteiga e azeitonas. Como a boa do lugar é o pastel, fomos numa porção de queijo e outra de camarão. Meu prato foi um frango recheado com brie envolto num molho de lamber os beiços.

foto roubada do http://restaurantesdorio.com.br/restaurante-guimas-gavea/
O lugar é bacana, o atendimento primoroso (o que no Rio é uma dádiva) e o clima de bistrô no meio da agitação do Baixo Gávea, traz um ar nostálgico ao lugar. Reserve um tempinho para conhece-lo caso dê uma passada sem pressa pelo Rio.
Na segundona o tempo não colaborou e todo mundo se rendeu ao seu próprio mundo particular. Só por volta das 16h30 é que tiramos as bundas do sofá e resolvemos encarar uma verdadeira empreitada: almoçar no famoso Bira, que fica na distante Barra de Guaratiba, que tem uma natureza ao seu redor de tirar o fôlego. Quem nunca se perguntou que lugar era aquela extensa linha fina de areia branca no meio do nada quando estava chegando no Rio de avião? Pois bem, trata-se da Restinga da Marambaia, que possui 43km de extensão.

O Google Maps nos pregou uma peça, que eu até acho que valeu a pena. Ele nos levou ao caminho errado, já que para chegar ao Bira, a estrada era pelo outro lado. Acabamos percorrendo uma estrada estreita até chegar na Prainha, que como eu li é a fronteira final da Cidade Maravilhosa. Infelizmente acabamos indo para lá tarde demais e pouco pudemos apreciar a beleza local. Com certeza é uma região que vale o retorno e uma visita mais demorada.
Fizemos o caminho de volta, tomamos o caminho correto, encaramos um congestionamento, passamos pelo famoso Sítio Roberto Burle Marx e finalmente chegamos ao restaurante. O relógio marcava 18h05 e o restaurante havia fechado há exatamente 5 minutos. A noite já caía, a fome tomava conta de todos, o que causou um mal humor generalizado, depois da odisséia que foi chegar lá. Acabamos dando meia-volta e retornando.
O Bira é conhecido não apenas pela sua cozinha dedicada aos frutos do mar, mas pela bela vista que oferece, tanto que foi mais por ela que decidimos ir até lá. Pela pesquisa rápida que fiz, a boa pedida do local é o filé de robalo com arroz de camarão, mas não foi dessa vez que eu pude conferi-lo.
Hoje finalmente o sol apareceu timidamente. Os mais animados que tinham virado a noite no 00, pularam cedo da cama e lá fomos nós tentar pelo menos ganhar uma marquinha que nos garantisse uma lembrança de um feriado carioca. Não conquistamos, mas a terça-feira rendeu.

eu posando de phyna em ipanema by @rseefo
No meio da tarde quando a fome bateu, eu pedi dicas de algum lugar bacana para almoçar em Santa Teresa, pois da turma que estávamos, apenas eu já tinha percorrido o charmoso bairro. Foi quase unanimidade: deu Aprazível na cabeça. Seguimos para lá e depois de discutir com o host que não existe fuso horário de 5 ou 8 minutos (ele jurou que há uma diferença de hora entre Brasília e Rio de Janeiro, que aqui são 5 minutos de diferença a menos… hehehehe). Acabamos acomodados numa mesa para 8 pessoas, numa extensa varanda, que nos rendeu finalmente uma bela vista.

vista da nossa mesa by @rseefo
Gostamos bastante da escolha. Os pratos são bem servidos e, apesar de ir contra todos na mesa, acabei saboreando um suculento medalhão. Dessa vez o drink campeão foi o “Piscinão”. O creme brule também entrou para a lista dos melhores que já comi.
Foram 4 dias engordativos, com pouco sol, mas que nos deixou rendidos ao Rio de Janeiro como sempre. Agora é aquela vontadezinha louca de ter um novo feriado para aterrissar por lá novamente.